Foi publicado no Portal Literal, em junho, um texto bem bacana sobre meios de chegar a uma editora e vice-versa. Se você ainda está perdido nesse caminho, dê uma espiada. Na íntegra no Portal Literal.

“No Brasil não há programas que amparem o escritor, como na Escócia (http://www.scottishbooktrust.com/). O Scottish Book Trust é uma entidade fundada pelo Conselho de Arte, que é patrocinado pelo Governo Escocês. A entidade promove cursos para escritores, apóia o novo escritor com auxílio para que ele encontre a editora mais adequada ao perfil de seu livro (funciona como agente literário), bolsa de estudo, concursos literários, organiza lançamentos etc. Isso funcionaria no Brasil? Um braço do Ministério da Cultura voltado para a literatura e a formação do escritor brasileiro? Não custa sonhar…”

 

Via @rafaelluppi.

Ia colocar aqui links de comentários sobre o Fantasticon, mas está tudo prontinho no twitter do evento. Então, se você quiser saber a opinião do pessoal sobre o evento, já tem bastante informação na rede. Veja só: http://twitter.com/fantasticon

E para não deixar ninguém perdido, segue um trecho de Teleco, conto do Murilo Rubião indicado pelo Rober Pinheiro.

“O seu jeito polido de dizer as coisas comoveu-me. Dei-lhe o cigarro e afastei-me para o lado, a fim de que melhor ele visse o oceano. Não fez nenhum gesto de agradecimento, mas já então conversávamos como velhos amigos. Ou, para ser mais exato somente o coelhinho falava. Contava-me acontecimentos extraordinários, aventuras tamanhas que o supus com mais idade do que realmente aparentava.

Ao fim da tarde, indaguei onde ele morava. Disse não ter morada certa. A rua era o seu pouso habitual. Foi nesse momento que reparei nos seus olhos. Olhos mansos e tristes. Deles me apiedei e convidei-o a residir comigo. A casa era grande e morava sozinho acrescentei”.

Na íntegra AQUI.

“A literatura de fantasia e o realismo fantástico (ou realismo mágico) do século XX produziram grandes obras e nomes que se tornaram referenciais e elevaram o faz-de-conta ao patamar em que se encontra hoje, nomes como Tolkien e Lewis, Júlio Cortázar e Jorge Luis Borges, Alejo Carpentier, Arturo Uslar Pietri, Gabriel García Márquez e tantos outros.
Mas, e quanto a nós, pobres e desgarrados brasileiros. Não temos cá uma referência nesta matéria?

Temos sim, e ele se chama Murilo Rubião, um simpático e tímido mineiro que, antes mesmo de elfos, vampiros e leões falantes aportarem por estas terras, já nos brindava com seus dragões socialmente deslocados, seus coelho transmorfos à procura da forma final e seus magos insatisfeitos com a própria existência mágica.
Um grande autor da temática do absurdo (que convencionamos chamar de fantasia) infelizmente pouco conhecido pelos leitores mais jovens (e, o mais triste, por uma parcela considerável dos novos escritores de fantasia).
Quer conhecer um pouco mais sobre este decano da fantasia nacional?”  – Rober Pinheiro, autor de Lordes de Thargor.

Estava num papo literário com o Rober quando ele comentou do Murilo Rubião. Apesar de ter uma boa noção de quem ele era por causa do Borges, eu não consegui me lembrar do nome de nenhum livro do autor. Okay. Você pode estar pensando “mas Eric, você também não sabe seu telefone, nenhum aniversário de amigo, o endereço dos seus pais…”. A lista é grande e você tem razão, mas faz parte da proposta desse site e de qualquer outro espaço em que eu escreva compartilhar não só conhecimentos como também minhas dúvidas.

Supondo que você não faça a menor idéia de quem foi Murilo Rubião e por que ele deve ser levado em consideração na hora de se falar de literatura fantástica nacional, comece pela Wikipedia. Se a Wikipedia é lição de jardim de infância para você, vá direto ao site do autor. Está muito bem construído, tem capa de todos os livros, biografia. Uma aula completa.


Murilo Rubião

Murilo Rubião

Pessoal, esse é o Murilo. Murilo, esse é o pessoal.

Mês agitado

3:11 am

Julho foi um mês agitado, cheio de lançamentos, eventos, posts, etc. Um mês atípico e muito bem-vindo. Para vocês terem idéia, os posts que aparecerão essa semana aqui no site foram agendados há mais ou menos 20 dias. Agenda apertada! Tive que pular algumas coisas e posso ter deixado passar outras acidentalmente. Então, aquele velho lembrete: se você mandou algum e-mail com capa e release e ele não entrou no ar, me dê um toque. Combinado?

Em agosto, ritmo normal, posts mais pausados e vamos que vamos catando conteúdo.

Aproveitando, obrigado a todo mundo que divulga o site. Visitas e estatísticas cada vez melhores. O único objetivo do Fantastik é divulgar quem produz para os leitores. O dia que essa mecânica travar, o site perde o sentido.

Meu Mestre de História Sobrenatural


Livro juvenil celebra a cultura gótica

Meu Mestre de História Sobrenatural, de Luiz Roberto Guedes (Editora Nankin) é uma novela composta por uma série de histórias dos gêneros fantástico, horror sobrenatural e ficção científica. Gêneros que se tornam mais interessantes “quando encontram o trilho da tradição literária”, como assinalou o crítico Bruno Zeni, no Guia da Folha de São Paulo (29/02/2009). Como exemplo dessa conexão com os mundos da literatura, os escritores Machado de Assis e Antoine de Saint-Exupéry fazem “aparições” especiais nessas histórias assombrosas. O mestre do título é o livreiro Alpheu, dono do sebo Bazar Bizarro, que gosta de contar histórias fantásticas para uma turma de jovens. Esse “clubinho do Tio Bizarro” é a origem de uma futura Sociedade da Sombra, uma tribo de jovens góticos que costuma se reunir num cemitério, à meia-noite, para cultuar a memória de seu mestre em iniciação literária. Com ilustrações de Rubens Matuck, Meu Mestre de História Sobrenatural é uma leitura fascinante, para jovens ou aficionados do gênero fantástico. – Ricardo Berlitz

Para saber mais.

 LUIZ ROBERTO GUEDES, brasileiro, natural de São Paulo, SP, nascido em 1º de setembro de 1955. Poeta, escritor, tradutor, letrista sob o pseudônimo de Paulo Flexa. Publicou o poemário bilíngüe (português/italiano) Calendário Lunático (2000), organizou a antologia poética paulistana Paixão por São Paulo (2004), a novela histórica O mamaluco voador (2006), Minima Immoralia/Dirty Limerix (2007), e alguns “juvenis”, como Treze Noites de Terror (Editora do Brasil, 2002), O caçador do arco-íris (Escala Educacional, 2007), O Livro das Mákinas Malukas (Dubolsinho, 2007), e Meu Mestre de História Sobrenatural (Nankin, 2008).


Só para descontrair, hoje é domingão! E, sempre lembrando, dia de Fantasticon. Não deixe de ir!!

ps. A fala final é “Alguns são bons só no Natal, outros são bons o ano inteiro”. Algo assim.

Compartilhando um convite em cima da hora! A Confraria das Idéias realizará nesse sábado um LIVE de ficção-científica.
Visite o site para ver as informações e fazer a sua inscrição. Ainda há vagas disponíveis. De bônus track, aproveite para passar no Fabulário e acompanhar os comentários.

Giulia Moon manda avisar que o conto Ciclo Vital acaba de ser publicado online no site Contos Fantásticos.

“William olhou para a bela mulher que lhe estendia a mão. O formato daquela mão chamou-lhe a atenção. A ossatura era fina e delicada, os cinco longos dedos um pouco crispados. Ela o chamava, não apenas com o gesto mas com uma proposta. Uma oferta irrecusável.”

Aproveite o clima vampiresco para passar no site do autor Kizzy Ysatis e conhecer um pouco mais sobre a coletânea Território V, que chega nas prateleiras dia 13 de agosto. Ele está divulgando trechos dos contos, entrevistas com os autores e muito mais.

Autores falam de seus contos na coletânea Steampunk: Histórias de um passado extraordinário:

Flávio Medeiros – POR UM FIO: Existe sentido ao falar em “ética” na guerra? Quando o ser humano usa o melhor de sua capacidade para encontrar maneiras de destruir seu semelhante, até que ponto falar em “regras” soa como hipocrisia? Em um universo alternativo, onde o Império Britânico combate o Império Francês em plena Era Vitoriana, dois grandes comandantes enfrentam esse dilema, ao mesmo tempo em que travam uma dramática batalha de vida ou morte entre o céu e o mar.

Romeu Martins – “Cidade Phantástica” é uma história alternativa que imagina um Brasil potência industrial no século XIX, uma vez que o país foi governado de modo bem mais liberal por D. Pedro II influenciado por um consórcio de empresários liderados pelo Barão de Mauá.O imperador aboliu a escravatura por volta de 1855 e fez acordos diplomáticos com nações vizinhas, evitando a Guerra do Paraguai. A noveleta ambém é uma ficção alternativa poisse apropria de um personagem de Jules Verne, do romance Da Terra à Lua, e um casal de Conan Doyle, do conto “A ponte de Thor”, além de alguns outros que é melhor manter em segredo. O clima é de um western à brasileira (faroeste feijoada?) com conceitos de steampunk e estilo pulp.

Chamada extra! Fiquem ligados.

O programa Atualidades da Rádio MEC (800 AM) apresenta ao vivo uma mesa-redonda de ficção-científica com Gerson Lodi-Ribeiro, Miguel Carqueija, Roberval Barcellos e Ana Cristina Rodrigues. Vai de onze da matina ao meio-dia.  Você não ouve rádio? Então ouça ONLINE.

E já que estamos aqui, não se esqueça do lançamento do Paradigmas 3 hoje no Bardo Batata, a partir de 18h30.

Autores falam de seus contos na coletânea Steampunk: Histórias de um passado extraordinário:

Fábio Fernandes – Uma Breve História da Maquinidade” é uma versão estendida (e com final modificado) do conto “The Boulton-Watt-Frankenstein Company”, publicado em fevereiro deste ano na revista americana online Everyday Weirdness. O conto mostra uma terra alternativa onde não só Victor Frankenstein teria realmente existido como também não desistiu no “primeiro protótipo”, ou seja, o monstro que todos conhecemos. Depois que a experiência fracassou, ele simplesmente se voltou para o mundo das máquinas – e alterou para sempre o curso da história. É o primeiro de uma série de histórias que estou escrevendo (a segunda, “The Arrival of the Cogsmiths (oil on canvas, by Turner, 1815)”, foi publicada também na Everyday Weirdness em abril, e estou terminando outras duas, uma flash fiction e uma novela, ambas em inglês).

* The Boulton-Watt-Frankenstein Company” saiu em versão podcast no site britânico StarShipSofa, em sua edição 92.

Convite_Paradigmas 3

Convite_Anuario2008

clique para ampliar.

Opa! A nuvem de vapor está tão grande aqui no site que não pude nem divulgar direito o Papo na Estante, então com atraso de um episódio, lá vou eu!

Está no ar mais um podcast Papo na Estante. Dessa vez o tema é Cinema e Literatura: Qual o segredo de uma boa adaptação? Ana Cristina, Ana Carolina, Thiago Cabello e eu, Eric Novello, demos uma geral em algumas das adaptações que marcaram época, seja pela qualidade ou pela falta dela. Foram comentados Stanley Kubrick e Alfred Hitchcock, dois gênios das adaptações cinematográficas, e clássicos como História sem Fim (ah, é clássico sim, deixa de ser chato), Blade Runner, Piscose e muito mais. Para saber tudo o que rolou, basta acessar o site e ouvir o podcast na íntegra ou então baixá-lo para o seu mp3 player. Viagem de ônibus só é chata para quem quer.

 

Quanto post em julho, zeus mio.

A historiadora e autora Ana Cristina Rodrigues acaba de publicar um texto Steampunk, aproveitando o hype do momento. Para quem ainda não entendeu direito o que é, taí uma boa oportunidade!

“A Era Vitoriana compreendeu os anos do longo reinado da rainha Vitória, que governou o Reino Unido entre 1837 e 1901. Até hoje, desperta saudades nos britânicos por ter sido um período de prosperidade – para uma camada populacional bem definida, uma classe média urbana e mercantil que ascendia socialmente – e de grande pujança para o Império Britânico, sobre o qual o Sol nunca se punha. (Ok, a frase original é sobre o Império Espanhol do século XVI, mas está valendo aqui também).”

Na íntegra AQUI.

Autores falam de seus contos na coletânea Steampunk: Histórias de um passado extraordinário:

Roberto Causo - Durante a pesquisa para o meu livro *Ficção Científica, Fantasia e Horror no Brasil: 1875 a 1950*, quis escrever algum tipo de ‘FC recursiva’ com Santos Dumont e que permitisse o diálogo intertextual específico com obras antigas da FC brasileira. A antologia Steampunk* me deu a chance de fazer isso, e nesta aventura verniana estão Santos Dumont, o Padre Landell de Moura e a Imperatriz Isabel, com a floresta amazônica e a cidade perdida dos atlantes de Jerônymo Monteiro — mais uma boa pitada de Causo, dando a liga.

Claudio Villa – Em meu conto, busquei fazer uma homenagem ao autor de horror H.P Lovecraft 1890 / 1937), Caracterizado por uma narrativa psicológica em primeira pessoa, os personagens de Lovecraft são pessoas comuns que em algum momento de suas vidas se deparam com o  desconhecido e o assustador, perdendo sua sanidade ou mesmo suas vidas. Em meu conto intitulado “O Dobrão de Prata” conto a história de um renomado professor de história que em meio a suas pesquisas descobre sobre o naufragio de um antigo galeão espanhol carregado de prata. Sua ambição porém ira arruinar sua vida a medida que ele singa os mares afim de recuperar esse tesouro.

Metamorfose

1:20 pm

Quer participar da coletânea Metamorfose – A fúria dos lobisomens? Ademir Pascale, que organizou as coletâneas Invasão e Draculea, está recebendo contos com a temática lobisomens. É ele quem dá o recado:

“O objetivo é reunir cerca de 25 escritores com contos de até 8.000 caracteres cada, voltados para o mundo dos lobisomens. Os participantes deverão escrever contos sobre o tema. ‘A Fúria’ dos lobisomens no subtítulo da obra já indica o que pretendemos. Você terá liberdade de criação, desde que use a raiva, ódio, vingança, fúria e seus derivados em seu contexto. Um lobisomem que busca vingança? Um ser diferente, mistura de lobo e homem que busca as suas raízes ou mesmo uma cura? Um ser mutante que deseja se vingar dos humanos por ser diferente? Use a sua criatividade.

Título: Metamorfose – A Fúria dos Lobisomens
Organizador: Ademir Pascale
Prefácio: J.Modesto (Trevas e Anhangá: A Fúria do Demônio)
Editora: All Print

Período de recebimento dos contos: 10/07 a 30/09.

“Por que há tantos relatos dos homens lobos em épocas e lugares diferentes? Lobisomem da Península Ibérica e da América Central e do Sul, Volkodlák dos eslavos, Loup-garou dos franceses, Versipélio dos romanos, Werwolf dos saxões, Hamtammr dos nórdicos, Óboroten dos russos, Wahrwolf dos germanos ou Licantropo dos gregos, tanto faz, eles estão conosco desde a maldição de Licaão, rei da Arcádia amaldiçoado por Zeus por oferecer como oferenda a carne de um homem chamado Árcade, à partir de então transformava-se em lobo sempre que a raiva lhe tomava a alma.” – Leia mais na página oficial da coletânea.

01. Para quem está chegando agora, o que é o gênero Steampunk?

R: O Steampunk é um subgênero de Ficção Científica nascido do também subgênero Cyberpunk, uma contraposição da FC positivista de meados do século XX, a qual geralmente mostrava um futuro quase perfeito, sem nossos problemas atuais. Assim, o Cyberpunk mostra um futuro mais próximo (de 50 a 100 anos no máximo) e pessimista (punk) onde a tecnologia (cyber) perverteu a sociedade.

No Steampunk temos essa mesma idéia da luta pela supremacia tecnológica pervertendo as pessoas, só que colocada na Era Vitoriana.

Assim, ao invés de realidade virtual, nanotecnologia e coisas assim, temos a tecnologia do século XIX (vapor, início da eletricidade e do motor a explosão, assim como balões, dirigíveis e automoveis, navios a vapor, submarinos, protótipos de aviões e robos) dando as cartas, modificando a sociedade da época, fazendo entrar na mesma decadência que o cyberpunk vê como presente em nosso futuro próximo.

É esse possível trabalho com a história que faz com que o Steampunk muitas vezes seja uma História Alternativa (subgenero da ficção que trabalha linhas alternativas de nossa história), pois uma tecnologia que não deveria existir, ao menos na proporção apresentada nas estórias, termina por modificar a história como nós a conhecemos.

Um dos grandes trunfos do Steampunk, inclusive, é trabalhar personagens reais que tenham vivido na época, e faze-los contracenar muitas vezes com personagens literários de estórias que, apesar de antecederem a criação do genero em questão, nascido no final dos anos 80, início dos 90, trabalharam essa idéia. Assim, podemos ver, por exemplo o Capitão Nemo, de 20 mil Léguas Submarinas; Robur, de Robur, o Conquistador, ambos de Julio Verne; ou o Dr. Frankenstein, do livro de mesmo nome, de Mary Shelley, contracenando com cientistas e inventores reais como Santos Dumont ou Nikola Tesla.

 

02. Dá para trabalhar o Steampunk em um cenário brasileiro?

R: Apesar de, devido a ligação com a Era Vitoriana, as estórias normalmente se passarem na Europa, não existe nada que impeça o autor em trabalhar outros cenários, seja na Russia, no Oriente, ou mesmo no Brasil. No livro mesmo existem contos que acontecem aqui, ou com personagens brasileiros, ficcionais e reais.

 

03. Algum conto te surpreendeu em especial?

R: Praticamente todos os contos me surpreenderam de uma maneira ou de outra. Seja por sua ligação com personagens literários, com personagens históricos, ou como eles lidaram com a história e a teconologia  do século XIX, o que eu sei, demandou bastante pesquisa. Isso sem contar a criatividade dos autores em trabalharem o gênero, mesclando o mesmo com outros, como o drama de guerra, o suspense, o romance, o terror e a aventura. Realmente o conjunto do livro ficou, como o próprio nome indica: extraordinário.

Sem advogar em causa própria, da capa aos contos, o livro está valendo a pena!

 

04. O que você mais gostou ao escrever Steampunk?

R: Por mais incrível que pareça, apesar de haver gostado de clássicos como Blade Runner (o livro e o filme), e Neuromancer, e de ser um leitor de gostos ecléticos, eu me ligo bem mais nos gêneros ligados à Fantasia do que em Ficção Científica. Assim, o que eu gostei em escrever Steampunk foi que, por minha estória ser uma Ficção Alternativa ligada a história do século XIX, ela pessoalmente me pareceu bem mais como uma aventura de Fantasia do que efetivamente como uma narrativa de Ficção Científica. Ou quem sabe, por nunca haver tentado escrever, eu só tenha me surpreendido com o gênero. Tanto que espero escrever mais, tanto Steampunk como outros subgêneros da FC.

 

05. Finalmente: O que podemos esperar da Tarja daqui para frente?

R: Bom. De minha parte (como escritor), posso dizer que gostei tanto de escrever Steampunk e da trama que criei para meu conto, que estou dando continuidade ao projeto e transformado-o num romance. Aguardem!

Já em relação a Tarja (como editor), eu posso garantir que nossa idéia não é ficar só no Steampunk – Histórias de um Passado Extraordinário, mas trabalhar outros com a mesma idéia de unir autores que estejam despontando no mercado de Literatura Fantástica em torno de um conceito. No caso do segundo volume, nossa idéia é trabalhar o gênero que gerou o Steampunk (citado inclusive em questões acima), o Cyberpunk.

Recebi um convite da Nana para conhecer o site Literatura Fantástica Brasil. Compartilho aqui com vocês:

“Literatura Fantástica Brasil – Clã dos Imortais.  O site foi criado por mim com todo o carinho para abrigar os autores de literatura fantástica.
Principalmente aqueles que não tinham um espaço só seu para poderem mostrar seu talento.

Bem-vindos, companheiros escritores, a este espaço que é todo dedicado ao magnífico universo da Literatura Fantástica. A casa é sua, minha…a casa é nossa! Sintam-se a vontade, criem e inventem. Divulguem suas obras, compartilhando conhecimento. Desejo profundamente que possamos fazer grandes amizades e que elas sejam enriquecedoras para todos. Junte-se a nós.

Beijinhos Sombrios, Nana B.poetisa”.

MushiComics

3:07 pm

MushiComics é uma site de histórias em quadrinhos online em que todas os dias úteis pelo menos uma nova página de quadrinho é publicada.

No ar desde 2004, o acervo do MushiComics possui cerca de 1800 páginas de quadrinhos, com mais de 90 histórias, que vão desde tiras à sagas com mais de 50 páginas (dessas, cerca de 25 hqs estão completas).
Todas as HQs possuem espaço para comentários dos leitores, seção de notícias, além de fórum para discussão sobre as histórias publicadas, quadrinhos em geral e bate-papo descompromissado.

O MushiComics sempre está procurando novas histórias em quadrinhos e colaboradores, em todos os estilos (comics, mangá etc), exceto histórias pornográficas/eróticas e quadrinhos com personagens de terceiros sem autorização dos criadores.

Steampunk

Primeiro livro nacional de contos com temática Steampunk chega às livrarias o STEAMPUNK é um gênero extremamente visual da literatura fantástica e nos últimos anos vem conquistando milhares de leitores.  Observando esse mercado emergente e a carência de obras na linha, a Tarja Editorial lançou o livro “Steampunk – Histórias de Um Passado Extraordinário”, trazendo 9 autores com contos inusitados e muito criativos dentro da narrativa Steampunk.

O movimento literário Steampunk nasceu no final da década de 80, início da década de 90, nos Estados Unidos, sendo criado como um subgênero do CyberPunk. A idéia do Steampunk é utilizar o conceito dos grandes avanços tecnológicos e da degradação social que o acompanha, ambientando as estórias na Era Vitoriana (século XIX).

A Revolução Industrial, as crises internacionais e o desenvolvimento de tecnologias como o vapor – steam em inglês –, o motor a explosão, a corrida pelo domínio dos céus e os primeiros passos no uso da eletricidade, abriram uma gama de possibilidades para trabalhar personagens reais e literários, recriando a História como algo novo.

“Pouco foi lançado no Brasil dentro desse gênero. Praticamente tudo o que se vê nas prateleiras das livrarias é material de autores estrangeiros. Essa obra é a primeira com conteúdo nacional a ser lançada implicitamente dentro do gênero”, afirma Gianpaolo Celli, autor e organizador do livro.

Gianpaolo Celli trouxe uma história clássica, com referências históricas reais misturadas com ação e intrigas, envolvendo sociedades secretas e o prelúdio do que se tornou a guerra Franco-Prussiana. Fábio Fernandes apresentou uma adaptação primorosa do complexo de Frankenstein, com uma visão fascinante de um futuro onde a sociedade divide seu espaço com a maquinidade. Antônio Luiz rompe as amarras do metal, trabalhando avanços em outra área de estudo, com ambições até mesmo maiores e mais perigosas: a medicina. Alexandre Lancaster cedeu uma narrativa com ares de ficção científica, onde a ciência aponta que somente pode ser vista com simpatia se for inofensiva, caso contrário, torna-se uma maldição. Roberto Causo transporta o leitor para uma viagem repleta de escaramuças pelas selvas de nosso país, mas não entre as árvores, mas acima delas, mostrando Santos Dummont de uma forma inusitada. Claudio Villa arremessa o leitor para o mar, singrando suas águas acima e abaixo, em busca de um tesouro que leva o leitor aos ares do terror lovecraftiano. Jacques Barcia nos dá um conto “estranho”, unindo o drama da guerra, máquinas quase humanas e seres inacreditáveis da mitologia em um caldo que realmente proporciona uma nova criação. Romeu Martins transporta o leitor para um ambiente de faroeste a brasileira, com o clima típico desse estilo de folhetim, mas com heróis e bandidos extremamente vaporosos. E Flávio Medeiros encerra as páginas da obra com chave de ouro, mostrando os clássicos dirigíveis e submergíveis em um drama de honra que certamente agrada muito aos apreciadores do gênero.

Índice rápido de autores:
Alexandre Lancaster,
Antonio Luiz M. C. Costa,
Claudio Villa,
Flávio Medeiros,
Fábio Fernandes,
Gianpaolo Celli,
Jacques Barcia,
Roberto de Sousa Causo e
Romeu Martins.


Os autores falam de seus contos:

Roberto Causo - Durante a pesquisa para o meu livro *Ficção Científica, Fantasia e Horror no Brasil: 1875 a 1950*, quis escrever algum tipo de ‘FC recursiva’ com Santos Dumont e que permitisse o diálogo intertextual específico com obras antigas da FC brasileira. A antologia Steampunk* me deu a chance de fazer isso, e nesta aventura verniana estão Santos Dumont, o Padre Landell de Moura e a Imperatriz Isabel, com a floresta amazônica e a cidade perdida dos atlantes de Jerônymo Monteiro — mais uma boa pitada de Causo, dando a liga.

 

Claudio Villa – Em meu conto, busquei fazer uma homenagem ao autor de horror H.P Lovecraft 1890 / 1937), Caracterizado por uma narrativa psicológica em primeira pessoa, os personagens de Lovecraft são pessoas comuns que em algum momento de suas vidas se deparam com o  desconhecido e o assustador, perdendo sua sanidade ou mesmo suas vidas. Em meu conto intitulado “O Dobrão de Prata” conto a história de um renomado professor de história que em meio a suas pesquisas descobre sobre o naufragio de um antigo galeão espanhol carregado de prata. Sua ambição porém ira arruinar sua vida a medida que ele singa os mares afim de recuperar esse tesouro.

 

Fábio Fernandes – Uma Breve História da Maquinidade” é uma versão estendida (e com final modificado) do conto “The Boulton-Watt-Frankenstein Company”, publicado em fevereiro deste ano na revista americana online Everyday Weirdness. O conto mostra uma terra alternativa onde não só Victor Frankenstein teria realmente existido como também não desistiu no “primeiro protótipo”, ou seja, o monstro que todos conhecemos. Depois que a experiência fracassou, ele simplesmente se voltou para o mundo das máquinas – e alterou para sempre o curso da história. É o primeiro de uma série de histórias que estou escrevendo (a segunda, “The Arrival of the Cogsmiths (oil on canvas, by Turner, 1815)”, foi publicada também na Everyday Weirdness em abril, e estou terminando outras duas, uma flash fiction e uma novela, ambas em inglês).

* The Boulton-Watt-Frankenstein Company” saiu em versão podcast no site britânico StarShipSofa, em sua edição 92.


Flávio Medeiros – POR UM FIO: Existe sentido ao falar em “ética” na guerra? Quando o ser humano usa o melhor de sua capacidade para encontrar maneiras de destruir seu semelhante, até que ponto falar em “regras” soa como hipocrisia? Em um universo alternativo, onde o Império Britânico combate o Império Francês em plena Era Vitoriana, dois grandes comandantes enfrentam esse dilema, ao mesmo tempo em que travam uma dramática batalha de vida ou morte entre o céu e o mar.

 

Romeu Martins – “Cidade Phantástica” é uma história alternativa que imagina um Brasil potência industrial no século XIX, uma vez que o país foi governado de modo bem mais liberal por D. Pedro II influenciado por um consórcio de empresários liderados pelo Barão de Mauá.O imperador aboliu a escravatura por volta de 1855 e fez acordos diplomáticos com nações vizinhas, evitando a Guerra do Paraguai. A noveleta ambém é uma ficção alternativa poisse apropria de um personagem de Jules Verne, do romance Da Terra à Lua, e um casal de Conan Doyle, do conto “A ponte de Thor”, além de alguns outros que é melhor manter em segredo. O clima é de um western à brasileira (faroeste feijoada?) com conceitos de steampunk e estilo pulp.

 

Antonio Luiz Costa - Acompanhado de seu melhor amigo e conselheiro, um conhecido fabricante de emplastros do Rio de Janeiro vai a Piratininga (uma São Paulo alternativa) a convite de um pesquisador tupiniquim do Instituto Butantã, que lhe faz uma proposta irrecusável, cujas consequências podem mudar completamente sua vida e a face da sociedade. O meu conto é situado numa história alternativa na qual não foi D. João VI e sim D. Sebastião quem trouxe a sede do império português para o Brasil. Em consequência, a cultura brasileira toma outro rumo, tornando-se muito mais tupi, desenvolve-se muito mais rápido e muda os destinos da humanidade. A história se passa no reinado de um certo D. Pedro II, mas a escravidão foi abolida há séculos e o País tem um desenvolvimento tecnológico comparável ao da Inglaterra

 

Trechos dos contos:

1 – O Assalto ao Trem Pagador. Gianpaolo Celli

“O dardo perfurou a proteção de couro entre as placas peitorais e, no momento que atingiu o alvo, fechou o circuito da arma, liberando a eletricidade. O soldado então teve um espasmo momentâneo e tombou desmaiado.”

2 – Uma Breve História da Maquinidade. Fabio Fernandes

“Chega de acordar assustado no meio da noite, pensou Frankenstein, admirando o bronze polido reluzente do seu autômato, tão diferente da carne humana marmórea”

3 – A Flor do Estrume. Antonio Luiz M. C. Costa

“Depois de quinze anos de pesquisas, conseguimos produzir, aqui mesmo, um germicida potentíssimo, mas que é inofensivo para a maioria das pessoas.”

4 – A Música das Esferas. Alexandre Lancaster

“Ciência só era vista com simpatia quando era inofensiva; quando dava muito errado, ou pior, muito certo, ela era tratada como maldição.”

5 – O Plano de Robida: Um Voyage Extraordinaire. Roberto de Sousa Causo

“O aeróstato foi então sacudido por um fragoroso impacto que jogou Ulisses contra a amurada. Aos seus pés veio rolando Santos Dumont.”

6 – O Dobrão de Prata. Claudia Villa

““Um escafandro!” – pensei. Como não havia pensado em solução tão simples? Era certo que não possuía a robustez e a segurança de um submarino, mas se alguém aceitasse assumir o risco, eu estava certo de que o equipamento aguentaria.”

7 – Uma Vida Possível Atrás das Barricadas. Jacques Barcia

“aquela esfera sugando energia do vácuo era o único lugar do universo conhecido, disseram, onde um motolang e uma golem poderiam viver sem mendigar a aprovação de seus donos.”

8 – Cidade Phantástica. Romeu Martins

“— O efeminado do Impey deturpou o uso original de um canhão com aquela ideia ridícula de pousar na Lua. Utilizei os cálculos e os aprimorei na arma suprema.”

9 – Por Um Fio. Flávio Medeiros

“Pela primeira vez na história daquela guerra as duas chamadas “lendas vivas”, o Almirante Nemo e o Comandante Robur, encaravam-se olhos nos olhos.”



Livro Vermelho dos Vampiros

Release por Gil Pinheiro:

O poeta Lord Byron flertou com a lenda milenar do vampiro, incorporando em sua obra a entidade que os gregos chamavam de broucolokas, e BramStoker universalizou o mito com Drácula. De lá para cá, os sanguessugas nunca mais deixaram de frequentar as telas de cinema e as vitrines de livrarias. Esta antologia de contos O Livro Vermelho dos Vampiros foi concebida pelo poeta e escritor Luiz Roberto Guedes como um divertissement: convidou autores para revisitar esse mito tão popular. Treze contistas de várias gerações (incluindo integrantes da chamada Geração 90), projetam diferentes encarnações do morto-vivo, e as criativas ilustrações de Manu Maltez aprofundam o clima de pesadelo, dando maior charme ao requintado design gráfico de Antonio Mendes.

Sem perder de vista o décor sombrio dos filmes e quadrinhos, os doze contos exemplares injetam sangue novo no vampiro, com um ocasional toque de humor. É claro que a sedução e o erotismo sempre estão presentes.

O clássico vampiro do Velho Mundo comparece nos contos V de Vampiro (Jeanette Rozsas), Desabalada (Richard Diegues), e O Nome do Mal (David Oscar Vaz), em que um estrangeiro da Transilvânia se torna um caso de polícia na pacata São Paulo oitocentista de Álvares de Azevedo. Há vampiros urbanoides e pós-modernos nos contos Nina e Suzana no shopping (Martha Argel), Carpe Diem (Flávia Muniz), Catorze Anos de Fome (Santiago Nazarian), e Xarope Jacinto (Andrea Del Fuego), onde o sanguessuga possui uma misteriosa clínica e produz um xarope alquímico.

Em Vampire Route, a escritora Índigo segue uma intrigante excursão pelo bas-fond de Nova Orleans, cenário da saga vampírica de Anne Rice. Um vampiro teen surpreende um dentista incauto em O último drinque, de Marcelo Coelho, e L. R. Guedes engendra uma simbiose de nazismo e vampirismo, em O Ninho do Corvo.

No conto O olho de Hórus, do médico e escritor Moacyr Godoy Moreira, um cirurgião sedento de sangue e sexo causa um pandemônio no Hospital das Clínicas, em São Paulo. E no gran finale, Luiz Bras e Tereza Yamashita colocam em cena Black, um caçador de vampiros tão impiedoso e cheio de recursos quanto Jack Bauer, o guerreiro antiterrorista do seriado 24 Horas.

Ao fim e ao cabo, esta coletânea proporciona um “biscoito fino” aos aficionados desse espectro que continua seduzindo escritores, cineastas, espectadores e leitores. Segundo o escritor Hilton James Kutscka, que assina a apresentação, os contos de O Livro Vermelho dos Vampiros já nascem clássicos do gênero. O vampiro vive.

Draculea

Draculea: O livro secreto dos vampiros

Release:
Romênia, 1456. Um grande cavaleiro cristão torna-se temido agente contra os turcos. Conhecido pelos romenos como Vlad Draculea, o filho do dragão, empalava cruelmente seus derrotados inimigos. Considerado pelos oponentes e próprios súditos a encarnação do demônio, devido aos atos de crueldade cometidos contra ambos. Como esse servo da Igreja transformou-se no mais sanguinário entre os homens de sua época? Quais segredos guardou por tantos séculos?

Em 1897, o escritor irlandês Bram Stoker inspirou-se em Vlad e criou a personagem principal do romance “Drácula”, popularizando o mito do vampiro. Seriam apenas fragmentos da imaginação criativa de um escritor? Ou há uma verdade oculta nesse relato?

Quais mistérios eles escondem por gerações? Descubra em Draculea – O Livro Secreto dos Vampiros, uma antologia de contos escrita por alguns dos melhores autores do gênero. Mas, antes de abrir estas páginas, um aviso: após lê-las, você nunca mais será o mesmo. O conhecimento tem seu preço, e eles ficarão furiosos com a sua descoberta.

Ademir Pascale – Escritor e Organizador

Autores:

Prefácio – Nelson Magrini

1 – Draculea – Ademir Pascale

2 – O Missionário – Estevan Lutz

3 – O Relato do Capitão BlackBurn – César Almeida

4 – Marcas Eternas – Luciana Fátima

5 – O Guardião – J.P. Balbino

6 – Emplumado – Duda Falcão

7 – O Filho da Escuridão – Almir Pascale

8 – Comida de Vampiro – Pedro Vicentini (Tagobar)

9 – Noites de Trevas – Elenir Alves

10 – Aprender Para Dominar – Simone O. Marques

11 – Trágica História – Ricardo Delfin

12 – Os Segredos do Pergaminho – Bruno Resende

13 – Sabor de Absinto – Dione Mara Souto da Rosa

14 – Beijo de Sangue – Alexsandre Moro (MMEA)

15 – Filosofia Vlad – Adriano Siqueira

16 – O Velho Vampiro – M.D. Amado

17 – Fantasmas Vivos – Danny Marks

18 – Andarilhos Noturnos – Felipo Bellini

19 – O Rito do Caminho – Angela NadjaBerg Ceschim Oiticica

20 – Rinaldo – Christian David

21 – O Mal Busca a Verdade – Jean Felipe Felsky

22 – A Descoberta de um Segredo – Raphael Albuquerque Cavalcanti (Raphael O Lord)

23 – Nas Profundezas do Coração – Daniele Helena Bonfim

24 – Imagem – Henrique Cananosque (Vampiro Triste)

25 – Marcela – Evandro Guerra

26 – Tormento – Mario Carneiro Jr.

27 – Escrituras – Ana Dominik

Comunidade Draculea no Orkut.


Trechos de alguns contos:

Draculea de Ademir Pascale:

Do alto do prédio da Gazeta, visualizo a Avenida Paulista de ponta a ponta: pequenas formigas aglomeradas num trânsito robótico, num vaivém nauseante. Os agudos e frios sons das buzinas inebriam a minha memória, fazendo-me sentir um êxtase tão prazeroso que toca lá no fundo deste negro e histórico coração. Os flashes de antigas batalhas e o som das trombetas que as anunciavam eram semelhantes, diferenciando apenas que naquele tempo maldito a luta era corpo a corpo e com duração de poucos dias. Hoje, a luta é contra o estresse, contra as modernas doenças que acabam com artérias, invadem corpos e mentes amaldiçoando fracos corações… Sinto a dor destas formigas e sinto pena ao olhá-las lá embaixo, indo para suas casas para que no dia seguinte, logo cedo, estejam de volta, e isso se repetirá dia após dia, ano após ano, até o corpo adoecer, envenenando o que lhes é mais precioso, o sangue.

 

O Missionário de Estevan Lutz:

Os camponeses erguiam, exaltados, suas foices e ceifadeiras enquanto praguejavam fervorosamente contra a criatura sanguinária recém capturada. O missionário, contundente, aproximou seu crucifixo de prata no rosto do vampiro que estava fortemente amarrado num tronco de cedro.

- Em nome do Senhor, arda no lago de fogo, monstro maligno do inferno! – ordenou o missionário, imponente, por baixo do capuz de sua batina franciscana.

Aprender Para Dominar de Simone O. Marques

Ella lambe os lábios rubros e lascivos lentamente. Degusta o néctar agridoce que há poucos segundos penetrava-lhe o corpo, fazendo-a extasiar-se e gemer de puro prazer. Suspira e fecha os olhos lentamente. Os cílios castanho velando os olhos que até então se coloriam de vermelho e eram capazes de aprisionar, de render, de dominar e de levar à morte a deliciosa vítima.

 

Noites de Trevas de Elenir Alves

A jovem perdera o prazer pela vida e enterra, perante os seus atos, a essência do amor. Sem saber o que fazer, puxa uma caixa cheia de livros que está debaixo da cama e segue com ela até a lareira da sala. Arremessa os livros no fogo tentando amenizar o seu ódio, quando percebe os quatro símbolos na capa de um dicionário em hebraico prestes a ser consumido pelas chamas.

 

Comida de Vampiro de Tagobar

As noites corriam tranquilas quando uma tormentosa questão levou-o a matutar. Está certo que todos seus semelhantes sentem necessidade de abastecer-se desse líquido vital de tempos em tempos. Mas ocorrem, com frequência, situações dramáticas onde a urgência de restabelecer o nível corporal mínimo desse precioso elemento, obriga a que saiam desesperadamente à procura de sangue novo, muitas vezes correndo incontáveis e perigosos riscos, como serem notados, identificados ou mesmo capturados.

Ficha técnica:
Título: Draculea: O livro secreto dos vampiros
Organizador: Ademir Pascale
Editora: All Print
21 x 14 cm – 1ª Edição
Páginas: 160
Ano: 2009

Fantastik de volta lançando a campanha Um Retorno ao Politeísmo. É muito simples, basta escolher a sua mitologia predileta e ser feliz. Já pensou falar por aí Ai meu Zeus, Que Osíris te ouça, Seja o que o Odin quiser, Fica com Anúbis (bem, talvez esse não seja um bom exemplo)? Libertador, não?

Isso tudo para dizer que a partir de segunda as atualizações do blog estão de volta. Convites para coletâneas, overdose steampunk, lançamentos do Paradigmas 3 e afins. Até lá.

A revista Scarium está recebendo contos para a edição 26 – ficção científica – e para a edição de fim de ano! Os interessados devem passar no blog do Gabriel Boz.

Mas, Eric, eu nunca escrevi nem lista de compras. Eu posso participar?

Obviamente os contos enviados para a revista passam por um processo de seleção. Qualquer dúvida, vocês podem tirar pelos e-mails que o Boz disponibilizou.

Fantasticon!

12:30 pm

“Hoje tem marmelada? Tem sim senhor! Hoje tem goiabada? Tem sim senhor! E o palhaço, o que é? É ladrão de mulher!”

E aí, pessoal! Muita gente tem ne perguntado “Eric, tem Fantasticon esse ano?”. A resposta é SIM! Mas o Fantastik não participa da organização do Fantasticon. Que eu saiba, o mérito de organizar esse mega evento é inteiro do Silvio Alexandre.

É importante visitar o UNIVERSO FANTÁSTICO, site do Silvio, para espiar todos os detalhes. Não se esqueçam de que o evento mudou de lugar e que estamos em ano de crise financeira cortando cabeças (por mais que alguns digam que a crise é coisa de literatura fantástica, meu bolso é prova cabal de que ela existe) , então mexe daqui, mexe dali e a programação se ajusta.

“Eric. Então de onde veio o nome Fantastik se o site não tem nada a ver com o Fantasticon?”

Bem, você sabia que… ?

(1) existe um serviço de telefonia chamado Fantastic.

(2) Existe também um detergente com esse nome!

(3) Existe um site de literatura fantástica chamado Fantastic Fiction.

Você escolhe a opção correta de inspiração! Some aí a transpiração e está explicada a origem do Fantastik.


Sergio Pereira Couto convida:

O mês de julho está chegando e é hora de ajustar as agendas para participar de um evento imperdível. A Livraria Cultura do Shopping Bourbon Pompéia estará, no dia 11 de julho, um sábado, antecipando as comemorações do Dia Mundial do Rock (que rola na verdade no dia 13 de julho, numa segunda).
Para tanto eu entrei em campo para divulgar meu trabalho sobre história do rock que já havia feito com meu livro SEGREDOS E LENDAS DO ROCK, dedicado às lendas urbanas mais famosas do meio. Fui contatado pela Cultura para organizar uma tarde cheia de eventos que contará com o apoio da DISTRIBUIDORA DE VÍDEO ST2 e da REVISTA LEITURAS DA HISTÓRIA, da Editora Escala. Serão quatro horas recheadas de histórias, palestras, vídeos, brincadeiras e brindes para o público.
Confira abaixo a programação clicando no convite:


Segredos do Rock

Dois autores

12:16 pm

O Adriano Siqueira me convidou para participar do site Dois Autores. A idéia é a seguinte: o Adriano começa um conto e o autor convidado termina. Como não podia deixar de ser, Adriano começa falando sobre vampiros e eu vou lá e enfio magia no meio, dando uma aura de fantasia urbana. Como ficou essa bagunça você descobre lendo Concórdia.

Já participaram da brincadeira Juliano Sasseron, Nelsol Magrini, Cintia Lacerda e Camila Moura.

Para quem não sabe, o Adriano Siqueira teve por muitos anos o site que foi referência sobre vampiros na Internet, o Adorável Noite, que hoje morfou para um e-zine.

copyright Fantastik, Eric Novello - design Carolina Vigna-Maru