O autor Kizzy Ysatis divulgou a lista completa dos participantes da coletânea Território V, que sai em agosto pela editora Terracota. Ele está fazendo alguns posts especiais comentando os autores. Juliano Sasseron e Giulia Moon já pintaram por lá. Você pode aproveitar para saber o que de fato aconteceu no programa SuperPobre, já que ele colocou um post explicativo.

A escritora Martha Argel convida a todos para o lançamento de O Vampiro da Mata Atlântica (Idea Editora), na próxima terça-feira, dia 30 de junho, na Saraiva Megastore do Shopping Pátio Paulista. (pertinho da Estação Brigadeiro)

O Vampiro da Mata Atlântica é voltado para o público jovem (ou nem tanto), e traz as aventuras de dois jovens pesquisadores, Xavier Damasceno e Júlio Levereaux, nas matas do Alto Ribeira, no estado de São Paulo. Além de uma natureza exuberante e intacta, com espécies animais raras e uma beleza ímpar, durante seus estudos eles se deparam com uma criatura aterrorizante, e acabam passando por situações que jamais sonhariam enfrentar…

“Escrever este livro foi muito gratificante, pois pela primeira vez consegui combinar a trama e a ação ficcional com minha longa experiência de trabalho em Ecologia de Campo. Fiquei encantada com o resultado, e acho que todos vocês vão curtir também.Além de ter ficado emocionante, O Vampiro da Mata Atlântica descreve com precisão o dia a dia do trabalho realizado pelos cientistas para conhecer e compreender melhor a rica biodiversidade de nosso país”. – Martha Argel.

Em agosto o Fantastik faz 1 ano! Ele nasceu um pouco antes, mas começou a ganhar material em agosto e o blog um ou dois meses depois. Enquanto não subo o material que recebi esses dias, fica aí uma curiosidade: pela primeira vez desde sua criação, o Fantastik está ganhando de lavada do meu site pessoal nas estatísticas.

Queria fazer igual supermercado e falar “O Fantastik faz aniversário, mas quem ganha é você!” Mas essa frase, acho eu, fica para o ANO 2. :)

Jacques Barcia publica um artigo no blog da Shine Anthology falando da cinismo inerente à literatura de ficção-científica brasileira. Por que não conseguimos escrever uma utopia? Somos, em pleno século XXI, ciberpunks de corpo e alma?

“Author Ian McDonald, when talking about his latest novel Brasyl, said the South American giant has always been the country of the future. That’s an epithet that every Brazilian knows by heart for it goes back to the post-war days and through the age of mass industrialization in the 1960s. An idea that became part of our national identity”.

Na íntegra no blog.

O Fernando Trevisan é provavelmente o cara que mais resenha a produção de ficção-científica e fantasia literária no Brasil. Como você pode ver alguns posts abaixo, ele resenhou os dois livros publicados da série Taikodom não faz muito tempo. Dessa vez, o multitask resolveu falar de outra multitask, a Ana Cristina Rodrigues. A resenha é sobre AnaCrônicas, livro de conto e sua estréia em papel, se não me engano.

“Os vinte contos falam de reinos distantes e homenageiam clássicos da literatura fantástica e da fantasia, mas também falam ao presente, tanto por figuras de linguagem como por descrições iluminadas de fatos reais. É o caso do melhor conto do livro, “O mapa para a terra das fadas”, em que uma mãe ajuda o filho a lidar com o luto por perder seu coelho de estimação”.

Na íntegra no Leituras, do Fernando Trevisan.

Queda e Paz

12:30 pm

Ana Cristina Rodrigues, autora de AnaCrônicas, liberou o conto Queda e Paz para leitura online. Ele ficou fora da coletânea oficial por quebrar a unidade do livro, mas vale uma espiada.

“E o abismo olhou de volta. Sorriu e te chamou. O que fazer, senão abrir os braços e lançar-se na escuridão que sussurra teu nome? A sensação de frio percorreu os teus membros, quase congelando o corpo inerte, entregue às forças da gravidade. A tudo esquecias, enquanto a vertigem escura te envolvia em braços de sombra gélida”

Na íntegra no Talkative Bookworm.

Escritor entusiasta publicado na antologia Anno Domini (editora Andross) e criador do Nexus, Éride e Taenarum, José Roberto Vieira inicia seu novo livro e fala um pouco sobre a história e os bastidores de criação. Espia só:

Inicialmente, o Baronato de Shoah (lê-se Shôa), deveria ser um poema que havia prometido para minha namorada. Entretanto, como toda idéia apaixonada, ele não saía da mente. Veio então o desejo de criar um romance steampunk baseado na vida real, explica-se: ano que vem minha namorada vai para o Canadá fazer intercâmbio e eu prometi esperá-la.

É nisso que se baseia a história: um jovem ingressa no exército e promete à namorada voltar dentro de dois anos para se casar com ela. Mas, quando retorna, é com seu uniforme, para dominar a cidade e escravizar seu povo.

O Steampunk é conhecido por ser um gênero de fantasia que mistura a Era Vitoriana com elementos tecnológicos anacrônicos, como submarinos, barcos voadores, carros, e robôs! Tudo movido a vapor! No mundo do Baronato, temos uma mistura desta tecnologia com magia, provinda da nebeldumpf – névoa do vapor – uma estranha mistura de magia e química que substitui o carvão.
Você pode acompanhar a criação do Baronato de Shoah em tempo real pelo twitter @baronatodeshoah ou no BLOG, criado exclusivamente para servir de apoio ao livro.

Ilustradores

12:36 pm

Você sabe que uma parte do site é pouco frequentada quando Allan Poe passa meses listado como um dos ilustradores e ninguém escreve para reclamar nem faz qualquer comentário. Vamos ver o que acontece até o fim do ano, mas provavelmente ‘ilustradores’ dançará na primeira enxugada do Fantastik.

Se você é ilustrador e acha que farei uma grande besteira, mande material para que eu possa registrá-lo no site. Quem sabe se aumentando o apelo não vale a pena manter a seção por aqui?

Nua pensativa

12:34 pm

A ilustradora e escritora Camila Fernandes particiou dos três volumes da coleção Necrópole e também da coleção Paradigmas, além de ter criado a capa de Kara e Kmam e Protocolo Anúbis, sem contar as belíssimas capas da coleção Paradigmas, muito elogiadas.

Dia desses, inaugurou um novo portfolio online, começando com o desenho de uma mulher nua step by step. Passe lá para conferir! A Camila está trabalhando no lançamento de seu primeiro livro de contos e assim que as informações forem liberadas eu divulgo por aqui.

1. Qual a trama de Hansel e Gretel?

HANSEL & GRETEL conta a história de dois irmãos gêmeos albinos e bivetelinos, com um passado trágico, de onde saíram mutilados, vítimas de atos canibais por uma velha antropófaga, em busca do pai na industrial metrópole de Echtra.

Em suas desventuras, eles se deparam com uma garotinha acusada por um homicídio culposo; a apresentadora de um Circo de Horrores; uma dançarina de cabaré mal-humorada; um Mercenário arqueiro e um felino humanóide disposto a protegê-los a qualquer custo! Paralelamente ocorre a trama de uma jovem perturbada e um nefilin disposto a matá-los por propósitos mais complexos do que se aparenta.
Essa é a sinopse-padrão e resume bem a trama, que os leitores poderão conferir em breve.

 

2. Como entram os elementos steampunks da história?

Esses elementos são tanto gráficos quanto conceituais e estão impregnados de forma essencial na trama. Visualmente, o steampunk pode ser notado em toda Echtra, uma cidade industrial, movida a ferro e vapor, onde há construtos com motor funcionando via vaporização, dirigíveis e veículos com um visual diferenciado, trens Maria-Fumaça que viajam pela cidade e em suas entranhas, a vestimenta dos personagens, alguns objetos usados por estes, certos elementos de cenário etc.

Dentro do conceito, o steampunk está ali para explicar a funcionalidade deste universo, a engrenagem que conduz a história principal e a faz se encontrar com as várias subtramas, está na essência dos personagens, seu modo de agir. Está nos braços mecânicos extras de Hansel, no estranho relógio de Alice ou na bizarra máscara de um personagem misterioso que aparece na trama.

O jornalista especialista no universo de animes e mangás, Alexandre Soares (Lancaster), definiu a obra como Fantasia Screampunk, porque além de mesclar elementos fantásticos (a presença de alguém como o ‘vilão’ Turpis, que controla as sombras, por exemplo, algo mais “místico”), com elementos steampunk (cenário, personagens, objetos, explicados acima) e do gênero Terror (há um suspense e fortes dosagens de terror em muitas situações da trama, que também brinca com a bizarria), definiu esta rotulação.

Editorialmente, preferimos não rotular o mangá em gênero algum, para não causar estranhamento num público leigo, já que o objetivo é atingir a todos que queiram curtir uma trama de aventura, com muitas surpresas embutidas, mas é isso.


3. Por que a escolha pelo traço de mangá?

Eu adoro quadrinhos desde que me conheço por gente. Comecei minha carreira de Roteirista com os gibis da Turma da Mônica, ou seja: cartoon, e quis enveredar por outros gêneros, já que sou apaixonado por todos, comics e mangás entre eles. Mas a escolha pelo mangá é pelo fato que sua linguagem cinematográfica é formidável, permite ao contador de histórias gerar uma trama dinâmica e interessante ao mesmo tempo, sem cair no lugar-comum (e isso, assim como em qualquer outro, é possível). O mangá tem toda uma linguagem única, específica, que ao meu ver, para esta trama que eu queria escrever, funcionava mais, sem erro.

Tenho planos futuros para uma graphic novel mais intimista e, na ocasião, por exemplo, contatarei um ilustrador com traço mais próximo dos álbuns europeus, porque o que dita o traço, para mim, é o estilo da narrativa.

Hansel&Gretel, desde sua gestação, sempre teve tudo a ver com mangá. E Ulisses Perez, o excelente desenhista com quem tive o prazer de trabalhar nesta obra, tem um dos traços de mangá mais fantásticos do mercado atual e mundial, inegável!

 

4. Quais as semelhanças entre o conto original João e Maria e seu mangá Hansel&Gretel?

Entenda assim: Hulk, da Marvel, é um personagem único, original, criado pela editora americana. Mas todo seu conceito remete ao Médico e o Monstro (Dr. Jekyll e Mr. Hyde, do Stevenson). Com este mangá é a mesma coisa. Remete, apenas. Parte de um princípio semelhante, mas tomas rumos diferentes. É outra coisa, e de forma alguma é “João e Maria”. E de igual mesmo, só o nome.

Tanto no conto quanto no mangá, as crianças são abandonadas na floresta pelo pai e encontram a Casa de Doces. Mas no original é uma bruxa que transforma tudo em doce e neste quadrinho é uma velha, que cruelmente pratica o canibalismo há anos e se alimenta de crianças ingênuas que batem a sua porta.
Todos conhecem Chapéuzinho Vermelho e notaram pouquíssimas semelhanças entre ela e Lilita Redcap. O mesmo pode ser dito entre Cachinhos Dourados e Sofia Goldynn, entre outros.

Eu os homenageio, colocando um elemento semelhante aqui e ali, ou o mesmo nome, ou até um ponto em comum, como algo em seu histórico ou personalidade. Mas só. Não são os contos recontados por “uma outra ótica” (como o outro mangá da NewPOP, Grimms Mangá, fez de forma competente).

Hansel&Gretel é uma trama original que brinca de forma perversa com o conceito de alguns contos universais e os distorce para narrar uma nova história, plenamente diferente, com novos elementos.

E é muito vampiro para um dia só!
Acaba de entrar no ar o Papo na Estante de número 10!
Dessa vez o espaço do podcast foi dedicado aos vampiros.
Falamos da origem dos mitos e do que rola no mercado internacional.
Teve Drácula, Charlaine Harris, Anne Rice, Tia Stephenie e gente que você nunca ouviu falar, tenho certeza!  Não é porque eu participo não, mas ficou muito bom. Não esqueça de deixar comentários e espiar as dicas de livros no final.

Participaram do papo: Ana Carolina Silveira, Ana Cristina Rodrigues, Eric Novello (eu!) e o capitão Thiago Cabello.

O super Richard Diegues manda avisar:

Hoje, 18 de junho de 2009, a partir das 19:30 horas, estarei junto com mais 12 grandes autores no b_arco (Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 426, em Pinheiros, Sampa) lançando a obra “O Livro Vermelho dos Vampiros”, da Devir Editora.

Um livro que ficou muito bonito, com miolo ilustrado (da Manu Maltez), contos de ótima qualidade (seleção de Luiz Roberto Guedes) e um super tratamento gráfico interno. Vale a pena a leitura!

Quem quiser tomar um chopp (rosè), um Blood Mary ou o tradicional Campari, será muito bem-vindo! Vamos afiar as presas com um pouco de boa prosa.

Pedi para a Nazarethe Fonseca, autora da saga Alma e Sangue, fazer um artigo simples sobre vampiros aqui para o Fantastik. Ia divulgá-lo quando saísse o podcast sobre autores nacionais que escrevem sobre o tema, mas resolvi antecipá-lo. O desafio era falar de vampiros para quem está chegando agora. Sei que Crepúsculo despertou a atenção de uma nova geração para os vampirões e andei sabendo que esse amor pelo livro está fazendo alguns irem contra clássicos como Drácula e Entrevista com Vampiro. Soube até que acusaram a Charlaine Harris (True Blood) de plágio, talvez por não saberem que a série da Sookie já tem quase dez anos e nove livros publicados.

É claro que esse não é comportamento-padrão. A maioria descobriu como é gostoso ler livros de vampiros e está tentando conhecer mais e mais. Aqui no Fantastik, vira e mexe estou falando de autores nacionais como Kizzy Ysatis, Giulia Moon, Martha Argel e a própria Nazarethe Fonseca. Para esses leitores, só tenho uma coisa a dizer: bem-vindo ao mundo do terror e da fantasia! Para amar um livro não é preciso odiar os “concorrentes”, acreditem.

Mas chega de conversa. A pergunta importante é: você sabe o que é um vampiro? Se você acabou de descobrir que vampiro é um dos temas de ouro da literatura nacional e internacional, boa leitura!

Para quem quer informações mais técnicas e detalhados, recomendo um livro excelente chamado O Vampiro Antes de Drácula, escrito por Martha Argel e Humberto Moura Neto. É um livro de referência que conta como os vampiros foram parar na literatura. Qual foi o primeiro conto, a primeira poesia, como eles se transformaram até chegar no que conhecemos hoje. Bom demais.

Ia fazer aqui um post sobre a mesa-redonda sobre literatura e terror que a OPELF está organizando, mas a Martha Argel mandou um e-mail de divulgação completinho, então vou reproduzi-lo aqui devidamente desmembrado:

Martha Argel na mesa-redonda:
No dia 20 de junho, sábado, participarei da Mesa-redonda de Literatura e Terror que será realizada na Livraria Cultura do Bourbon Shopping, a partir da 17h00. Nesse evento assustador, estarei muito bem acompanhada por três cavalheiros ilustres e sanguinários, bem conhecidos por seus textos aterrorizantes: André Vianco, Nelson Magrini e Alexandre Heredia. A mediação será de Janaína Corral.

Leitura de O Vampiro da Mata Atlântica:
Pretendo dar, em primeira mão, uma palhinha de meu romance O Vampiro da Mata Atlântica, que será lançado oficialmente em 30 de junho.

Coletânea O Livro Vermelho dos Vampiros:
Depois da mesa-redonda, a partir das 20h00 autografarei O Livro Vermelho dos Vampiros (Devir e Jacaranda, 2009) antologia organizada por Luiz Roberto Guedes e da qual participo com o conto “Nina e Suzana no shopping”. É possível que outros autores do livro também apareçam por lá. Mais informações sobre esse livro sensacional estão em meu blog, incluindo a lista dos autores participantes, um time de primeira grandeza! De quebra, também vou autografar outras obras minhas.

Organização: O evento faz parte do 2º Ciclo Paulista de Literatura Fantástica, organizado pela OPELF (Oficina de Produção e Estudos de Literatura Fantástica), com o apoio da Livraria Cultura. Mais detalhes sobre o evento estão disponíveis em http://opelf.org .

Quem quiser levar livros antigos, a Martha estará por lá autografando. Sintam-se à vontade!

Lembro a primeira vez que vi um vampiro na TV. Deveria ter uns cinco, seis anos. Ele entrou pela janela do quarto e seus olhos e as roupas que vestia eram fascinantes. Tomou a mocinha nos braços e a mordeu. Lembro que não senti medo, só uma sensação única de curiosidade. Minha mãe ao ser questionada me informou que aquilo era um vampiro. Era um morto-vivo que bebia sangue dos vivos. A resposta foi satisfatória, mas a imagem disse muito mais.

O vampiro é certamente uma das criaturas mais polêmicas que conhecemos. Penso hoje que, quando foi lançado Drácula, eles assumiram o controle. Publicado em 1897, Drácula recebeu uma acolhida significativa. Mas o importante é que o vampiro ganhou naquele momento uma face e poderes que jamais seriam esquecidos. Bram Stoker deu forma a um mito e desde então a imortalidade e a sede de sangue nunca mais foram as mesmas.

Dizer o nome Drácula é o mesmo que dizer vampiro. O que eles são, de onde vêm, como vivem é outra historia. O que bebem todo mundo já sabe.

Belos e repugnantes, bonzinhos e malvados, os vampiros tem sido uma das formas de terror mais recorrentes na literatura e no cinema. Eles vêm derramando rios de sangue e produzindo milhares de fãs.

No século vinte continuaram influenciando artistas de todas as áreas, músicos, escritores e cineastas. Um dos exemplos mais conhecidos é Anne Rice e sua obra rebuscada. Os livros conhecidos como Crônicas Vampirescas têm força e erotismo capazes de construir outro mundo. O sofrimento, a angustia, a crueldade e a homossexualidade que seus vampiros possuem deram a essa criatura traços humanizados e de fácil conexão. Não fosse a sede de sangue e a imortalidade, eles se enquadrariam muito bem na sociedade. Tem sua busca por Deus e querem respostas para seus dramas, chegam a ser comoventes. A filosofia e as questões existenciais os sacodem com a mesma forma que o desejo e o sangue. Anne Rice conseguiu dar nome a um vampiro que jamais será esquecido, Lestat. É um nome para se dizer com prazer e de preferência num sussurro. E afirmo: se não acredita em imortalidade você precisa conhecer um vampiro.

Eles estão cada vez mais fortes, belos e jovens e seduzindo todo aquele que ousar desafiar seu poder.

Matar é fácil, mas só um vampiro parece matar com estilo, um beijo vampiro é algo para se levar além do túmulo. Mas nem tudo é passado. Drácula usava uma capa bem ao estilo de sua época. Quem diria que teríamos atualmente vampiros de jeans e tênis e freqüentando o ginásio? Claro, histórias de vampiros não são coisa para crianças, ou são? É, a face do vampiro conseguiu mudar novamente e incorporar o espírito de nossa época.

Este vampiro com ar de anjo e sede de sangue vive numa cidade interiorana chamada Forks. Uma cidade chuvosa que possibilita a família de vampiros circular durante o dia e se misturar com os meros mortais. O fato é que em vez de ficarem entediados eles tentam ser produtivos. Um pratica medicina, os meninos estudam, investem na bolsa de valores, jogam bola e tentam ser o que jamais serão: normais e mortais. Tem coisa mais americana? Uma fantasia delicada e com tempo certo para começar e acabar, afinal eles não envelhecem.

Drácula era romeno e lutou pela igreja católica até se sentir traído por ela. Daí em diante só maldição e danação.

Fiquei me perguntando se não é cansativo para um vampiro observar nossos modos tão previsíveis. É interessante ver um vampiro com ares de adolescente freqüentando as aulas direitinho. Com tudo para ser desajustado, Cullen é digno de respeito e distância dentro de sua comunidade, reforçando a idéia da integração com que os jovens logo se identificam. Controle mental ou simplesmente a aura de poder que todo predador exerce sobre suas presas?

Há ainda muito para ser estudado e revisado nesse livro que mistura realidade e fantasia na mediada de sua autora acreditou ser certa e que funcionou maravilhosamente. Se tem uma coisa que não podemos contestar é o sucesso de Crepúsculo e a legião de fãs que ele conquistou.  São convincentes e ricos. Ao meu ver, a cidade lhes pertence. Eles são os senhores e os habitantes são suas ovelhas.

Mas falta falar sobre uma ponta desse romance. Filha de pais divorciados, Bella tem poucas roupas e dirige uma picape velha. Ela tem tudo para ser a mocinha perfeita. É sincera e forte, apesar de não acreditar em si, mas também é atrapalhada e frágil, uma pessoa comum. Ela conquista a atenção de Edward mais pelo cheiro do que pelo físico. É essa a fórmula de um bom romance adolescente que também pode conquistar uma jovem mulher de trinta anos. E sabe por quê? Todos nós já fomos adolescentes e nos sentimos irremediavelmente apaixonadas por aquele menino da escola que não nos dava bola, vocês lembram?

Sem falar nos limites impostos por um amor proibido. Será que existe coisa mais saborosa que o amor proibido? Duvido. Um vampiro que não morde e que brilha. Junte a tudo isso um pouco de ação e violência controlada, um mocinho misterioso de pele pálida e você pode ter certeza, não tem príncipe num cavalo branco que consiga vencer o chame desse vampiro.

Bem, Edward não levou Bella para o seu caixão, como Jan Kmam fez com Kara Ramos, no meu romance Alma & Sangue, O despertar do Vampiro. Jan Kmam é um vampiro cheio de carisma e sorrisos enigmáticos, olhares devastadores e não dispensa um bom pescoço. Adora velocidade, tem uma moto, usa botas de quase três séculos! Ele é o favorito do rei. Além de ótimo espadachim sabe fazer magia, dança reggae, sabe tocar piano e gosta de poesia. Um tanto mandão e possessivo, mas dentro de seus belos olhos está um romântico incurável. Kara está acostumando-se a ele e ao mundo dos vampiros, mas na maioria das vezes pisa na bola e tem de enfrentar as conseqüências e elas são bem cruéis.

Na série Southern Vampires de Charlaine Harris, que foi adaptada para a TV no seriado True Blood, a temática não é diferente. Os vampiros são extremamente sensuais e se misturam com a sociedade causando espanto, admiração, amores e ódios. Sexo e drogas são uma constante, assim como sangue em garrafas.

O fato é que vampiros são imortais, enquanto os príncipes ficam velhos e chatos. Brincadeiras à parte, os vampiros têm algo de extremo em sua natureza, a capacidade de nos mostrar que somos frágeis e vivemos uma vida curta. Ela deve ser aproveitada ao máximo. Esta lição faz o coração bater mais forte e nos impulsionar para as aventuras. E já que o tempo é curto, nunca desperdice um bom livro!

Se você ainda não sabe o que é um vampiro, por favor, tente descobrir. Literatura, filmes e seriados não vão faltar, eu garanto. Mas lembre-se: mantenha a mente aberta. Eu tenho certeza, mesmo daqui a mil anos ainda vamos ouvir falar deles. É claro, nós já estaremos mortos, mas eles continuarão vivos na imaginação e nos sonhos dos que virão.

O super Fernando Trevisan acaba de liberar a resenha de “Crônicas“, de Gerson Lodi-Ribeiro.  O livro traz contos que se passam no universo do Taikodom, RPG online brasileiro de ficção-científica. Você pode aproveitar também para espiar a resenha de Despertar, de J.M. Berlardo, esse um romance space ópera no mesmo universo.

Ainda não li nada do Berlardo, mas o Gerson é certamente um dos grandes escritores brasileiros que se dedicam à literatura fantástica.

Nelson Magrini chega ao último capítulo de sua saga online, O Portador da Luz.

“Ignorando a força militar que se movimentava e se dirigia às pressas, para o Corcovado, Moisés apenas aguardava, olhando constantemente em seu relógio. Naquela manhã, os demais trabalhadores haviam sido dispensados, e ele se encontrava ali sozinho, compartilhando aquele momento de paz, apenas com o vento e o céu límpido e ensolarado”.

Na íntegra no Fontes da Ficção.

O site Letra  e Vídeo está de volta à ativa. A proposta é misturar música e literatura, então você vê o vídeo e lê o conto, não necessariamente nessa ordem. Marcelo Jacinto Ribeiro está participando com Sweet about me da Gabriella Cilmi. Vale escutar com calma e procurar outras músicas no youtube. Fica a dica para Einstein e Save the Lies. Logo abaixo tem Ricardo França com o supergrupo Blacmore’s Night. O conto é baseado em Street of Dreams.

Solarium

10:33 am

Mais um livro cadastrado aqui no site.
Solarium é uma coletânea de ficção-científica da editora Multifoco.

Solarium

Solarium

Solarium

2:31 am

Solarium

Release:

“Por que, apesar de filmes de Ficção Científica terem sempre bom público no Brasil, não conseguimos fazer com que o interesse permaneça o mesmo quando se fala em literatura?”

Foi pensando nisso que chegamos a uma conclusão: faltam oportunidades para os autores brasileiros publicarem suas ideias.
Uma simples pesquisa na internet e podemos descobrir milhares de textos sobre o assunto: são contistas e romancistas apaixonados pelos mistérios da Ficção Científica em todas as suas vertentes. São blogs, sites, fanzines, comunidades, grupos de discussões, todos falando deste assunto apaixonante. Mas procure publicações impressas e você verá que a quantidade cai drasticamente. Aparentemente, as editoras não acreditam muito no futuro da FC brasileira.

Foi então que a antologia Solarium começou a tomar corpo: uma plataforma de lançamento para novos autores, jovens não apenas de idade, mas principalmente, de alma. Interessante notar como dos 15 aos 50 anos, todas as faixar etárias se fizeram presentes.

Aos poucos eles foram chegando, de todos os cantos do país e até de Portugal: sérios ou bem-humorados, filosóficos ou divertidos, pessimistas ou otimistas, inocentes ou maliciosos, costurando um mosaico de cores e situações tão diferentes entre si quanto parecidos na sua essência, mas sempre se mostrando, sem medo de revelar o que pensam que nos espera lá adiante, onde os olhos ainda não alcançam. Em suma, Ficção Científica.

Todos prontos? Então bem-vindos ao futuro. Este é o convite que a antologia Solarium faz àqueles que não têm medo de vislumbrar o que ainda está por vir. Cidades perdidas, seres de outros planetas, batalhas monumentais, galáxias distantes, tudo isso faz parte do inconsciente coletivo dos que, um dia, se apaixonaram pelo mundo fantástico da Ficção Científica. Convidamos você a desvendar conosco o grande mistério que é o futuro, este eterno desconhecido…

Autores:
André Garzia, Chico Anes, Danny Marks, Emanoel Ferreira, Frodo Oliveira, Gabriel Zigue, Hugo Vera, Humberto Amaral, José Geraldo Gouvêa, Larissa Redeker, Lino França Jr., Luiz R. Farias Jr., Magalhães Neto, Marcelo Andrades, Márcio Aragão, Marcus Vinícius Da Silva, Nuno Lago, Pablo Casado, Ricardo Delfin,  Ronaldo Luiz Souza, Sabine Mendes, Victor Stéfano.

SOLARIUM – Contos de Ficção Científica
Editora Multifoco – 2009
Organizado por: Frodo Oliveira
Nº de páginas: 178

Para manter a tradição, de vez em quando o Fantastik divulga suas estatísticas.
Em maio o site bateu a marca de 3200 visitantes. O Brasil lidera o número de visitações, como era de se esperar em um site voltado para literatura nacional. Portugal manteve a força, aparecendo em quarto com um número bem expressivo. Outro participante bacana da lista foi Moçambique, lá no final da lista.

O número de visitantes que passam mais de 15 minutos no site caiu dos 9,5% costumeiros para 7,4%, o que quer dizer que tem mais gente ligada aqui no blog do que fazendo pesquisa nos arquivos. Como tenho colocado muito mais link externo do que interno, essa pode ser uma das causas. 2% da cambada passou mais de 1 hora por aqui. Quanto mais tempo, mais material, já que os lançamentos não param.

Vampiros continuam sendo o principal chamariz. A coletânea paga O livro negro dos vampiros foi o livro mais visitado, seguido de O vampiro antes de Drácula, livro de referência para qualquer amante do tema. A autora, Martha Argel, também aparece bem posicionada, acredito que não só pelo bom desempenho contínuo  de “O vampiro…”, mas pela entrevista de divulgação de seu novo livro, O Vampiro da Mata Atlântica.

Ainda na área dos dentuços, Kizzy Ysatis e Giulia Moon somaram mais de 100 visitações. O Kizzy é muito popular entre fãs de vampiros e está lançando em breve a coletânea Território V. A Giulia Moon também tem uma longa história entre os fãs vampirescos e dispensa apresentações. Em breve pinta por aqui uma entrevista sobre o seu novo livro, Kaori – Perfume de Vampira. Quem não conhece o trabalho dela, vale  a pena, corra atrás.

Duas séries de literatura fantástica também fizeram bonito por aqui: Necrópole I, II e III (Vampiros, Fantasmas e Bruxaria) e Paradigmas volume 1 e 2. As duas coletâneas são muito boas. Necrópole já é um clássico entre os fãs de terror. Paradigmas é um projeto fresquinho, foi lançado esse ano e traz grande parte dos novos autores na ativa nesse momento.

Voltando das sombras, os podcasts do Papo na Estante bombaram. Aqui no site tenho os 2 primeiros episódios, mas já estamos no 9º. O Thiago Cabello montou um puta site para o podcast, com entrevistas com autores de fantástica e mainstream e resenhas do jornalista Alfredo Monte. Falando no Alfredo, o artigo dele sobre o Poe é sucesso desde que entrou no ar. Quem já leu sabe o motivo. O cara escreve muito bem.

Os outros dois artigos também fizeram bonito. Cristina Lasaitis analisa em seu “O que é ficção-científica, afinal?” os subgêneros da ficção-científica. Distopia? Utopia? Passe lá para entender. Já Rober Pinheiro faz um apanhado geral sobre A song of ice and fire, o livro de George RR Martin que é desde já um clássico da fantasia do mesmo porte que Senhor dos Anéis. Não traduzido no Brasil, infelizmente.

Defendendo a ficção-científica, o destaque fica por conta do escritor Roberto Causo que, sempre vale lembrar, contribuiu com várias das capas presentes no Fantastik.

Para variar, 90% dos visitantes usam Windows. Nos navegadores, Firefox perdeu a primeira posição para o Explorer, agora com 46,5%.

Nas palavras de busca, Fantastik, Outras copas Outros mundos, Espelhos Irreais e Juliano Sasseron, entre outras.

Nocturna

5:11 pm

Os vampiros são as criaturas mais sugadas da literatura fantástica. Ter namorado vampiro então, nem se fala, parece ser a fórmula do sucesso. Declarar que Drácula é nojento pode ajudar a aumentar as vendas também. Mas o post é para anunciar que o primeiro capítulo de Nocturna já está disponível em PDF. Nocturna é a primeira novela vampiresca do Guillermo del Toro, que planejou uma trilogia. Parece que a tendência atual é combater a imagem do vampiro bonzinho, dentro e fora do mercado. Vamos ver o que acontece.

A Livraria Cultura, em parceria com a editora Universo dos Livros e a produtora Tudoteca, promove o ciclo ‘Sociedades secretas’, reunindo o público interessado com membros e pesquisadores do assunto. Apresentados pelo jornalista e escritor Sérgio Pereira Couto, autor dos livros ‘Sociedades secretas’ e ‘Sociedades secretas – O submundo’, as palestras trarão, a cada mês, uma sociedade secreta diferente, das mais populares, como a Maçonaria e a Rosacruz, às mais desconhecidas,como a Sociedade Teosófica e os diversos grupos ligados ao mago Aleister Crowley. Este encontro terá como tema ‘O Priorado de Sião’, que traz a público páginas inéditas do Dossiê Secreto encontradas na Biblioteca Nacional de Paris sobre o Priorado de Sião.

O Sérgio Pereira Couto é autor de inúmeros livros sobre o tema. Aqui no Fantastik só estão listados os romances, mas com uma busca rápida no google ou no site da Cultura você mata sua curiosidade.

Dia 4 de junho, 19h30, na Cultura do Bourbon Pompéia.

O site Estronho e Esquésito acaba de publicar o conto De traição e sombras, de Rober Pinheiro. O contro traz um dos confrontos do personagem Lupus, um lobisomem que atormenta a jornada de Deiv no livro Lordes de Thargor. O site do MD Amado tem contos a perder de vista. Passe lá.

Aproveite também para ler o artigo que o Rober escreveu sobre Canção de Gelo e Fogo, de George RR Martin. Se você curte Senhor dos Anéis e nunca ouviu falar do Martin, essa é uma boa oportunidade de se atualizar e descobrir um novo vício literário.

copyright Fantastik, Eric Novello - design Carolina Vigna-Maru