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Amor Vampiro

2:20 pm

“Removi as últimas peças de sua roupa e acomodei-me diante
do fogo, nu em pêlo e suculento sobre o tapete espesso”

Sombras e sedução dão a tônica em Amor Vampiro. A obra, uma coletânea composta por 10 contos de 7 diferentes autores da nova safra da literatura nacional, explora a fundo a temática da Literatura Fantástica e de Terror.
Como o próprio título sugere, os contos seguem um mix de vampirismo com pitadas de amor e sedução. Obviamente não faltam aos textos os elementos básicos da literatura fantástica, como a inverossimilhança, a imaginação e o distanciamento da realidade dos homens.
Por todos os textos, além de vampiros e sedução, são destacados pelos autores os detalhes mais precisos da ambientação das tramas, do perfil das personagens, de suas características físicas, dos sons, entre outros detalhes. Tudo isso faz com que a atenção dos leitores fique presa do começo ao final da leitura.
Isto é facilmente perceptível na passagem do conto O outro lado do espelho, de Adriano Siqueira. “… Estava me mordendo, me arranhando. Meu sangue aparecia por todo o corpo e logo em seguida desaparecia, com seu beijo mortal…Ela tinha ficado tão forte quanto eu. Rasgava facilmente os lençóis e as roupas como se fosse papel. Suas mordidas estavam mais fortes, eu gritava em meio à dor e ao prazer.”

Já A Flor do Mal, de Martha Argel, é ambientado na fria Florença, numa época que nos remete à efervescência do Renascimento. A trama retrata o encontro de uma vampira andarilha numa noite com Giuliano Sacchetti. Uma bela trama de paixão e vampirismo. Em A Canção de Maria o autor André Vianco marca o encontro de uma jovem grávida com Ezra, um ressentido lenhador que vive às margens do Rio Jordão. O conto se desenvolve a partir do acolhimento por parte de Ezra da jovem e sua criança.

Ao ler Amor Vampiro percebe-se a qualidade literária da obra, o que explica o motivo do gênero estar em constante evolução no Brasil. Curioso é verificar o quanto esse tipo de literatura é flexível em relação ao espaço/tempo. Também, o belo projeto gráfico nos leva a detalhes únicos a começar pela capa sombria e “sanguinária” escolhida com auxílio dos fãs. Outro destaque é a diversidade de autores que trazem à pluralidade de visões a respeito do tema. Só para se ter uma idéia as formações dos escritores vão desde áreas ligadas à literatura como a contadora de histórias e tradutora Regina Drummond, passando pela bióloga e doutora em ecologia Martha Argel chegando ao engenheiro Nelson Magrini.

Índice facilitado dos contos:

Adriano Siqueira: O outro lado do espelho, O dia dos vampiros, A grande chance.

André Vianco: A canção de Maria (um conto bem diferente do André. Fãs, espiem!).

Martha Argel: A flor do mal

J. Modesto: Amante notívago, O anjo e a vampira

Nelson Magrini: Isabella

Regina Drummond: A velha, o jovem e o casarão

Giulia Moon: Dragões Tatuados (que deve originar um romance em breve)

Resenha no site Omelete.

Anno Domini

1:53 pm

Anno Domini reúne contos que mergulham na Idade Média em seu conceito mais amplo. História e fantasia se misturam, mesclam o real ao imaginário, evocam magia, aventura, luz e escuridão. Reis, bruxas, magos, guerreiros, dragões, simples camponeses… Todos enfrentam as próprias batalhas numa atmosfera sombria e irrespirável, por vezes lírica e cativante. Estes manuscritos medievais apresentam o trabalho de jovens autores, pouco ou mais conhecidos, e também de autores veteranos, como Raphael Draccon, Claudio Villa, Nazarethe Fonseca e Madô Martins. Uma viagem a um passado muito mais presente em nossas vidas do que imaginamos.

O livro foi organizado pelos escritores Claudio Brites (O Livro Negro dos Vampiros, da Andross) e Helena Gomes (Lobo Alpha, da Rocco, O Arqueiro e a Feiticeira, da Devir, e Aliança dos Povos, da Idea). A obra reúne 53 contos, ambientados tanto na realidade histórica quanto em universos fantásticos.

Apresentação:
A Idade Média é, assim como o tema de vampiro, teorias da conspiração ou futuros pós-apocalípticos, um tema instigador àqueles que quedam à inventice e foi nesta antologia o mote. Mas este não é um livro de contos medievais nem de textos a respeito da Idade Média. Se procura o primeiro, Chrétien de Troyes ou Geoffrey Chaucer são boas indicações; caso o segundo, indicaríamos Georges Duby e Jacques LeGoff, para citar também dois. Esta coletânea é o encontro de jovens escritores, pouco ou mais conhecidos, em torno de um conceito. Encontrarão aqui um sincretismo narrativo que pauta a Idade Média como um tempo ocorrido ou não desta ou daquela forma. Enredos que divagam e patinam pelo real, penetrando, em sua maioria, no fantástico.

Na analogia de espada e pena, os autores se guarneceram bem e sangraram as teclas de seus computadores com o que há de mais icônico no imagético que envolve esse período da humanidade e da fantasia: batalhas, dragões e sofrimentos, torturas e esquecimentos, bruxas e seus compadres. E todo o tom trevas necessário é evocado para suprir nosso desejo de heroísmo, afinal não há vitória valiosa sem um desafio à altura. O arquétipo do Herói, do Mestre e todos mais que Jung dissecou em seus trabalhos peregrina por cada conto, ora mudando o tom para o de um bardo cantador, de um sádico mago, ou um copista pessimista nas bibliotecas de Eco.

Participantes:

Algoz do Verão; O……………………………………………Thiago Cabello

Andarilha………………………………………………………..Rúbia Cunha

Asas………………………………………………………………Madô Martins

Batalha do Cavaleiro Negro; A…………………………..Renato Arfelli

Batismo de Fogo……………………………………………..Leandro “Radrak” Reis

Bolor e o Frio; O………………………………………………V. Netto

Breve Segundo; Um…………………………………………Leandro Chernicharo

Cassandra Corbu…………………………………………….Ademir Pascale

Desata-me……………………………………………………..Helena Gomes

Desejo…………………………………………………………..Kathia Brienza

Dias de Sombra……………………………………………….Lívany Salles

Do Pó ao Pó……………………………………………………Helena Gomes

Dragão da Noite e a Rosa de Chamas; A…………….Marcos Lopes

Drakkar de Leif Eriksson; O……………………………….Jonatas Turcato Syrayama

Esperando a Morte………………………………………….Cláudio Villa

Faca Cravada………………………………………………….Brontops

Fé dos Inocentes; A…………………………………………Sergio Sparsbrod

Ferreiro Mágico; O……………………………………………Paulo Dumi

Filha da Parteira; A…………………………………………..Angel

Forte das Rosas; O………………………………………….Tiago Lobo

Graal e o Contador de Histórias; O…………………….J. Feltrin

Herança Maldita………………………………………………Gabriel Torres

Hoje na Idade Média………………………………………..Rodrigo Prata

Idade das Trevas…………………………………………….Almir Pascale

Inverno………………………………………………………….Alexandre Matheus Bliska

Kidush Hassen………………………………………………..Bruno Freitas Oliveira

Krispin……………………………………………………………Gustavo Lopes

Menina Elfa; A…………………………………………………Albarus Andreos

Misterioso Caso do Unicórnio Azul; O………………….Douglas MCT

Morte Negra; A………………………………………………..Arlete Sobral

Na Escuridão Gelada………………………………………..André L. Pavesi

Noite na Taberna; Uma…………………………………….Kathia Brienza

Noiva de Lúcifer; A…………………………………………..Ricardo Delfin

Obsessão……………………………………………………….Hanna Liis-Baxter

Peregrinação de um camponês oprimido……………..Karina Brossi

Peste; A…………………………………………………………Chico Anes

Poção dos Desejos; A………………………………………Victor Maduro

Preço da Vingança; O……………………………………….Nazareth Fonseca

Príncipe; O………………………………………………………Danny Marks

Prisioneiro………………………………………………………Márcio Aragão

Prisioneiro da suspeita……………………………………..J. Feltrin

Proibido………………………………………………………….Monica Sicuro

Quatro; Os……………………………………………………..Claudio Brites

Reino das Trevas……………………………………………..Ana Luiza da Silva Garcia

Reversos………………………………………………………..Raphael Draccon

Santo Cavaleiro………………………………………………Rossana Santos

Sonhos de Outrora………………………………………….Addam

Três Pedrinhas; As………………………………………….Nicolas Vasconcelos

Último Relato; O……………………………………………..Gabriel Torres

Vastidão………………………………………………………..JBAlves

Vendeta…………………………………………………………José Roberto Vieira

Vingança………………………………………………………..Bruno Schlatter

Você!……………………………………………………………..Rafael de Agostini Ferreira

 

Trecho do conto de Douglas MCT:
“Palácio Real de Corozon. Mr. Valafar foi recepcionado pelo jovem Bast de Abraxas, numa manhã cinzenta e fúnebre. O rapaz tinha os cabelos loiros e rebeldes, olhos vivazes e uma bata de couro comportada. Era um tipo de emissário real, mas, ao certo, nem ele mesmo sabia.
- Quantos e quais são os suspeitos? – indagou o mago. Sua voz era esganiçada.
- Quatro, meu senhor. – respondeu Bast, prontamente. – Uma velha nômade, o serviçal do estábulo, o filho de um plebeu e um bardo viajante.

O jovem emissário levou Mr. Valafar até a Torre Inquisitorial, no alto da colina próxima ao Palácio Real, onde se encontravam trancafiados os suspeitos. A mulher estava num canto, entre as sombras, despreocupada. O bardo bradava uma cantiga melancólica, enquanto que os outros dois homens seguravam firmes as grades de aço, aflitos e temerosos. Todos já haviam sido açoitados por noites seguidas, o mago notou. O sangue seco e os cortes em suas vestes não negavam o fato.

- Em instantes, eles serão levados pelo ceifador até a forca – revelou o emissário. – Lá aguardarão debaixo do quente sol por sua investigação. – fitou o mago com respeito. – O senhor tem doze horas até concluir o caso ou essas pessoas morrerão sem julgamento.
- Precisarei de apenas uma, meu jovem. – disse Mr. Valafar, enquanto analisava cada suspeito com seus olhos eficazes. Voltou-se a Bast: – Agora leve-me até a criatura, por favor. Sou formado em Necromancia e quero analisá-la antes de iniciar minhas investigações do caso”.

Sobre o Douglas:
Douglas MCT nasceu em Socorro, São Paulo, em 1983 e atualmente reside na capital. Acadêmico do curso de Produção Audiovisual na UNIP, trabalhou por 10 anos como designer gráfico e no momento atua como roteirista, elaborando roteiros de games, TV, cinema e animações para uma produtora. Foi roteirista dos quadrinhos da Turma da Mônica por mais de 3 anos, além de ter ganhado o Mapa Cultural Paulista, na categoria Contos.  Seu romance Necrópolis – A Travessia da Fronteira das Almas está em vias de publicação.

 

Curiosidades:
O livro inclui diversos autores da Baixada Santista: Ana Luiza Garcia; Arlete Sobral; Danny Marks; Hanna Liis-Baxter; Helena Gomes (também co-organizadora da antologia); Jonatas Turcato Syrayama; Kathia Brienza; Lívany Salles; Madô Martins; Paulo Dumi; Renato Arfelli; Sergio Sparsbrod; Thiago Cabello


Caminhos do medo é mais uma antologia com textos inéditos de novos autores, que encontram neste formato uma oportunidade de publicar suas histórias. A organização é Edson Rossatto, que analisou cerca de 200 contos em seis meses até chegar aos 41 selecionados.

Alguns contos:

Ademir Pascale – Mr. Sheol
Danny Marks – Apenas Árvores
Edson Rossatto – Espera
Frodo Oliveira – A Ponte do Diabo
André L. Pavesi – Entre Sombras
Jota Silvestre – Caminhos do Medo
Ricardo Delfin – Estação Averno
Raíssa Arlequina – Monstros não existem
Marcelo Pirani – A Estáuta
Tereza Neumann – O Donzelo da Abadia

Autores:
Ademir Pascale (São Paulo, 1976) é lingüista, escritor, crítico de cinema e ativista cultural. Desde 1998, publica crônicas, contos e resenhas em diversos meios de comunicação, como: revistas, jornais e sites. Destaque-se aqui o site da Ong cultural Verdes Trigos, comandada pelo escritor Henrique Chagas. Em maio de 2003, criou o Portal Cultural Cranik (www.cranik.com), no qual exerce a função de editor. Em 2008, além de participar de várias antologias com seus contos de ficção e terror, Ademir organizou a antologia de contos Nos Labirintos da Escuridão com temática centrada na bruxaria e magia. A antologia será publicada pela editora Scortecci, e reunirá diversos autores do Brasil e Portugal. Possui o site www.oentrevistador.com.br e também participa da coletânea Anno Domini.

Imaginarios 1
Autores:


Ana Lúcia Merege
Carlos Orsi
Davi M. Gonzales
Flávio Medeiros

Gerson Lodi-Ribeiro
Giulia Moon
Jorge Luiz Calife
Martha Argel
Osíris Reis
Richard Diegues
Roberto de Sousa Causo


Imaginários 2


Autores:
Alexandre Heredia
André Carneiro
Eric Novello
João Barreiros
Jorge Candeias
Luís Filipe Silva
Saint-Clair Stockler
Sacha Ramos
Tibor Moricz


Coleção Imaginários
Grandes e novos autores exploram infinitos imaginários nesta coletânea da Editora Draco. A coleção Imaginários trará, a cada volume, contos inéditos que encontrarão o fantástico em todas as suas variantes, contando histórias de ontem, de hoje, de amanhã e – por que não? – de nunca. Conheça esse maravilhoso universo e reimagine a literatura fantástica.
Através dos séculos, escritores têm explorado o limite das idéias e da linguagem, dando vida a magos e imperadores, despertando vampiros e zumbis de suas covas, viajando por universos inteiramente desconhecidos, enfrentando a morte em labirintos infinitos, criando seres fantásticos que habitam as sombras da nossa imaginação. Os bardos das praças públicas se transformaram em mestres dos livros, colocando no papel toda a sua criatividade. Mais tarde, as histórias invadiram sites e blogs, migraram para celulares, fugiram das páginas e ganharam vida própria. Mas uma coisa permanece igual até hoje: a capacidade de encantar o leitor.


Grandes e novos autores exploram infinitos imaginários nesta antologia da Editora Draco. A coleção Imaginários trará, a cada volume, contos inéditos que encontrarão o fantástico em todas as suas variantes, contando histórias de ontem, de hoje, de amanhã e – por que não? – de nunca. Conheça esse maravilhoso universo e reimagine a literatura fantástica.


Através dos séculos, escritores têm explorado o limite das idéias e da linguagem, dando vida a magos e imperadores, despertando vampiros e zumbis de suas covas, viajando por universos inteiramente desconhecidos, enfrentando a morte em labirintos infinitos, criando seres fantásticos que habitam as sombras da nossa imaginação. Os bardos das praças públicas se transformaram em mestres dos livros, colocando no papel toda a sua criatividade. Mais tarde, as histórias invadiram sites e blogs, migraram para celulares, fugiram das páginas e ganharam vida própria. Mas uma coisa permanece igual até hoje: a capacidade de encantar o leitor.

Contos e Autores:
Introdução — “Sexo & Fantástico: Parceiros Ideais”

I.    Identidades Sexuais      
1.    “Meu Nome é Go”    André Carneiro   
2.    “A Paixão Segundo S.H.”    Fábio Fernandes   
3.    “A Mulher”    Roberto de Sousa Causo   
4.    “Engrenagem Vulgar”    Carlos Orsi Martinho

II.    Fantasias de Fantasia Sexual       
5.    “Uma Bem Quente”    Ataíde Tartari   
6.    “Seres Inorgânicos”    Lúcio Manfredi   
7.    “Entre a Pureza e o Desejo”    Jorge Candeias

III.    Sexo & Amor       
8.    “Fogo”    Miguel Carqueija   
9.    “Uma Certa Capitã Rodriguez”    Carla Cristina Pereira

IV.    Sexo & Religião       
10.    “Segredo de Confissão”    Federico Schaffler   
11.    “Boas-Vindas”    Maria de Menezes

V.    Parceiros Sobrenaturais       
12.    “O Ano da Lua”    Simone Saueressig   
13.    “Pequenos Prazeres Inconfessáveis”    Luís Filipe Silva   
14.    “Gepetto”    Marcia Kupstas

VI.    Parceiros Artificiais       
15.    “Uma Tela em Branco”    Georgiana Calimeris   
16.    “Quatro Milhões de Lolitas”    João Barreiros

VII.    Parceiros Alienígenas       
17.    “A Melhor Diversão da Cidade”    Gerson Lodi-Ribeiro   
18.    “Dainara”    Adriana Simon   
19.    “A Dominação”    Jorge Luiz Calife   
20.    “Shelob”    Sacha Ramos   
21.    “A Predadora e o Renato”    Daniel Alvarez

Ensaio: “Sexo com Alienígenas, Numa Boa”      

Release:
Essa garota é, literalmente, do outro mundo!
Finalmente lançada e à venda, depois de quase três anos de gestação, a antologia de contos eróticos da Editora Ano-Luz, Como Era Gostosa a Minha Alienígena!, reúne 21 trabalhos de autores brasileiros, portugueses e um mexicano, no registro da ficção científica e da fantasia.
Super-herói alienígena tímido, criado por pais adotivos em cidadezinha do interior pretende perder a virgindade com colega de trabalho que conheceu em seu novo emprego na cidade grande.  Só que as coisas não funcionam bem como ele esperava…  Quando uma astronauta dada como morta por quase uma década regressa à Terra, encontra seu lugar, seu marido e seus filhos conquistados por outra mulher, e tem que decidir se quer lutar para ter sua vida de volta…  Num futuro próximo, a Igreja Católica decide liberar a prática do sexo para seus sacerdotes homens e mulheres.  Já numa cultura hedonista de um outro planeta, uma sacerdotisa bela e ingênua é persuadida a fundar nova seita baseada num estranho ritual nativo de boas-vindas.
Quando o parceiro não é humano…  Lobisomens e fantasmas não anseiam por teu sangue ou tua alma, eles têm outras perfídias em mente…  E o pior é que você vai gostar!
Sexo do futuro…  Quando os humanos não são o bastante, homens e mulheres decidem transar com robôs e andróides.  Numa base espacial, inteligência artificial tenta conquistar um parceiro humano; enquanto visto, numa visita de rotina a planeta remoto, técnico humano se vê soterrado em milhões de adolescentes-andróides lúbricas e deliciosas…
Sexo com alienígenas… Segundo quem experimentou, é a experiência carnal definitiva.  Tripulante de um navio num planeta distante possui uma fêmea alienígena em cada porto; mas um dia vislumbra a estonteante Tee’lak.  Na noite seguinte, tem o sexo mais delicioso de sua vida; mas sua vida está para mudar…  Dainara e Fernando julgavam-se felizes, até que conheceram o êxtase com o alienígena Rod’nas, e então descobriram que não sabiam o que era felicidade…  Num planeta alienígena, Clara é uma agente da humanidade, defensora ardente dos ideais humanos, até que um centauro sensível e muito persistente acaba virando sua cabeça e a persuade a fazer coisas que ela jamais julgara possíveis…
Na Gostosa! você encontrará essas e outras histórias de ficção científica, horror e fantasia.  Contos passados na Terra do presente ou do futuro, ou ainda em outros planetas, mas que possuem como elementos comuns uma carga elevada de erotismo e um tipo de abordagem da questão sexo-afetiva que só a literatura fantástica é capaz de apresentar.  Coloque os preconceitos de lado e divirta-se!


Draculea

Draculea: O livro secreto dos vampiros

Release:
Romênia, 1456. Um grande cavaleiro cristão torna-se temido agente contra os turcos. Conhecido pelos romenos como Vlad Draculea, o filho do dragão, empalava cruelmente seus derrotados inimigos. Considerado pelos oponentes e próprios súditos a encarnação do demônio, devido aos atos de crueldade cometidos contra ambos. Como esse servo da Igreja transformou-se no mais sanguinário entre os homens de sua época? Quais segredos guardou por tantos séculos?

Em 1897, o escritor irlandês Bram Stoker inspirou-se em Vlad e criou a personagem principal do romance “Drácula”, popularizando o mito do vampiro. Seriam apenas fragmentos da imaginação criativa de um escritor? Ou há uma verdade oculta nesse relato?

Quais mistérios eles escondem por gerações? Descubra em Draculea – O Livro Secreto dos Vampiros, uma antologia de contos escrita por alguns dos melhores autores do gênero. Mas, antes de abrir estas páginas, um aviso: após lê-las, você nunca mais será o mesmo. O conhecimento tem seu preço, e eles ficarão furiosos com a sua descoberta.

Ademir Pascale – Escritor e Organizador

Autores:

Prefácio – Nelson Magrini

1 – Draculea – Ademir Pascale

2 – O Missionário – Estevan Lutz

3 – O Relato do Capitão BlackBurn – César Almeida

4 – Marcas Eternas – Luciana Fátima

5 – O Guardião – J.P. Balbino

6 – Emplumado – Duda Falcão

7 – O Filho da Escuridão – Almir Pascale

8 – Comida de Vampiro – Pedro Vicentini (Tagobar)

9 – Noites de Trevas – Elenir Alves

10 – Aprender Para Dominar – Simone O. Marques

11 – Trágica História – Ricardo Delfin

12 – Os Segredos do Pergaminho – Bruno Resende

13 – Sabor de Absinto – Dione Mara Souto da Rosa

14 – Beijo de Sangue – Alexsandre Moro (MMEA)

15 – Filosofia Vlad – Adriano Siqueira

16 – O Velho Vampiro – M.D. Amado

17 – Fantasmas Vivos – Danny Marks

18 – Andarilhos Noturnos – Felipo Bellini

19 – O Rito do Caminho – Angela NadjaBerg Ceschim Oiticica

20 – Rinaldo – Christian David

21 – O Mal Busca a Verdade – Jean Felipe Felsky

22 – A Descoberta de um Segredo – Raphael Albuquerque Cavalcanti (Raphael O Lord)

23 – Nas Profundezas do Coração – Daniele Helena Bonfim

24 – Imagem – Henrique Cananosque (Vampiro Triste)

25 – Marcela – Evandro Guerra

26 – Tormento – Mario Carneiro Jr.

27 – Escrituras – Ana Dominik

Comunidade Draculea no Orkut.


Trechos de alguns contos:

Draculea de Ademir Pascale:

Do alto do prédio da Gazeta, visualizo a Avenida Paulista de ponta a ponta: pequenas formigas aglomeradas num trânsito robótico, num vaivém nauseante. Os agudos e frios sons das buzinas inebriam a minha memória, fazendo-me sentir um êxtase tão prazeroso que toca lá no fundo deste negro e histórico coração. Os flashes de antigas batalhas e o som das trombetas que as anunciavam eram semelhantes, diferenciando apenas que naquele tempo maldito a luta era corpo a corpo e com duração de poucos dias. Hoje, a luta é contra o estresse, contra as modernas doenças que acabam com artérias, invadem corpos e mentes amaldiçoando fracos corações… Sinto a dor destas formigas e sinto pena ao olhá-las lá embaixo, indo para suas casas para que no dia seguinte, logo cedo, estejam de volta, e isso se repetirá dia após dia, ano após ano, até o corpo adoecer, envenenando o que lhes é mais precioso, o sangue.

 

O Missionário de Estevan Lutz:

Os camponeses erguiam, exaltados, suas foices e ceifadeiras enquanto praguejavam fervorosamente contra a criatura sanguinária recém capturada. O missionário, contundente, aproximou seu crucifixo de prata no rosto do vampiro que estava fortemente amarrado num tronco de cedro.

- Em nome do Senhor, arda no lago de fogo, monstro maligno do inferno! – ordenou o missionário, imponente, por baixo do capuz de sua batina franciscana.

Aprender Para Dominar de Simone O. Marques

Ella lambe os lábios rubros e lascivos lentamente. Degusta o néctar agridoce que há poucos segundos penetrava-lhe o corpo, fazendo-a extasiar-se e gemer de puro prazer. Suspira e fecha os olhos lentamente. Os cílios castanho velando os olhos que até então se coloriam de vermelho e eram capazes de aprisionar, de render, de dominar e de levar à morte a deliciosa vítima.

 

Noites de Trevas de Elenir Alves

A jovem perdera o prazer pela vida e enterra, perante os seus atos, a essência do amor. Sem saber o que fazer, puxa uma caixa cheia de livros que está debaixo da cama e segue com ela até a lareira da sala. Arremessa os livros no fogo tentando amenizar o seu ódio, quando percebe os quatro símbolos na capa de um dicionário em hebraico prestes a ser consumido pelas chamas.

 

Comida de Vampiro de Tagobar

As noites corriam tranquilas quando uma tormentosa questão levou-o a matutar. Está certo que todos seus semelhantes sentem necessidade de abastecer-se desse líquido vital de tempos em tempos. Mas ocorrem, com frequência, situações dramáticas onde a urgência de restabelecer o nível corporal mínimo desse precioso elemento, obriga a que saiam desesperadamente à procura de sangue novo, muitas vezes correndo incontáveis e perigosos riscos, como serem notados, identificados ou mesmo capturados.

Ficha técnica:
Título: Draculea: O livro secreto dos vampiros
Organizador: Ademir Pascale
Editora: All Print
21 x 14 cm – 1ª Edição
Páginas: 160
Ano: 2009

Espelhos Irreais

 

Primeiro livro da Fábrica dos Sonhos, Espelhos Irreais foi organizado por Ana Cristina Rodrigues e traz contos de Aguinaldo Peres, Ana Carolina Silveira, Ana Cristina Rodrigues, Daniel Gomes e Roderico Reis.

Espelhos Irreais é a primeira antologia lançada em papel pela Fábrica dos Sonhos. Mas é também o cartão de visitas da Fábrica, que vem coroar quatro anos de trabalho, esforço e dedicação de seus operários e de sua gerente, Ana Cristina Rodrigues.

A Fábrica dos Sonhos é uma reunião de pessoas, de várias partes do Brasil, em torno de um objetivo em comum: desenvolver a própria escrita, através do exercício e da crítica aos seus textos feitos pelos colegas. Parece simples, mas exige disciplina e organização, para que o objetivo não se desfaça pelo caminho e tudo se torne apenas uma grande bagunça, senão mais uma lista falecida nos vastos campos da internet. Neste ponto, um elogio à presença sempre dedicada e amorosa, porém firme, de Ana Cristina Rodrigues e também dos coordenadores dos vários projetos de leitura e crítica em atividade, sintonizados com o espírito do trabalho a ser realizado. E, claro, um lugar assim tende a atrair pessoas interessadas e dispostas a compartilharem ideias e esforços.

Enfim, após quatro anos de intensos trabalhos, o primeiro produto sai da linha de produção: Espelhos Irreais. Trata-se de uma antologia, elaborada entre os anos de 2007 e 2008, com a temática livre “reis, rainhas, príncipes e princesas”. Observam-se vários resultados: contos-de-fadas, alta fantasia tradicional, um passeio pela ficção científica, a tênue fronteira entre o real e o fantástico. Também, a apresentação e o trabalho de vários autores – apesar de não ser exatamente o début de alguns deles, é a apresentação dos resultados de um trabalho de quatro anos.

E é isso. Esta é a Fábrica dos Sonhos. Este é seu cartão de visita. Que o leitor aprecie a estreia e esteja preparado para os próximos projetos, conjuntos ou solo, que logo virão.  – Ana Carolina Silveira.


Novo volume foi lançado pela Não Editora. Com organização do escritor Samir Machado de Machado, Ficção de Polpa reúne contos de 20 autores.

Após o sucesso do volume 1, lançado em julho de 2007, o projeto Ficção de Polpa retorna maior (em número de páginas e autores) e ultrapassa fronteiras (com autores de outras regiões do Brasil e de Portugal), mas ainda buscando representar o universo do terror, da ficção científica e do fantástico. Vinte autores aceitaram o novo desafio do organizador Samir Machado de Machado. Dessa forma, robôs, alienígenas, fantasmas e seres imaginários ganharam vida e mostram a força que a literatura tem para escritores e leitores. Eles estão de volta!

O primeiro volume do Ficção de Polpa, que reuniu 16 autores, pendeu mais para o horror. No Volume 2, que possui 176 páginas e tem apresentação de Daniel Pelizzari, os contos abordam mais a ficção científica, embora a edição tenha uma mistura dos três estilos (ficção científica, terror e fantástico). Robôs em crise de consciência, astronautas e alienígenas solitários, armadilhas do sobrenatural, experiências científicas malsucedidas, um golem descontrolado e um detetive do imaginário são alguns dos temas.

Participaram do volume 1 e retornam no volume 2 os escritores Annie Piagetti Müller, Antônio Xerxenesky, Guilherme Smee, Luciana Thomé, Marcelo Juchem Rafael Bán Jacobsen, Rafael Kasper, Rafael Spinelli, Rodrigo Rosp, Samir Machado de Machado e Silvio Pilau. E fazem sua estréia no projeto Bernardo Moraes, Carlos Orsi, Frederico Cabral, João P. Kowacs Castro, Juarez Guedes Cruz, Kelvin K., Leonardo Siviotti, Pena Cabreira e Yves Robert (Portugal).

O Ficção de Polpa foi inspirado nas revistas Pulp, ou Pulp Fictions, que foram publicadas entre as décadas de 1920 e 1950. O objetivo é dar continuidade ao projeto de incentivar a produção de uma literatura do gênero que, homenageando suas origens, se compromete em ser entretenimento do mais alto nível.

Seguindo a edição anterior, a antologia traz dois destaques. O primeiro é uma faixa-bônus, com a publicação de Uma Odisséia Marciana, de Stanley G. Weinbaum, história há muito tempo sumida das prateleiras. O conto, com tradução feita especialmente para o livro, é um dos mais importantes da história da ficção científica por ser o primeiro texto literário a retratar um alienígena inteligente, que não fosse um monstro de olhos esbugalhados ou um “humano de outro planeta”. Além disso, o livro contém os estudos para a arte da capa, com ilustração de Gisele Oliveira.

Resenha conto a conto no Pós-Estranho, do Fábio Fernandes:    Volume 1 e Volume 2.

Quando se pensa no Tarô, diversas questões nos vêm à mente, especialmente se se somos leigos no assunto: Para que servem as lâminas? Como funcionam? Onde foram criadas? Quem as criou?
A resposta para estas questões, na realidade é tão emblemática quanto os próprios Arcanos, uma palavra originada do latim arkanum, que significa mistério. Composto por 78 cartas, chamadas de lâminas, sendo 56 delas os Arcanos Menores, que são as precursoras do baralho comum, e 22 os Arcanos Maiores, o Tarô é, na visão não apenas de leigos, mas também de muitos estudiosos, uma ferramenta para adivinhação comparável à Astrologia e a diversos tipos de práticas para desvendar o futuro.
Entretanto o Tarô, assim como a Astrologia, é muito mais complexo do que ser um simples canal para adivinhação. Em seu âmbito mais profundo ele transmite uma verdade arquetípica cuja origem é muito anterior ao século XV, data em que segundo pesquisadores, se teve a primeira aparição oficial de um baralho. Na realidade, a idade e a origem do Tarô, em especial dos Arcanos Maiores, são meros detalhes se considerarmos o valor de cada um deles como revelador de situações arquetípicas que passamos durante nossas vidas e cujas raízes no Inconsciente Coletivo remontam aos primórdios da humanidade.

Autores:

O Louco – Aprendendo a errar – Richard Diegues

O Mago – Por quem os deuses choram – William Goldoni

A Papisa – A princesa coberta – Melissa Mell

A Imperatriz – O sortilégio do destino – Marcos Torrigo

O Imperador – O homem que queria ser o “dono do mundo” – Giancarlo Kind Schimid

O Hierofante – A iluminação – Ivana Regina

Os Enamorados – Enamorado – Mauro Caramico

O Carro – Filho do sol – non ducor, duco – Rosana Rios

A Justiça – A justiça e a tempestade – Rodrigo Venkli

O Eremita – Espiral tecida em negro – Tuga Martins

A Roda da Fortuna – Ciclos – Mauricio Mikola

A Força – Tecnologias são ultrapassadas só por quem não quer evoluir – Janaina Caetano

O Enforcado – A noiva do rio gelado – Denise M. G.

A Morte – Augusto e o segredo de Jadis – J. A. Domingos

A Temperança – Espíritos no mundo material – Sérgio Pereira Couto

O Diabo – O Espelho – Ana Marques

A Torre – Uma vida passada a limpo – Júlia Sanchez

A Estrela – Por entre a luz até a noite escura – Gledson Lima

A Lua – De baús e de almas – Alessandra Fonseca

O Sol – Ulisses de todos nós – Cezar Augusto Drake

O Julgamento – Pedras no lago – Eddie Van Feu

O Mundo – A abelha e a flor – Heloisa Galves

O Louco – Loucura abençoada – Gianpaolo Celli

Invasão

3:06 am

Invasão

Alienígenas, monstros, naves espaciais, gárgulas, robôs, escravistas e viajantes do futuro. O que aconteceria se a Terra fosse invadida por seres hostis? Como você agiria? Isso e um pouco mais é o que o leitor encontrará no livro Invasão, uma obra escrita por alguns dos melhores autores da ficção científica nacional. Mas atenção, antes de fechar estas páginas, um aviso: esteja preparado, reflita, pois um dia isso poderá tornar-se  realidade…

Organizador:  Ademir Pascala
Prefácio: Roberto de Souza Causo

Autores:
Anderson dos Santos Costa
Angela NadjaBerg Ceschim Oiticica
Christian David
Daniel Pedrosa
Daniele Helena Bonfim
Danny Marks
Duda Falcão
Edmar Souza Júnior
Eduardo Lesnok
Estevan Lutz
Jocir Prandi
Mariana Albuquerque
Mario Carneiro Jr.
Melanie Evarino Leite
Miguel Carqueija
Nenezio
Ricardo Delfin
Rober Pinheiro
Rômulo Mafra
Ronaldo Costa
Ronaldo Luiz Souza
Vinícius Vieira
Waldick Garrett
Wilson Silva


Sinopse:
Necrópole – Histórias de Vampiros é resultado da união de cinco escritores brasileiros e traz obras de suspense e terror que têm como cenário uma metrópole. O livro reúne cinco histórias distintas, sendo uma de cada escritor, independentes entre si. A ligação entre elas fica por conta do cenário metropolitano e do tema central: os vampiros.
O primeiro volume da coleção será lançado com os autores que idealizaram o projeto: Alexandre Heredia, Camila Fernandes, Gianpaolo Celli, Giorgio Cappelli e Richard Diegues.

“A idéia era reunir o melhor do clássico e do contemporâneo em narrativas de terror, jogando criaturas sinistras em ambientes típicos do século 21, como uma festa sofisticada, um cortiço ou uma rave”
, diz Camila Fernandes.

O nome da coleção, Necrópole, foi adotado para aludir ao lado negro das metrópoles. Segundo Alexandre Heredia, “Necrópole é uma coleção de livros de suspense e terror. Em cada volume, os escritores trabalharão sobre um tema específico. A intenção é agregar qualidade a cada trabalho, fazendo surgirem novos autores nacionais neste segmento que tem sido tão pouco explorado”.

O Projeto Necrópole se originou do periódico NecroZine, um zine escrito e editado pelo grupo. “O grande trunfo do livro é a diferença de estilos entre os escritores. Cada um tem uma linha distinta e uma surpresa extremamente agradável na manga. As histórias surpreendem tanto pelo estilo, como pelo tratamento inusitado dado aos vampiros, revelando tramas intrincadas e personagens que os leitores não esquecerão”, afirma Richard Diegues.

Contos:
Rogai por nós – Richard Diegues
O edifício – Alexandre Heredia
A casa dos loucos – Camila Fernandes
Acerto de contas – Giorgio Cappelli
Anatomia imortal – Gianpaolo Celli

O prefácio é de Giulia Moon.


Sinopse:
Nesta obra de sete histórias, os autores do primeiro volume ganham o reforço de dois convidados especiais: Marcelo Dias Amado e Dóris Fleury. Neste volume, como no anterior, o sobrenatural serve de pano de fundo para uma teia de metáforas de nossos maiores medos e anseios. Violência, religiosidade, questões sociais, criminalidade e lendas urbanas se fundem em narrativas densas, apresentadas em formas variadas e criativas.

Os Contos:
Algo muito errado é um triller de ação, no qual Richard Diegues nos transporta para uma atmosfera de romance noir, recheada de vinganças e sangue. Em Amigo até o fim, Giorgio Cappelli trata dos laços familiares e da espiritualidade em questões que desafiam nossas noções do bem e do mal. Catarse, de Alexandre Heredia, confina diversos de nossos medos diários em um ambiente claustrofóbico, provando que há coisas piores do que a morte. Entre o silêncio e o pó, de Camila Fernandes, insere na passagem da adolescência para a maturidade conflitos mais cruéis do que os próprios da fase. Em Finja que não viu, Dóris Fleury, apresenta com originalidade questões sociais, escancarando tabus que evitamos para resguardar nossa sanidade. Jogo de reis e damas, de Gianpaolo Celli, é um retrato de nossa busca pelo poder a qualquer custo, com uma trama fortemente marcada pelo misticismo. Em O fotógrafo, Marcelo Dias Amado revela um retrato da metrópole rude em problemas cotidianos, como desemprego, miséria, crime e solidão.

A coleção pretende divulgar a literatura de suspense e terror, ao mesmo tempo em que envolve questões sociais inerentes à nossa realidade. O Brasil tem um mercado muito receptivo a este tipo de obras, mas vem consumindo predominantemente literatura estrangeira. Necrópole busca reverter este cenário, investindo no mercado nacional para revelar periodicamente novos talentos.
A série se destaca por um acabamento primoroso, com papel especial e um excelente trabalho gráfico, bem como por seu preço extremamente acessível, visando a disseminação da obra para uma vasta gama de leitores.

Mais do que uma coleção de livros temáticos, Necrópole 2: Histórias de Fantasmas é uma visão de nossa sociedade atual, com seus medos, traumas e desejos.

Necrópole – histórias de bruxaria é o terceiro volume de uma coleção dedicada à nova nata do suspense e do terror. A cada livro, um tema diferente, sempre com escritores brasileiros, que apresentam histórias distintas, mas o mesmo cenário a Necrópole, metrópole que noite e dia digere nossas almas, gerando em seu ventre cadáveres célebres e assassinos anônimos. Em cada uma das seis histórias que integram este volume, o impossível rompe as fronteiras da percepção comum e traz o terror fantástico para o palpável mundo do cotidiano. A bruxaria coloca a sanidade em xeque. De olhos abertos ou de olhos fechados, não há mais como sentir-se seguro nessa Necrópole.

O livro segue o padrão de qualidade dos anteriores, subvertendo o tema com muito suspense e terror. Dessa vez, os necroautores Alexandre Heredia, Camila Fernandes, Gianpaolo Celli e Richard Diegues convidam Nazarethe Fonseca (Alma e Sangue) e Eric Novello (Dante – o guardião da morte) para tratar do tema bruxaria.

Contos:
O sagrado profano – Richard Diegues
Cândido – Alexandre Heredia
Empório da boa fortuna – Camila Fernandes
De fumaça e sombras – Eric Novello
Entre mundos – Gianpaolo Celli
A ciranda dos desejos – Nazarethe Fonseca

O prefácio é de Eddie Van Feu.

Release:
Em todas as culturas, desde a noite dos tempos, existiu algum tipo de vampiro, mas somente a partir do século XVIII o mito adquiriu certa notoriedade na sociedade ocidental ao entrar em contato com a literatura. Seu arquétipo, como conhecemos hoje, foi sendo construído através do século XIX pelas mãos de diversos escritores
Claudio Brites é o organizador de O livro negro dos vampiros. A obra conta com Liz Marins (‘Liz Vamp’), Octavio Cariello (HQ ‘A rainha dos condenados’), Helena Gomes (‘Lobo Alpha’) e Kizzy Ysatis (‘Clube dos imortais’) para dar boas-vindas a uma safra de novos escritores – literalmente selecionados – que aparecem aqui tratando de vampiros.

A obra reúne 53 contos de novos autores e também de alguns escritores do gênero exclusivamente convidados para encabeçarem a obra e darem boas-vindas aos estreantes.

Alguns destaques:

1. Zapping de Brontops
2. Destino de Vampy Lu
3. Ato Profano de Lady Wilmot
4. Santo Sepulcro de Denise M. Guimarães
5. Maternidade de Claudio Brites
6. No dobrar da hora morta de Kizzy Ysatis
7. Um conto de Vampiro de Octavio Variello
8. Vitela de Tiago Araújo
9. Passione Nocturnale de Dimítry Uziel
10. Reflexões de um vampiro sobre reflexos de Leo Vitor
11. As trevas que a cobriam (caracteres em grego no original) – Fábio Fabrício Fabretti

Trecho do prefácio de Kizzy Ysatis:

“E jamais morrer durou tanto tempo… As luzes se apagam. A noite se acende. É a hora do vampiro. Uns usam a máscara, outros se revelam qual um rockstar e outros são nobres condes a causar horror. Ninguém prova nada e eles agradecem o anonimato. O fato é que, em meados do século XVIII, num remoto povoado da Europa Oriental, uma superstição local subiu ao patamar de lenda ao entrar em contato com a palavra escrita. Tal crença versava sobre não-mortos que se alimentavam dos vivos e os levavam à morte. Nascia, então, uma nova quimera que ganharia o mundo através dos olhos da literatura.”

 

Trecho do conto de Kizzy Ysatis:
“Um pensamento lhe ocorreu ao ver seus livros de vampiro espalhados pelo chão. Seria isso, virou vampira? Seria bom demais para ela, sonhava com conde Dracula; queria que ele viesse lhe transformar. Note como sorri aquela criança, aquela ninfa. Sílfide ordinária. Sua mãe vivia lhe dizendo para não ler esse tipo de livro que ia lhe fazer mal. Bobagem! Sonhar um pouquinho não faz mal a ninguém e, seus vampiros, só os encontrava nas páginas da ficção. Mesmo assim queria acreditar que um daqueles pálidos góticos com quem saía fosse vampiro de verdade. Eram tão lindos e mágicos com seus sobretudos maravilhosos…”

Trecho do conto de Fábio Fabrício Fabretti:
“”Meia-noite aflora a hora mais completa da madrugada. Meia-noite. A noite por inteira, em seu mais belo instante. Costumava ouvir os ruídos noturnos serem repicados pelas doze badaladas do relógio. Sempre adormecia após o décimo segundo toque. Permanecia deitada, de olhos trancados, acolhida no escuro, engolida pelas sombras. Era um hábito doce. O sono viria de qualquer jeito, mais cedo ou mais tarde. Estranhamente, naquela noite, foi diferente. Depois dos sinos, o único barulho que soou foi o da vidraça continuamente socada pelo vento. Parecia que alguém a forçava. Era comum a ventania de outono travar uma guerra entre vento e vidro, naquela casa condenada pelo tempo. E aquele era só um duelo da natureza. Para mim, apenas mais uma noite de ventania. Nunca havia imaginado ou sentido coisa igual. Então começou. Da garganta noturna, vieram os passos. Os malditos passos, pelo quarto. As tábuas do assoalho gemendo ao meu redor. Passos, lentos, pesados, rumo à cama. Arregalei bem os olhos, mas o negrume me encobria. Girei o olhar para fora e nem o clarão da rua conseguiu vislumbrar. O poste deveria estar apagado. Fazia muito frio e evitava me mexer. Esperava os cobertores me aquecerem. Muitos cobertores. Foi aí que aconteceu. (…)”

Livro Vermelho dos Vampiros

Release por Gil Pinheiro:

O poeta Lord Byron flertou com a lenda milenar do vampiro, incorporando em sua obra a entidade que os gregos chamavam de broucolokas, e BramStoker universalizou o mito com Drácula. De lá para cá, os sanguessugas nunca mais deixaram de frequentar as telas de cinema e as vitrines de livrarias. Esta antologia de contos O Livro Vermelho dos Vampiros foi concebida pelo poeta e escritor Luiz Roberto Guedes como um divertissement: convidou autores para revisitar esse mito tão popular. Treze contistas de várias gerações (incluindo integrantes da chamada Geração 90), projetam diferentes encarnações do morto-vivo, e as criativas ilustrações de Manu Maltez aprofundam o clima de pesadelo, dando maior charme ao requintado design gráfico de Antonio Mendes.

Sem perder de vista o décor sombrio dos filmes e quadrinhos, os doze contos exemplares injetam sangue novo no vampiro, com um ocasional toque de humor. É claro que a sedução e o erotismo sempre estão presentes.

O clássico vampiro do Velho Mundo comparece nos contos V de Vampiro (Jeanette Rozsas), Desabalada (Richard Diegues), e O Nome do Mal (David Oscar Vaz), em que um estrangeiro da Transilvânia se torna um caso de polícia na pacata São Paulo oitocentista de Álvares de Azevedo. Há vampiros urbanoides e pós-modernos nos contos Nina e Suzana no shopping (Martha Argel), Carpe Diem (Flávia Muniz), Catorze Anos de Fome (Santiago Nazarian), e Xarope Jacinto (Andrea Del Fuego), onde o sanguessuga possui uma misteriosa clínica e produz um xarope alquímico.

Em Vampire Route, a escritora Índigo segue uma intrigante excursão pelo bas-fond de Nova Orleans, cenário da saga vampírica de Anne Rice. Um vampiro teen surpreende um dentista incauto em O último drinque, de Marcelo Coelho, e L. R. Guedes engendra uma simbiose de nazismo e vampirismo, em O Ninho do Corvo.

No conto O olho de Hórus, do médico e escritor Moacyr Godoy Moreira, um cirurgião sedento de sangue e sexo causa um pandemônio no Hospital das Clínicas, em São Paulo. E no gran finale, Luiz Bras e Tereza Yamashita colocam em cena Black, um caçador de vampiros tão impiedoso e cheio de recursos quanto Jack Bauer, o guerreiro antiterrorista do seriado 24 Horas.

Ao fim e ao cabo, esta coletânea proporciona um “biscoito fino” aos aficionados desse espectro que continua seduzindo escritores, cineastas, espectadores e leitores. Segundo o escritor Hilton James Kutscka, que assina a apresentação, os contos de O Livro Vermelho dos Vampiros já nascem clássicos do gênero. O vampiro vive.

  

Volume 2 – Fronteiras:
Da Introdução: “Assim como o Brasil dos muitos biomas é detentor da maior biodiversidade do planeta, nossa literatura deveria refletir a mesma diversidade — a diversidade cultural e social do Brasil urbano e do rural, do Brasil que fabrica satélites artificiais e daquele que constrói casas de barro e sapé, do Brasil do Primeiro Mundo e do Paleolítico internado na selva. “Este Os Melhores Contos Brasileiros de Ficção Científica: Fronteiras se dedica a fornecer um vislumbre dessa diversidade necessária. Histórias que exploram diferentes locações, seja no Brasil do Rio de Janeiro, do Espírito Santo ou de São Paulo, a praia, a serra, a megalópole anônima ou a cidade do interior, e pontos distantes no tempo e no espaço. Contos que transitam na linha fronteiriça entre a loucura e o vislumbre de uma outra realidade. Contos que abordam diferentes estratégias literárias, da objetividade narrativa ao experimentalismo formal, do tom confessional ao lírico. Histórias que contém uma herança pulp ou traços formalistas de autoconsciência literária.”

 O índice de Os Melhores Contos Brasileiros de Ficção Científica: Fronteiras

A Nova Califórnia (1910) -  Lima Barreto
A Vingança de Mendelejeff (1932) -  Berilo Neves
Delírio (1934) -  Afonso Schmidt
O Homem que Hipnotizava (1963) – André Carneiro
Sociedade Secreta (1966) -  Domingos Carvalho da Silva
Um Braço na Quarta Dimensão (1964) -  Jerônymo Monteiro
Número Transcendental (1961) -  Rubens Teixeira Scavone
Seminário dos Ratos (1977) -  Lygia Fagundes Telles
O Visitante (1977) -  Marien Calixte
Uma Semana na Vida de Fernando Alonso Filho (1984) -  Jorge Luiz Calife
Mestre-de-Armas (1989) -  Braulio Tavares
O Fruto Maduro da Civilização (1993) -  Ivan Carlos Regina
Engaiolado (1998) -  Cid Fernandez
Controlador (2001) -  Leonardo Nahoum


Volume 1 na imprensa:

“Faziam falta boas antologias de textos brasileiros… Agora, porém, o círculo vicioso começa a ser quebrado: pelo menos uma boa antologia, a primeira do gênero em muitos anos, recupera essa história: Os Melhores Contos Brasileiros de Ficção Científica, editada por Roberto de Sousa Causo… Essa antologia pode ser considerada uma referência e um marco do padrão de qualidade que pode e deve ser exigido do aspirante a autor [de ficção científica].”
—Antonio Luiz M. C. Costa. CartaCapital.

“Uma coletânea de ficção científica que coloca Machado de Assis ao lado de autores normalmente restritos ao gênero — como Gastão Cruls, André Carneiro, Jerônymo Monteiro, Rubens Teixeira Scavone — provoca certa estranheza… [N]ão é improvável que Causo tenha incluído Machado de Assis nesse rol para mostrar o reverso da medalha: se podemos ler um grande escritor por esse viés, por que não ler ícones da ficção científica para além do registro temático?…”
—Manuel da Costa Pinto. Folha de S. Paulo.

“Em meio ao número cada vez maior de antologias de contos publicadas no Brasil ultimamente, era de se estranhar que ainda não houvesse surgido nenhuma voltada para a ficção científica… Não cabe aqui buscar explicações para o fato, mas apenas apontar para a importância da recém-lançada coletânea organizada por Roberto Causo. A proposta é apresentar um panorama histórico da ficção científica brasileira e isto o organizador… faz bem, não apenas no texto introdutório com em apresentações que antecedem cada um dos contos e podem ser muito úteis a quem se interessar por uma introdução à história do gênero entre nós… Não há dúvida de que o leitor há de encontrar no livro bons momentos de leitura.”
—Flávio Carneiro. O Globo.

“Um volume muito bem editado pelo escritor e crítico Roberto de Sousa Causo para a coleção Pulsar da editora Devir… Causo selecionou contos que compreendem um período de mais de cem anos da literatura nacional…”
—Dorva Rezende. Diário Catarinense.

“Adotada pela nascente indústria cultural, no começo do século passado, a FC ficou associada à cultura norte-americana. Daí talvez o equívoco, nada racional, de se acreditar que no Brasil não se produzem obras do gênero. Os Melhores Contos Brasileiros de Ficção Científica não só prova o contrário, como dá mostras da qualidade do que por aqui se escreveu. A coletânea foi organizada por Roberto Causo, escritor de FC e estudioso das expressões nacionais desse tipo de literatura. A ‘Introdução’ de Causo cumpre bem o papel de apresentar… o histórico do gênero aos leitores, pontuando ainda as dificuldades do pesquisador e os percalços editoriais enfrentados pelos escritores.”
—Dellano Rios. Diário do Nordeste.




Trecho do prefácio por Telê Santana:
“Esta antologia fala de futebol, mas de uma maneira bastante inusitada, surpreendente, onde o que parece ser, geralmente não é. Futebol no futuro, futebol nos dias de hoje e também no passado, com elementos fantásticos, futuristas, sobrenaturais. O prazer pelo que pode ser imaginado ao prazer dos craques tabelando e marcando um gol de placa. Esta é a proposta deste livro com história sobre não como o futebol é, mas como ele poderia vir a ser.” – Telê Santana

Autores e Contos:
Marcelo Simão Branco – Derby
Fábio Fernandes – 2010, o ano em que faremos contato
Ataíde Tartari – Craque na família
Ivan Carlos Regina – Santos F.C.
Octávio Aragão – Eu matei Paolo Rossi
Adriana Simon e Gerson Lodi-Ribeiro – O Rude Esporte Humano
Braulio Tavares – Carta à Redação
Carla Cristina Pereira – Se Cortez Houvesse Vencido a Peleja de Cozumel
Carlos Orsi Martinho – Sob o signo de Xoth
Cesar R.T. Silva -  O que vale é bola na rede
Gerson Lodi-Ribeiro – Pátrias de chuteira

Trecho do conto 2010, de Fábio Fernandes:

“Ah, você quer uma entrevista? Para uma biografia? Ah, não é biografia, é só um perfil? Sei.
Você quer mesmo é saber como é que foi a história do contato com alienígenas? Mas isso é história antiga, tudo quanto é jornal já publicou isso há muito tempo. (…) Pra mim o pior foi os saranaii terem chegado à Terra em ano de Copa do Mundo. Eu não tinha tempo para nada, a gente estava a poucos meses do campeonato, o país inteiro estava me cobrando o hepta, aquela tortura psicológica toda. Aí os alienígenas vêm e me resolvem aparecer assim! Claro que o mundo inteiro parou”.

Organizado por Martha Argel e Humberto Moura, sai em edição caprichada da editora Aleph o livro O Vampiro antes de Drácula.

Release:
Prepare-se para uma viagem pelo sombrio, pelo fantástico, pelo sedutor mundo das mais temíveis criaturas da noite. Pois, muito antes de Drácula, os vampiros já assombravam os homens. Para contar essa trajetória, Martha Argel e Humberto Moura Neto investigaram as origens do vampiro clássico, do contemporâneo e as diversas facetas por ele assumidas ao longo do tempo. Por meio de extensa pesquisa pessoal e de textos criteriosamente escolhidos e traduzidos, os organizadores apresentam uma cuidadosa seleção de contos do século XIX: partindo de O Vampiro, de John Polidori (1819), passam por autores consagrados como Alexandre Dumas, Edgar Allan Poe e H. G. Wells, até finalizar com o consagrado Drácula (1897), de Bram Stoker. O Vampiro Antes de Drácula constrói, assim, um painel crítico e retrospectivo desse mito através da literatura, uma entidade capaz de sobreviver à passagem do tempo e chegar, mais invencível do que nunca, aos dias de hoje.

O livro se divide em duas partes.
A primeira faz uma análise histórica do mito dos vampiros.

14 O vampiro pré-literário / A origem do vampiro contemporâneo
18 Os ancestrais do vampiro
19 Por que surgiu o vampiro?
21 O vampiro literário: antes de Drácula / Os precursores poéticos
25 Lord Byron e a origem do vampiro em prosa
29 O vampiro conquista a Europa
36 O vampiro para as massas
40 Mulheres fatais, decadência e fin-de-siècle
46 Vampiros com vários sotaques
50 Contos de vampiro, de Polidori a Stoker

A segunda traz diversos contos de autores consagrados:

53 O vampiro (1819), de John Polidori
81 Fragmento de um relato (1816), de Lord Byron
93 O retrato oval (1842), de Edgar Allan Poe
101 A família do Vurdalak (1847), de Alexei Tolstoi
133 A dama pálida (1849), de Alexandre Dumas, pai
179 O Horla (1886), de Guy de Maupassant
193 Um mistério da Campagna (1887), de Anne Crawford
135 O velho Éson (1891), de Arthur Quiller-Couch
243 O último dos vampiros (1893), de Phil Robinson
255 A verdadeira história de um vampiro (1894), do Conde de Stenbock
267 A floração da estranha orquídea (1895), de H. G. Wells
279 O convidado de Drácula (entre 1890 e 1897), de Bram Stoker
299 Posfácio – Drácula: a cristalização do mito

Extras:
309 Bibliografia
321 Apêndice 1 – O vampiro na prosa e na poesia até 1897
331 Apêndice 2 – O vampiro nos palcos até Drácula

Trecho do conto O retrato oval, de Edgard Allan Poe:
“A ação teve, porém, um efeito inesperado. Os raios das inúmeras velas (pois havia muitas) agora recaíam sobre um nicho do quarto que até então estivera encoberto pela sombra de um dos balaústres da cama. Eu assim notei, sob a luz vívida, uma pintura que antes me passara despercebida. Era o retrato de uma mulher
jovem. Passei os olhos rapidamente pela pintura e, então, cerrei-os”.

Trecho do conto A verdadeira história de um vampiro, do Conde de Stenbock:

“Em geral, as histórias de vampiro têm como cenário a Estíria*. A minha também. A Estíria não é, de maneira alguma, o lugar romântico descrito por aqueles que, com certeza, jamais estiveram por lá. É uma região plana, sem atrativos, celebrada apenas por seus perus, seus galetos e a estupidez de seus habitantes. Os vampiros costumam chegar de noite, em carruagens puxadas por uma parelha de cavalos negros”.

Organizadores:
Doutora em ecologia pela UNICAMP, Martha Argel é autora de vários livros de literatura fantástica, entre os quais Relações de Sangue, O Livro dos Contos Enfeitiçados e O Vampiro de Cada Um. Recentemente, participou da antologia Amor Vampiro. Humberto Moura Neto é biólogo e trabalha como tradutor. Ambos já atuaram na pesquisa científica, tanto em biologia marinha como em comportamento animal, e são ávidos consumidores de ficção vampírica.

16 histórias fantásticas escritas por mestres da literatura brasileira, entre autores consagrados e gratas surpresas: Carlos Drummond de Andrade, Berilo Neves, Orígens Lessa, Coelho Neto, Rubens Figueiredo, Adelpho Monjardim, Lygia Fagundes Telles, André Carneiro, Machado de Assis, Carlos Emílio Corrêa Lima, Amândio Sobral, Murilo Rubião, Humberto de Campos, Aluízio Azevedo, Lília A. Pereira da Silva e Heloisa Seixas.

Resenha no Terra Magazine.

“É evidente a existência de gregos e troianos, cada grupo tendo predileção por um ou outro conto. Eu próprio pulo de um pé a outro em meus gostos pessoais. Isso nos caracteriza como humanos: individualidade! Não há obra que, sendo plural, agrade em sua individualidade, mas tenho certeza de que cada volume atende plenamente a todos os seus leitores na totalidade. Quebrar – ou manter – paradigmas é tarefa delicada a ser
talhada cuidadosamente com uma britadeira. A interpretação de onde cada paradigma foi trabalhado pode ser uma busca complexa. Mas sei que o leitor atento conseguirá ter prazer em encontrar essa linha que cria a unicidade das obras. E, como este livro está em suas mãos, sei que é um desses leitores. Boa sorte adiante! Siga com prazer. Desfrute destes Paradigmas!” – Richard Diegues, organizador, escritor e editor.


Paradigmas vol1

 

Release:

Vivemos em um mundo onde os rótulos definem o que devemos consumir. Um universo de padrões. De predefinições. De paradigmas. Conhecer o suficiente para gerar a capacidade de ignorar esses modelos é uma obrigação da literatura fantástica moderna. Seja na fantasia, no horror ou na ficção científica, assim como no realismo, o que importa é inovar constantemente. Conhecer as regras e quebrá-las por convicção, jamais por ignorância. Causar o novo é preciso! Barreiras são erguidas apenas para serem colocadas abaixo. Um paradigma só é tão eterno quanto a capacidade humana de desafiá-lo.

A Coleção Paradigmas é justamente o ângulo que rompe a membrana entre os subgêneros consagrados para fomentar o nascimento do original. Nela são reunidos contos de – e para – uma geração de novos escritores, livres de preceitos e com a mente no futuro. Abra as portas. Quebre os paradigmas!

A proposta é apresentar contos incomuns, mesmo que baseados em paradigmas consagrados. Os volumes podem ser lidos em qualquer ordem, assim como seu conteúdo. Para alcançar tamanha diversidade, foram selecionados 13 contos de autores fantásticos que se empenharam na busca do novo e do insólito sem deixar de lado o conhecimento acumulado, desenvolvido em séculos de literatura.

Contos e Participantes:

MAI-NI Expressas »  Richard Diegues  »  autor dos livros Tempos de AlgóriA (2009), Sob A Luz do Abajur (2007), Magia – Tomo I (1997), além de organizador e co-autor do livro Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006), co-autor dos livros Histórias do Tarô (2008), Necrópole – Histórias de Bruxaria (2008), Necrópole – Histórias de Fantasmas (2006) e Necrópole – Histórias de Vampiros (2005). Trabalha com eventos e palestras na área literária, atuando também como editor pela Tarja Editorial. Paga as contas como programador de computadores, consultor editorial para autores, rastreando hackers, e jogando bilhar. É o idealizador do projeto Paradigmas.Ícone 01

Vento, Seu Fôlego. O Mundo, Seu Coração »  Jacques Barcia  »  é um escritor azul de ficção estranha. Tem contos publicados no Brasil e Romênia, em papel e prana. É editor da revista online Terra Incógnita junto com o rishi Fábio Fernandes, com quem também divide o blogue Post-Weird Thoughts. Quando não escreve, berra mantras e dança com duas belas apsarases.

Um Forte Desejo » M. D. Amado » analista de sistemas, mineiro de Belo Horizonte, e participou do livro Necrópole – Histórias de Fantasmas (2006) com o conto O Fotógrafo. Possui contos publicados em vários sites  revistas eletrônicas. Desde 1996 mantém o site Estronho e Esquésito, que, entre outras coisas, disponibiliza gratuitamente um espaço para que autores de literatura fantástica divulguem seus trabalhos. Na atualidade desenvolve dois projetos literários solo, que em breve se tornarão livros.

O Mendigo e o Dragão »  Bruno Cobbi  »  é tradutor, designer multimídia e escritor estreante. Descobriu seu talento para contar histórias através do RPG e atualmente é aluno da primeira turma do Curso de Pós Graduação em Formação de Escritores, em São Paulo. Fã de videogames, cinema e quadrinhos, é dono do blog Aprendiz de Escritor e editor do blog d3system.

Una »  Roberta Nunes  »  gosta tanto de literatura que não suporta quem a maltrata. Publicou alguns textos em listas de discussão de literatura e blogs literários, tendo um trabalho publicado o livro Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006). Atualmente tenta, com afinco, se dedicar aos blogs pessoais Profana?Eu?, onde escreve suas desventuras e ao Estilhaços de Alma, dedicado a críticas de livros, peças teatrais, filmes, eventos e de bares onde a cerveja teima em não gelar.

Fogo de Artifício »  Eric Novello  »  autor dos romances Dante – o Guardião da Morte (2004) e Histórias da Noite Carioca (2005). Participou do livro Necrópole – Histórias de Bruxaria (2008) com o conto De Fumaça e Sombras, possui mais de 60 contos e crônicas online e mantém atualmente o site Fantastik de divulgação de literatura fantástica nacional. É tradutor e trabalha como crítico literário e de cinema para o portal de arte Aguarrás. Está trabalhando em um romance de Fantasia Urbana com o mesmo protagonista de Fogo de Artifício.

Aqui Há Monstros »  Camila Fernandes  »  alter ego de Mila F. Enquanto Camila Fernandes assina contos e revisões, Mila F, é ilustradora especializada em pintura digital e capista desta edição. Lançou seus primeiros contos no NecroZine, depois, participou dos livros Necrópole – Histórias de Vampiros (2005), Necrópole – Histórias de Fantasmas (2006), Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006) e Necrópole – Histórias de Bruxaria (2008). No momento, tem desenhado muito, feito revisão de textos para editoras e autores independentes e reparado seu livro solo.

Sinfonia Para Narciso »  Cristina Lasaitis  »  Não sabe dizer se é uma cientista que se apaixonou pela ficção ou se é uma escritora que se apaixonou pela ciência. Autora da coletânea de contos de ficção científica e fantasia Fábulas do Tempo e da Eternidade (2008) e participante do livro Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006). Sua imaginação vive uma constante viagem, e ela sonha com o dia em que poderá viver de contar histórias. Atualmente mora com seus pais e vive catando as traças da sua biblioteca de estimação.

A Lenda do Homem de Palha »  Leonardo Pezzella Vieira  »  engenheiro que escrevia poesias. Dono de um forte hábito de leitura, participou de grupos de escritores e trocou as poesias pelos contos e pequenos romances de terror e ficção. Publicou no Jornal da Praça e em diversos sites de contos e crônicas. Participou do livro Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006). Seus textos podem ser encontrados em seu blog pessoal, o Monologando.

A Teoria na Prática »  Romeu Martins  »  jornalista especializado na área de divulgação científica, com ênfase em inovação tecnológica, é co-autor do livro Conhecimento & Riqueza (2007), o que o torna, na maioria das vezes, bastante cético quanto a avanços radicais em um futuro próximo. Resenhista e entrevistador, do site Overmundo, também é o criador do blog Terroristas da Conspiração.

O Combate »  Maria Helena Bandeira  »  formada em jornalismo, artista plástica. Menção Especial do Prêmio Guararapes da União Brasileira de Escritores. Conto Brasileiro do Mês da Isaac Asimov Magazine, indicada pra o Prêmio Argos em 2002, colaboradora do fanzine Somnium, da revista Scarium e do site português E-nigma. Participou das antologias Anjos de Prata (2001-2007), Antoloblogue (2007) e FC do B – panorama 2006/2007 (2007) e GRAGEAS – 100 cuentos breves de todo el mundo (2007), na  Argentina.

O Templo do Amor »  Ana Cristina Rodrigues  »  escritora, historiadora, funcionária pública, professora, editora, agitadora cultural, roteirista e mãe. Balzaquiana, escreve para tentar calar as vozes (sem sucesso). Já apareceu com contos em diversos sites brasileiros e internacionais. Está escrevendo um romance de fantasia histórica alternativa.

Madalena »  Osíris Reis  »  cursou três semestres em Medicina, e três em Mecatrônica, até assumir o gosto pela narrativa. Autor do livro Treze Milênios – Gênese Vermelha (2006), o primeiro de uma saga de Ficção Científica e Terror. Escreveu o conto Bandeiras, publicado na Scarium Megazine. Estudante do curso de Audiovisual (TV, Rádio, Cinema), trabalha com roteiros de cinema e HQ.

 

Paradigmas 2

 

Ricardo Edgar, Detetive Particular » Ataíde Tartari » empresário e escritor, já participou de várias coletâneas de contos de FC, entre as quais Estranhos Contatos (1998), Phantastica Brasiliana (2000) e Futuro Presente (2009). Participou também de coletâneas mainstream como Contos Cruéis (2006). Publicou os romances Amazon (2001) e Tropical Shade (2003), ambos em inglês. Colaborou com o projeto literário internacional Babylonia, do qual participa com o e-book bilíngüe Tropical Shade/O Doutor Suástica. Entre 1999 e 2001, atuou como cronista na coluna Arte pela Arte do Jornal da Tarde de São Paulo. Investigações: ataide.tartari@yahoo.com.br

O Pequeno Oenteph » Raul Tabajara » diretor de criação e professor de arte conceitual em uma escola de cinema em São Paulo. Publicou o livro Horror e Pensamentos (2004) por produção independente e o conto Sensíveis no livro Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006), além de escrever periodicamente matérias para revistas da área de publicidade e cinema. Seus trabalhos de criação e ilustração podem ser vistos em sua página pessoal. Sonhos: raultabajara@gmail.com

Efeitos Adversos » Flávio Medeiros » médico oftalmologista em Belo Horizonte, onde nasceu. Leitor compulsivo de tudo que lhe cai nas mãos, bem cedo começou a achar que também sabia escrever. Autor dos romances Quintessência (2004) e Casas de Vampiro (inédito), além da coletânea de contos Leia e Fique Rico (inédita). Também escreveu dezenas de contos e crônicas, além de cartoons publicados por jornais universitários da UFMG e FUMEC e pelo jornal Felicíssimo. Terceiro colocado no concurso de contos do Gabinete Paraibano de Cultura (1989) e menção honrosa no mesmo concurso pelo conjunto das obras. Escritor de peças teatrais montadas por grupos amadores de Belo Horizonte. Bulas: flaviocmedeiros@terra.com.br

A Boa Senhora de Covent Garden » Camila Fernandes » alter ego de Mila F. Enquanto Camila Fernandes assina contos e revisões com seu nome de batismo, Mila F, o apelido, é ilustradora e capista desta edição. Nascida em São Paulo, capital, lançou contos no NecroZine e nos livros Necrópole – Histórias de Vampiros (2005), Necrópole – Histórias de Fantasmas (2006), Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006), Necrópole – Histórias de Bruxaria (2008) e Paradigmas – Volume I (2009). Fantasia, horror, realismo e erotismo habitam seu universo. No momento, tem desenhado muito, feito revisão de textos para editoras e autores independentes e montado um livro solo.
Canetadas e pinceladas: camilailustradora@gmail.com

Fuga » Fernando S. Trevisan » com a cabeça enfiada num computador desde os 8 anos de idade, já foi empresário na área e hoje atua como consultor freelancer. No campo literário, sempre teve o incentivo de professores para escrever, notas excelentes em redação e algumas boas colocações em concursos literários, como um 2° lugar no concurso de poesia promovido pela ETE Jorge Street (1997). Possui textos publicados online, em blogs, revistas e sites literários, além de fanzines. Foi um dos mentores do MeloDrama, movimento literário que envolveu mais de 50 autores em Itajaí, Balneário Camboriú, Jaraguá do Sul, Florianópolis e Maringá. Seu conto nesta edição é sua primeira publicação offline. Corridas: fernandotrevisan@gmail.com

O Deus de Muitas Faces » Gabriel Boz » escritor e designer gráfico. É co-editor da revista Scarium Megazine, foi editor da revista eletrônica de literatura Desfolhar e tem um livro publicado: Arcontes (1999). Publicações mais recentes incluem oscontos Digital Éden na antologia portuguesa Por Universos Nunca Dantes Navegados (2007) e Mar Negro na antologia FC do B – Ficção Científica Brasileira – Panorama 2006/2007 (2008). Sacrifícios: gbozmail@gmail.com

Frei François » Ademir Pascale » lingüista, crítico de cinema, ativista cultural, escritor, professor de informática,
idealizador do projeto de inclusão social Vá ao Cinema e do zine TerrorZine – Minicontos de Terror. Administrador do Portal Cranik e dos sites O Entrevistador e Divulga Livros. É autor do audiolivro Cinema – Despertando Seu Olhar Crítico (2007). Já publicou seus contos em diversas antologias e organizou a coletânea Draculea – o livro secreto dos vampiros (inédito) e Invasão Fic Science Edition (inédito). Penitências: ademir@cranik.com

Abaixo de Nós » Luciana Muniz » Analista de Sistemas graduada em Sistemas de Informação. Como escritora, participou de duas antologias: Soltando o Verbo (2006), com as crônicas A Catedral e Essência, e Vampirus Brasil: Sedução, Fascínio e Traição (2008), com o conto A Marca da Maldade. Escavações: lumunizf@yahoo.com.br

Carta a Monsenhor… » Ana Cristina Rodrigues » escritora, historiadora, funcionária pública, professora, editora, agitadora cultural, roteirista e mãe. Carioca e balzaquiana, escreve para tentar calar as vozes (sem sucesso). Já apareceu com contos em diversos sites brasileiros e internacionais. Publicou o livro Anacrônicas –Pequenos Contos Mágicos (2009) e está escrevendo um romance de fantasia histórica alternativa. Pestes: anacrisrodrigues@gmail.com

Triângulo em Tempo Rubato e Gota de Sangue » Saint-Clair Stockler » mineiro que vive no Rio de Janeiro há muitos anos. É mestre em literatura brasileira e tem um livro de contos inédito (por enquanto): Dias Estranhos. Semicolcheias: saintclairstockler@gmail.com

A Dama e o Cavaleiro » Ricardo Delfin » formou-se em Processamento de Dados, pois paga aluguel, e em Cinema, anos mais tarde, quando um pouco de sabedoria lhe permitiu um momento de juízo. Publicou diversos contos, na verdade quatro, em antologias. Participou do e-zine TerrorZine do Portal Cranik, cujo download é gratuito. Co-organizador da antologia Dias Contados (inédita). Além de colaborador da revista virtual B12. Cortesias: rick.delfin@yahoo.com.br

O Fazedor de Terra » Ubiratan Peleteiro » nasceu em Vitória, Espírito Santo. É engenheiro de computação e trabalha atualmente como Auditor Fiscal no Rio de Janeiro. Sempre gostou muito de ler e teve seu primeiro contato com o escrever em 2004, quando participou da Oficina da Palavra da UFES, que produziu um livro com os contos e poemas dos participantes. Em 2006, travou contato com a produção de textos de ficção científica e fantasia, gêneros com os quais se identificou. Desde então passou a escrever contos nessa linha. Participa do grupo de escritores online Fábrica dos Sonhos e também já participou da Oficina de Escritores, outro grupo virtual. Escreve na Black Rocket, revista eletrônica de ficção científica. Torrões: upeleteiro@yahoo.com.br

Clausura » Richard Diegues » autor dos livros Tempos de AlgóriA (2009), Sob a Luz do Abajur (2007) e Magia – Tomo I (1997), além de organizador e co-autor do livro Visões de São Paulo –Ensaios Urbanos (2006), co-autor dos livros Histórias do Tarô (2008), Necrópole – Histórias de Bruxaria (2008), Necrópole – Histórias de Fantasmas (2006) e Necrópole – Histórias de Vampiros (2005). Trabalha com eventos e palestras na área literária, atuando também como editor pela Tarja Editorial. Paga as contas como programador de computadores, consultor editorial para autores, rastreador de hackers e jogador de bilhar. É o idealizador do projeto Paradigmas e participou do Volume 1, além deste.

 

Paradigmas 3

[ 1 1 ] Baby Beef, Baby! » Richard Diegues » autor dos livros Tempos de AlgóriA (2009), Sob A Luz do Abajur (2007) e Magia – Tomo I (1997), além de organizador e co-autor do livro Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006) e co-autor dos livros Histórias do Tarô (2008), Necrópole – Histórias de Bruxaria (2008), Necrópole – Histórias de Fantasmas (2006) e Necrópole – Histórias de Vampiros (2005). Trabalha com eventos e palestras na área literária, atuando também como editor pela Tarja Editorial. Paga as contas como programador de computadores, consultor editorial em apoio a novos autores, rastreando hackers e jogando bilhar. É o idealizador do projeto Paradigmas e participou dos dois volumes anteriores, além deste. Churrascadas: richard@tarjaeditorial.com.br

[ 2 5 ] O Mito da Fecundação » Ludimila Hashimoto » Nipo-carioca residente em São Paulo há 17 anos, traduziu cerca de 20 livros, dentre os quais AVoz do Fogo (2002), de Alan Moore, e 8 livros da série Discworld, de Terry Pratchett. Publicou textos no seu blog, o extinto Argamassa Gorda, e nos sites Letra & Vídeo e Terroristas da Conspiração. Teve também o seu conto Harmonia do Mundo publicado na revista eletrônica de ficção científica Terra Incógnita (2008). Delícias: milahashi12@gmail.com


[ 3 5 ] Reminiscências de um Mundo Verde » Ronaldo Luiz Souza »
Formado em Administração e pós-graduado em Direito Tributário, trabalha na área jurídica, mas possui desde a mais tenra infância paixão por livros e literatura. Co-autor dos livros Réquiem Para o Natal (2008), Universo Paulistano (2009), Solarium (2009), Contos Selecionados de Novos Autores Brasileiros (2009), Fiat Voluntas Tua (2009), Enigmas do Amor (2009), Contos de Outono (2009) e Dias Contados (2009). Também possui quatro outras obras das quais fará parte ainda em 2009. Outros textos podem ser encontrados no blog Refúgio das Palavras, do próprio autor. Aromas: rolusouza@gmail.com

[ 3 9 ] O Animal Morto » Saulo Sisnando » Escritor, dramaturgo, ator e diretor teatral nascido no Ceará, mas morando atualmente em Belém, onde é um dos mais populares autores do Estado do Pará. Autor do romance fantástico infanto-juvenil Puzzle – Tenha Fôlego Para Chegar ao Fim! (2005). Escreveu os espetáculos teatrais As Ruminantes (2009), popPORN – Sete Vidas e Infinitas Possibilidades de Corações Partidos (2009), Cartas Para Ninguém (2009), Trash – O Outro Lado do popPORN (2008), Útero – Fragmentos Românticos da Vida Feminina! (2007) e criou o argumento e a quarta história do espetáculo Quatro Versus Cadáver (2009), uma trama noir escrita em conjunto com três autores paraenses. Pertences: saulosisnando@hotmail.com

[ 4 7 ] Lamentações de Jeremias » Lúcio Manfredi » Escritor e roteirista de televisão com contos publicados nas antologias Intempol (2000), Como Era Gostosa a Minha Alienígena (2002), Vinte Voltas ao Redor do Sol (2005), Histórias do Olhar (2002) e Novelas, Espelhos & Um Pouco de Choro (2001). Para a tevê, escreveu dois episódios de Brava Gente com temática fantástica, As Aventuras de Chico Norato Contra o Boto Vingativo (2001) e a adaptação de Bilac Vê Estrelas (2006), de Ruy Castro. Foi colaborador das minisséries A Casa das Sete Mulheres (2006) e Um Só Coração (2004). Integrou ainda a equipe das novelas Como uma Onda (2005) e Ciranda de Pedra (2008). Curtas: luciojpm@uol.com.br

[ 5 1 ] Esperança Corrompida » Leandro Reis » Morador de São José dos Campos, interior de São Paulo, é o autor do livro Filhos de Galagah (2008). Hoje, trabalha na publicação de mais obras de seu mundo fantástico: Grinmelken. Também é autor de diversos contos, disponibilizados em sites, revistas virtuais e antologias publicadas. Mais informações podem ser adquiridas no site Grinmelken. Meses: contato@grinmelken.com.br

[ 5 9 ] Em Berço Esplêndido » Camila Fernandes » É escritora e revisora de textos, enquanto seu alter ego, Mila F., é ilustradora. Nascida e residente em São Paulo, capital, lançou contos no NecroZine e nos livros Necrópole – Histórias de Vampiros (2005), Necrópole – Histórias de Fantasmas (2006), Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006), Necrópole – Histórias de Bruxaria (2008) e Paradigmas – volumes 1 e 2 (2009). Seu trabalho alia o rotineiro ao bizarro, o realista ao onírico. No momento, está preparando dois livros-solo, ilustrando como freelancer e fazendo as capas da coleção Paradigmas. Turismo: camilailustradora@gmail.com

[ 6 7 ] Choque de Civilizações » Marcelo Jacinto Ribeiro » Técnico em informática sem paciência para ficar trancado em laboratórios, passou sua vida profissional vivendo fortes emoções no comércio e, ao invés de ir até o mundo, fez o mundo vir até ele. Publicou vários minicontos no projeto on-line Letra & Vídeo e no e-zine Black Rocket e está se divertindo pacas com tudo isso! Autor iniciante cheio de fome e curiosidade, bibliófilo assumido, confesso e sem arrependimentos, PNE involuntário e sobrevivente profissional, atualmente passa seu gigantesco tempo livre escrevendo sobre tudo e todos. Maldições ancestrais: spit_mkv@yahoo.com.br

[ 7 5 ] Hatzemberger » Davi M. Gonzales » Engenheiro por formação, especialista em gestão da Administração Pública, atua na Administração Pública Federal. Residente em São Caetano do Sul. Podia estar roubando, matando… mas está aqui, honestamente divulgando suas histórias. Acredita que a TV emburrece e que os livros são o melhor antídoto contra o entorpecimento da mente. Outros contos publicados, de forma não virtual: Prêmio UFF de Literatura (2008), Coletânea da Secretaria de Cultura de Niterói (2008), Antologia da Academia Niteroiense de Letras (2008), Coletânea FC do B – Ficção Científica Brasileira – Panorama 2006/2007 (2007), Antologia de Contos Fantásticos – CBJE – Câmara Brasileira de Jovens Escritores (2007), Antologia ASES – Associação dos Escritores de Bragança Paulista (2006), Antologia UNIVAP (2005) e Antologia Idiossincrasias (2003). Liturgias: davimegon@yahoo.com

[ 8 1 ] O Cavaleiro e o Senhor do Inverno » Gianpaolo Celli » Além de administrador de empresas, é escritor e editor. Sempre com um livro em mãos, é um leitor contumaz, estudioso de ocultismo, esoterismo e mitologia. Antes de se voltar à literatura, trabalhou com quadrinhos e apresentando matérias e aventuras-solo de fantasia na revista Dragão Brasil. Atualmente, além de colunista do site de neopaganismo Tribos de Gaia, é co-autor da coleção Necrópole, com os livros Histórias de Vampiros (2005), Histórias de Fantasmas (2007) e Histórias de Bruxaria (2008), e do livro Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006). Também é co-editor e co-autor dos livros Histórias do Tarô (2008) e Steampunk (2009). Brumas: giancelli@yahoo.com

[ 9 1 ] Velha Remington » Wolmyr Alcantara » Atualmente, finalizando (lutando com) a dissertação de mestrado sobre Memorial de Aires, de Machado de Assis. Professor de Literatura. Bacharel (sem vocação) em Jornalismo. Isso no mundo ficcional. No mundo real: leitor de Terror e Fantástico, Allan Poe e Lovecraft e outro bruxo, o do Cosme Velho. Publicou na antologia portuguesa Por Universos Nunca Dantes Navegados (2007) e na revista Scarium. Recebeu algumas menções honrosas em concursos literários. Participa da lista virtual Oficina de Escritores. Acredita em magia. Originais: aimberef@yahoo.com.br

[ 101 ] De Vento e Pedra » Viviane Yamabuchi » Artefinalista de histórias em quadrinhos dos estúdios Mauricio de Sousa desde 1994, ilustradora freelancer, formada em Design Gráfico e bailarina de dança indiana e dança do ventre quando sobra tempo. Estreando como escritora neste volume da Coleção Paradigmas. Aquarelas: vassouramagica@yahoo.com.br

[ 109 ] O Homem Bicorpóreo » Hugo Vera » É formado em Publicidade e Propaganda desde 1998. Paulistano radicado em São Bernardo do Campo, planeja desde pequeno a conquista do universo. É hoje um dos moderadores da Comunidade de Ficção Científica do Orkut e participou das primeiras edições do Prêmio Bráulio Tavares com os contos O Futuro é o Passado (2007) e O Homem Bicorpóreo (2008), este classificado em terceiro lugar pelo júri popular. Conspirações interplanetárias: email@hugovera.com.br

Aproveitando os 500 anos do Descobrimento do Brasil, a editora Ano Luz lançou a coletânea de contos Phantastica Brasiliana, organizada por Gerson Lodi-Ribeiro e Carlos Orsi Martinho.

Contos e novelas:

Ataíde Tartari participa com o conto de história alternativa Folha Imperial. Nele,  dois repórteres especializados em fofocas da corte flagram o príncipe em uma aventura amorosa.

Carlos Orsi Martinho participa com a novela Não Mais. O foco é um alquimista que instala no meio do Jardim Botânico uma usina para produzir uma misteriosa solução que torna as pessoas que se banharem nela imortais.

Carla C. Pereira apresenta o conto de história alternativa Xochiquetzal e a Esquadra da Vingança, explorando idéias de o que teria acontecido com a Espanha caso Portugal tivesse ficado com o ouro dos astecas. A Xochiquetzal do título é a princesa asteca que nessa versão casa-se com Vasco da Gama.

É de Gerson Lodi-Ribeiro a novela Capitão diabo das gerais, passada em Minas Gerais em 1750.

Quem também participa com uma novela é Roberval Barcellos. Em Primeiro de Abril, os Estados Unidos interferem no Golpe Militar de 1964 e o Brasil vive uma guerra sangrenta. A maior parte da ação se passa na Floresta Amazônica.

Daniel Tércio participa com Boto, explorando a história folclórica em um conto passado no interior do Pantanal.

Tem também Adriana Simon com Kupe-Dyeb, Octávio Aragão com Trevo,  Roberto de Souza Causo com O salvador da pátria e António de Macedo com Sereia dum Mar Sem Fim.

Solarium

2:31 am

Solarium

Release:

“Por que, apesar de filmes de Ficção Científica terem sempre bom público no Brasil, não conseguimos fazer com que o interesse permaneça o mesmo quando se fala em literatura?”

Foi pensando nisso que chegamos a uma conclusão: faltam oportunidades para os autores brasileiros publicarem suas ideias.
Uma simples pesquisa na internet e podemos descobrir milhares de textos sobre o assunto: são contistas e romancistas apaixonados pelos mistérios da Ficção Científica em todas as suas vertentes. São blogs, sites, fanzines, comunidades, grupos de discussões, todos falando deste assunto apaixonante. Mas procure publicações impressas e você verá que a quantidade cai drasticamente. Aparentemente, as editoras não acreditam muito no futuro da FC brasileira.

Foi então que a antologia Solarium começou a tomar corpo: uma plataforma de lançamento para novos autores, jovens não apenas de idade, mas principalmente, de alma. Interessante notar como dos 15 aos 50 anos, todas as faixar etárias se fizeram presentes.

Aos poucos eles foram chegando, de todos os cantos do país e até de Portugal: sérios ou bem-humorados, filosóficos ou divertidos, pessimistas ou otimistas, inocentes ou maliciosos, costurando um mosaico de cores e situações tão diferentes entre si quanto parecidos na sua essência, mas sempre se mostrando, sem medo de revelar o que pensam que nos espera lá adiante, onde os olhos ainda não alcançam. Em suma, Ficção Científica.

Todos prontos? Então bem-vindos ao futuro. Este é o convite que a antologia Solarium faz àqueles que não têm medo de vislumbrar o que ainda está por vir. Cidades perdidas, seres de outros planetas, batalhas monumentais, galáxias distantes, tudo isso faz parte do inconsciente coletivo dos que, um dia, se apaixonaram pelo mundo fantástico da Ficção Científica. Convidamos você a desvendar conosco o grande mistério que é o futuro, este eterno desconhecido…

Autores:
André Garzia, Chico Anes, Danny Marks, Emanoel Ferreira, Frodo Oliveira, Gabriel Zigue, Hugo Vera, Humberto Amaral, José Geraldo Gouvêa, Larissa Redeker, Lino França Jr., Luiz R. Farias Jr., Magalhães Neto, Marcelo Andrades, Márcio Aragão, Marcus Vinícius Da Silva, Nuno Lago, Pablo Casado, Ricardo Delfin,  Ronaldo Luiz Souza, Sabine Mendes, Victor Stéfano.

SOLARIUM – Contos de Ficção Científica
Editora Multifoco – 2009
Organizado por: Frodo Oliveira
Nº de páginas: 178

Steampunk

Primeiro livro nacional de contos com temática Steampunk chega às livrarias o STEAMPUNK é um gênero extremamente visual da literatura fantástica e nos últimos anos vem conquistando milhares de leitores.  Observando esse mercado emergente e a carência de obras na linha, a Tarja Editorial lançou o livro “Steampunk – Histórias de Um Passado Extraordinário”, trazendo 9 autores com contos inusitados e muito criativos dentro da narrativa Steampunk.

O movimento literário Steampunk nasceu no final da década de 80, início da década de 90, nos Estados Unidos, sendo criado como um subgênero do CyberPunk. A idéia do Steampunk é utilizar o conceito dos grandes avanços tecnológicos e da degradação social que o acompanha, ambientando as estórias na Era Vitoriana (século XIX).

A Revolução Industrial, as crises internacionais e o desenvolvimento de tecnologias como o vapor – steam em inglês –, o motor a explosão, a corrida pelo domínio dos céus e os primeiros passos no uso da eletricidade, abriram uma gama de possibilidades para trabalhar personagens reais e literários, recriando a História como algo novo.

“Pouco foi lançado no Brasil dentro desse gênero. Praticamente tudo o que se vê nas prateleiras das livrarias é material de autores estrangeiros. Essa obra é a primeira com conteúdo nacional a ser lançada implicitamente dentro do gênero”, afirma Gianpaolo Celli, autor e organizador do livro.

Gianpaolo Celli trouxe uma história clássica, com referências históricas reais misturadas com ação e intrigas, envolvendo sociedades secretas e o prelúdio do que se tornou a guerra Franco-Prussiana. Fábio Fernandes apresentou uma adaptação primorosa do complexo de Frankenstein, com uma visão fascinante de um futuro onde a sociedade divide seu espaço com a maquinidade. Antônio Luiz rompe as amarras do metal, trabalhando avanços em outra área de estudo, com ambições até mesmo maiores e mais perigosas: a medicina. Alexandre Lancaster cedeu uma narrativa com ares de ficção científica, onde a ciência aponta que somente pode ser vista com simpatia se for inofensiva, caso contrário, torna-se uma maldição. Roberto Causo transporta o leitor para uma viagem repleta de escaramuças pelas selvas de nosso país, mas não entre as árvores, mas acima delas, mostrando Santos Dummont de uma forma inusitada. Claudio Villa arremessa o leitor para o mar, singrando suas águas acima e abaixo, em busca de um tesouro que leva o leitor aos ares do terror lovecraftiano. Jacques Barcia nos dá um conto “estranho”, unindo o drama da guerra, máquinas quase humanas e seres inacreditáveis da mitologia em um caldo que realmente proporciona uma nova criação. Romeu Martins transporta o leitor para um ambiente de faroeste a brasileira, com o clima típico desse estilo de folhetim, mas com heróis e bandidos extremamente vaporosos. E Flávio Medeiros encerra as páginas da obra com chave de ouro, mostrando os clássicos dirigíveis e submergíveis em um drama de honra que certamente agrada muito aos apreciadores do gênero.

Índice rápido de autores:
Alexandre Lancaster,
Antonio Luiz M. C. Costa,
Claudio Villa,
Flávio Medeiros,
Fábio Fernandes,
Gianpaolo Celli,
Jacques Barcia,
Roberto de Sousa Causo e
Romeu Martins.


Os autores falam de seus contos:

Roberto Causo - Durante a pesquisa para o meu livro *Ficção Científica, Fantasia e Horror no Brasil: 1875 a 1950*, quis escrever algum tipo de ‘FC recursiva’ com Santos Dumont e que permitisse o diálogo intertextual específico com obras antigas da FC brasileira. A antologia Steampunk* me deu a chance de fazer isso, e nesta aventura verniana estão Santos Dumont, o Padre Landell de Moura e a Imperatriz Isabel, com a floresta amazônica e a cidade perdida dos atlantes de Jerônymo Monteiro — mais uma boa pitada de Causo, dando a liga.

 

Claudio Villa – Em meu conto, busquei fazer uma homenagem ao autor de horror H.P Lovecraft 1890 / 1937), Caracterizado por uma narrativa psicológica em primeira pessoa, os personagens de Lovecraft são pessoas comuns que em algum momento de suas vidas se deparam com o  desconhecido e o assustador, perdendo sua sanidade ou mesmo suas vidas. Em meu conto intitulado “O Dobrão de Prata” conto a história de um renomado professor de história que em meio a suas pesquisas descobre sobre o naufragio de um antigo galeão espanhol carregado de prata. Sua ambição porém ira arruinar sua vida a medida que ele singa os mares afim de recuperar esse tesouro.

 

Fábio Fernandes – Uma Breve História da Maquinidade” é uma versão estendida (e com final modificado) do conto “The Boulton-Watt-Frankenstein Company”, publicado em fevereiro deste ano na revista americana online Everyday Weirdness. O conto mostra uma terra alternativa onde não só Victor Frankenstein teria realmente existido como também não desistiu no “primeiro protótipo”, ou seja, o monstro que todos conhecemos. Depois que a experiência fracassou, ele simplesmente se voltou para o mundo das máquinas – e alterou para sempre o curso da história. É o primeiro de uma série de histórias que estou escrevendo (a segunda, “The Arrival of the Cogsmiths (oil on canvas, by Turner, 1815)”, foi publicada também na Everyday Weirdness em abril, e estou terminando outras duas, uma flash fiction e uma novela, ambas em inglês).

* The Boulton-Watt-Frankenstein Company” saiu em versão podcast no site britânico StarShipSofa, em sua edição 92.


Flávio Medeiros – POR UM FIO: Existe sentido ao falar em “ética” na guerra? Quando o ser humano usa o melhor de sua capacidade para encontrar maneiras de destruir seu semelhante, até que ponto falar em “regras” soa como hipocrisia? Em um universo alternativo, onde o Império Britânico combate o Império Francês em plena Era Vitoriana, dois grandes comandantes enfrentam esse dilema, ao mesmo tempo em que travam uma dramática batalha de vida ou morte entre o céu e o mar.

 

Romeu Martins – “Cidade Phantástica” é uma história alternativa que imagina um Brasil potência industrial no século XIX, uma vez que o país foi governado de modo bem mais liberal por D. Pedro II influenciado por um consórcio de empresários liderados pelo Barão de Mauá.O imperador aboliu a escravatura por volta de 1855 e fez acordos diplomáticos com nações vizinhas, evitando a Guerra do Paraguai. A noveleta ambém é uma ficção alternativa poisse apropria de um personagem de Jules Verne, do romance Da Terra à Lua, e um casal de Conan Doyle, do conto “A ponte de Thor”, além de alguns outros que é melhor manter em segredo. O clima é de um western à brasileira (faroeste feijoada?) com conceitos de steampunk e estilo pulp.

 

Antonio Luiz Costa - Acompanhado de seu melhor amigo e conselheiro, um conhecido fabricante de emplastros do Rio de Janeiro vai a Piratininga (uma São Paulo alternativa) a convite de um pesquisador tupiniquim do Instituto Butantã, que lhe faz uma proposta irrecusável, cujas consequências podem mudar completamente sua vida e a face da sociedade. O meu conto é situado numa história alternativa na qual não foi D. João VI e sim D. Sebastião quem trouxe a sede do império português para o Brasil. Em consequência, a cultura brasileira toma outro rumo, tornando-se muito mais tupi, desenvolve-se muito mais rápido e muda os destinos da humanidade. A história se passa no reinado de um certo D. Pedro II, mas a escravidão foi abolida há séculos e o País tem um desenvolvimento tecnológico comparável ao da Inglaterra

 

Trechos dos contos:

1 – O Assalto ao Trem Pagador. Gianpaolo Celli

“O dardo perfurou a proteção de couro entre as placas peitorais e, no momento que atingiu o alvo, fechou o circuito da arma, liberando a eletricidade. O soldado então teve um espasmo momentâneo e tombou desmaiado.”

2 – Uma Breve História da Maquinidade. Fabio Fernandes

“Chega de acordar assustado no meio da noite, pensou Frankenstein, admirando o bronze polido reluzente do seu autômato, tão diferente da carne humana marmórea”

3 – A Flor do Estrume. Antonio Luiz M. C. Costa

“Depois de quinze anos de pesquisas, conseguimos produzir, aqui mesmo, um germicida potentíssimo, mas que é inofensivo para a maioria das pessoas.”

4 – A Música das Esferas. Alexandre Lancaster

“Ciência só era vista com simpatia quando era inofensiva; quando dava muito errado, ou pior, muito certo, ela era tratada como maldição.”

5 – O Plano de Robida: Um Voyage Extraordinaire. Roberto de Sousa Causo

“O aeróstato foi então sacudido por um fragoroso impacto que jogou Ulisses contra a amurada. Aos seus pés veio rolando Santos Dumont.”

6 – O Dobrão de Prata. Claudia Villa

““Um escafandro!” – pensei. Como não havia pensado em solução tão simples? Era certo que não possuía a robustez e a segurança de um submarino, mas se alguém aceitasse assumir o risco, eu estava certo de que o equipamento aguentaria.”

7 – Uma Vida Possível Atrás das Barricadas. Jacques Barcia

“aquela esfera sugando energia do vácuo era o único lugar do universo conhecido, disseram, onde um motolang e uma golem poderiam viver sem mendigar a aprovação de seus donos.”

8 – Cidade Phantástica. Romeu Martins

“— O efeminado do Impey deturpou o uso original de um canhão com aquela ideia ridícula de pousar na Lua. Utilizei os cálculos e os aprimorei na arma suprema.”

9 – Por Um Fio. Flávio Medeiros

“Pela primeira vez na história daquela guerra as duas chamadas “lendas vivas”, o Almirante Nemo e o Comandante Robur, encaravam-se olhos nos olhos.”



Território V é uma coletânea ainda inédita que em breve chegará ao mercado. Foi organizada pelo Kizzy Ysatis e ganhou prefácio de ninguém menos que Giulia Moon e capa de Octavio Cariello. O tema, ganha uma artéria quem adivinhar, são vampiros! Conforme o material de divulgação for chegando, disponibilizo aqui para vocês. Mas já dá para sentir o gostinho.

Participações já confirmadas: Flávia Muniz, Luis Eduardo Matta, Raphael Draccon, Camilo Vannuchi, Cid Vale Ferreira, Juliano Sasseron, Octavio Cariello, Douglas MCT e os próprios Kizzy e Giulia.


Trecho de contos:

Boas Vidas de Raphael Draccon:

– Vampiros acreditam em reencarnação?
– Nós enlouqueceríamos do contrário.
– Por punição moral?

– Vampiros não têm moral.
– Então não haveria punição?
– Sim, a punição existe.

– De que forma? Com uma estaca?
– Não, com a consciência que permeia o ato.
– Pensei que consciência fosse uma característica humana.
– Por isso vampiros são tão fascinantes.

Anjo da Guarda de Camilo Vannuchi:

Viúva, e mãe de dois moleques miúdos, prefiro levar adiante o ofício que herdei do finado Tião. Trabalhando, ponho arroz na mesa e mantenho os cotovelos afastados das janelas, onde as desocupadas se empoleiram para bisbilhotar o vai-vem das comadres com olhos de assuntar. No mais, é pacata a rotina do armazém. Vez ou outra, tenho de conduzir até a rua algum beberrão mais afoito, desses que chegam cedo e se agarram à pinga até não restar gole pra santo. Outras vezes, é preciso driblar sem-vergonhice de freguês abusado ou apartar briga de matuto quando surge perrengue por conta de corno ou jogo. Mas briga em que eu mesma estivesse envolvida – e briga de faca – foi uma só. E talvez eu não estivesse aqui pra contar a história, não fosse aquele homem estranho. Um pedaço de homem.

As Vampiras de Kenshin de Giulia Moon:

“Olhei mais uma vez para a foto no laptop. Mostrava um rapaz de rosto andrógino, vestido apenas com calças pretas de couro justíssimas, que deixavam à vista os ombros largos, a barriga lisinha, os músculos definidos do abdômen. Apesar dos cabelos castanho-claros e dos olhos azuis, este era Kenshin, um astro de rock japonês. Filho de um ator de kabuki e uma roqueira holandesa, o cara personificava o sonho molhado de milhões de adolescentes japoneses.”

Torniquete de Douglas MCT:

“Tinha medo. Também não poderia ser diferente. Era jovem, não mais do que onze anos, e aquela era a sétima noite em que ouvia o grunhido. Não sabia se era animal, mas sabia que não era humano. E que animais poderiam existir naquela região fechada de concreto, que não cães, gatos ou pombos? Neste recôndito em que vivia, só podia escutar as lamúrias das outras crianças, os apelos dos abandonados, sermões dos velhos e os berros dos mais novinhos. Tudo era tão amargo e triste, que seu âmago estava sempre sufocado e seus olhos cheios d’água. Não suportava mais aquela realidade ou fosse ela qualquer outra coisa – afinal, bem sabia, não conhecia nada além do Orfanato.”