Release de A corrida do rinoceronte:
O primeiro romance de Roberto de Sousa Causo, autor de A Sombra dos Homens (Devir, 2004), é uma fantasia contemporânea sobre Eduardo Câmara, um brasileiro que vai trabalhar numa empresa de informática nos Estados Unidos. Na cidadezinha de South River, no norte da Califórnia, Eduardo sofre a tomada de consciência de uma si-tuação étnica que ele não assumira antes, e testemunha a aparição de um rinoceronte, que surge nos momentos mais inesperados — e com as suas próprias intenções. Essa é uma presença sobrenatural que passa a guiar Eduardo em uma série de situações que o levam não apenas a descobrir uma identidade racial antes abafada, mas também a con-frontar um problema ambiental naquela região americana.
Ele conhece Jennifer Adams, uma determinada (e bonita) policial, Sasha Bailey, uma desorientada adolescente com problemas com o tráfico de drogas, Seymour Bly, um desiludido intelectual negro — e uma galeria de outros personagens, que inclui Gordon Kellner, o ambicioso diretor da empresa e um dos patronos da cidade.
Em paralelo à questão racial e ao problema ecológico, há também a descrição do mundo das corridas ilegais de rua, com o qual Eduardo também se envolve.
Apesar de relativamente curto, é um romance variado em seus temas e conotações, indo de questões de identidade racial e cultural, à defesa do meio ambiente e à revolução da economia informacional.


Comentários sobre o livro:
“As questões raciais e de abuso de poder são… diretamente tratadas em A Corrida do Rinoceronte, de Roberto Causo, crítico e autor de fantasia e ficção científica… Um programador brasileiro é contratado para trabalhar em uma empresa de alta tecnologia no interior da Califórnia, onde se descobre vítima do preconceito racial ao qual sua pele relativamente clara lhe permitia escapar no Brasil. Ao mesmo tempo, apaixona-se por uma policial branca e gringa e é chamado a lutar por um ambiente que não é o seu, pela vida e felicidade de estranhos e contra mazelas éticas, políticas e sociais que a princípio não lhe dizem respeito. [O romance tem como] preocupação central… as questões raciais, a negação do outro, os rumos da história e o abuso e corrupção do poder.” – Antonio Luiz M. C. Costa, Carta Capital.

“A Corrida do Rinoceronte, de Roberto de Sousa Causo, uma fantasia contemporânea que foi o melhor livro dos três gêneros [ficção científica, fantasia e horror] por um autor brasileiro publicado em 2006… Certamente deve ser lido pelos leitores mais próximos da FC&F, como também por leitores em geral. Em especial pelos temas que discute, colocando questões interessantes neste mundo globalizado e cada vez menos comprometido com suas raízes, sejam elas históricas, culturais ou ambientais. E sem esquecer do necessário fantástico que a tudo desestrutura e transforma, que nos faz lembrar que a realidade como a percebemos é apenas um dos ângulos possíveis de entendermos um pouco mais o que nos cerca e desafia.”
— Marcello Simão Branco. Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica 2006.

“Roberto de Sousa Causo pode ser considerado um dos mais importantes autores da atualidade de Ficção Científica e Fantasia brasileiros… O autor nos apresenta um livro de fantasia contemporânea com um sabor especial, que nos faz ao mesmo tempo reconhecer e estranhar o nosso mundo… A Corrida do Rinoceronte é um excelente livro, leitura obrigatória para quem gosta de um bom romance, onde o realismo mistura com o fantástico para criticar a nossa sociedade contemporânea. Ler Roberto Causo é muito mais do que ler um ótimo romance, é refletir sobre a nossa vida e o nosso mundo.” — Marco Bourguignon. Scarium Online.

“A Corrida do Rinoceronte nos leva a refletir sobre preconceito, globalização e identidade nacional. Mais ainda: a história do brasileiro na Califórnia às voltas com a assombrosa aparição do rinoceronte de sonhos pode ser lida como um questionamento sobre a própria ficção especulativa brasileira. Como é produzir no Brasil um gênero que é pela maioria visto como produto exclusivamente estrangeiro? Nenhum desses questionamentos, contudo, entra no caminho do fluir da narrativa, antes colaborando para seu natural desenvolvimento.” — Ramiro Giroldo, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul.


Release de O Par:

Oscar Feitosa é um jovem que tem sua identidade desfeita pelo contato com o alienígena. Na tentativa de recompô-la, ele vaga por uma paisagem transformada, que põe em cheque os mitos nacionais e o faz reencontrar os pesadelos do passado. Como em um Coração das trevas brasileiro, em sua jornada de contornos conradianos Oscar tem como companheira a reencarnação de seu sonho mais querido – que faz com que ele torne a enfrentar o lado mais sombrio do seu caráter – a violência sempre presente, a incapacidade de se comunicar com o outro.

 

Release de Ficção Científica, Fantasia e Horror no Brasil:
Poucos sabem que a ficção científica, fantasia e horror têm estado presentes nas letras brasileiras desde o século XIX. Este estudo acompanha o desenvolvimento dessa literatura até 1950, comparada à produção internacional, levantando as principais influências, divergências e a sua originalidade potencial no Brasil. Registra as suas raízes, sua história e a qualidade mítica nela presente, observando que as obras nacionais mais interessantes são aquelas que se realizam a partir de uma ‘distância ideológica’ estabelecida diante da influência estrangeira.

Apesar de ser circunscrito ao período de 1875 a 1950, o estudo freqüentemente recua para o passado ou avança para uma fase mais moderna, mencionando autores ainda em atividade. O livro traz ainda um caderno com ilustrações e reproduções de capas de livros e revistas, a cores, e ilustração de capa de Henrique Alvim Corrêa, o primeiro ilustrador brasileiro de ficção científica.

 

Comentários sobre o livro:

“Sem nada da estrutura rígida e indigesta de uma típica tese acadêmica [Ficção Científica, Fantasia e Horror no Brasil] é uma leitura agradável e reveladora para aficcionados da FC e da cultura brasileira e uma nova referência para historiadores da cultura e críticos literários.” – Antonio Luiz M. C. Costa, revista CartaCapital.

“Sem dúvida, uma séria pesquisa. Daqui por diante será documento imprescindível dentro de qualquer análise do assunto.” – André Carneiro, autor de Introdução ao Estudo da “Science Fiction”.

“A modernidade na periferia leva a um tipo de inventor fantasioso… que lida continuamente com a insuficiência das condições materiais… Resta, no entanto, o vôo da fantasia, a criação literária que propõe não o discurso da ciência e sim um discurso que imita a ciência e, assim fazendo, recria os mitos da narrativa tradicional… Daí o grande interesse despertado pela monografia pioneira de Roberto Causo sobre a história da ciência-ficção no Brasil.” – Albert von Brunn (Biblioteca Central de Zurique), Iberoamericana IV, 13 (2004).

6 comentários em “Roberto de Sousa Causo”

  1. fantastik.com.br » Como era gostosa a minha alienígena comentou:

    [...] Kupstas Fábio Fernades Jorge Luiz Calife Gerson Lodi-Ribeiro (organizador) Roberto de Sousa Causo Carlos [...]

  2. fantastik.com.br » TerrorZine nº6 comentou:

    [...] dessa edição do TerrorZine Rober Pinheiro, Juliano Sasseron, Roberto Causo, James Andrade e muitos outros, inclusive os organizadores. frontpage Fantastik.com.br – design [...]

  3. fantastik.com.br » Terra Magazine comentou:

    [...] idéia? Pois no espaço da revista Terra Magazine dedicado à Ficção Científica, Roberto Causo fala sobre o livro Rubens Francisco Lucchetti: O Homem de 1000 Livros, de Lucchetti & Jerusa [...]

  4. fantastik.com.br » Terra Magazine comentou:

    [...] revista Terra Magazine veio um pouco diferente dessa vez, trazendo um conto inédito do Roberto Causo e um artigo do Bráulio Tavares sobre o anti-intelectualismo, que já está dando o que falar nas [...]

  5. fantastik.com.br » Invasão comentou:

    [...] Organizador:  Ademir Pascala Prefácio: Roberto de Souza Causo [...]

  6. fantastik.com.br » 2/12: Lançamento de Anjo de dor comentou:

    [...] próximo dia 2 de dezembro, quarta-feira, a partir das 18h30, o lançamento do segundo romance de Roberto de Sousa Causo, Anjo de Dor (pela Devir), na Livraria Martins Fontes da Avenida Paulista (N.º 509, loja 28). A [...]

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