Na semana da Coleção Imaginários no Fantastik, o lustrador Osnei Roko dá o pontapé inicial e comenta as capas dos dois primeiros volumes.
Entre o insólito e o imponderável
São raras as vezes em que podemos fazer uma ilustração cujo tema ou briefing seja o limite da nossa imaginação. E é nesse momento que surge justamente a coleção IMAGINÁRIOS (que não se perca pelo nome) da Editora Draco, para nos dar esse mustang louco e selvagem para cavalgar. Sem sela e arreios, apenas com a firme recomendação de transformar nossas mais insanas e obscuras fantasias em imagens palpáveis, reais e críveis através de universos paralelos, que se não existem de fato pelo menos acreditamos nisso. Para um ilustrador afeito às HQs européias “moebianas” e a publicações como Heavy Metal, ilustrar as capas do IMAGINÁRIOS foi como ficar trancado durante um fim de semana numa livraria cheia de clássicos da fantasia, ficção científica e Terror. Devaneio em estado puro.
Depois de anos ilustrando principalmente para o editorial didático e publicitário, poder navegar nestas águas revoltas do insólito e imponderável foi como reciclar nossos arquivos imaginários (olha essa palavra aí de novo…) e exercer assim a verdadeira função do artista plástico, que é se comprometer apenas com sua liberdade criativa. Nada mais.
Erick Sama nos proporcionou esse presente dando-nos total liberdade na confecção das suas capas. Esperamos que o resultado agrade a quem se deleitar com as páginas maravilhosamente escritas pelos novos autores da Draco e que essa caixa de Pandora chamada IMAGINÁRIOS nunca mais seja fechada.




