Imaginarios 1
Autores:


Ana Lúcia Merege
Carlos Orsi
Davi M. Gonzales
Flávio Medeiros

Gerson Lodi-Ribeiro
Giulia Moon
Jorge Luiz Calife
Martha Argel
Osíris Reis
Richard Diegues
Roberto de Sousa Causo


Imaginários 2


Autores:
Alexandre Heredia
André Carneiro
Eric Novello
João Barreiros
Jorge Candeias
Luís Filipe Silva
Saint-Clair Stockler
Sacha Ramos
Tibor Moricz


Coleção Imaginários
Grandes e novos autores exploram infinitos imaginários nesta coletânea da Editora Draco. A coleção Imaginários trará, a cada volume, contos inéditos que encontrarão o fantástico em todas as suas variantes, contando histórias de ontem, de hoje, de amanhã e – por que não? – de nunca. Conheça esse maravilhoso universo e reimagine a literatura fantástica.
Através dos séculos, escritores têm explorado o limite das idéias e da linguagem, dando vida a magos e imperadores, despertando vampiros e zumbis de suas covas, viajando por universos inteiramente desconhecidos, enfrentando a morte em labirintos infinitos, criando seres fantásticos que habitam as sombras da nossa imaginação. Os bardos das praças públicas se transformaram em mestres dos livros, colocando no papel toda a sua criatividade. Mais tarde, as histórias invadiram sites e blogs, migraram para celulares, fugiram das páginas e ganharam vida própria. Mas uma coisa permanece igual até hoje: a capacidade de encantar o leitor.


Grandes e novos autores exploram infinitos imaginários nesta antologia da Editora Draco. A coleção Imaginários trará, a cada volume, contos inéditos que encontrarão o fantástico em todas as suas variantes, contando histórias de ontem, de hoje, de amanhã e – por que não? – de nunca. Conheça esse maravilhoso universo e reimagine a literatura fantástica.


Através dos séculos, escritores têm explorado o limite das idéias e da linguagem, dando vida a magos e imperadores, despertando vampiros e zumbis de suas covas, viajando por universos inteiramente desconhecidos, enfrentando a morte em labirintos infinitos, criando seres fantásticos que habitam as sombras da nossa imaginação. Os bardos das praças públicas se transformaram em mestres dos livros, colocando no papel toda a sua criatividade. Mais tarde, as histórias invadiram sites e blogs, migraram para celulares, fugiram das páginas e ganharam vida própria. Mas uma coisa permanece igual até hoje: a capacidade de encantar o leitor.

Tempo de caçadoras

A saga da Liga Mundial, universo ficcional criado a partir da novela “O fantasma do apito” (Edições Scarium, Rio de Janeiro, 2007) prossegue no novo livro de Miguel Carqueija, “Tempo das caçadoras” (Scarium, 2009), onde a ação se desdobra em duas partes: “O Clube da Luluzinha” e “O olho mortal”.

Num mundo onde, há muitas décadas, o avanço tecnológico é jugulado, e em pleno século XXI as pessoas ainda viajam em carruagens, três inocentes estudantes universitárias, Fátima, Andréia e Carol, vêem-se ameaçadas, a troco de nada, por um “serial killer” que é também indivíduo detentor de grande poder na sociedade e tido como intocável. Inesperadamente elas são apoiadas por uma misteriosa policial, a Detetive Irina, que, como Fátima, é capaz de operar com vidência.

Após os dramáticos acontecimentos no Colégio Modelo, descritos em “O fantasma do apito”, Irina – que além de detetive da Polícia de Investigação do Rio de Janeiro, é uma agente secreta da enigmática Liga Mundial (organização que se arvora o controle sobre o equilíbrio da civilização) – chama as três meninas para acompanhá-la ao estado de São Paulo, para cuidarem do assassino pelas próprias mãos, já que o mesmo possui imunidades que impedem a sua prisão. As quatro mulheres vivenciam uma sinistra jornada, onde defrontam com outros criminosos e reencontram afinal o inimigo, numa sequencia de grande “suspense”.

“Tempo das caçadoras” mantem um clima gótico temperado pela picardia das garotas e pela intromissão do Detetive Anselmo, que insiste em seguir o quarteto. Penetramos numa estalagem decadente e arruinada, onde crimes obscuros têm lugar. O próprio clima cria um ambiente sinistro, de chuva torrencial; parte da ação se passa numa cidade poeirenta e parada no tempo; Andréia insiste em adotar um cachorro abandonado e levá-lo na aventura; a ação se encaminha para o novo confronto com o terrível “serial killer”. E, como pano de fundo da série, o conflito secreto entre a Liga Mundial e a Rede.

Invasão

3:06 am

Invasão

Alienígenas, monstros, naves espaciais, gárgulas, robôs, escravistas e viajantes do futuro. O que aconteceria se a Terra fosse invadida por seres hostis? Como você agiria? Isso e um pouco mais é o que o leitor encontrará no livro Invasão, uma obra escrita por alguns dos melhores autores da ficção científica nacional. Mas atenção, antes de fechar estas páginas, um aviso: esteja preparado, reflita, pois um dia isso poderá tornar-se  realidade…

Organizador:  Ademir Pascala
Prefácio: Roberto de Souza Causo

Autores:
Anderson dos Santos Costa
Angela NadjaBerg Ceschim Oiticica
Christian David
Daniel Pedrosa
Daniele Helena Bonfim
Danny Marks
Duda Falcão
Edmar Souza Júnior
Eduardo Lesnok
Estevan Lutz
Jocir Prandi
Mariana Albuquerque
Mario Carneiro Jr.
Melanie Evarino Leite
Miguel Carqueija
Nenezio
Ricardo Delfin
Rober Pinheiro
Rômulo Mafra
Ronaldo Costa
Ronaldo Luiz Souza
Vinícius Vieira
Waldick Garrett
Wilson Silva


Meu Mestre de História Sobrenatural


Livro juvenil celebra a cultura gótica

Meu Mestre de História Sobrenatural, de Luiz Roberto Guedes (Editora Nankin) é uma novela composta por uma série de histórias dos gêneros fantástico, horror sobrenatural e ficção científica. Gêneros que se tornam mais interessantes “quando encontram o trilho da tradição literária”, como assinalou o crítico Bruno Zeni, no Guia da Folha de São Paulo (29/02/2009). Como exemplo dessa conexão com os mundos da literatura, os escritores Machado de Assis e Antoine de Saint-Exupéry fazem “aparições” especiais nessas histórias assombrosas. O mestre do título é o livreiro Alpheu, dono do sebo Bazar Bizarro, que gosta de contar histórias fantásticas para uma turma de jovens. Esse “clubinho do Tio Bizarro” é a origem de uma futura Sociedade da Sombra, uma tribo de jovens góticos que costuma se reunir num cemitério, à meia-noite, para cultuar a memória de seu mestre em iniciação literária. Com ilustrações de Rubens Matuck, Meu Mestre de História Sobrenatural é uma leitura fascinante, para jovens ou aficionados do gênero fantástico. – Ricardo Berlitz

Para saber mais.

 LUIZ ROBERTO GUEDES, brasileiro, natural de São Paulo, SP, nascido em 1º de setembro de 1955. Poeta, escritor, tradutor, letrista sob o pseudônimo de Paulo Flexa. Publicou o poemário bilíngüe (português/italiano) Calendário Lunático (2000), organizou a antologia poética paulistana Paixão por São Paulo (2004), a novela histórica O mamaluco voador (2006), Minima Immoralia/Dirty Limerix (2007), e alguns “juvenis”, como Treze Noites de Terror (Editora do Brasil, 2002), O caçador do arco-íris (Escala Educacional, 2007), O Livro das Mákinas Malukas (Dubolsinho, 2007), e Meu Mestre de História Sobrenatural (Nankin, 2008).


Steampunk

Primeiro livro nacional de contos com temática Steampunk chega às livrarias o STEAMPUNK é um gênero extremamente visual da literatura fantástica e nos últimos anos vem conquistando milhares de leitores.  Observando esse mercado emergente e a carência de obras na linha, a Tarja Editorial lançou o livro “Steampunk – Histórias de Um Passado Extraordinário”, trazendo 9 autores com contos inusitados e muito criativos dentro da narrativa Steampunk.

O movimento literário Steampunk nasceu no final da década de 80, início da década de 90, nos Estados Unidos, sendo criado como um subgênero do CyberPunk. A idéia do Steampunk é utilizar o conceito dos grandes avanços tecnológicos e da degradação social que o acompanha, ambientando as estórias na Era Vitoriana (século XIX).

A Revolução Industrial, as crises internacionais e o desenvolvimento de tecnologias como o vapor – steam em inglês –, o motor a explosão, a corrida pelo domínio dos céus e os primeiros passos no uso da eletricidade, abriram uma gama de possibilidades para trabalhar personagens reais e literários, recriando a História como algo novo.

“Pouco foi lançado no Brasil dentro desse gênero. Praticamente tudo o que se vê nas prateleiras das livrarias é material de autores estrangeiros. Essa obra é a primeira com conteúdo nacional a ser lançada implicitamente dentro do gênero”, afirma Gianpaolo Celli, autor e organizador do livro.

Gianpaolo Celli trouxe uma história clássica, com referências históricas reais misturadas com ação e intrigas, envolvendo sociedades secretas e o prelúdio do que se tornou a guerra Franco-Prussiana. Fábio Fernandes apresentou uma adaptação primorosa do complexo de Frankenstein, com uma visão fascinante de um futuro onde a sociedade divide seu espaço com a maquinidade. Antônio Luiz rompe as amarras do metal, trabalhando avanços em outra área de estudo, com ambições até mesmo maiores e mais perigosas: a medicina. Alexandre Lancaster cedeu uma narrativa com ares de ficção científica, onde a ciência aponta que somente pode ser vista com simpatia se for inofensiva, caso contrário, torna-se uma maldição. Roberto Causo transporta o leitor para uma viagem repleta de escaramuças pelas selvas de nosso país, mas não entre as árvores, mas acima delas, mostrando Santos Dummont de uma forma inusitada. Claudio Villa arremessa o leitor para o mar, singrando suas águas acima e abaixo, em busca de um tesouro que leva o leitor aos ares do terror lovecraftiano. Jacques Barcia nos dá um conto “estranho”, unindo o drama da guerra, máquinas quase humanas e seres inacreditáveis da mitologia em um caldo que realmente proporciona uma nova criação. Romeu Martins transporta o leitor para um ambiente de faroeste a brasileira, com o clima típico desse estilo de folhetim, mas com heróis e bandidos extremamente vaporosos. E Flávio Medeiros encerra as páginas da obra com chave de ouro, mostrando os clássicos dirigíveis e submergíveis em um drama de honra que certamente agrada muito aos apreciadores do gênero.

Índice rápido de autores:
Alexandre Lancaster,
Antonio Luiz M. C. Costa,
Claudio Villa,
Flávio Medeiros,
Fábio Fernandes,
Gianpaolo Celli,
Jacques Barcia,
Roberto de Sousa Causo e
Romeu Martins.


Os autores falam de seus contos:

Roberto Causo - Durante a pesquisa para o meu livro *Ficção Científica, Fantasia e Horror no Brasil: 1875 a 1950*, quis escrever algum tipo de ‘FC recursiva’ com Santos Dumont e que permitisse o diálogo intertextual específico com obras antigas da FC brasileira. A antologia Steampunk* me deu a chance de fazer isso, e nesta aventura verniana estão Santos Dumont, o Padre Landell de Moura e a Imperatriz Isabel, com a floresta amazônica e a cidade perdida dos atlantes de Jerônymo Monteiro — mais uma boa pitada de Causo, dando a liga.

 

Claudio Villa – Em meu conto, busquei fazer uma homenagem ao autor de horror H.P Lovecraft 1890 / 1937), Caracterizado por uma narrativa psicológica em primeira pessoa, os personagens de Lovecraft são pessoas comuns que em algum momento de suas vidas se deparam com o  desconhecido e o assustador, perdendo sua sanidade ou mesmo suas vidas. Em meu conto intitulado “O Dobrão de Prata” conto a história de um renomado professor de história que em meio a suas pesquisas descobre sobre o naufragio de um antigo galeão espanhol carregado de prata. Sua ambição porém ira arruinar sua vida a medida que ele singa os mares afim de recuperar esse tesouro.

 

Fábio Fernandes – Uma Breve História da Maquinidade” é uma versão estendida (e com final modificado) do conto “The Boulton-Watt-Frankenstein Company”, publicado em fevereiro deste ano na revista americana online Everyday Weirdness. O conto mostra uma terra alternativa onde não só Victor Frankenstein teria realmente existido como também não desistiu no “primeiro protótipo”, ou seja, o monstro que todos conhecemos. Depois que a experiência fracassou, ele simplesmente se voltou para o mundo das máquinas – e alterou para sempre o curso da história. É o primeiro de uma série de histórias que estou escrevendo (a segunda, “The Arrival of the Cogsmiths (oil on canvas, by Turner, 1815)”, foi publicada também na Everyday Weirdness em abril, e estou terminando outras duas, uma flash fiction e uma novela, ambas em inglês).

* The Boulton-Watt-Frankenstein Company” saiu em versão podcast no site britânico StarShipSofa, em sua edição 92.


Flávio Medeiros – POR UM FIO: Existe sentido ao falar em “ética” na guerra? Quando o ser humano usa o melhor de sua capacidade para encontrar maneiras de destruir seu semelhante, até que ponto falar em “regras” soa como hipocrisia? Em um universo alternativo, onde o Império Britânico combate o Império Francês em plena Era Vitoriana, dois grandes comandantes enfrentam esse dilema, ao mesmo tempo em que travam uma dramática batalha de vida ou morte entre o céu e o mar.

 

Romeu Martins – “Cidade Phantástica” é uma história alternativa que imagina um Brasil potência industrial no século XIX, uma vez que o país foi governado de modo bem mais liberal por D. Pedro II influenciado por um consórcio de empresários liderados pelo Barão de Mauá.O imperador aboliu a escravatura por volta de 1855 e fez acordos diplomáticos com nações vizinhas, evitando a Guerra do Paraguai. A noveleta ambém é uma ficção alternativa poisse apropria de um personagem de Jules Verne, do romance Da Terra à Lua, e um casal de Conan Doyle, do conto “A ponte de Thor”, além de alguns outros que é melhor manter em segredo. O clima é de um western à brasileira (faroeste feijoada?) com conceitos de steampunk e estilo pulp.

 

Antonio Luiz Costa - Acompanhado de seu melhor amigo e conselheiro, um conhecido fabricante de emplastros do Rio de Janeiro vai a Piratininga (uma São Paulo alternativa) a convite de um pesquisador tupiniquim do Instituto Butantã, que lhe faz uma proposta irrecusável, cujas consequências podem mudar completamente sua vida e a face da sociedade. O meu conto é situado numa história alternativa na qual não foi D. João VI e sim D. Sebastião quem trouxe a sede do império português para o Brasil. Em consequência, a cultura brasileira toma outro rumo, tornando-se muito mais tupi, desenvolve-se muito mais rápido e muda os destinos da humanidade. A história se passa no reinado de um certo D. Pedro II, mas a escravidão foi abolida há séculos e o País tem um desenvolvimento tecnológico comparável ao da Inglaterra

 

Trechos dos contos:

1 – O Assalto ao Trem Pagador. Gianpaolo Celli

“O dardo perfurou a proteção de couro entre as placas peitorais e, no momento que atingiu o alvo, fechou o circuito da arma, liberando a eletricidade. O soldado então teve um espasmo momentâneo e tombou desmaiado.”

2 – Uma Breve História da Maquinidade. Fabio Fernandes

“Chega de acordar assustado no meio da noite, pensou Frankenstein, admirando o bronze polido reluzente do seu autômato, tão diferente da carne humana marmórea”

3 – A Flor do Estrume. Antonio Luiz M. C. Costa

“Depois de quinze anos de pesquisas, conseguimos produzir, aqui mesmo, um germicida potentíssimo, mas que é inofensivo para a maioria das pessoas.”

4 – A Música das Esferas. Alexandre Lancaster

“Ciência só era vista com simpatia quando era inofensiva; quando dava muito errado, ou pior, muito certo, ela era tratada como maldição.”

5 – O Plano de Robida: Um Voyage Extraordinaire. Roberto de Sousa Causo

“O aeróstato foi então sacudido por um fragoroso impacto que jogou Ulisses contra a amurada. Aos seus pés veio rolando Santos Dumont.”

6 – O Dobrão de Prata. Claudia Villa

““Um escafandro!” – pensei. Como não havia pensado em solução tão simples? Era certo que não possuía a robustez e a segurança de um submarino, mas se alguém aceitasse assumir o risco, eu estava certo de que o equipamento aguentaria.”

7 – Uma Vida Possível Atrás das Barricadas. Jacques Barcia

“aquela esfera sugando energia do vácuo era o único lugar do universo conhecido, disseram, onde um motolang e uma golem poderiam viver sem mendigar a aprovação de seus donos.”

8 – Cidade Phantástica. Romeu Martins

“— O efeminado do Impey deturpou o uso original de um canhão com aquela ideia ridícula de pousar na Lua. Utilizei os cálculos e os aprimorei na arma suprema.”

9 – Por Um Fio. Flávio Medeiros

“Pela primeira vez na história daquela guerra as duas chamadas “lendas vivas”, o Almirante Nemo e o Comandante Robur, encaravam-se olhos nos olhos.”



Livro Vermelho dos Vampiros

Release por Gil Pinheiro:

O poeta Lord Byron flertou com a lenda milenar do vampiro, incorporando em sua obra a entidade que os gregos chamavam de broucolokas, e BramStoker universalizou o mito com Drácula. De lá para cá, os sanguessugas nunca mais deixaram de frequentar as telas de cinema e as vitrines de livrarias. Esta antologia de contos O Livro Vermelho dos Vampiros foi concebida pelo poeta e escritor Luiz Roberto Guedes como um divertissement: convidou autores para revisitar esse mito tão popular. Treze contistas de várias gerações (incluindo integrantes da chamada Geração 90), projetam diferentes encarnações do morto-vivo, e as criativas ilustrações de Manu Maltez aprofundam o clima de pesadelo, dando maior charme ao requintado design gráfico de Antonio Mendes.

Sem perder de vista o décor sombrio dos filmes e quadrinhos, os doze contos exemplares injetam sangue novo no vampiro, com um ocasional toque de humor. É claro que a sedução e o erotismo sempre estão presentes.

O clássico vampiro do Velho Mundo comparece nos contos V de Vampiro (Jeanette Rozsas), Desabalada (Richard Diegues), e O Nome do Mal (David Oscar Vaz), em que um estrangeiro da Transilvânia se torna um caso de polícia na pacata São Paulo oitocentista de Álvares de Azevedo. Há vampiros urbanoides e pós-modernos nos contos Nina e Suzana no shopping (Martha Argel), Carpe Diem (Flávia Muniz), Catorze Anos de Fome (Santiago Nazarian), e Xarope Jacinto (Andrea Del Fuego), onde o sanguessuga possui uma misteriosa clínica e produz um xarope alquímico.

Em Vampire Route, a escritora Índigo segue uma intrigante excursão pelo bas-fond de Nova Orleans, cenário da saga vampírica de Anne Rice. Um vampiro teen surpreende um dentista incauto em O último drinque, de Marcelo Coelho, e L. R. Guedes engendra uma simbiose de nazismo e vampirismo, em O Ninho do Corvo.

No conto O olho de Hórus, do médico e escritor Moacyr Godoy Moreira, um cirurgião sedento de sangue e sexo causa um pandemônio no Hospital das Clínicas, em São Paulo. E no gran finale, Luiz Bras e Tereza Yamashita colocam em cena Black, um caçador de vampiros tão impiedoso e cheio de recursos quanto Jack Bauer, o guerreiro antiterrorista do seriado 24 Horas.

Ao fim e ao cabo, esta coletânea proporciona um “biscoito fino” aos aficionados desse espectro que continua seduzindo escritores, cineastas, espectadores e leitores. Segundo o escritor Hilton James Kutscka, que assina a apresentação, os contos de O Livro Vermelho dos Vampiros já nascem clássicos do gênero. O vampiro vive.

Draculea

Draculea: O livro secreto dos vampiros

Release:
Romênia, 1456. Um grande cavaleiro cristão torna-se temido agente contra os turcos. Conhecido pelos romenos como Vlad Draculea, o filho do dragão, empalava cruelmente seus derrotados inimigos. Considerado pelos oponentes e próprios súditos a encarnação do demônio, devido aos atos de crueldade cometidos contra ambos. Como esse servo da Igreja transformou-se no mais sanguinário entre os homens de sua época? Quais segredos guardou por tantos séculos?

Em 1897, o escritor irlandês Bram Stoker inspirou-se em Vlad e criou a personagem principal do romance “Drácula”, popularizando o mito do vampiro. Seriam apenas fragmentos da imaginação criativa de um escritor? Ou há uma verdade oculta nesse relato?

Quais mistérios eles escondem por gerações? Descubra em Draculea – O Livro Secreto dos Vampiros, uma antologia de contos escrita por alguns dos melhores autores do gênero. Mas, antes de abrir estas páginas, um aviso: após lê-las, você nunca mais será o mesmo. O conhecimento tem seu preço, e eles ficarão furiosos com a sua descoberta.

Ademir Pascale – Escritor e Organizador

Autores:

Prefácio – Nelson Magrini

1 – Draculea – Ademir Pascale

2 – O Missionário – Estevan Lutz

3 – O Relato do Capitão BlackBurn – César Almeida

4 – Marcas Eternas – Luciana Fátima

5 – O Guardião – J.P. Balbino

6 – Emplumado – Duda Falcão

7 – O Filho da Escuridão – Almir Pascale

8 – Comida de Vampiro – Pedro Vicentini (Tagobar)

9 – Noites de Trevas – Elenir Alves

10 – Aprender Para Dominar – Simone O. Marques

11 – Trágica História – Ricardo Delfin

12 – Os Segredos do Pergaminho – Bruno Resende

13 – Sabor de Absinto – Dione Mara Souto da Rosa

14 – Beijo de Sangue – Alexsandre Moro (MMEA)

15 – Filosofia Vlad – Adriano Siqueira

16 – O Velho Vampiro – M.D. Amado

17 – Fantasmas Vivos – Danny Marks

18 – Andarilhos Noturnos – Felipo Bellini

19 – O Rito do Caminho – Angela NadjaBerg Ceschim Oiticica

20 – Rinaldo – Christian David

21 – O Mal Busca a Verdade – Jean Felipe Felsky

22 – A Descoberta de um Segredo – Raphael Albuquerque Cavalcanti (Raphael O Lord)

23 – Nas Profundezas do Coração – Daniele Helena Bonfim

24 – Imagem – Henrique Cananosque (Vampiro Triste)

25 – Marcela – Evandro Guerra

26 – Tormento – Mario Carneiro Jr.

27 – Escrituras – Ana Dominik

Comunidade Draculea no Orkut.


Trechos de alguns contos:

Draculea de Ademir Pascale:

Do alto do prédio da Gazeta, visualizo a Avenida Paulista de ponta a ponta: pequenas formigas aglomeradas num trânsito robótico, num vaivém nauseante. Os agudos e frios sons das buzinas inebriam a minha memória, fazendo-me sentir um êxtase tão prazeroso que toca lá no fundo deste negro e histórico coração. Os flashes de antigas batalhas e o som das trombetas que as anunciavam eram semelhantes, diferenciando apenas que naquele tempo maldito a luta era corpo a corpo e com duração de poucos dias. Hoje, a luta é contra o estresse, contra as modernas doenças que acabam com artérias, invadem corpos e mentes amaldiçoando fracos corações… Sinto a dor destas formigas e sinto pena ao olhá-las lá embaixo, indo para suas casas para que no dia seguinte, logo cedo, estejam de volta, e isso se repetirá dia após dia, ano após ano, até o corpo adoecer, envenenando o que lhes é mais precioso, o sangue.

 

O Missionário de Estevan Lutz:

Os camponeses erguiam, exaltados, suas foices e ceifadeiras enquanto praguejavam fervorosamente contra a criatura sanguinária recém capturada. O missionário, contundente, aproximou seu crucifixo de prata no rosto do vampiro que estava fortemente amarrado num tronco de cedro.

- Em nome do Senhor, arda no lago de fogo, monstro maligno do inferno! – ordenou o missionário, imponente, por baixo do capuz de sua batina franciscana.

Aprender Para Dominar de Simone O. Marques

Ella lambe os lábios rubros e lascivos lentamente. Degusta o néctar agridoce que há poucos segundos penetrava-lhe o corpo, fazendo-a extasiar-se e gemer de puro prazer. Suspira e fecha os olhos lentamente. Os cílios castanho velando os olhos que até então se coloriam de vermelho e eram capazes de aprisionar, de render, de dominar e de levar à morte a deliciosa vítima.

 

Noites de Trevas de Elenir Alves

A jovem perdera o prazer pela vida e enterra, perante os seus atos, a essência do amor. Sem saber o que fazer, puxa uma caixa cheia de livros que está debaixo da cama e segue com ela até a lareira da sala. Arremessa os livros no fogo tentando amenizar o seu ódio, quando percebe os quatro símbolos na capa de um dicionário em hebraico prestes a ser consumido pelas chamas.

 

Comida de Vampiro de Tagobar

As noites corriam tranquilas quando uma tormentosa questão levou-o a matutar. Está certo que todos seus semelhantes sentem necessidade de abastecer-se desse líquido vital de tempos em tempos. Mas ocorrem, com frequência, situações dramáticas onde a urgência de restabelecer o nível corporal mínimo desse precioso elemento, obriga a que saiam desesperadamente à procura de sangue novo, muitas vezes correndo incontáveis e perigosos riscos, como serem notados, identificados ou mesmo capturados.

Ficha técnica:
Título: Draculea: O livro secreto dos vampiros
Organizador: Ademir Pascale
Editora: All Print
21 x 14 cm – 1ª Edição
Páginas: 160
Ano: 2009

Solarium

2:31 am

Solarium

Release:

“Por que, apesar de filmes de Ficção Científica terem sempre bom público no Brasil, não conseguimos fazer com que o interesse permaneça o mesmo quando se fala em literatura?”

Foi pensando nisso que chegamos a uma conclusão: faltam oportunidades para os autores brasileiros publicarem suas ideias.
Uma simples pesquisa na internet e podemos descobrir milhares de textos sobre o assunto: são contistas e romancistas apaixonados pelos mistérios da Ficção Científica em todas as suas vertentes. São blogs, sites, fanzines, comunidades, grupos de discussões, todos falando deste assunto apaixonante. Mas procure publicações impressas e você verá que a quantidade cai drasticamente. Aparentemente, as editoras não acreditam muito no futuro da FC brasileira.

Foi então que a antologia Solarium começou a tomar corpo: uma plataforma de lançamento para novos autores, jovens não apenas de idade, mas principalmente, de alma. Interessante notar como dos 15 aos 50 anos, todas as faixar etárias se fizeram presentes.

Aos poucos eles foram chegando, de todos os cantos do país e até de Portugal: sérios ou bem-humorados, filosóficos ou divertidos, pessimistas ou otimistas, inocentes ou maliciosos, costurando um mosaico de cores e situações tão diferentes entre si quanto parecidos na sua essência, mas sempre se mostrando, sem medo de revelar o que pensam que nos espera lá adiante, onde os olhos ainda não alcançam. Em suma, Ficção Científica.

Todos prontos? Então bem-vindos ao futuro. Este é o convite que a antologia Solarium faz àqueles que não têm medo de vislumbrar o que ainda está por vir. Cidades perdidas, seres de outros planetas, batalhas monumentais, galáxias distantes, tudo isso faz parte do inconsciente coletivo dos que, um dia, se apaixonaram pelo mundo fantástico da Ficção Científica. Convidamos você a desvendar conosco o grande mistério que é o futuro, este eterno desconhecido…

Autores:
André Garzia, Chico Anes, Danny Marks, Emanoel Ferreira, Frodo Oliveira, Gabriel Zigue, Hugo Vera, Humberto Amaral, José Geraldo Gouvêa, Larissa Redeker, Lino França Jr., Luiz R. Farias Jr., Magalhães Neto, Marcelo Andrades, Márcio Aragão, Marcus Vinícius Da Silva, Nuno Lago, Pablo Casado, Ricardo Delfin,  Ronaldo Luiz Souza, Sabine Mendes, Victor Stéfano.

SOLARIUM – Contos de Ficção Científica
Editora Multifoco – 2009
Organizado por: Frodo Oliveira
Nº de páginas: 178

Deixando de existir


Sinopse:
Século 23. Em um mundo que superou os seus conflitos, andróides trabalham lado a lado com os humanos. Mas, repentinamente, estranhos acidentes começam a acontecer e um inspetor é chamado para desvendar o mistério da destruição de alguns andróides. Este é o cenário de Deixando de Existir.

Ambientado em um clima de ficção científica, ele discorre sobre temas existenciais como a eutanásia, a depressão e o suicídio com uma abordagem holística e filosófica, que provoca no leitor a reflexão sobre a importância e o sentido da vida.

O autor:
Goulart Gomes nasceu em Salvador da Bahia, em 1 de maio de 1965. Administrador de Empresas, concluiu pós-graduação em Literatura Brasileira (UCSAL) e em Gestão de Comunicação Integrada (ESPM-RJ).

Publicou: Anda Luz (1987), Todo Desejo (1990), Sob a Pele (1994), LinguaJá, o Território Inimigo (2000), Esfinge Lunar e Outros Enigmas (2001), poesias; Trix, Poemetos Tropi-kais (1999) e Minimal, dos males o menor (2007), poetrix; a peça teatral A Greve Geral (1997), o cordel A Divina Comédia (1989); Todo Tipo de Gente, contos (2003), Matrix Revelations – Tudo o que Você Queria Saber sobre o Filme, ensaio (2005) e Deixando de Existir, ficção científica (2009).

o-elo


Sinopse:

Nesta que foi a primeira obra a ser concebida para o universo da Trissência, a trama se passa em um contexto paralelo mágico-fantasioso, sendo inicialmente centrada em três personagens que se verão envolvidos nos fluxos criativos, preservadores e transformadores de seu planeta, sentindo-os em suas almas. Diante de um portal que depende dos corações humanos, ocorrerão conflitos internos e externos, descobertas espirituais e, o fundamental, despontará a árvore que alcança os céus e possui raízes firmes na terra, a Ligação, que permanece, sólida ou num lampejo que a revela por um instante.

O eixo da trama é a Trissência, constituída por três forças cósmicas primordiais: Poder, Sabedoria e Prosperidade.
A história se inicia com a chegada de Tirésias, um vidente cego e andrógino, à ilha de Himavat, residência dos Supremos Sacerdotes Rudra e Parvati, dirigentes espirituais ocultos deste mundo. Ambos requisitaram a presença do sábio para localizar os portadores dos sahajas, os amuletos lendários que permitem aos que os possuem canalizar a essência trina. Os protagonistas Erik Donar, um mercenário, Sofia Simurg, uma maga, e Aido, o protetor de seu vilarejo em um “mar de árvores”, logo receberão sobre si os olhos do cego…

 

Trecho:

“O Supremo Sacerdote vestia um longo e límpido manto alvo, cravejado com pingentes de ouro e prata decorados com folhas de parreira; um conjunto metálico formado por uma máscara de dragão e um capacete com chifres de cervo encobria-lhe a cabeça e o rosto; e tratava-se do único ser naquele santuário, além da Suprema Sacerdotisa, que podia usar no pescoço medalhões-símbolos da Deusa em ouro. A Suprema Sacerdotisa, por sua vez, usava um manto idêntico ao do seu consorte, só que noturnamente negro e com um conjunto de máscara de tigre e tiara em forma de lua crescente. Tremeluzia uma aura de extraordinário carisma em volta dela; já ele, esforçando-se arduamente para se manter altivo, com as mãos trêmulas, os ombros tensos e fazendo força para não despencar do trono, emanava uma energia ferida e cansada…
-  Continua nas sombras, meu velho amigo?- Reverberou a voz acúlea da Suprema Sacerdotisa, que transmitia uma receptiva satisfação.
-  As sombras nunca me perturbaram, minha senhora.- O cego percebeu que ela sorrira por baixo da máscara.- Mas também nunca me acompanharam…
Transcorrido um momento de silêncio, ela tornou a falar:
-  Sabe que não precisa ficar ajoelhado…
-  Não posso desrespeitar dois paramuktas…
-  Tirésias…Você sabe melhor do que ninguém que títulos e gestos burocráticos nunca contêm a dor, a responsabilidade e o respeito verdadeiros, e que as doenças são indiferentes às formalidades. Sei que não veio para isso…
-  De fato…- O cego ficou de pé e levantou as pálpebras, alardeando as pupilas vazias; sua fisionomia era aparentemente inexpressiva, distante, e ao mesmo tempo oceânica…- Vim porque vi, há alguns dias atrás, a estrela da manhã, de sinistro presságio, brilhar nos céus com um esplendor e uma vitalidade incomparáveis até mesmo para quem está acostumado a observá-la…
-  Você VÊ melhor do que todos nós…É por isso que precisamos agora, mais do que nunca, da sua ajuda…
O Supremo Sacerdote tossiu forte, seguidas vezes. Tirésias apontou suas pupilas vazias na direção dele, com uma aura de discreta preocupação:
-  A situação não parece ser das melhores…Foi a estrela que deixou assim o mestre Rudra?- Estendeu a pergunta com sua voz de leão-raposa.
-  Os homens temem o sofrimento e a morte, Tirésias…- Ela fez uma pausa, abaixou a cabeça timidamente, levantou-a vigorosamente alguns segundos depois, encheu o peito e então volveu a falar, soltando o ar, em um tom que tornava a explicitar seu sorriso oculto.- …Mas os tesouros guardados no ventre da Deusa são eternos…
Do lado de fora, os raios do dia começavam a enrubescer. Um fogaréu descia sobre o mar que circundava a ilha de Himavat, sem feri-lo e sem se apagar; um fogo fúlgido, decorrente das faíscas que pipocavam da boca da Deusa enquanto esta engolia seu ovo dourado. O vermelho chamuscado prevaleceria…Até que a refeição e o parto divinos fossem consumados. E dentro de breve subiria uma ingrata fumaça escura, que limitaria as faíscas que a originaram a fugidios pontinhos brilhantes em sua barriga em forma de gruta…”

 

Espelhos Irreais

 

Primeiro livro da Fábrica dos Sonhos, Espelhos Irreais foi organizado por Ana Cristina Rodrigues e traz contos de Aguinaldo Peres, Ana Carolina Silveira, Ana Cristina Rodrigues, Daniel Gomes e Roderico Reis.

Espelhos Irreais é a primeira antologia lançada em papel pela Fábrica dos Sonhos. Mas é também o cartão de visitas da Fábrica, que vem coroar quatro anos de trabalho, esforço e dedicação de seus operários e de sua gerente, Ana Cristina Rodrigues.

A Fábrica dos Sonhos é uma reunião de pessoas, de várias partes do Brasil, em torno de um objetivo em comum: desenvolver a própria escrita, através do exercício e da crítica aos seus textos feitos pelos colegas. Parece simples, mas exige disciplina e organização, para que o objetivo não se desfaça pelo caminho e tudo se torne apenas uma grande bagunça, senão mais uma lista falecida nos vastos campos da internet. Neste ponto, um elogio à presença sempre dedicada e amorosa, porém firme, de Ana Cristina Rodrigues e também dos coordenadores dos vários projetos de leitura e crítica em atividade, sintonizados com o espírito do trabalho a ser realizado. E, claro, um lugar assim tende a atrair pessoas interessadas e dispostas a compartilharem ideias e esforços.

Enfim, após quatro anos de intensos trabalhos, o primeiro produto sai da linha de produção: Espelhos Irreais. Trata-se de uma antologia, elaborada entre os anos de 2007 e 2008, com a temática livre “reis, rainhas, príncipes e princesas”. Observam-se vários resultados: contos-de-fadas, alta fantasia tradicional, um passeio pela ficção científica, a tênue fronteira entre o real e o fantástico. Também, a apresentação e o trabalho de vários autores – apesar de não ser exatamente o début de alguns deles, é a apresentação dos resultados de um trabalho de quatro anos.

E é isso. Esta é a Fábrica dos Sonhos. Este é seu cartão de visita. Que o leitor aprecie a estreia e esteja preparado para os próximos projetos, conjuntos ou solo, que logo virão.  – Ana Carolina Silveira.

Território V é uma coletânea ainda inédita que em breve chegará ao mercado. Foi organizada pelo Kizzy Ysatis e ganhou prefácio de ninguém menos que Giulia Moon e capa de Octavio Cariello. O tema, ganha uma artéria quem adivinhar, são vampiros! Conforme o material de divulgação for chegando, disponibilizo aqui para vocês. Mas já dá para sentir o gostinho.

Participações já confirmadas: Flávia Muniz, Luis Eduardo Matta, Raphael Draccon, Camilo Vannuchi, Cid Vale Ferreira, Juliano Sasseron, Octavio Cariello, Douglas MCT e os próprios Kizzy e Giulia.


Trecho de contos:

Boas Vidas de Raphael Draccon:

– Vampiros acreditam em reencarnação?
– Nós enlouqueceríamos do contrário.
– Por punição moral?

– Vampiros não têm moral.
– Então não haveria punição?
– Sim, a punição existe.

– De que forma? Com uma estaca?
– Não, com a consciência que permeia o ato.
– Pensei que consciência fosse uma característica humana.
– Por isso vampiros são tão fascinantes.

Anjo da Guarda de Camilo Vannuchi:

Viúva, e mãe de dois moleques miúdos, prefiro levar adiante o ofício que herdei do finado Tião. Trabalhando, ponho arroz na mesa e mantenho os cotovelos afastados das janelas, onde as desocupadas se empoleiram para bisbilhotar o vai-vem das comadres com olhos de assuntar. No mais, é pacata a rotina do armazém. Vez ou outra, tenho de conduzir até a rua algum beberrão mais afoito, desses que chegam cedo e se agarram à pinga até não restar gole pra santo. Outras vezes, é preciso driblar sem-vergonhice de freguês abusado ou apartar briga de matuto quando surge perrengue por conta de corno ou jogo. Mas briga em que eu mesma estivesse envolvida – e briga de faca – foi uma só. E talvez eu não estivesse aqui pra contar a história, não fosse aquele homem estranho. Um pedaço de homem.

As Vampiras de Kenshin de Giulia Moon:

“Olhei mais uma vez para a foto no laptop. Mostrava um rapaz de rosto andrógino, vestido apenas com calças pretas de couro justíssimas, que deixavam à vista os ombros largos, a barriga lisinha, os músculos definidos do abdômen. Apesar dos cabelos castanho-claros e dos olhos azuis, este era Kenshin, um astro de rock japonês. Filho de um ator de kabuki e uma roqueira holandesa, o cara personificava o sonho molhado de milhões de adolescentes japoneses.”

Torniquete de Douglas MCT:

“Tinha medo. Também não poderia ser diferente. Era jovem, não mais do que onze anos, e aquela era a sétima noite em que ouvia o grunhido. Não sabia se era animal, mas sabia que não era humano. E que animais poderiam existir naquela região fechada de concreto, que não cães, gatos ou pombos? Neste recôndito em que vivia, só podia escutar as lamúrias das outras crianças, os apelos dos abandonados, sermões dos velhos e os berros dos mais novinhos. Tudo era tão amargo e triste, que seu âmago estava sempre sufocado e seus olhos cheios d’água. Não suportava mais aquela realidade ou fosse ela qualquer outra coisa – afinal, bem sabia, não conhecia nada além do Orfanato.”

“É evidente a existência de gregos e troianos, cada grupo tendo predileção por um ou outro conto. Eu próprio pulo de um pé a outro em meus gostos pessoais. Isso nos caracteriza como humanos: individualidade! Não há obra que, sendo plural, agrade em sua individualidade, mas tenho certeza de que cada volume atende plenamente a todos os seus leitores na totalidade. Quebrar – ou manter – paradigmas é tarefa delicada a ser
talhada cuidadosamente com uma britadeira. A interpretação de onde cada paradigma foi trabalhado pode ser uma busca complexa. Mas sei que o leitor atento conseguirá ter prazer em encontrar essa linha que cria a unicidade das obras. E, como este livro está em suas mãos, sei que é um desses leitores. Boa sorte adiante! Siga com prazer. Desfrute destes Paradigmas!” – Richard Diegues, organizador, escritor e editor.


Paradigmas vol1

 

Release:

Vivemos em um mundo onde os rótulos definem o que devemos consumir. Um universo de padrões. De predefinições. De paradigmas. Conhecer o suficiente para gerar a capacidade de ignorar esses modelos é uma obrigação da literatura fantástica moderna. Seja na fantasia, no horror ou na ficção científica, assim como no realismo, o que importa é inovar constantemente. Conhecer as regras e quebrá-las por convicção, jamais por ignorância. Causar o novo é preciso! Barreiras são erguidas apenas para serem colocadas abaixo. Um paradigma só é tão eterno quanto a capacidade humana de desafiá-lo.

A Coleção Paradigmas é justamente o ângulo que rompe a membrana entre os subgêneros consagrados para fomentar o nascimento do original. Nela são reunidos contos de – e para – uma geração de novos escritores, livres de preceitos e com a mente no futuro. Abra as portas. Quebre os paradigmas!

A proposta é apresentar contos incomuns, mesmo que baseados em paradigmas consagrados. Os volumes podem ser lidos em qualquer ordem, assim como seu conteúdo. Para alcançar tamanha diversidade, foram selecionados 13 contos de autores fantásticos que se empenharam na busca do novo e do insólito sem deixar de lado o conhecimento acumulado, desenvolvido em séculos de literatura.

Contos e Participantes:

MAI-NI Expressas »  Richard Diegues  »  autor dos livros Tempos de AlgóriA (2009), Sob A Luz do Abajur (2007), Magia – Tomo I (1997), além de organizador e co-autor do livro Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006), co-autor dos livros Histórias do Tarô (2008), Necrópole – Histórias de Bruxaria (2008), Necrópole – Histórias de Fantasmas (2006) e Necrópole – Histórias de Vampiros (2005). Trabalha com eventos e palestras na área literária, atuando também como editor pela Tarja Editorial. Paga as contas como programador de computadores, consultor editorial para autores, rastreando hackers, e jogando bilhar. É o idealizador do projeto Paradigmas.Ícone 01

Vento, Seu Fôlego. O Mundo, Seu Coração »  Jacques Barcia  »  é um escritor azul de ficção estranha. Tem contos publicados no Brasil e Romênia, em papel e prana. É editor da revista online Terra Incógnita junto com o rishi Fábio Fernandes, com quem também divide o blogue Post-Weird Thoughts. Quando não escreve, berra mantras e dança com duas belas apsarases.

Um Forte Desejo » M. D. Amado » analista de sistemas, mineiro de Belo Horizonte, e participou do livro Necrópole – Histórias de Fantasmas (2006) com o conto O Fotógrafo. Possui contos publicados em vários sites  revistas eletrônicas. Desde 1996 mantém o site Estronho e Esquésito, que, entre outras coisas, disponibiliza gratuitamente um espaço para que autores de literatura fantástica divulguem seus trabalhos. Na atualidade desenvolve dois projetos literários solo, que em breve se tornarão livros.

O Mendigo e o Dragão »  Bruno Cobbi  »  é tradutor, designer multimídia e escritor estreante. Descobriu seu talento para contar histórias através do RPG e atualmente é aluno da primeira turma do Curso de Pós Graduação em Formação de Escritores, em São Paulo. Fã de videogames, cinema e quadrinhos, é dono do blog Aprendiz de Escritor e editor do blog d3system.

Una »  Roberta Nunes  »  gosta tanto de literatura que não suporta quem a maltrata. Publicou alguns textos em listas de discussão de literatura e blogs literários, tendo um trabalho publicado o livro Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006). Atualmente tenta, com afinco, se dedicar aos blogs pessoais Profana?Eu?, onde escreve suas desventuras e ao Estilhaços de Alma, dedicado a críticas de livros, peças teatrais, filmes, eventos e de bares onde a cerveja teima em não gelar.

Fogo de Artifício »  Eric Novello  »  autor dos romances Dante – o Guardião da Morte (2004) e Histórias da Noite Carioca (2005). Participou do livro Necrópole – Histórias de Bruxaria (2008) com o conto De Fumaça e Sombras, possui mais de 60 contos e crônicas online e mantém atualmente o site Fantastik de divulgação de literatura fantástica nacional. É tradutor e trabalha como crítico literário e de cinema para o portal de arte Aguarrás. Está trabalhando em um romance de Fantasia Urbana com o mesmo protagonista de Fogo de Artifício.

Aqui Há Monstros »  Camila Fernandes  »  alter ego de Mila F. Enquanto Camila Fernandes assina contos e revisões, Mila F, é ilustradora especializada em pintura digital e capista desta edição. Lançou seus primeiros contos no NecroZine, depois, participou dos livros Necrópole – Histórias de Vampiros (2005), Necrópole – Histórias de Fantasmas (2006), Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006) e Necrópole – Histórias de Bruxaria (2008). No momento, tem desenhado muito, feito revisão de textos para editoras e autores independentes e reparado seu livro solo.

Sinfonia Para Narciso »  Cristina Lasaitis  »  Não sabe dizer se é uma cientista que se apaixonou pela ficção ou se é uma escritora que se apaixonou pela ciência. Autora da coletânea de contos de ficção científica e fantasia Fábulas do Tempo e da Eternidade (2008) e participante do livro Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006). Sua imaginação vive uma constante viagem, e ela sonha com o dia em que poderá viver de contar histórias. Atualmente mora com seus pais e vive catando as traças da sua biblioteca de estimação.

A Lenda do Homem de Palha »  Leonardo Pezzella Vieira  »  engenheiro que escrevia poesias. Dono de um forte hábito de leitura, participou de grupos de escritores e trocou as poesias pelos contos e pequenos romances de terror e ficção. Publicou no Jornal da Praça e em diversos sites de contos e crônicas. Participou do livro Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006). Seus textos podem ser encontrados em seu blog pessoal, o Monologando.

A Teoria na Prática »  Romeu Martins  »  jornalista especializado na área de divulgação científica, com ênfase em inovação tecnológica, é co-autor do livro Conhecimento & Riqueza (2007), o que o torna, na maioria das vezes, bastante cético quanto a avanços radicais em um futuro próximo. Resenhista e entrevistador, do site Overmundo, também é o criador do blog Terroristas da Conspiração.

O Combate »  Maria Helena Bandeira  »  formada em jornalismo, artista plástica. Menção Especial do Prêmio Guararapes da União Brasileira de Escritores. Conto Brasileiro do Mês da Isaac Asimov Magazine, indicada pra o Prêmio Argos em 2002, colaboradora do fanzine Somnium, da revista Scarium e do site português E-nigma. Participou das antologias Anjos de Prata (2001-2007), Antoloblogue (2007) e FC do B – panorama 2006/2007 (2007) e GRAGEAS – 100 cuentos breves de todo el mundo (2007), na  Argentina.

O Templo do Amor »  Ana Cristina Rodrigues  »  escritora, historiadora, funcionária pública, professora, editora, agitadora cultural, roteirista e mãe. Balzaquiana, escreve para tentar calar as vozes (sem sucesso). Já apareceu com contos em diversos sites brasileiros e internacionais. Está escrevendo um romance de fantasia histórica alternativa.

Madalena »  Osíris Reis  »  cursou três semestres em Medicina, e três em Mecatrônica, até assumir o gosto pela narrativa. Autor do livro Treze Milênios – Gênese Vermelha (2006), o primeiro de uma saga de Ficção Científica e Terror. Escreveu o conto Bandeiras, publicado na Scarium Megazine. Estudante do curso de Audiovisual (TV, Rádio, Cinema), trabalha com roteiros de cinema e HQ.

 

Paradigmas 2

 

Ricardo Edgar, Detetive Particular » Ataíde Tartari » empresário e escritor, já participou de várias coletâneas de contos de FC, entre as quais Estranhos Contatos (1998), Phantastica Brasiliana (2000) e Futuro Presente (2009). Participou também de coletâneas mainstream como Contos Cruéis (2006). Publicou os romances Amazon (2001) e Tropical Shade (2003), ambos em inglês. Colaborou com o projeto literário internacional Babylonia, do qual participa com o e-book bilíngüe Tropical Shade/O Doutor Suástica. Entre 1999 e 2001, atuou como cronista na coluna Arte pela Arte do Jornal da Tarde de São Paulo. Investigações: ataide.tartari@yahoo.com.br

O Pequeno Oenteph » Raul Tabajara » diretor de criação e professor de arte conceitual em uma escola de cinema em São Paulo. Publicou o livro Horror e Pensamentos (2004) por produção independente e o conto Sensíveis no livro Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006), além de escrever periodicamente matérias para revistas da área de publicidade e cinema. Seus trabalhos de criação e ilustração podem ser vistos em sua página pessoal. Sonhos: raultabajara@gmail.com

Efeitos Adversos » Flávio Medeiros » médico oftalmologista em Belo Horizonte, onde nasceu. Leitor compulsivo de tudo que lhe cai nas mãos, bem cedo começou a achar que também sabia escrever. Autor dos romances Quintessência (2004) e Casas de Vampiro (inédito), além da coletânea de contos Leia e Fique Rico (inédita). Também escreveu dezenas de contos e crônicas, além de cartoons publicados por jornais universitários da UFMG e FUMEC e pelo jornal Felicíssimo. Terceiro colocado no concurso de contos do Gabinete Paraibano de Cultura (1989) e menção honrosa no mesmo concurso pelo conjunto das obras. Escritor de peças teatrais montadas por grupos amadores de Belo Horizonte. Bulas: flaviocmedeiros@terra.com.br

A Boa Senhora de Covent Garden » Camila Fernandes » alter ego de Mila F. Enquanto Camila Fernandes assina contos e revisões com seu nome de batismo, Mila F, o apelido, é ilustradora e capista desta edição. Nascida em São Paulo, capital, lançou contos no NecroZine e nos livros Necrópole – Histórias de Vampiros (2005), Necrópole – Histórias de Fantasmas (2006), Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006), Necrópole – Histórias de Bruxaria (2008) e Paradigmas – Volume I (2009). Fantasia, horror, realismo e erotismo habitam seu universo. No momento, tem desenhado muito, feito revisão de textos para editoras e autores independentes e montado um livro solo.
Canetadas e pinceladas: camilailustradora@gmail.com

Fuga » Fernando S. Trevisan » com a cabeça enfiada num computador desde os 8 anos de idade, já foi empresário na área e hoje atua como consultor freelancer. No campo literário, sempre teve o incentivo de professores para escrever, notas excelentes em redação e algumas boas colocações em concursos literários, como um 2° lugar no concurso de poesia promovido pela ETE Jorge Street (1997). Possui textos publicados online, em blogs, revistas e sites literários, além de fanzines. Foi um dos mentores do MeloDrama, movimento literário que envolveu mais de 50 autores em Itajaí, Balneário Camboriú, Jaraguá do Sul, Florianópolis e Maringá. Seu conto nesta edição é sua primeira publicação offline. Corridas: fernandotrevisan@gmail.com

O Deus de Muitas Faces » Gabriel Boz » escritor e designer gráfico. É co-editor da revista Scarium Megazine, foi editor da revista eletrônica de literatura Desfolhar e tem um livro publicado: Arcontes (1999). Publicações mais recentes incluem oscontos Digital Éden na antologia portuguesa Por Universos Nunca Dantes Navegados (2007) e Mar Negro na antologia FC do B – Ficção Científica Brasileira – Panorama 2006/2007 (2008). Sacrifícios: gbozmail@gmail.com

Frei François » Ademir Pascale » lingüista, crítico de cinema, ativista cultural, escritor, professor de informática,
idealizador do projeto de inclusão social Vá ao Cinema e do zine TerrorZine – Minicontos de Terror. Administrador do Portal Cranik e dos sites O Entrevistador e Divulga Livros. É autor do audiolivro Cinema – Despertando Seu Olhar Crítico (2007). Já publicou seus contos em diversas antologias e organizou a coletânea Draculea – o livro secreto dos vampiros (inédito) e Invasão Fic Science Edition (inédito). Penitências: ademir@cranik.com

Abaixo de Nós » Luciana Muniz » Analista de Sistemas graduada em Sistemas de Informação. Como escritora, participou de duas antologias: Soltando o Verbo (2006), com as crônicas A Catedral e Essência, e Vampirus Brasil: Sedução, Fascínio e Traição (2008), com o conto A Marca da Maldade. Escavações: lumunizf@yahoo.com.br

Carta a Monsenhor… » Ana Cristina Rodrigues » escritora, historiadora, funcionária pública, professora, editora, agitadora cultural, roteirista e mãe. Carioca e balzaquiana, escreve para tentar calar as vozes (sem sucesso). Já apareceu com contos em diversos sites brasileiros e internacionais. Publicou o livro Anacrônicas –Pequenos Contos Mágicos (2009) e está escrevendo um romance de fantasia histórica alternativa. Pestes: anacrisrodrigues@gmail.com

Triângulo em Tempo Rubato e Gota de Sangue » Saint-Clair Stockler » mineiro que vive no Rio de Janeiro há muitos anos. É mestre em literatura brasileira e tem um livro de contos inédito (por enquanto): Dias Estranhos. Semicolcheias: saintclairstockler@gmail.com

A Dama e o Cavaleiro » Ricardo Delfin » formou-se em Processamento de Dados, pois paga aluguel, e em Cinema, anos mais tarde, quando um pouco de sabedoria lhe permitiu um momento de juízo. Publicou diversos contos, na verdade quatro, em antologias. Participou do e-zine TerrorZine do Portal Cranik, cujo download é gratuito. Co-organizador da antologia Dias Contados (inédita). Além de colaborador da revista virtual B12. Cortesias: rick.delfin@yahoo.com.br

O Fazedor de Terra » Ubiratan Peleteiro » nasceu em Vitória, Espírito Santo. É engenheiro de computação e trabalha atualmente como Auditor Fiscal no Rio de Janeiro. Sempre gostou muito de ler e teve seu primeiro contato com o escrever em 2004, quando participou da Oficina da Palavra da UFES, que produziu um livro com os contos e poemas dos participantes. Em 2006, travou contato com a produção de textos de ficção científica e fantasia, gêneros com os quais se identificou. Desde então passou a escrever contos nessa linha. Participa do grupo de escritores online Fábrica dos Sonhos e também já participou da Oficina de Escritores, outro grupo virtual. Escreve na Black Rocket, revista eletrônica de ficção científica. Torrões: upeleteiro@yahoo.com.br

Clausura » Richard Diegues » autor dos livros Tempos de AlgóriA (2009), Sob a Luz do Abajur (2007) e Magia – Tomo I (1997), além de organizador e co-autor do livro Visões de São Paulo –Ensaios Urbanos (2006), co-autor dos livros Histórias do Tarô (2008), Necrópole – Histórias de Bruxaria (2008), Necrópole – Histórias de Fantasmas (2006) e Necrópole – Histórias de Vampiros (2005). Trabalha com eventos e palestras na área literária, atuando também como editor pela Tarja Editorial. Paga as contas como programador de computadores, consultor editorial para autores, rastreador de hackers e jogador de bilhar. É o idealizador do projeto Paradigmas e participou do Volume 1, além deste.

 

Paradigmas 3

[ 1 1 ] Baby Beef, Baby! » Richard Diegues » autor dos livros Tempos de AlgóriA (2009), Sob A Luz do Abajur (2007) e Magia – Tomo I (1997), além de organizador e co-autor do livro Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006) e co-autor dos livros Histórias do Tarô (2008), Necrópole – Histórias de Bruxaria (2008), Necrópole – Histórias de Fantasmas (2006) e Necrópole – Histórias de Vampiros (2005). Trabalha com eventos e palestras na área literária, atuando também como editor pela Tarja Editorial. Paga as contas como programador de computadores, consultor editorial em apoio a novos autores, rastreando hackers e jogando bilhar. É o idealizador do projeto Paradigmas e participou dos dois volumes anteriores, além deste. Churrascadas: richard@tarjaeditorial.com.br

[ 2 5 ] O Mito da Fecundação » Ludimila Hashimoto » Nipo-carioca residente em São Paulo há 17 anos, traduziu cerca de 20 livros, dentre os quais AVoz do Fogo (2002), de Alan Moore, e 8 livros da série Discworld, de Terry Pratchett. Publicou textos no seu blog, o extinto Argamassa Gorda, e nos sites Letra & Vídeo e Terroristas da Conspiração. Teve também o seu conto Harmonia do Mundo publicado na revista eletrônica de ficção científica Terra Incógnita (2008). Delícias: milahashi12@gmail.com


[ 3 5 ] Reminiscências de um Mundo Verde » Ronaldo Luiz Souza »
Formado em Administração e pós-graduado em Direito Tributário, trabalha na área jurídica, mas possui desde a mais tenra infância paixão por livros e literatura. Co-autor dos livros Réquiem Para o Natal (2008), Universo Paulistano (2009), Solarium (2009), Contos Selecionados de Novos Autores Brasileiros (2009), Fiat Voluntas Tua (2009), Enigmas do Amor (2009), Contos de Outono (2009) e Dias Contados (2009). Também possui quatro outras obras das quais fará parte ainda em 2009. Outros textos podem ser encontrados no blog Refúgio das Palavras, do próprio autor. Aromas: rolusouza@gmail.com

[ 3 9 ] O Animal Morto » Saulo Sisnando » Escritor, dramaturgo, ator e diretor teatral nascido no Ceará, mas morando atualmente em Belém, onde é um dos mais populares autores do Estado do Pará. Autor do romance fantástico infanto-juvenil Puzzle – Tenha Fôlego Para Chegar ao Fim! (2005). Escreveu os espetáculos teatrais As Ruminantes (2009), popPORN – Sete Vidas e Infinitas Possibilidades de Corações Partidos (2009), Cartas Para Ninguém (2009), Trash – O Outro Lado do popPORN (2008), Útero – Fragmentos Românticos da Vida Feminina! (2007) e criou o argumento e a quarta história do espetáculo Quatro Versus Cadáver (2009), uma trama noir escrita em conjunto com três autores paraenses. Pertences: saulosisnando@hotmail.com

[ 4 7 ] Lamentações de Jeremias » Lúcio Manfredi » Escritor e roteirista de televisão com contos publicados nas antologias Intempol (2000), Como Era Gostosa a Minha Alienígena (2002), Vinte Voltas ao Redor do Sol (2005), Histórias do Olhar (2002) e Novelas, Espelhos & Um Pouco de Choro (2001). Para a tevê, escreveu dois episódios de Brava Gente com temática fantástica, As Aventuras de Chico Norato Contra o Boto Vingativo (2001) e a adaptação de Bilac Vê Estrelas (2006), de Ruy Castro. Foi colaborador das minisséries A Casa das Sete Mulheres (2006) e Um Só Coração (2004). Integrou ainda a equipe das novelas Como uma Onda (2005) e Ciranda de Pedra (2008). Curtas: luciojpm@uol.com.br

[ 5 1 ] Esperança Corrompida » Leandro Reis » Morador de São José dos Campos, interior de São Paulo, é o autor do livro Filhos de Galagah (2008). Hoje, trabalha na publicação de mais obras de seu mundo fantástico: Grinmelken. Também é autor de diversos contos, disponibilizados em sites, revistas virtuais e antologias publicadas. Mais informações podem ser adquiridas no site Grinmelken. Meses: contato@grinmelken.com.br

[ 5 9 ] Em Berço Esplêndido » Camila Fernandes » É escritora e revisora de textos, enquanto seu alter ego, Mila F., é ilustradora. Nascida e residente em São Paulo, capital, lançou contos no NecroZine e nos livros Necrópole – Histórias de Vampiros (2005), Necrópole – Histórias de Fantasmas (2006), Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006), Necrópole – Histórias de Bruxaria (2008) e Paradigmas – volumes 1 e 2 (2009). Seu trabalho alia o rotineiro ao bizarro, o realista ao onírico. No momento, está preparando dois livros-solo, ilustrando como freelancer e fazendo as capas da coleção Paradigmas. Turismo: camilailustradora@gmail.com

[ 6 7 ] Choque de Civilizações » Marcelo Jacinto Ribeiro » Técnico em informática sem paciência para ficar trancado em laboratórios, passou sua vida profissional vivendo fortes emoções no comércio e, ao invés de ir até o mundo, fez o mundo vir até ele. Publicou vários minicontos no projeto on-line Letra & Vídeo e no e-zine Black Rocket e está se divertindo pacas com tudo isso! Autor iniciante cheio de fome e curiosidade, bibliófilo assumido, confesso e sem arrependimentos, PNE involuntário e sobrevivente profissional, atualmente passa seu gigantesco tempo livre escrevendo sobre tudo e todos. Maldições ancestrais: spit_mkv@yahoo.com.br

[ 7 5 ] Hatzemberger » Davi M. Gonzales » Engenheiro por formação, especialista em gestão da Administração Pública, atua na Administração Pública Federal. Residente em São Caetano do Sul. Podia estar roubando, matando… mas está aqui, honestamente divulgando suas histórias. Acredita que a TV emburrece e que os livros são o melhor antídoto contra o entorpecimento da mente. Outros contos publicados, de forma não virtual: Prêmio UFF de Literatura (2008), Coletânea da Secretaria de Cultura de Niterói (2008), Antologia da Academia Niteroiense de Letras (2008), Coletânea FC do B – Ficção Científica Brasileira – Panorama 2006/2007 (2007), Antologia de Contos Fantásticos – CBJE – Câmara Brasileira de Jovens Escritores (2007), Antologia ASES – Associação dos Escritores de Bragança Paulista (2006), Antologia UNIVAP (2005) e Antologia Idiossincrasias (2003). Liturgias: davimegon@yahoo.com

[ 8 1 ] O Cavaleiro e o Senhor do Inverno » Gianpaolo Celli » Além de administrador de empresas, é escritor e editor. Sempre com um livro em mãos, é um leitor contumaz, estudioso de ocultismo, esoterismo e mitologia. Antes de se voltar à literatura, trabalhou com quadrinhos e apresentando matérias e aventuras-solo de fantasia na revista Dragão Brasil. Atualmente, além de colunista do site de neopaganismo Tribos de Gaia, é co-autor da coleção Necrópole, com os livros Histórias de Vampiros (2005), Histórias de Fantasmas (2007) e Histórias de Bruxaria (2008), e do livro Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006). Também é co-editor e co-autor dos livros Histórias do Tarô (2008) e Steampunk (2009). Brumas: giancelli@yahoo.com

[ 9 1 ] Velha Remington » Wolmyr Alcantara » Atualmente, finalizando (lutando com) a dissertação de mestrado sobre Memorial de Aires, de Machado de Assis. Professor de Literatura. Bacharel (sem vocação) em Jornalismo. Isso no mundo ficcional. No mundo real: leitor de Terror e Fantástico, Allan Poe e Lovecraft e outro bruxo, o do Cosme Velho. Publicou na antologia portuguesa Por Universos Nunca Dantes Navegados (2007) e na revista Scarium. Recebeu algumas menções honrosas em concursos literários. Participa da lista virtual Oficina de Escritores. Acredita em magia. Originais: aimberef@yahoo.com.br

[ 101 ] De Vento e Pedra » Viviane Yamabuchi » Artefinalista de histórias em quadrinhos dos estúdios Mauricio de Sousa desde 1994, ilustradora freelancer, formada em Design Gráfico e bailarina de dança indiana e dança do ventre quando sobra tempo. Estreando como escritora neste volume da Coleção Paradigmas. Aquarelas: vassouramagica@yahoo.com.br

[ 109 ] O Homem Bicorpóreo » Hugo Vera » É formado em Publicidade e Propaganda desde 1998. Paulistano radicado em São Bernardo do Campo, planeja desde pequeno a conquista do universo. É hoje um dos moderadores da Comunidade de Ficção Científica do Orkut e participou das primeiras edições do Prêmio Bráulio Tavares com os contos O Futuro é o Passado (2007) e O Homem Bicorpóreo (2008), este classificado em terceiro lugar pelo júri popular. Conspirações interplanetárias: email@hugovera.com.br

A mudança das estações

Release:
Cada estação guarda em si características que pode também pertencer a algumas das pessoas a sua volta. O calor e paixão do verão. A alegria e inocência da primavera. A introspecção e solidão do outono. A frieza e distância do inverno. Todas essas estações em um ano. Todos esses sentimentos em nove contos, numa mistura de gêneros e histórias.
Todas elas buscam a surpresa, em qualquer situação. Cada personagem se mostra o mais real possível, com verdadeiros problemas, traços e detalhes, podendo ser qualquer pessoa que você conheça. Não importando o quão impossível os acontecimentos sejam.  O que poderia acontecer numa visita à cidade em que cresceu? Ou numa simples descida ao porão de casa? Como terminaria uma briga inocente entre duas gêmeas? Contos que passam por suspense, terror e até mesmo romance, contados em uma narrativa dinâmica que tenta prender o leitor a cada palavra.
O primeiro livro dessa autora reúne nove contos escritos durante o ano de 2008, muitos deles enquanto ela fazia parte do grupo Irmandade das Sombras, grupo de escritores de literatura fantástica. Criados a partir das mais variadas formas de inspirações. Desde músicas, fotografia e até acontecimentos reais na vida dela, tudo é possível de se tornar uma história que vale a pena ser contada.

Trecho do livro:
Era mais um pôr do sol que ela assistia da janela. O céu mudava de um tom alaranjado para um tom de rosa estranho. Logo seria possível ver algumas estrelas. A lua já era visível. A maioria das pessoas quando olha para o céu a noite se interessa pela lua, ou pelas estrelas cintilando. Não ela. Estava interessada no manto negro que cobria o céu nas noites. A escuridão que cobria todas as coisas. Claro, a lua também tinha seu charme, mas a escuridão era a atriz principal no espetáculo que a noite apresentava vez após vez.

 

Contos:
Como se parte um coração:  O que seu amor não conta para você.

Caça: Mulher e cachorro são duas metades de um mesmo caçador sanguinário.

Gêmeas: Brigas podem ser bem mais do que um simples rivalidade entre irmãs.

Felizes para sempre: Até onde você iria para viver uma vida feliz e perfeita?

O beijo: Uma mulher está para ser morta na fogueira acusada de bruxaria. Ele precisa impedir isso e pagar o preço.

No escuro: Na escuridão se escondem coisas que você não imagina.

Da última vez: Um casal pacato vai voltar ao seu antigo trabalho. Um trabalho que já quase custou a vida de um deles.

Árvore dos sonhos: As coisas que se perdem ao longo dos anos precisam ser recuperadas.

Mohave: Uma cidade é invadida por vampiros. E esse casal tem mais do que bons motivos para exterminá-los.

E agora com vocês, a autora:
Sempre gostei de escrever e escolher a área de exatas não me afastou dessa paixão pela ficção. Agora estou lançando meu primeiro livro de contos. Fui resenhista de filmes de suspense e terror na Zine “IS Magazine. Tenho contos publicados no site “Contos Grotescos”. O conto “Da última vez”, presente nesse livro, é um conto vencedor do último concurso literário de Porto Seguro.

Ah, os livros da Multifoco só podem ser adquiridos pelo site da editora.

Além da terra do gelo


Release:
Quem dera Vanhardt fosse apenas um garoto comum lutando contra a rejeição dos outros habitantes de Crivengart, uma vila ao norte da Terra do Gelo. Ele é também o filho de uma deusa. Quando adulto, o rapaz se vê obrigado a sair numa incrível jornada que se mostraria mais longa, difícil e maravilhosa que se poderia supor. Com a ajuda da poderosa deusa do gelo, além de amigos que faz durante o caminho, Vanhardt irá enfrentar desafios épicos. O fantástico mundo de Kether oferecerá perigos como vermes gigantes, exércitos de seres amaldiçoados, feiticeiras, portais selados e ocultos, e o jovem deverá mostrar toda a inteligência, força e crescimento interior para superar tais obstáculos.

Trecho do livro:
Vanhardt nasceu num lugar chamado “terra do gelo”, região ao extremo norte de Kether onde há neve o ano todo. Seria mentira se não dissesse que o garoto teve uma infância muito difícil e solitária; era o menino da vila de Crivengart que todos cuidavam para manter à distância. Nunca encontrou colegas para brincar, e via de longe os garotos correrem uns atrás dos outros, subir em pinheiros, lutar com galhos quebrados como se fossem espadas. O pior, de qualquer maneira, nem era isso. O pior era que ele já se acostumava. Sentia-se diferente, e o fato de ser muito pequeno comparado aos meninos de sua idade não ajudava em nada. A distração favorita do garoto era observar o pai, Thomas, o carpinteiro, trabalhar. Sua mãe, Dóris, morrera logo após seu nascimento, e Thomas teve de criá-lo sozinho.
Certo dia, do alto de seus sete anos de idade (na verdade, ainda era baixinho), Vanhardt viu os garotos vizinhos montarem fortes de neve. Os meninos simularam uma guerra, jogando bolas de neve uns nos outros enquanto se escondiam nos fortes, gritando e gargalhando. Era uma oportunidade! Queria viver como qualquer outro moleque de crivengart, queria ter amigos, brincar. Os olhinhos de Vanhardt brilhavam de alegria, e depois de alguns minutos ele tomou coragem e pediu para entrar na brincadeira:
— Posso brincar também? – gritou bem alto, parado no meio do campo de batalha.
Um silêncio profundo pairou no ar por alguns segundos, enquanto todos, imóveis e sérios, olhavam para Vanhardt.

 

Autor:
Victor Maduro, natural de Ipatinga-MG, desde criança fascinado com a “fantasia” em suas várias facetas: livros, RPG, filmes, desenhos como Caverna do Dragão, e animes. Sempre envolvido com o mundo das letras, publicou contos em jornais da medicina, informes internos e numa antologia de contos medievais. Atualmente com 24 anos, cursando a Faculdade de Medicina da UFMG.

Site do livro.

Gerson Couto

1:32 am

 Hemisfério Dorso

Sinopse:
Silêncio. O lugar onde os Deuses habitavam e chamavam de seu. O ponto onde tudo se iniciava e se transformava, mas que, como todos os outros, não era imune ao tempo.
Dez Deuses que, após muito trabalho, conseguiram criar um universo pacífico e sem erros. Um trabalho perfeito, que trouxe alguns inconvenientes. Tudo que tinham de fazer agora era cumprir com seus afazeres. O tempo corria, e nada acontecia. Cansados, um deles, aquele que aparentava ser o mais forte, propôs um jogo.
Deu-se início. Enquanto as peças se moviam, milhares de idéias afloravam em suas cabeças.
O que aparentava ser um simples jogo acabou se transformando no maior planeta já visto até então.
Hemisfério mal havia nascido, e já era o palco para uma estranha e sangrenta batalha. Os Deuses, assustados, observavam. Resolveram intervir. Mas em nenhum momento esperavam tal recepção. Palavras foram arremessadas como flechas. A situação estava fora de controle. Num piscar de olhos, os Deuses se viram de volta à Silêncio. Com o orgulho ferido, decidiram agir. Mas agora era tarde demais.
Daquele dia em diante, os Deuses vêm tentando restabelecer contato com Hemisfério, sem imaginar o que estava a acontecer naquelas terras.
Os mortais, acostumados com uma vida de paz e tranqüilidade, se encontravam agora dentro das mais estranhas situações.
E foi Lad, um desses mortais, o primeiro a descobrir que tudo aquilo era apenas o início.

Trecho do livro:
Silêncio. Entre tantas coisas interessantes e comuns, vidas e sombras, existe o Silêncio. É lá onde eles moram. Dez Deuses, dotados das mais variadas formas e personalidades. Em Silêncio habitam donos de poderes infinitos e pensamentos eternos. Silêncio era uma planície coberta por uma tenra e verde grama. Montanhas não existiam naquele lugar, fazendo com que o vento corresse incessantemente. O infinito verde da grama era recortado, em seu centro, por um colorido jardim. Um jardim de tulipas, das mais variadas cores e tamanhos, com suas flores a abrir e fechar. Os Deuses passavam grande parte do tempo naquele jardim. Por lá ficavam a conversar, tomavam importantes decisões, ou simplesmente observavam o tempo ser carregado pelo vento.

No centro desse belo jardim, se encontrava Kunr Anime, a casa dos Deuses. Aquele jardim era o lugar mais belo daquela planície, e por isso construíram a casa em seu exato centro. Todos os dez nela moravam, por isso a razão de seu tamanho. Era preciso subir grandes escadas dos mais variados formatos para entrar em Kunr Anime, pois, diferente das outras casas, ela não se encontrava no chão. As escadas eram os únicos pontos onde a casa mantinha algum contato com o chão, pois era sustentada por um grande homem com asas, que ficava a sustenta-la em seus braços por todo o tempo. Suas longas asas batiam incessantemente, fazendo assim com que o vento ao redor da casa corresse ainda mais rapidamente. Por todo o tempo, somente suas asas se mexiam.

Toda a casa era constituída de algo semelhante a um mármore azul, que facilmente reluzia qualquer luz. As pilastras que seguravam o teto tinham o formato de grandes tamanduás, que apoiados em suas patas traseiras, levantavam suas cabeças e, com suas línguas, seguravam o estranho teto que parecia mudar a cada instante. Num momento era como o restante da casa, no outro, como se fosse constituído por vários ossos. O chão de Kunr Anime era como um grande rio congelado, pois debaixo de sua crosta transparente, a impressão era que uma grande quantidade de água por ali corria.

Dentre as dezenas de quartos e salas existentes em Kunr Anime, uma era a mais usada, por isso, acabaram apelidando-na de Grande Cauda. Uma grande sala iluminada por abelhas que carregavam troncos recheados de fogo. No centro da Grande Cauda, existia uma grande mesa rodeada por dez cadeiras. Eram inúmeras as vezes em que se reuniam ao seu redor, quando não estavam no jardim. A Grande Cauda era o único cômodo da casa que dava acesso a todos os outros. Era impossível adentrar na casa sem passar por ela. Assim como era impossível um Deus ir para seus aposentos sem passar pelo Salão da Estrela.

O Salão da Estrela foi assim nomeado devido seu formato, que parecia com uma estrela de dez pontas. E cada uma dessas pontas era o corredor que dava acesso a um dos aposentos dos deuses. Cada uma das paredes que compunha os corredores tinha a seu lado, como se a mantivesse erguida, uma gigantesca estátua. Flamingo. Golfinho. Antílope. Esquilo. Jacaré. Gato. Cavalo. Leão-Marinho. Raposa e Polvo. Cada um desses animais, em forma de grandes estátuas, seguravam as paredes dos corredores. E ao fim de cada um destes, existia uma porta que se encontrava sempre fechada. O aposento onde repousavam. Em alguns dos corredores, próximo à porta de seus quartos, residia algo que parecia ser somente uma velha manta. Por todo o tempo elas ali permaneciam.

Por mais bela que fosse a casa, eles gostavam mesmo era de ficar no Jardim das Tulipas, e lá estavam naquele momento. Lóbulos tocava de maneira suave seu Oboé. Próximo a ele, Lahguna e Póllus, que jogavam uma partida de gamão. O jogo preferido dos Deuses. Zathara estava distante do restante do grupo. Olhava para o céu, pois naquele momento, estava a se entreter com suas Nurtas e Bóris. Havia criado três grandes bolas de fogo e três grandes pedras brancas que ficavam a girar pelo céu. Eram bonitos, mas nada como o tempo para fazer com que Zathara rapidamente se esquecesse deles.

Enquanto isso, Anchlión e os outros conversavam.

- Estamos há séculos parados como estátuas. Será que não existe nada no momento que precise de nossa intervenção? Imagino que todos aqui estejam cansados de ficar parados. – Reclamava Golffus.

- Está tudo correndo de maneira pacífica há séculos. Executamos nossos trabalho com perfeição, por isso tudo se encontra na mais perfeita harmonia. Inclusive nós. Mas acredito que em breve teremos algo empolgante para realizarmos. – Dizia Anchlión.

Sobre o autor:
Gerson J.V. Couto é Paulista, cresceu em Minas Gerais e, morando na capital carioca, se dedica às artes como literatura, música, e dança. Atualmente com 27 anos, cursa o Bacharelado em Dança – UFRJ, enquanto se dedica ao término de seu terceiro livro.

Visite o site do autor para adquirir o livro e ver o trailer promocional.

Ana Cristina Rodrigues

Ana Cristina Rodrigues é atual presidenta do Clube de Leitores de Ficção-Científica e ativista nos bastidores da ficção. Lança seu primeiro livro em 2009 reunindo vinte narrativas curtas de ficção especulativa.

Release:
Anacrônicas – Pequenos Contos Mágicos, é o primeiro livro publicado da escritora, reunindo obras espalhadas ao longo dos anos em diferentes websites e blogs.
Ana passeia pelo gênero da fantasia/realismo fantástico com muita variedade em contos sucintos, que trafegam desde a fantasia contemporânea de autores como Neil Gaiman (influência confessa da autora, que está presente como epígrafe no livro – “O mundo sempre parece mais brilhante quando você acaba de criar algo que antes não estava lá” – como também pela revisitação do mito arturiano no conto “A Dama de Shallot”. A medievalidade e a influência histórica – e não custa dizer, a autora é historiadora formada na UFF, com Mestrado em História Moderna e atualmente está fazendo o doutorado em História Medieval na mesma universidade – está também presentes em contos como “Os Olhos de Joana” e “Feitiço sem Nome”, mas há também local para o intimismo cotidiano em “Borboleta”, “Viagem à Terra das Ilusões Perdidas” e “O Mapa da Terra das Fadas”. Há um pouco de tudo no universo de Ana Cristina Rodrigues.
O livro terá 90 páginas ao custo de R$ 20,00, contando com um prefácio do importante escritor de ficção científica Octávio Aragão, autor de A Mão que Cria e do universo conjunto Intempol. Serão vinte contos que trafegam no tempo, no espaço, e mais importante do que tudo, no imaginário.

Os textos:
“É tarde!”
Chiaroscuro
A Princesa de Toda a Dor
O último soneto
A Casa do Escudo Azul
Vida na estante
Os olhos de Joana
O Senhor do Tempo
Deus embaralha…
Feitiço sem nome
A dama de Shalott
Como nos tornamos fogo?
Pelo espaço de um momento
Borboleta
Viagem à terra das ilusões perdidas.
O baile de Máscaras
Lenda do Deserto
Mapa para a Terra das Fadas
O eremita
Apocalypse NOW!

Trecho do livro:

Trecho do livroanacronicas_16

A autora:
Ana Cristina Rodrigues é um dos nomes mais importantes do crescente cenário de ficção científica e fantasia no Brasil. Agitadora cultural por excelência, pegou uma instituição à beira do fechamento como o CLFC e, assumindo sua presidência, o tornou uma entidade viva, ativa e vibrante, aparecendo em diversos eventos como o Jedicon, focado em Guerra nas Estrelas, e na mídia através de programas como o Atitude.com da TV Brasil, e principalmente na internet – tanto em periódicos online como o Aguarrás TV, quanto como criadora do combo cultural Fábrica de Sonhos, dedicado ao gênero fantástico. Nesse meio tempo, criou uma das mais importantes premiações da Ficção Científica brasileira – o Prêmio Bráulio Tavares, cuja votação é eminentemente internáutica e centrada no website de relacionamentos Orkut.


Veja a entrevista de Ana Cristina Rodrigues para o Aguarrás TV.

Resenha do AnaCrônicas no Epistemonike Phantasia.

o natal do Faraó   De repente outubro   Terra Consagrada

O Natal do Faraó

release:
Quem seria o assassino que deixa poemas junto aos corpos de suas vítimas? Às vésperas do Natal, o detetive particular Ivo Eitelfer é chamado para investigar um crime intrigante, um jovem é encontrado morto na sala da própria casa, junto há um poema assinado pelo nome Faraó. No decorrer das investigações, outro crime semelhante acontece na cidade e leva o detetive a descobrir uma trama do passado, um acontecimento abafado que agora vinha reclamar seu ódio, seu preço era a morte de três pessoas. Em sua primeira aventura, Ivo tem que correr contra o tempo para salvar a terceira vítima e descobrir quem é o autor dos crimes.

 

De repente outubro

release:
Numa silenciosa noite de 1945 o professor Millani é encontrado gravemente ferido em sua casa. Em seus últimos momentos de vida, confia a Luís seus estudos sobre uma antiga sociedade secreta, a responsável pelo crime. Decidido a encontrar os culpados, o jovem estudante de numismática viaja para o Rio de Janeiro e se infiltra na misteriosa mansão do assassino. Furtando-se a olhares atentos mergulha num mundo de conspirações envolvendo Sócrates, o Renascimento, a Revolução Francesa, o Brasil Imperial, Getúlio Vargas e a Guerra Fria. Nessa enigmática aventura, sua vida está por um fio e o futuro de muitos em suas mãos.

 

Terra Consagrada

release:
Ivo Eitelfer está diante de um grande mistério, numa pequena cidade considerada patrimônio histórico, um crime aparentemente simples se mostra extremamente complexo. Uma peça foi roubada de um museu, sobre ela reza a lenda de uma maldição, há rumores de que uma antiga seita religiosa renasceu. Tudo piora ao descobrir que dias antes, um garoto desapareceu. O irmão do dono do museu foi baleado pelo ladrão na noite do roubo. Mas o que ele fazia lá àquela hora? Ambos brigaram no sepultamento do próprio pai por causa da herança naquele mesmo dia. Ivo vai passar por grandes perigos nessa apaixonante investigação.

 

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Release:
Lordes de Thargor, o Vale de Eldor é o primeiro romance do escritor Roberlandio A. Pinheiro. O livro narra as aventuras de Deiv Martins, um jovem comum que, à exceção de sua constante falta de memória, não tem nada de muito diferente ou especial. Com 18 anos ainda incompletos, ele se divide entre a correria do trabalho no centro de São Paulo e a relativa calma da vida no subúrbio, onde mora com a mãe num pequeno sobrado caiado e de muros baixos. Seus grandes projetos são simples e consistem basicamente em subir de cargo na empresa, ganhar um salário melhor do que o atual e convencer a mãe a fixar de vez moradia num único lugar. Sua vida é, enfim, simples e sem grandes novidades.

Porém, numa noite tudo muda radicalmente.
Após uma acalorada discussão com a mãe por causa das constantes mudanças e da ausência de histórias sobre o pai que não conhece, Deiv sai aborrecido porta afora e, sem querer, vê uma estrela cadente riscar o céu e cair sobre a colina atrás de sua casa. Ao chegar ao local da queda ele descobre, no lugar da estrela, um artefato de metal escuro que vai virar sua vida de ponta cabeça. Ao pegá-lo, o pequeno objeto — um talismã de quatro braços e cinco pedras brilhantes — lhe revela seu primeiro segredo: uma pequena imagem viva de uma sereia azul. Porém, ele também o expõe a um perigo antigo e, na mesma noite em que Deiv se encanta com o ar de mistério que envolve aquele objeto, sua vida é ameaçada por uma terrível criatura de asas negras que aparece do nada e o ataca ferozmente.

Em meio à destruição de seu quarto e a quase morte de sua mãe, que desesperadamente tenta defendê-lo, outra inesperada visita surge diante dele: um estranho guerreiro de pele azul entra em cena e salva a ambos das garras da enorme criatura alada.
Deiv acorda no dia seguinte com a certeza que tudo não passou de um sonho ruim, até se descobrir numa cama de hospital com o braço engessado e se deparar novamente com o estranho homem azul, que lhe conta sobre a existência de um lugar muito diferente do qual ele está acostumado; um mundo feito de magia que existe em paralelo ao mundo dos homens.

Ao retornar para casa, ele se vê as voltas com outra curiosa surpresa: além de reencontrar Háriel, seu salvador, encontra também um sorridente anão em sua companhia. O mago, chamado Namesin, após certificar-se de que o talismã encontrado por ele trata-se realmente da Pedra de Zhar, um antigo amuleto de poder, lhe explica toda a história de Thargor, o mundo de onde ambos vieram. Através do mago, Deiv vê o nascimento de um mundo distante, suas maravilhas, o surgimento das raças que o habitam e as muitas guerras que o assolaram até sua quase completa destruição.
Descobre também que, por dois breves períodos da sua história, este reino mágico entrou em contato com outro graças à destruição do tecido do tempo e espaço provocado pela guerra entre deuses ancestrais e que, por isso, muito do que havia em um mundo foi atirado em outro. E, surpreso, nota que este outro lugar com o qual Thargor fez contato é a Terra.

O mago e o guerreiro então o convencem a partir em busca de respostas. Porém, antes de qualquer coisa é necessário encontrar os Primais, os Grandes Poderes de Thargor e assim evitar que uma nova guerra se inicie e ponha em perigo ambos os mundos. Mas, outros também procuram pelos Poderes e sua busca torna-se uma corrida contra o tempo.
Deiv, então, inicia sua jornada e encontra pelo caminho muitas maravilhas, novas aventuras e grandes perigos, entre eles seu primeiro vôo nas costas de um dragão.

Contudo, ele não está sozinho. Novos amigos juntam-se a sua busca, inesperados reforços que vão auxiliá-lo a carregar o fardo que caiu sobre seus ombros e guiá-lo através deste mundo novo e misterioso.
E, mais do que a certeza de que terá muitos e perigosos desafios pela frente, Deiv descobre que o valor da amizade e a necessidade de lutar pelo que se acredita é o combustível que move cada um de seus passos. E que a vida finalmente desenhou um propósito para ele: sua busca o pôs diante de um mundo de beleza indizível, cuja energia mágica vibra no mesmo ritmo de seu coração. Um mundo, contudo, ameaçado.
E somente sua força e fé podem fazê-lo permanecer vivo e livre.

Trecho do livro:
- O que, ou quem, são os Poderes do Mundo? Perguntou-lhe Deiv.
O pequeno ancião fitou-o, sério. O abajur iluminando-lhe parcialmente os pequenos olhos enrugados.
- Para que você entenda a magia dos Primais, Namesin terá de lhe contar uma longa história. Mas, antes, deixe que lhe faça uma pergunta.
E, aproximando-se mais dele, continuou:
- Você acredita em deuses?
- Eu acredito em Deus, respondeu prontamente Deiv.
- Bom, já é um começo, disse o mago.

O autor:
Roberlandio A. Pinheiro nasceu em Piquet Carneiro/CE e se mudou aos 11 anos para São Paulo, lugar em que mora atualmente.
Publicitário e desenhista nas horas vagas, desde muito cedo desenvolveu uma grande paixão pelas letras e pela literatura. O gosto pela escrita veio naturalmente e, no pouco tempo livre que sobrava entre as aulas e o trabalho, começou a escrever pequenos contos e histórias, cujas narrativas preenchiam praticamente todas as páginas da agenda escolar.
Lordes de Thargor, o Vale de Eldor é seu primeiro romance. Sua origem surgiu a partir da reunião de muitas destas histórias, escritas ao longo de quase cinco anos.

Compre o livro com desconto direto com o autor.

Leia o primeiro capítulo de Lordes de Thargor.

Entrevista para o site Cranik.

Release:
Um dos maiores telecinéticos do planeta, aluno prodígio da Fundação Cosmos, o pequeno Rigel descobre que sua família ainda está viva, que seu pai o tinha como morto, e toda a vida que conheceu foi calcada em
mentiras.

Poderia escapar à telepatia de seus professores telepatas ou à clarividência dos amigos? Só há uma forma de evadir um paranormal: Teria de perder a si mesmo para reencontrar sua família.

Seu pai não o compreenderia. Seus mestres o perseguiriam. Seus amigos seriam deixados para trás. Mas quando se viu cara a cara com aquela fotografia, sabia que havia apenas uma coisa a ser feita. Precisava fugir.

O autor:
Nascido em São Paulo, Diogo de Souza começou escrevendo peças para teatro e diversos artigos para revistas. Em 2005, estimulado por um amigo, deu forma à história de Fuga de Rigel, que o perseguia incansavelmente há vários anos. Ávido jogador de RPG, também fez breve carreira como ator e diretor de teatro, dos quais nunca perdeu o gosto. Hoje, trabalha como consultor em engenharia de sofware. Em seu primeiro romance, Diogo nos transporta para o mundo dos poderes paranormais e fundações secretas. Através de Rigel, acompanhamos a saga de um jovem telecinético em busca dos laços que o definem, da família que nunca conheceu, e da redescoberta de seus próprios valores.

Leandro Reis

2:35 pm

     

Release:
Filhos de Galagah, traz a você, personagens inesquecíveis que irão te acompanhar neste mundo de glórias e tragédias. Heróis nobres e companheiros de passado sombrio, que põe em prática o treinamento de uma vida.

Galatea é uma heroína de ideais nobres, filha do rei e Campeã Sagrada de sua religião, que parte para uma busca ordenada por seus sacerdotes, dragões. Iallanara é uma bruxa rejeitada pela sociedade, uma assassina fria presa a um ser cruel e misterioso. Ela se juntará à Campeã Sagrada para proteger-se e tentar buscar sua liberdade, criando um relacionamento de mentiras e desconfianças. Por último, Gawyn um elfo criado por humanos, e Sephiros, um elfo forjado para a batalha, serão convidados a proteger estas mulheres, entrando em um relacionamento mais intrigante que qualquer aventura.

A jornada os levará à lendária Lemurian, a cidadela invertida, onde o destino decidirá o sucesso ou fracasso na busca do que procura: A Primeira Runa.

Prólogo:
A porta da velha cabana abriu violentamente. A luz vermelha do pôr do sol invadiu a pequena sala, assim como parte dos outros aposentos, revelando seu macabro interior. Uma velha deformada, com cabelos emaranhados, ficou à porta observando o local. Procurava alguém.
Passou os olhos pela sala. Ao meio, havia uma mesa de madeira barata, cercada por ossos de pequenos roedores e de pássaros. Um corvo, morto há pouco tempo, encontrava-se pendurado e seu sangue gotejava no centro da mesa, que ostentava algumas pedras metálicas, verdes e azuis, em conjunto com pequenos crânios, todos dispostos de maneira peculiar. Nesse centro, repousava a última peça daquela intrincada formação: o crânio de um gato banhado pelo sangue do corvo.
A velha apoiou-se com as mãos no batente e deu um passo adentro para examinar melhor à esquerda. Seus dedos eram delgados e longos e suas unhas amareladas faziam curvas que a impediriam de fechar a mão. Algumas cestas com pequenos frutos estavam próximas à cortina vermelha e negra que servia como porta para o seu aposento predileto.

Sabia, porém, que quem procurava não estaria lá, pois era disciplinada o suficiente para não entrar em um local proibido.
Ela estreitou os olhos leitosos, um deles, completamente coberto por uma camada de líquido viscoso. Sorriu finalmente, exibindo os dentes podres, ao olhar à direita e ver, no monte de palha no chão, a pequena menina dormindo com um livro imenso sobre o peito.

- Iallanara! – gritou com sua voz estridente. A criança levantou-se imediatamente, os olhos arregalados e o coração disparado. Ao ver o susto que a jovem tomou, a velha gargalhou com gosto.

Iallanara Nindra baixou a cabeça e permaneceu parada, de mãos juntas, olhando para o chão. A menina de sete anos vestia um saco, outrora abrigo de batatas, preso por uma corda feita de folhas da Floresta do Tormento. Sua pele clara destacava seus cabelos ruivos, que, mesmo sujos, pareciam estar em chamas. Seus olhos verdes tinham o brilho apagado pela tristeza e pelo sofrimento e, na testa, trazia o que a tornava especial: um pequeno rubi losângico que parecia fazer parte de seu crânio, pois ali estava desde que nascera e dali não podia ser removido, apesar das tentativas da velha.

- Adormeceu novamente sob o livro de Necromância? Estenda a mão!

A menina obedeceu. Fechou os olhos como se isso pudesse evitar a dor. A bruxa tirou da manga um alfinete e a espetou profundamente, fazendo com que encolhesse, abraçando a mão ferida sem emitir um gemido sequer. A dor era óbvia, mas aquela criança aprendera a não chorar.

O autor:
Leandro Reis, mora em São José dos Campos/SP. Fascinado pelas estórias de dragões, elfos e magia, sua paixão por Grinmelken surgiu quando, há mais de uma década, imaginou este mundo pela primeira vez. Inspirado pelo sonho de escrever, criou lugares, personagens e sociedades, complementando seu mundo.

Release:
Sinopse:
Nesta coletânea de contos, Cleber Pacheco traz nove histórias sinistras e envolventes. Em Zona Mórfica, dois garotos conseguem controlar seus sonhos; a tênue linha que aparta o mundo real do espaço onírico pode transformar a descoberta num terrível pesadelo. No conto gigante Aemulatores, Daniel desenvolve uma habilidade psicocinética que lhe pode ser útil quando envolto por criaturas ? literalmente ? de outro mundo. William, o garoto das mãos ociosas, recebe incentivo de uma ruiva bastante estranha para vingar-se de um professor. Três seres assombrosamente poderosos se digladiam em Três Bestas.

Trecho do livro:
Parecia um beco. A pequena rua, na medida em que se alongava, era dividida simetricamente por quatro postes enterrados ao final de quatro quebra-molas. O intervalo, de um poste ? ou de um quebra-molas ? a outro, era de três casas. As casas, simples e de arquitetura humilde, possuíam dois andares. Algumas passaram por reformas, retocando suas frontes, embelezando-as em alguns casos, desgraçando-as em outros. Havia doze casas em cada margem da rua. Quatro delas eram privilegiadas: as que marcavam as esquinas. Essas contavam com quintais e garagens, além de mais espaço para a cozinha e banheiros. Na divisa entre o primeiro andar e o segundo, em todas elas, havia azulejos, como se fosse um padrão da rua; nenhum morador poderia alterar aquela configuração. Mais acima, havia fios pretos de telefone e de energia que, como as artérias que se alastram pelo corpo, provinham dos postes para todas as casas. Por pequenas telhas da cor de barro, e bem produzidas, formavam-se telhados; em uma dessas coberturas, estavam Dado e Enzo, apreciando a vista acinzentada do horizonte da Zona Mórfica.

? É bom estar aqui. Não é, Dado?
? É! Primeira, de Luxo! É tudo igual. As casas, os postes, os carros, o prédio de Mônica ali ? Dado apontou para longe -, tudo igual.
- Só que terrivelmente cinza!

- Isso! O que é isso? Neblina?
- Não. Nem sei se existe neblina cinza, aliás, aqui nem deve existir neblina. Os carros devem estar aí porque realmente devem estar, entende?
- Certo -. Dado chamou a atenção de Enzo para um Ford Focus estacionado à frente de sua casa – Esse é o de André. Ele realmente dormiu por aí hoje.

- Isso confirma minhas teorias – Enzo gracejou. – Você não sentiu ainda? É como se não tivesse vento…
- É mesmo – Dado franziu a testa – , não consigo ouvir nenhum som. Tudo é muito parado… como se o mundo estivesse morto.
- O mundo, pelo menos grande parte dele, está dormindo!

Dado permaneceu sentado no teto, junto a Enzo, com os braços envoltos às pernas, refletindo sobre a perseverança de seu colega e sobre sua descoberta espantosa. Ergueu a face ao céu sem nuvens e o observou com interesse. A atmosfera do planeta, a fina neblina que rodeava todos os espaços da Zona Mórfica, a lua, a árvore ancestral do final da rua, tudo era um pouco fora de contraste – feito televisões com falha nos tubos que geram a imagem -, e cinza; como se alguém tivesse passado uma grafite na imensa corporatura do mundo.  Sentiu-se no universo de “A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça” – o de Tim Burton, obviamente. 
Algo emitiu um ruído agudo e embolado à esquerda de Dado. Lembrava uma menina virgem histérica se afogando em uma piscina qualquer.

- Lá vem a coruja – Disse Enzo. – Não tenha medo!

Do alto dos galhos da árvore plantada, há séculos, no final da rua, despencou uma massa densa em tons confusos de azul. Era como se minúsculas luzes azuladas piscassem aleatoriamente dentro da coisa. A massa azul caiu em queda livre por alguns minutos, mas retomou vôo e empinou em direção a Enzo e Dado. Este último percebeu então, com a aproximação do ser, que a massa azulada era uma coruja, e que possuía aquela roupagem por estar na Zona Mórfica.

- Os animais estão nos dois planos simultaneamente, Dado. Mesmo quando estão acordados.
- Aquela coruja tá acordada?
- Claro! E provavelmente caçando.

A coruja rasgou o céu em direção ao final da rua, passando muito próximo aos rapazes.

- Quer dizer que os animais ficam azulados?
- É… se você for até minha sala, vai ver o meu “azuladinho” dormindo.
- Mas feito a coruja? Quer dizer… não dá pra perceber os olhos, a boca, nada? Apenas o formato define se é uma coruja, cachorro etc?

- É! O resto é essa “fluorescência” azulada. Na verdade, Dado, o que eu chamo de “azulados” são as pessoas que aparecem na Zona Mórfica sem precisar passar pelo que nós passamos!
- Peraí! Eu estou tentando controlar isso tudo faz uns quatro meses!
- Eu sei. Mas essas pessoas não percebem que estão aqui. A imagem delas aparece aqui o tempo todo. Ficam com uma fluorescência – Enzo fez o sinal de “abre aspas” com as mãos – azul muito forte. Sabe Jonatan, o jogador de vôlei? Se você for até a casa dele agora, vai entender o que estou dizendo.
- Deixa pra lá!

Enquanto se deleitavam mais uma vez com o lugar, palavras jorraram da boca de Dado:

- Deixa eu ver se posso fazer o que eu quiser, como você disse!
- Pode sim… não se esqueça… você está…

Dado marcou passo pelos telhados como um guerreiro grego a caminho do exército inimigo. Iniciou uma corrida por cima das casas; tomava mais e mais distância de Enzo na medida em que as cobertas passavam. Ao final da cobertura da décima casa – das doze daquele lado -, saltou firme atrás da coruja, e voou tão seguro quanto ela. Enzo, de longe, apenas observara.

        

Renascimento

Release:
Um misterioso homem, Dr. Varshae, que se apresenta como pesquisador dos sonhos procura Roger Briggs, o filho de um casal de cientistas mortos no 11 de Setembro, para propor um negócio. Ele quer ser o novo sócio de sua loja virtual e ampliar a empresa. Em troca de todo o dinheiro que Roger necessita ele faz apenas uma exigência: que ele passe o fim de semana com ele em Roma, para comemorar.
Roger aceita relutante e leva sua noiva Liz e a irmã desta Emile, duas britânicas que perderam seus pais durante os ataques de sete de julho. Emile é recém-convertida ao Kardecismo e percebe algo de estranho no Dr. Varshae. Pouco antes de embarcar ela é procurada por um misterioso frade franciscano que quer alertá-la de um perigo, o que a deixa ainda mais desconfiada.
Quando Liz e seqüestrada numa pensão próxima ao Vaticano, Roger e Emile são obrigados a seguirem viagem até Florença, a cidade berço do movimento conhecido como Renascimento. Em pleno museu Uffizi, em meio ás obras de Boticelli, eles encontram Frei Cello, a mente pro trás das manipulações, que acredita ser a reencarnação do frei Savonarolla, que promoveu as Fogueiras das Vaidades há tantos anos. Ele crê que Roger seja a reencarnação de Lorenço de Médici, patrono de nomes como Leonardo da Vinci e Michelangelo. E ele precisa saldar seus débitos para poder seguir em frente.
Mas por que Roger acha que o frei, na verdade, é seu pai morto no 11 de setembro? E qual é a verdade sobre Varshae, que revela ser Ahasverus, o judeu errante condenado por Cristo a vagar na Terra até Sua Segunda Vinda?
Recheado de citações do Livro dos Espíritos, esta aventura é totalmente inspirada em ensinamentos kardecistas e mostra que antigos débitos sempre voltam para assombrar, quer você queira ou não. Uma verdadeira Conspiração Renascentista.

Trecho – Capítulo 1:
Roger Briggs (cujo nome verdadeiro é Rogério Brigstein) andava de um lado para o outro em seu escritório localizado na zona oeste de São Paulo. Tinha trinta anos, 1,80 de altura e seus oitenta quilos eram bem distribuídos, fazendo-o parecer mais jovem do que realmente era. Vestia calça jeans e camisa estampada, além de usar mocassins novos. Seu tempo como proprietário do site multimarket.com havia rendido não só fama como também o havia colocado numa posição de destaque como um dos empresários de Internet mais promissores do Brasil. Os altos e baixos de uma empresa que opera na Internet conseguem minar as atenções de qualquer um, mas Roger foi capaz de manter braço firme na direção. Assim, o multimarket.com conseguiu se firmar como a maior e melhor loja de departamentos na rede mundial, atendendo a todo o país.
Roger estava tenso. Sabia que, apesar de tudo, era hora de ter um sócio. Mas os tempos eram difíceis. Muitos impostos levavam a muitas preocupações. Ainda assim, quando parava para pensar, chegava à conclusão de que não havia se saído tão mal. Principalmente depois que veio para o Brasil, onde passou cinco anos construindo a empresa com o dinheiro que havia recebido como indenização pela morte de seus pais.
Roger sentou-se em sua mesa com um copo de uísque na mão. Tinha orgulho do que havia construído em tão pouco tempo. Mas também trauma sobre como havia chegado ali. A vida não foi nunca fácil para esse filho de israelenses. Os conflitos em seu país natal não cessavam, e seus pais tomaram a difícil decisão de emigrar para onde acreditavam ser a terra da oportunidade: a América do Norte, mais precisamente
os Estados Unidos. Ele nunca havia confiado no governo de George W. Bush. Naquela época, com apenas 25 anos e muita vontade de aprender, Roger quis ver na terra do Tio Sam a oportunidade de começar uma nova vida. Seu pai, um cientista ligado à Universidade de Yale, aceitou a bolsa de estudos que permitiu levar sua esposa e fi lho para o novo país.
Até o fatídico 11 de setembro de 2001.

 

Sociedades Secretas – O submundo

Release:
Quatro anos se passaram desde o fim trágico do livro anterior. O autor está casado com Angela e vive de seus livros. Seu editor resolve pedir uma continuação do livro quando misteriosos assassinatos envolvendo os líderes das principais sociedades secretas começam a aparecer na mídia.
Determinado a investigar o que está acontecendo, o personagem entra clandestinamente no submundo das sociedades secretas em busca da verdadeira identidade do culpado pelas mortes. Encontra o irmão gêmeo de Gabriel, Rafael, que também quer sua ajuda para descobrir o que realmente aconteceu com seu irmão. E tem um confronto com a misteriosa e sedutora líder da Golden Dawn, Janete, que anseia por assumir o cargo de hierofante, uma posição eleita pelas várias sociedades secretas que escolhem aquele que será o líder de todas em momentos de crise.
Porém a investigação coloca sua própria vida em risco, bem como seu casamento com Angela. Agora ele deve correr contra o tempo para conseguir salvar sua vida, a de seus amigos, entender várias pontas soltas do romance anterior e ainda voltar para Londres em busca de uma maneira de deter o esquema pro trás dos assassinatos.
Neste livro o leitor conhecerá mais informações sobre sociedades secretas já conhecidas (maçonaria, illuminati, teosofia, skull and bones) e algums inéditas, como as sociedades secretas árabes (Tariqa), a Golden Dawn, a Astrum Argentum, a Ordo Aurum Solis, xamânicos, entre outras.

Trecho – Capítulo 1:
- Espere!
Tomei um susto e verifiquei que se tratava de Eduardo. Vinha afobado com um papel na mão.
- Desculpe, meu caro, mas vou precisar de mais alguns minutos do seu tempo. Acabei de receber um comunicado da diretoria e preciso muito lhe falar.
Estranhei. Eduardo sempre foi do tipo discreto, mas agora era um homem completamente agitado que estava na minha frente. O que poderia ser tão urgente?
- O que foi, homem? Fale logo!
- Vamos ter que colocar esse seu livro de história do rock em suspenso. Há interessados em um outro projeto literário que somente você pode escrever.
O elevador chegou e ele entrou. Fez um sinal para mim:
- Venha logo! Vamos até a padaria da esquina para conversarmos.
Entrei, ainda sem saber o que pensar. O que poderia ser de tão interessante para ele vir daquele jeito atrás de mim?
- Por que não podemos conversar na sua sala? – Perguntei, sem nem pensar o motivo pelo qual perguntava aquilo.
Ele me olhou sério e depois para o papel que tinha em mãos.
- Porque este projeto é secreto e pode significar muito para você em vários sentidos. Se você realmente não quer ser um Dan Brown da vida, esta pode ser sua chance.
Quando o elevador finalmente chegou no térreo e a porta se abriu minha curiosidade estava a mil por hora. Eduardo saiu na frente e nem olhou para trás. Com certeza esperava que eu o seguisse. Porém não conseguia entender todo aquele mistério. A tal padaria, uma do tipo sofisticado que misturava restaurante e bar, ficava bem na esquina do quarteirão onde estava o prédio da editora. O celular tocou e atendi, ainda seguindo-o.
- Onde você está? – Era Ângela, já preocupada. – Preciso falar com você antes mesmo de voltar ao trabalho.
Ela era, agora, assessora de imprensa de uma empresa especializada em eventos. Parecia bem com seu trabalho, mas de vez em quando batia nela uma certa insegurança. Era quando ela me ligava para poder conversar. Afinal, antes daquele emprego, o único universo que ela conhecera era o das sociedades secretas, que hoje a consideravam como uma espécie de traidora, já que ela resolvera sair dos Illuminati e admitira em público que me ajudara (e muito) no relato publicado em livro. Seus superiores, incluindo Adam, não a perdoaram por se entregar de volta ao “mundo profano” depois de ter sido iniciada.
- Calma, querida, estou aqui numa padaria próxima à editora com o Eduardo.
- Esse idiota? – Ela realmente não escondia que não ia com a cara dele. – O que ele quer? Não te alugou por tempo suficiente?
- Sei lá. Mas vou ter um papo rápido com ele e quando estiver a caminho de meu encontrar com você te ligo avisando.
Ela ficou quieta por alguns segundos e então respondeu:
- É bom mesmo você se livrar dele. Temos um assunto bastante sério para discutir.
Eduardo sentou-se numa mesa e fez sinal para que eu fizesse o mesmo. Pediu uma coca-cola e ficou encarando o papel.
- Outra crise? – perguntei, enquanto me sentava. – Meu bem, isso não é nada…
- Pior. Adam está morto. Foi assassinado num ritual ainda desconhecido. E os Illuminati querem minha ajuda para investigar o caso.
Senti um arrepio tremendo percorrer minha espinha.
- Quando? Onde? Como? Por que?
- É sobre isso que quero lhe falar. A coisa foi feia. Livre-se desse mala sem alça do seu editor e venha se encontrar comigo.
- Assim que puder. Falamo-nos depois.
Desliguei ainda atônito com a notícia. Eduardo percebeu e perguntou:
- Algo grave?
- Nada que não possa esperar. Mas você disse sobre um projeto? O que é?
Ele me empurrou finalmente a folha enquanto apanhava a coca do garçom. Olhei para o papel e vi que era o recorte de uma notícia da Folha de São Paulo. Dizia: 

 EMPRESÁRIO PAULISTA MORTO EM RITUAL SECRETO
O empresário paulista Adão Rodrigues, 47, foi encontrado morto esta manhã em circunstâncias misteriosas em sua casa no bairro do Morumbi, zona sul de São Paulo. Rodrigues era conhecido por ser um dos donos de clubes noturnos mais influentes da noite paulistana. Nunca apresentou nenhum histórico de problemas com a polícia ou com qualquer atividade ilícita.
As autoridades declararam que o motivo do crime, considerado bárbaro, ainda está obscuro para eles. Rodrigues foi encontrado em cima de uma mesa na sala de jantar. Estava com os braços e pernas amarrados e esticados. Seu abdome foi aberto e suas entranhas estavam espalhadas por todos os lados. Acima de sua cabeça havia alguns caracteres em aramaico. Na parede um desenho feito com o sangue da vítima retratava um olho de Hórus, símbolo comumente associado com o oculto e com sociedades secretas.
A polícia está se encontra na fase de interrogatório, mas já levantou a suspeita de que membros de sociedades como a maçonaria ou os templários possa estar envolvido
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Sociedades Secretas

Release:
Uma história cheia de suspense e mistério. O personagem central, que se confunde com o próprio escritor, recebe uma proposta para publicar um livro de entrevistas sobre as principais sociedades secretas conhecidas. Com a ajuda de seu amigo Gabriel, que já teve contato com as sociedades anteriormente, embarca numa viagem em busca de conhecimento.
No caminho eles conhecem a misteriosa Oráculo, uma ex-namorada de Gabriel, que também é a líder da misteriosa sociedade conhecida como O Processo. Convencido por ela, Gabriel larga tudo para se tornar o novo líder do Processo.
Enquanto isso o autor conhece a bela Angela, representante dos Illuminati, e com ela embarca numa misteriosa viagem à Inglaterra, França e Itália. Lá eles deverão participar de uma misteriosa Caça ao Tesouro em busca dos diários perdidos de Aleister Crowley, William Blake e do Conde Cagliostro.
A busca pelo poder, entretanto, toma conta de Gabriel, que fará de tudo para se tornar o líder supremo do Processo, perdendo sua inocência e suas amizades durante toda a história até o desfecho trágico no Castelo de Sant´Angelo, em Roma..
Várias sociedades secretas passam pelo livro, entre elas Os Illuminati, Priorado de Sião, Carbonários, Skull and Bones, Rosacruz AMORC, Maçonaria, Teosofia, Templários, Templo do Vampiro, entre outra.
Descubra as informações mais comuns e algumas não tão comuns neste livro que já vendeu mais de oitenta mil cópias até o momento.

Trecho – Capítulo 1:
“Já parou para pensar nas ligações entre o Priorado de Sião, Hugo de Payens, os Cavaleiros Templários, Maria Madalena, Rennes le Chateau, o clã escocês Orkney e outros?”
Olhei sem entender para Gabriel. Na agência de publicidade em que trabalhamos temos uma certa liberdade de discutir assuntos que podem, em outros lugares, serem um tanto polêmicos. E Gabriel era o verdadeiro especialista no assunto. Sempre discutimos sobre os mais diversos pontos esotéricos e ambos éramos fissurados em debater sobre sociedades secretas. Depois que uma colega nossa apareceu com um exemplar de O Código da Vinci embaixo do braço, praticamente não paramos de falar sobre o assunto.
Até aquela manhã, quando fomos ambos convidados para juntarmo-nos ao famoso site de relações pessoais Orkut.
Aceitamos o convite sem saber o que esperar de uma página de internet dedicada a classificar amigos e ver quem tinha o índice de popularidade mais alto. Gabriel foi o primeiro a se inscrever e navegar pelas páginas que, nem sempre, ficam no ar. Nada que já não havia visto em outros sites de bate-papo ou mesmo de fóruns.
Foi quando algo me chamou a atenção: as chamadas comunidades. Páginas que reúnem interessados num mesmo assunto e fazem com que idéias sejam trocadas, opiniões exprimidas e encontros marcados. Sou jornalista e trabalho como redator. Qualquer ferramenta que possa me colocar em contato com fontes é bem vinda, por isso quis saber mais sobre o site.
- Já sei – disse a Gabriel – Dá para procurar uma comunidade por um determinado assunto?
- Parece que sim – respondeu ele sem tirar os olhos do horrível tom azul calcinha que domina o site – O que você quer achar?
- O que você me diria se encontrássemos mais loucos que, como nós, se interessam por sociedades secretas?
- Parece que, aqui, tem de tudo. Vamos tentar.
Ele clicou em Search e digitou em inglês “secret orders”. Uma comunidade baseada na Inglaterra apareceu e demos uma olhada. Foi de lá que apareceu o texto de abertura que citei acima. Dei risada e olhei para Gabriel com ar misterioso:
- A ligação parece óbvia, meu caro. A Ordem de Sião protege o suposto casamento de Jesus com Maria Madalena, registrado em documentos guardados pelos Cavaleiros Templários, ordem de Hugo de Payens, encontrados nas ruínas do Templo de Jerusalém.
- E onde diabos entra o resto dos itens citados?
- Como vou saber? Nem sou iniciado.
Gabriel parou de digitar e olhou-me sério.
- Sabe que tenho um tio maçônico? De vez em quando ele deixa escapar algumas coisas sobre a ligação entre a maçonaria e os templários. Mas nunca sei se ele fala a verdade ou apenas contribui para a propagação do mistério maçom.
- Se é seu parente você poderia também entrar. Nunca pensou nisso?
- Já, mas meu negócio é outro. Prefiro ir aos encontros de jovens que a Igreja Católica promove. Pelo menos é mais aberto e não tão cheio de segredos.
- Mas, meu caro, o que mais atrai as pessoas a este assunto é justamente a aura de segredo que essas sociedades possuem. Será que O Código Da Vinci seria o sucesso que é hoje se não possuísse esse ar?
- Se levar isso em conta Harry Potter é tão misterioso quanto o Código.
Ri da comparação. Gabriel tinha nome de anjo e freqüentava a juventude católica, tendo já comparecido a encontros mundiais na Europa, promovidos pelo Vaticano. O cara era mesmo bem atípico e sugeria alguns itens de debate que não teria pensado por mim mesmo.
O que me dava uma idéia…
- Ei, Gabriel, que tal bancar o agente secreto?
- Como é? Tá maluco?
- Não, não estou. É uma idéia que me surgiu agora. Primeiro, tenho que acionar um contato meu, depois te falo.
Voltei correndo para minha mesa e procurei minha agenda eletrônica. Achei o número de um certo contato de uma editora de livros e liguei. Não preciso dizer o quanto ele achou a idéia maluca mas que poderia dar certo se tivéssemos o material adequado. Claro que isso iria denotar um certo cuidado, pois o terreno dessas ordens é perigoso para quem não é iniciado, o que poderia nos colocar numa situação perigosa. Mas a perspectiva de sucesso estava no ar. Voltei para a mesa de Gabriel e puxei uma cadeira. Expliquei em detalhes o que pretendia e ele me olhava como se eu acabasse de ter sido mordido por uma cobra e estivesse delirando.
- Um livro contando como são as ordens secretas vistas por dentro? Você realmente deve ter pirado.
- Não, não pirei. É claro que não dá para fazer sozinho, pois o melhor é nos revezarmos. Dependendo do lugar dá para irmos juntos ou sozinhos. Depois é só juntar os dados colhidos, montarmos os capítulos e temos um trabalho digno da lista dos melhores best sellers!
Ainda assim Gabriel me olhava desconfiado.
- Meu caro, pense bem. Não estamos nas páginas do Código nem numa aventura filmada para os cinemas. Isto é a vida real. E se sofrermos alguma perseguição?
- Você mesmo disse que o que o Código afirma sobre o Opus Dei não corresponde à verdade, não é?
Estava me referindo ao fato do livro de Dan Brown colocar esse braço da Igreja Católica como um dos responsáveis pela perseguição dos personagens principais, ameaçados de morte, por um monge albino. Gabriel riu ante à lembrança e repetiu:
- E é mesmo. Mas estaremos indo atrás do que? O Santo Graal está na Inglaterra, alguns mistérios dos Templários estão na França e mesmo os Rosacruzes já não são mais o que eram.
Dei de ombros.
- O templo deles em São Paulo sempre me pareceu extravagante o suficiente. Quero dizer, aquelas entradas com esfinges de ambos os lados do caminho, a enorme porta dupla de bronze e os símbolos. Dei uma olhada no site deles. Falam tanto de amor e fraternidade que chega a ser chato. Mas mesmo assim eles devem ter um motivo para manter uma aparência assim, não acha?

 

  

Os Heróis de Esparta

Release:
Em 480 a.C. as tropas de Xerxes, rei do Império Persa,prepararam-se para invadir a Grécia.
Derrotados alguns anos antes, na Batalha de Maratona, os persas pareciam ter desistido desse intento, até que o novo monarca resolveu vingar a humilhação sofrida por seu pai.
Apenas uma liga de cidades-estado gregas, lideradas pela poderosa Esparta, resolveu opor-se ao invasor. O palco escolhido foi o Desfiladeiro das Termópilas, na Grécia Central, que ficaria para sempre marcado pelo sangue daquela batalha e pelo heroísmo de seus combatentes.
A história, nos relatos de Heródoto, imortalizou o conflito na pessoa do rei Leônidas, e de sua guarda pessoal, conhecida como os 300 de Esparta. Mas poucos sabem que muitos outros representantes de diversas cidades morreram junto aos espartanos.
Em 191 a.C., às vésperas do quarto conflito a ocorrer naquele mesmo cenário, desta vez enfocando os romanos, um aluno da Escola de Heródoto, um macedônio chamado Filipe, é escolhido para acompanhar a nova batalha e registrá-la. Ansioso para cumprir com seu dever, ele parte em busca de alguém que possa ajudá-lo a entender melhor como realizar sua missão. Conhece, então, o organizador oficial de documentos do Senado, Cláudio Germânico, que, interessado na missão de Filipe, resolve contar o que sabe a respeito do clássico confronto das Termópilas. Com a ajuda de um amigo mercador ateniense e de um bardo grego quase cego, Cláudio dá uma aula e conta a Filipe e seus colegas a verdadeira história da Batalha das Termópilas.
Um relato fascinante que conta o episódio como ele realmente aconteceu. Uma ficção baseada nos escritos de Heródoto e Plutarco. Uma história que vai além da obra de Frank Miller e dos filmes acerca do assunto.

Trecho – Capítulo 1:
Filipe da Macedônia (não o rei, mas o filho de pastores pobres) largou a pátria de seus antepassados e de seus pais para se arriscar numa cidade maior que lhe desse a oportunidade de crescer e desenvolver seus dotes intelectuais, considerados bons demais para a sociedade pastoral onde nasceu. Foi inicialmente idéia de seu pai que, ao verificar a pouca habilidade do filho de se imiscuir nos meios militares, decidiu que ele partisse para Roma a fim de se tornar o que quisesse, desde que estivesse ligado a uma atividade intelectual.
De fato o pai de Filipe, que se apoiava no filho mais velho Parmênio para lhe ajudar, liberou o mais novo com muito pesar. Há muito tempo não aparecia alguém assim em sua família, com talento para atividades intelectuais. Mas o velho sabia que, com a situação de seu país se deteriorando e com um governo fraco, logo eles se tornariam província romana. De fato isso aconteceu pouco tempo depois que nossa história se iniciou.
O fato é que Filipe foi estudar com ninguém menos que Marcus Agrappa, que pertencia a uma linhagem de historiadores ensinados pelo próprio Heródoto, chamado de pai da História. O ano era 196 a.C. Filipe contava com 23 anos, estava fora de casa há uns três anos e contava com um aspecto que seus pais,s e o vissem, nem reconheceriam: alto, magro, cabelos negros, ar intelectual, vestindo togas brancas que mais pareciam as roupas de um senador.
Não demorou muito para que Agrappa notasse que seu aluno era especial. Tinha um poder de observação tremendo e sabia relacionar fatos antigos com os atuais. Sua lógica era irrepreensível e tudo o que falava era levado a sério pelos demais alunos. Por isso não foi espanto para ninguém da escola quando, no final do ano 192 a.C., seu professor anunciou em público uma honra que muitos deles matariam para obter.
- Filipe foi o escolhido para acompanhar os cônsules Mânio Acílio Glábrio e Marco Pórcio Catão na campanha que ambos liderarão contra as forças de Antíoco III da Síria.
Todos aplaudiram com entusiasmo, pois a presença de um historiador numa batalha era uma honra que poucos recebiam. Filipe, porém, mostrou-se um tanto nervoso com a notícia. Agrappa, com seu ar de professor velho e sabido, calvo e gordo como somente os mais abastados patrícios romanos poderiam ser, viu a apreensão nos olhos do agora quase ex-aluno e resolveu chamá-lo para uma conversa em seu estúdio.
Lá, sentados em divãs e observando as águas de uma fonte jorrando no meio da sala, o professor foi direto ao assunto:
- Sinto que ainda pensas se deves ou não aceitar esta tarefa.
Filipe abaixou os olhos. Estava claro que sentia-se envergonhado por ter demonstrado de maneira tão aberta seus sentimentos. Mas não pronunciou uma só palavra.
- Conte-me o que lhe aflige, filho.
Agrappa sempre teve o hábito de tratar seus alunos como se fossem filhos. Sabia que essa tarefa era essencial para que pudessem proclamar Filipe como um historiador oficial da Escola. Mas a vergonha impedia que seu pupilo dissesse o que realmente acontecia em seu interior. O professor levantou-se de seu divã e aproximou-se dele. Colocou a mão no ombro e esperou pacientemente. Filipe parecia lutar com seus sentimentos. Quando finalmente falou, estava com as palavras embargadas por tristeza.
- Sei que isso é importante para o senhor e suas escola, e nem pensei na possibilidade de desonrá-lo. Mas por que partir para registrar uma batalha contra o rei da Síria que talvez nunca signifique nada a não ser mais uma oportunidade para Roma impor seu poder?
Agrappa sentou-se ao lado do aluno no divã.
- Esse é o problema de se pensar com sentimentos, Filipe. Você não consegue verificar muitas coisas e deixa que isso obscureça seu pensamento. A tal ponto que não percebe o quanto isso pode ser importante para seu crescimento.
- Meu crescimento? Como assim?
- Você leu sobre o assunto nos avisos do fórum?
- Alguma coisa. Por que?
- Quem é Antíoco III?
Quase mecanicamente o aluno respondeu:
- Antíoco III Magno, também conhecido como Antíoco Megas, o Grande, é um rei selêucida, de um estado helenístico que surgiu logo após a morte de Alexandre o Grande. O nome veio de um dos generais do conquistador, Seleuco. Antíoco é filho mais novo de Seleuco II Calinico e sucedeu a seu irmão Seleuco III. Casou-se com Laodice II, filha do rei Mitrídates II do Ponto e formou uma aliança com este reino. Fez frente à revolta de Mólon, governador da província da Média que se declarou independente. Ele abandonou uma campanha no sul da Síria contra o Egito para poder derrotar esse rebelde.

 

 Investigação Criminal

Release:
Tony Draschko é um jovem brasileiro filho de poloneses cujos pais morrem durante um assalto em São Paulo. Seu tio, comissário de polícia da cidade de Little Rock, no estado norte-americano do Arkansas, leva o sobrinho para viver com ele e sua esposa, Donna.
Lá ele estuda e desenvolve um gosto pela investigação criminal. E passa a esperar por uma oportunidade de obter um emprego como CSA (Analista de Cena de Crime) no laboratório local, um dos melhores dos Estados Unidos. Com sérios problemas emocionais devido à morte de seus pais, o psicólogo forense encarregado de examiná-lo libera-o em troca de sessões constantes para tratamento de seus medos.
Tony é chamado pelo tio para investigar o misterioso assassinato de um músico de blues num clube noturno. Ele e sua parceira embarcam então numa investigação onde ele usará os conhecimentos pessoais mais tudo que aprendeu como fã da série de TV CSI para capturar o assassino antes que seja tarde demais.
O livro, que foi revisado pela autora escritora forense Ilana Casoy, autora de Serial Killer: Louco ou Cruel? e Serial Killers Made in Brazil comentou:
“Se você é fã do seriado C.S.I., vai ler este romance de Sérgio Pereira Couto num fôlego só. Com informações preciosas sobre perícia científica permeando toda a história, é leitura obrigatória para os amantes da ciência aplicada na solução de crimes. E mesmo os mais experientes não adivinharão o final!”

Trecho – Capítulo 1:
Tony acompanhou-o com os olhos e viu quando ele sentou-se em sua cadeira, pegou o telefone e discou um número. Começou a falar baixo demais para que acompanhasse a conversa e sua atenção voltou-se de novo para a janela, pois a chuva continuava a cair e molhar os vidros. O ruído da chuva sempre havia exercido sobre ele um efeito calmante. Ficou assim por pelo menos cinco minutos e já estava quase fechando os olhos quando sentiu algo vibrando em seu cinto. Apalpou o suporte onde estava seu Pager e viu a mensagem:

“10-24 Exceter Club. 10-12. Possível 01”

Tony franziu a testa. Não lembrava de cabeça todos os códigos e abriu a carteira, onde guardava uma tabela usada pela polícia do Arkansas, fornecida por seu tio Colin. Consultou rapidamente e viu as referências:

10-24 Problemas em ___ todos para o local.
10-12 Policiais ou visitantes presentes.
01 Assassinato e homicídio não intencional

Estranhou a mensagem, que era despachada assim apenas para os CSIs. O que estaria fazendo isso em seu Pager?
Quando o dr. Mendes voltou, sentou-se na poltrona e falou com voz calma:
- Tony, sinto que estou a ponto de fazer algo que jamais havia feito e que pode comprometer minha carreira. Primeiro vamos esperar mais um pouco.
- Esperar? Esperar o que?
De repente o Pager voltou a vibrar. Quando Tony o pegou, não acreditou no que estava lendo:

“Apresente-se imediatamente no meu gabinete. Levarei-o até o chefe Nelson. Colin”.

Tony olhou para o dr. Mendes sem, entender:
- O que significa isso?
- Que você é um tipo bem interessante, Tony, e que pode ir mais longe do que você pensa. Você inspira confiança e isso é muito importante. Mas não pense que isso o isentará de vir aqui regularmente.
- O senhor está me dizendo…
- … que estou aprovando sua requisição para tornar-se um CSI, CSA, sei lá como você quer chamar. Seu tio e o chefe Nelson o encaminharão para sua primeira missão. As coisas já estão caminhando para você. Aproveite.
Tony levantou-se da poltrona e começou a encaminhar-se lentamente para a porta. De repente parou e virou-se para o psiquiatra:
- Então esta era apenas…
- … uma entrevista para confirmar sua admissão. Aproveite. Mas você deverá voltar aqui quando for solicitado. Há muito em sua história pessoal que eu gostaria de discutir.

 

 

Em ‘Mundo de sombras’, Ivanir Calado mistura a dose certa de suspense, mistério e aventura em uma trama eletrizante. Na pequena cidade de Morro Queimado, estranhas mortes começam a assustar a população. Investigando os crimes, os adolescentes Júlio e Daniel chegam a uma surpreendente descoberta – existe um vampiro à solta. Amigos de infância, Daniel e Júlio estão sempre juntos têm interesses parecidos, idéias parecidas – e acham que continuarão assim para sempre. Até que a morte brutal de sua amiga Lucinha, aos quinze anos, vira de cabeça para baixo a cidade e coloca os dois numa encruzilhada que vai separá-los de modo implacável. Júlio decide que a garota foi morta por um vampiro e acha que precisa fazer alguma coisa a respeito. Mesmo tendo certeza de que a idéia é absurda, Daniel é arrastado para uma investigação que, pouco a pouco, levará os dois ao terror absoluto, onde espreita uma criatura que, antes, parecia existir apenas em livros e filmes.

A Caverna dos Titãs: De repente aquele videogame não é apenas um videogame. Aquele shopping center não é somente um shopping center, e Morro Queimado não é mais uma cidade comum. Então, muitas coisas estranhas começam a acontecer no OuterPlanet Megashopping. Três amigos começam a desconfiar que só poderia ser obra de alguém do outro mundo e resolvem investigar. O resultado é uma aventura incrível, num vertiginoso ritmo de videogame.

       

Release de Reviravolta:
Na noite de seu aniversário de 7 anos, Pedro, protagonista de ‘Reviravolta’, ganha um irmão de mesmo nome. Passa a se chamar Pedro Velho – seu irmão, Pedro Novo. O aniversário dos irmãos é também data da morte da mãe dos meninos e de uma irmã, natimorta. Pedro Novo e Pedro Velho, num jogo de espelhos, passam a viver, a partir de então, num tempo próprio, que se expande e dilata, encolhe e se estreita de acordo com as leis de uma física que é científica, mas beira o realismo fantástico do colombiano Gabriel García Márquez. Na casa dos Pedros, perde-se a chave do cadeado da porta, os vizinhos desaparecem e ninguém sente a necessidade de sair para a rua. É sempre noite. A festa junina da noite de 17 de junho de 1962 se repete, sem cessar, com o passar dos anos. E, entretanto, o tempo passa. A narrativa vai e volta e se reencontra como num desenho elíptico de Escher. O narrador desta epopéia elíptica nos conta a história de um futuro muito distante em que novos paradigmas foram criados e seres humanos usam computadores – ou inteligência não-biológica – implantados no cérebro. É o tempo, paralelo ao tempo, dentro do tempo. Um mergulho nesta obra faz o tempo parar.

Release de O Mágico de Verdade:
Pergunte a uma criança o que é um mágico e ela provavelmente dirá que é alguém que sabe fazer coisas inexplicáveis; pergunte a um adolescente e ele dirá que é alguém que sabe fazer truques. Em ‘O mágico de verdade’, o escritor, ensaísta e professor universitário Gustavo Bernardo ‘brinca’ com o fascinante conceito de ilusionismo para questionar a realidade que vivemos hoje, levando reflexões aprofundadas para o público jovem através de uma narrativa ficcional. O livro reproduz um programa de auditório semanal em que a platéia e os telespectadores são desafiados a descobrir os ‘truques’ de um mágico em troca de um prêmio de um milhão de reais. Um apresentador falastrão conduz a narrativa e arrasta o leitor-telespectador de um bloco a outro do programa, sem perder o fôlego. A tensão aumenta a cada domingo. A cada novo programa, o público se surpreende com uma mágica mais inacreditável que a outra. Audiência recorde, anúncios milionários, contratos com redes de televisão do exterior. O show é um sucesso. Porém, as coisas começam a sair do controle – e os patrocinadores ficam assustados -, já que o tal mágico desafia bem mais do que a simples curiosidade da platéia em relação a seus feitos extraordinários. Por trás de todas as suas mágicas incríveis há sempre uma reflexão que se impõe aos participantes do show e à realidade tal qual a conhecemos.

Desenho Mudo: Nina não falava, mas revelava em seus desenhos uma assombrosa percepção do mundo. Um crime chocante a coloca em contato com um tenente da polícia, encarregado de resolver o caso. Ele também era uma pessoa especial que via cada investigação mais como um meio de fazer descobertas sobre a alma humana do que como um procedimento para identificar os culpados. Entre os dois se estabelece um diálogo inusitado, que sugere o quanto estamos limitados a rótulos nos nossos relacionamentos e tentativas de compreender a vida.

A ficção cética: ‘Dubito ergo sum, vel quod item est, cogito ergo sum’, disse René Descartes, mostrando que pensar é a mesma coisa que duvidar. O ensaio ‘A ficção cética’ parte dessa sentença para discutir a presença do ceticismo na literatura, entendendo-o constitutivo e essencial. Cabe à ficção proteger a dúvida, levantando a suspeita sobre a realidade ao mesmo tempo em que, paradoxalmente, intensifica a vida. É dessa proteção que trata o livro de Gustavo Bernardo, relacionando, por exemplo, Philip K. Dick a Carl Sagan, Shakespeare a Michel de Montaigne e Sófocles a Pirro. Tais diálogos o convencem da necessidade antropológica da ficção e da necessidade moral do ceticismo.


Alaor Chaves

9:11 pm

Com base na Nanotecnologia, o cientista Albert Jalsberg inventa um método revolucionário para produzir hidrogênio. Mantém em segredo sua técnica e cria a Nanocarbon, que se transforma em um império monopolizador da energia do Planeta. Pressionada a abrir sua caixa de segredos, a Nanocarbon resiste e torna-se alvo de agressões que culminam em terrorismo. Jalsberg manifesta a intenção de revelar suas técnicas e sofre um atentado cometido por seus próprios sócios. Na clandestinidade, o inventor luta para escapar de seus perseguidores e para desmontar o império que ele próprio criou.


Sinopse de Crianças da noite:
Quando o sol se põe e as trevas depositam sua ira sobre a face da Terra, seres sombrios despertam.
Criaturas sobrenaturais como os vampiros espreitam pela noite, realizando suas caçadas sangrentas às escondidas dos olhos mortais. Mas até mesmo no mundo proibido dos vampiros existe política, conflito e, principalmente, traição. No momento que se descobre um vampiro espião infiltrado em uma poderosa seita, tem início uma verdadeira guerra. Uma violenta guerra que trás à tona um valioso segredo que vem desde a época da criação do mundo. Esse segredo que é a base para o verdadeiro conhecimento.
Antigos pergaminhos que narram uma terrível profecia foram espalhados pelo mundo. Agora é necessário uma união improvável entre alguns vampiros para que se descubra os mistérios desta profecia.
O tempo corre contra. Sinais precedem o Fim dos Tempos.
Vampiros, Lobisomens, Magos, Aparições. Um verdadeiro universo obscuro existe ao nosso redor.
A batalha entre os vampiros mudará a vida humana.

 

Trecho do livro:
Não andavam depressa. Havia raízes e tocos de ávores no caminho, pouco visíveis na escuridão quase total. Procuravam desviar de gravetos para fazer o mínimo possível de barulho.
- Vocês repararam no silêncio?
- Sim, eu estava percebendo isso há algum tempo.
- Engraçado. Nas outra noites havia bastante barulho e… PARA TRÁS DAQUELA ÁRVORE!
Foram para fora da trilha, e ficaram atrás de um enorme carvalho. Um puxou a faca que estava escondida na sua calça, enquanto um outro apagava a lanterna. Apuraram os ouvidos. Alguma coisa deslisava pelas folhas mortas ali perto. Concentraram na trilha escura à frente, mas, passados alguns segundos, o ruído desapareceu.
- Estamos em perigo.
- O que era?
- Não era apenas um lobo.

Um som estalado e alto, e, de repente, a carne das costas rasgada por uma poderosa garra.
A escuridão parecia estar empurando para dentro as órbitas dos olhos dos outros vampiros, enquanto observavam aterrorizados.
Então eles viram a criatura que atacara. A verdadeira Morte Final sobre duas pernas grandes e peludas. Com três metros e pouco, presas e garras enormes, a cabeça de um lobo e músculos de aço sob um espesso casaco de peles: um Lobisomem na sua forma mais poderosa…

O autor:
Juliano é Engenheiro Agrônomo e escritor. Nasceu a 6 de dezembro de 1985, em Andradas, MG. Escreveu seu primeiro livro (uma publicação independente) com 18 anos. Gosta de diversos gêneros literários, sendo o preferido: literatura fantástica. Boêmio, gosta de sair e se divertir. Adora fazer novas amizades e ter contato direto com os leitores. Escreveu livros de suspense e de fantasia. Criou um mundo habitado por elfos, magos, anões, guerreiros, dragões e outras criaturas mágicas, no qual já escreveu as duas primeiras das quatros histórias programadas.

Paulo Coelho

4:29 pm

   

100 milhões de livros depois, Paulo Coelho ainda causa polêmica no Brasil. Literatura ou auto-ajuda? Essa é a pergunta mais freqüente. Aqui no Fantastik, Paulo Coelho é, pelo menos em parte, autor de literatura fantástica.  Bruxas? Valquírias? Demônios? Anjos? Por que não?

A bruxa de Portobello: Quem é Athena? A órfã abandonada pela mãe cigana na Transilvânia. A criança levada pelos pais adotivos para Beirute. A funcionária de um grande banco em Londres. A bem sucedida vendedora de terrenos em Dubai. A sacerdotisa de Portobello Road. Athena é o personagem principal de ‘A bruxa de Portobello’. Quem conta a história são as pessoas que conviveram com ela. Sua mãe adotiva, um jornalista interessado em vampirismo, um padre, um mestre de caligrafia, uma atriz, entre outros. Eles traçam diferentes perfis da personagem, mesclando acontecimentos com impressões, crenças próprias, anseios.

Brida: Um texto anônimo diz que cada um de nós, em sua existência, pode ter duas atitudes – construir ou plantar. Os construtores podem demorar anos em suas tarefas, mas um dia terminam e acabam por ficar limitados às suas próprias paredes. A vida perde sentido quando a construção acaba. Os que plantam podem sofrer tempestades e poucas vezes descansam. Mas o jardim jamais cessa de crescer e, ainda que exija a atenção do jardineiro, também permite que a vida seja uma grande aventura. Na história de cada planta está o crescimento de toda a terra.

As Valkírias: Em 1988, Paulo Coelho e sua mulher, a artista plástica Christina Oiticica, passaram quarenta dias no deserto do Mojave, em busca de uma das mais importantes experiências místicas do ser humano – a conversa com o Anjo da Guarda. As armadilhas do deserto, o processo mágico da canalização, os conflitos do casamento, a simplicidade da busca, o surpreendente encontro com mulheres que já tinham visto seus anjos – tudo isto faz de ‘As Valkírias’ um livro dirigido àqueles que estão procurando criar e participar de um novo mundo.

O demônio e a Srta. Prym: Com ‘O demônio e a Srta. Prym’, Paulo Coelho concluiu a trilogia ‘E no sétimo dia…’, da qual fazem parte ‘Na margem do rio Piedra eu sentei e chorei’ e ‘Veronika decide morrer’. Os três livros falam de uma semana na vida de pessoas normais, que subitamente se vêem confrontadas com o amor, a morte, e o poder. Quando menos esperamos, a vida coloca diante de nós um desafio para testar nossa coragem e nossa vontade de mudança; neste momento, não adianta fingir que nada acontece, ou desculpar-se dizendo que ainda não estamos prontos. O desafio não espera. A vida não olha para trás. Uma semana é tempo suficiente para sabermos decidir se aceitamos ou não o nosso destino.

Livros lançados até agora:
Os Sete
O Senhor da Chuva
Sétimo
Sementes no Gelo
A Casa
Bento
O Vampiro Rei vol. 1
O Vampiro Rei vol. 2
O turno da noite vol. 1: Os filhos de Sétimo
O turno da noite vol. 2: Revelações
O turno da noite vol. 3: O livro de Jó
Vampiros do Rio Douro vol. 1
Vampiros do Rio Douro vol. 2
O Caminho do Poço das Lágrimas

Novo trabalho: Caminho do Poço das Lágrimas.

Release de O caminho do poço das lágrimas:
Jonas viajava com os filhos Ingrid e Bosco por uma estrada escura. De repente, os três adormecem e, quando acordam, depois de muitos sonhos agitados, se dão conta de que estão em um vasto campo verde. O carro em que viajavam desapareceu e a única saída daquele campo é um caminho formado por pedras justapostas… é o Caminho do Poço das Lágrimas. Mas para onde os levará esse caminho? Que mistérios e perigos os esperam?

Release:
Frodo Oliveira tem nome de personagem, mas é um autor que lança seu primeiro livro, no qual reúne alguns contos já antes publicados em seu blog. E nestes exercícios literários, nos brinda com instigantes passeios pelo sobrenatural, pelo suspense e pelo terror, buscando trilhar caminhos inesperados, capazes de levar os leitores pela senda da surpresa.
Os contos, aqui reunidos em Extrema Perfeição, revelam os paradoxos e as crueldades do cotidiano, muitas vezes abafadas pelas aparências e ilusões; é justamente tal contradição o cerne do tom misterioso que alinhava as narrativas e as aloca como peças de um jogo ficcional, interessado em revelar a precariedade humana em meio a sua imperfeição extrema, representada pela sutil ironia do autor.

No conto homônimo do livro, somos surpreendidos pela narrativa que dispõe as peças aos poucos, revelando a cruel tensão entre o perfeito e o imperfeito da alma humana, e, de forma capciosa, desconstruindo qualquer obviedade.
Em Sinistro, o sobrenatural mescla-se à experimentação de uma linguagem representativa da dicção carioca. Essa mesma dicção reaparece em Elvis não morreu, conto que inverte a frase feita e a reinventa, em um enredo que aborda, de forma surpreendente, a semente e o desabrochar da barbárie, em um cotidiano aparentemente normal.
A experimentação com a variação regional lingüística, dessa vez nordestina, reaparece em O almoço, conto que encerra o livro, revelando o desespero da miséria, figurado de forma ainda mais dolorosa em Chumbinho. E se passeia pelas variações lingüísticas nos referidos contos, em O engano mostra como o mau uso da língua portuguesa, quando a serviço de línguas ferinas e ignorantes, é, literalmente, um caso de morte.

Em Kamille, o experimental está na estrutura narrativa, calcada no diálogo com a estratégia do camera-eye; disposta de modo estereoscópico e sustentada pela marcação do tempo, a narrativa aborda as diferentes percepções das personagens, em pontos de vista que se mesclarão no epílogo surpreendente.
Poderíamos ainda destacar no livro a interessante relação entre memória, mentira e resgate em Amnésia e o inusitado conforto trazido pela morte em A menina que fazia chover. Por fim, sublinhamos, em A maldição, o instigante intertexto com a narrativa bíblica e a sedução humana pela cobiça e pela vaidade. Com competência, Frodo Oliveira costura em sua ficção os sonhos, as fragilidades e os desesperos do homem, sempre de forma criativa e inusitada. E é com prazer que anuncio neste prefácio: Frodo é o nome de um autor, que nos convida e desafia em seus contos, a segui-lo em sua viagem fantástica…

 Trecho do conto Abstinência:
“Acordou. Ainda estava escuro lá fora. Pela janela aberta viu a claridade fosca da lua, que entrava pela cortina agitada pelo vento frio da madrugada. Engraçado, podia jurar que a janela do quarto estava fechada quando chegaram. Percebeu que estava sozinho no quarto. Levantou-se para fechar a janela, pois estava sentindo frio. Viu que continuava completamente despido e virou-se para procurar sua roupa, mas escorregou em alguma coisa viscosa que encharcava o chão e quase caiu. Conseguiu equilibrar-se, soltou um palavrão enquanto tateava pela parede, tentando encontrar o interruptor para acender a luz. Apertou o botão, mas estranhamente nada aconteceu. Sentia-se tonto, provavelmente efeito do vinho.
- Andréia, onde está você?
Silêncio.
- Droga! Onde essa mulher se meteu?
Podia sentir a viscosidade grudando seu pé esquerdo no assoalho de tábua corrida. Continuou tateando até encontrar uma estante, e conseguiu divisar um abajur. Puxou a cordinha e a pequena luz acendeu, lançando uma claridade amarelada no quarto escuro. Virou-se, procurando suas roupas. Foi quando percebeu uma mancha escura em cima da cama. Aproximou-se mais, passou um dedo no lençol e examinou aquele líquido que escorria da cama e banhava todo o chão do quarto.
- Mas isso é… Sangue!
Olhou ao redor do quarto mal-iluminado e viu seus próprios passos… O quarto estava coberto por marcas dos seus pés sujos de sangue. Uma mão.   Havia uma mão que saía de baixo da cama. Aproximou-se e levantou a ponta do lençol. Olhou horrorizado, era um corpo. O corpo de Andréia.
Soltou um grito abafado e puxou o corpo pela mão. Ela estava nua, como estivera horas atrás, em seus braços. A diferença é que agora ela estava morta. No rosto, uma expressão de surpresa. No abdômen, uma faca de cozinha cravada até o cabo.”

Sobre o autor:
Frodo Oliveira nasceu em 30 de dezembro de 1967 na cidade de Recife, Pernambuco. Reside há mais de vinte anos no Rio de Janeiro, onde é comerciário e acadêmico de Letras da Faculdade Simonsen. Além do livro Extrema Perfeição (2007), publicou trabalhos nas antologias Noctâmbulos (2007) e Caminhos do Medo (2008), ambas pela Andross Editora, a acaba de concluir seu segundo livro, A Torre Negra, com lançamento previsto para o final de 2008. Mantém atualmente um site no Recanto das Letras e um blog, onde publica contos, crônicas e poemas de sua autoria.

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