Kaori: Perfume no nome, Fragrance na trilha.

Não é sempre que ouço música ao escrever. Há momentos que, francamente, não consigo me concentrar em nada, a não ser no texto no monitor. Nessas horas, uma fanfarra poderia tocar ao meu lado, que não me daria conta. Mas, noutras, uma música no player ajuda, e muito, a dar o ritmo certo às frases, a imaginar a ação, os personagens, o clima perfeito. Já escrevi contos ao som de um bom rock, já me inspirei nas canções dark dos anos 80 ou nos clássicos como Liszt e Saint-Saëns.

Neste último ano, enquanto escrevia o romance Kaori: perfume de vampira (Giz Editorial, 2009), ouvi muita música japonesa, tanto para narrar cenas da vampira Kaori no Japão feudal, quanto para acompanhar as aventuras do vampwatcher Samuel na agitada São Paulo. Assim, descobri algumas maravilhas, como o grupo de taikô Kodô, ou os elétricos Yoshida Brothers, que conseguem extrair um som incrível das singelas três cordas do shamisen. Dêem uma olhada e digam se não é uma trilha perfeita para cenas de ação:


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