“A arte de Martiniere é digital, mas se percebe a mão do artista em cada ilustração. Ela empresta algo de John Berkey (que só usou o pincel a vida toda) e dos artistas ingleses como Chris Foss, para criar uma arte rica em planos, estruturas tecnológicas, brilhos e texturas, com um pendor para um gigantismo que torna humilde a presença humana. Há uma qualidade hard nas suas criações, mas também atmosferas românticas e calorosas”. – Leia a íntegra da resenha de Roberto Causo sobre Star Trek no Terra Magazine.

Em 20 dias, Star Trek já arrecadou $284 milhões em bilheteria mundial. Curiosamente, aqui no Brasil o filme está perdendo de lavada para Wolverines e Anjos e Demônios da vida.

Mangá Steampunk Nacional? Agora tem: Hansel & Gretel.

Hansel e Gretel são gêmeos univitelinos e albinos, que começam a trama com 13 anos. Sua ligação é tamanha, que mesmo distantes, podem sentir um ao outro.
Num passado trágico, quando mais jovens, foram supostamente abandonados pelo pai no Bosque de Sidh, uma floresta gigantesca daquela região de mesmo nome. Passaram semanas perdidos, com fome e frio, até avistarem uma bela e visualmente acolhedora casa com tijolos de chocolate, janelas de caramelos, porta de biscoito, telhados de mel… E uma senhora, aparentemente simpática, disposta a cuidar dos dois pequerruchos.

Poster

Não demorou muito para as máscaras caírem. A mulher se mostrou uma velha antropófaga, que aprisionou Hansel e o forçou a se alimentar de guloseimas para que engordasse e então pudesse comê-lo futuramente. Para lhe ajudar, tornou Gretel sua empregada. No processo, a garota foi petiscar alguns doces, mas não sabia que aqueles tinham ácido no recheio… E hoje usa próteses dentárias e uma língua artificial.
Seu irmão quase foi devorado pela velha, mas foi salvo por ela a tempo. Ainda sim, no que antes eram partes do lombo do garoto, agora placas metálicas cobriam o que faltava. Seu coração atualmente é feito de uma estrutura mecânica e funciona movido a vapor – outras das invenções da menina.

Personagens

 

Recebi um convite pelos contatos do Fantastik para conhecer um novo autor e compartilho aqui com vocês:

Olá, Eric! Gostaria de lhe fazer um convite para visitar minha página. Sou escritor e inaugurei um site com versão gratuita do meu livro em pdf: Hylana nas Terras de Lhu. O site está indicado logo acima, mas também tenho um blog.  Se puder dá uma passadinha por lá pra conhecer. Um abraço.

Tive o prazer de entrevistar a Nazarethe Fonseca, criadora da série Alma e Sangue e uma amigona dos anos recentes. Apesar do livro ter sido um best-seller, a Nazarethe passou por uns bocados. Saiu da primeira editora e demorou bastante para conseguir a segunda. Felizmente, a série está de volta numa produção caprichada. Na entrevista, a Nazarethe adianta as novidades e conta como foi camelar até voltar ao mercado. Em breve a divulgação da capa por aqui.

Se quiser ver a capa da versão antiga do Alma e Sangue (Novo Século) e ler um trecho de Kara e Kmam (lançado pela editora Tarja), é só visitar a página da Nazarethe Fonseca dentro do Fantastik.

” Depois de um ano de trabalho, está previsto para agosto o lançamento de Pequenos Heróis, um álbum com histórias em quadrinhos sem balões que presta homenagem aos personagens da DC Comics. O projeto, contudo, não tem vínculos com a editora norte-americana. É uma iniciativa de quadrinhistas independentes brasileiros, liderados por Estevão Ribeiro, roteirista das histórias, e pelo ilustrador Mario Cesar, editor e ilustrador de uma das histórias”.

Na íntegra na universo HQ.

Espelhos Irreais é a primeira antologia lançada em papel pela Fábrica dos Sonhos. Mas é também o cartão de visitas da Fábrica, que vem coroar quatro anos de trabalho, esforço e dedicação de seus operários e de sua gerente, Ana Cristina Rodrigues. A Fábrica dos Sonhos é uma reunião de pessoas de várias partes do Brasil, em torno de um objetivo em comum: desenvolver a própria escrita, através do exercício e da crítica aos seus textos feitos pelos colegas. Parece simples, mas exige disciplina e organização, para que o objetivo não se desfaça pelo caminho e tudo se torne apenas uma grande bagunça, senão mais uma lista falecida nos vastos campos da internet”. – Ana Carolina Silveira.

A Editora Multifoco concentra toda a sua distribuição no site. Então para comprar o livro é mais fácil passar por lá.

“No Universo Ficcional (UF) de Taikodom, literatura e game se fundem em um único enredo. São narrativas que conduzem a um futuro distante. Uma era onde os costumes e as convenções impostas pelas sociedades humanas que conhecemos hoje já não existem mais. O jogador-leitor entra em um universo repleto de mudanças. É convidado a desbravar novos sistemas estelares, a conhecer diferentes estirpes humanas e a enfrentar desafios inimagináveis para nós, terrestres”

Se você passou os últimos anos escondido numa caverna e ainda não conhece o taikodom, esse texto é um bom lugar para começar.

“Ele ainda conta que o interessante é que o Steampunk não possui uma filosofia, ou seja, permite que as pessoas tenham visões diferentes. “Há pessoas que vão se interessar pela era vitoriana e as estruturas sociais, outros vão se identificar pelos movimentos radicais e ainda têm aqueles que não têm qualquer interesse por isso, mas gostam pelo estilo de se vestir e comportamento. Isto o faz ser um movimento que reúne pessoas diferentes, mas que ao mesmo tempo faz parte de uma única coisa”.

Matéria sobre Steampunk no site da Universidade Metodista de São paulo, por Bruna Gonçalves.

Repassando a dica do Fábio Fernandes, que por sua vez pegou no Her Wonderland.

“Esta animação indicada para o Oscar e o prêmio BAFTA é award, Jasper Morello é um curta de animação (cerca de 26 minutos) steampunk interessantíssimo, dirigido por Anthony Lucas e inspirado pelas obras de Edgar Allan Poe e Júlio Verne” – F. Fernandes.

“Fico pensando que talvez seja culpa da TV, talvez seja culpa do cinema. Talvez seja a falta de efeitos especiais que mina a imaginação como um todo, de técnicos, diretores e roteiristas, e acabe contaminando os escritores. Onde estão os navios piratas? Ainda estamos muito condenados à realidade. Escritor brasileiro escreve sobre problemas amorosos, as contas a pagar, a violência das cidades, mas não sobre a praga de zumbis que subcutaneamente assola todos nós. Falta imaginação”. – Santiago Nazarian, no blog Jardim Bizarro.

Recebi esse convite da Martha Argel.
É uma coletânea vampiresca misturando autores de literatura fantástica e de mainstream.
Bacana quando as divisões caem e resta só uma boa história, não? O livro está cheio de gente fera, alguns conhecidos (meus), outros não. Quem puder ir no lançamento, está aí o convite. Quem não puder, corra atrás depois porque tenho a forte impressão de que é um livro que vale o seu dinheiro.

Parabéns Martha, Santiago e Richard (que nem me contou da existência do livro!)!

Livro vermelho

Rober Pinheiro, autor de Lordes de Thargor, avisa em seu site:

Surgiu uma oportunidade muito bacana pra quem ainda não leu Lordes de Thargor (e, de repente, até pra quem já leu tbm). Os sites Literatura Fantástica e Cranik, ambos comandados pelo Ademir Pascale, estão sorteando um exemplar autografado do livro Lordes de Thargor, o Vale de Eldor. Pra concorrer, basta acessar a página da promo, inserir os dados de contato e responder à pergunta:

“Qual a sua opinião referente à literatura fantástica no Brasil, hoje?”

Pronto! A melhor resposta, leva.

Então, não perca tempo. Acesse www.literaturafantastica.com.br

ou CRANIK e bote a cuca pra funcionar.

Essa foi dica da Ana Cristina Rodrigues pelo twitter. Nada menos do que China Mieville entrevistando Ursula K. Le Guin.
É um arquivo em áudio, ouvidos atentos.

True Blood

7:52 pm

Excelente matéria no New York Times sobre Charlaine Harris, criadora dos livros que inspiram a série True Blood. Se você nunca ouviu falar de Dead until Dark e de Sookie Stackhouse, hora de guardar Crepúsculo na prateleira e abrir seus horizontes vampirescos.

True Blood

Aproveitando o clima Papo na Estante, fui entrevistado para o site e essa semana o material entrou no ar. É um papo bem geral sobre literatura, internet e mercado no Brasil. Auto-recomendação não é muito meu clima, mas essa vale a pena! Entrevista comigo, Eric Novello, no Caderno de Perguntas do Papo na Estante, também capitaneado pelo Thiago Cabello.

Por enquanto, já participaram os vampirescos Martha Argel e Kizzy Ysatis, Eduardo Spohr autor de Batalha do Apocalipse e Daniel Salgado autor de O Caçador de Gigantes (editores, coloquem esse nome no seu mailing).

Mais uma edição do Papo na Estante está no ar!! Dessa vez falando dos filhos de Tolkien! Não, nem os legítimos nem os ilegítimos. Estou falando daquele pessoal que chupa a mitologia do Tolkien até sentir os ossinhos estalarem. Sabe aquele livro que você leu com anões que odeiam elfos? E aquele em que os elfos odeiam os anões ainda mais? Sabe aquele outro com orcs no caminho do herói? Que provavelmente é baixinho e tem os pés grandes? E sabe isso tudo multiplicado por mil?? Foi esse o nosso debate! É preciso copiar Tolkien para fazer uma fantasia clássica?

Como sempre o tema principal escapa para assuntos paralelos. Foi inevitável falar de alta fantasia e Bússola de Ouro, por exemplo. Para quem está pensando em escrever dentro desses gêneros, fica aí recomendadíssimo. Papo na Estante 08 – A Herança de Tolkien. Naquele clima descontraído de bate-papo de boteco que você já conhece.

01. Qual a relação entre Lobo Alpha e Código Criatura?

Código Criatura é a sequência de Lobo Alpha. É uma aventura cheia de reviravoltas, como a primeira, e traz de volta as Criaturas, humanos com o poder de se transformar em animais. E o livro também segue a proposta do anterior, a de misturar texto e HQs para contar a história.

02. Pode adiantar alguma coisa sobre a tal criatura simpática da capa?

Ah, é um dragão vermelho, responsável por, digamos, inspirar os poderes de uma das personagens, a Amy. É um personagem que tem uma simbologia muito forte, pois é um ser que resume em si a força criadora e destrutiva do universo. E o código que os personagens, na história, devem decifrar (o Código Criatura) está ligado a ele.

3. Escrever sobre lobisomens ajuda na hora de contar as relações entre os personagens?

Na verdade, este livro traz humanos com poderes de mutação em animais. Então, não utilizo os conceitos referentes aos lobisomens. Faço uma brincadeira, sim, com os vampiros, que fazem uma participação especial na trama e são chamados de hematófagos.

4. Mais novidades pela frente?

Em junho, estarei relançando O Arqueiro e a Feiticeira, primeiro livro da saga A Caverna de Cristais, pela Idea Editora. Já no segundo semestre, a Jambô vai lançar outro livro meu de aventura, Kimaera – Dois Mundos. Também no segundo semestre sairá a antologia de contos que estou organizando para a Andross Editora. É a Dimensões.BR, só com contos de literatura fantástica que tenham o Brasil como cenário.

Dica de livro:
Um livro muito gostoso de ler é o romance policial A mulher que desvendava a morte, de Ariana Franklin, da Rocco. A história se passa no século XII, na Inglaterra, e traz como protagonista uma médica legista (algo extremamente raro na época, ainda mais por ser uma mulher) que precisa desvendar o assassinato de quatro crianças e, de quebra, lidar com um temido serial killer.

E o lançamento é agora nessa sexta-feira, no Bardo Batata!
Se você não sabe do que se trata essa nova coleção de contos de fantasia, ficção e terror, tenho duas pistas para você: Página com o resumo dos contos e autores do primeiro livro mais uma entrevista com organizador do projeto.

Helena Gomes lança Código Criatura! Dia 16 de maio.
Em breve uma mini-entrevista falando sobre o livro.
Clique no convite para ampliar e saber mais!

convite_codigocriatura

O Ciclo continua no sábado, 9 de abril, às 11h00, na unidade Bourbon Shopping Pompéia, confira abaixo a programação:

11h00 Workshop* – Escrevi, e agora? O Caminho até o objetivo-livro com Ana Cristina Rodrigues

Nesta palestra a Ana Cristina Rodrigues, apresentará os mais variados aspectos da fantasia e terá como tema ‘Escrevi… E agora? – O Caminho até

o objetivo-livro’, uma oficina sobre o que fazer com o livro escrito e como publicar.

* evento pago, inscrições no site, inscreva-se.

17h00 Mesa-Redonda de Fantasia

Neste ano a mesa-redonda terá a mediação da OPELF, representada por Janaina Azevedo.

+ Cláudio Villa + experiente livreiro, jogador de RPG e autor do romance de fantasia, Pelo Sangue e Pela Fé, mantém um blog e também uma enciclopédia com informações mundo do seu livro, no site Mundos de Mirr.

+ Ana Cristina Rodrigues + autora, historiadora e uma das figuras mais ativas da literatura fantástica nacional. Idealizadora de projetos como Fábrica de Sonhos, mantém um blog e ainda, moderadora as comunidades de Ficção Científica e Escritores de Fantasia no Orkut. Ana é Diretora do CLFC, e autora AnaCrônicas – Pequenos Contos Mágicos. Organizadora da coletânea Espelhos Irreais.

+ Rosana Rios + escritora, artista plástica, roteirista de programas de televisão Estreou como escritora de literatura infantil em 1988, tendo publicado mais de cem livros em seus mais de vinte anos de carreira. Mais informações sobra suas obras podem ser encontradas em seu blog.

Mauro Trevisan + escritor, editor, roteirista, redator, publicitário, DJ, letrista. Um dos criadores do mundo Tormenta e editor dos romances da série. Foi editor da Revista Dragão Brasil e atualmente dá dicas para autores no seu blog.

Além do debate com os participantes da mesa e as perguntas do público, o evento terá atrações multimídias que visam divulgar a produção nacional.

20hs + Lançamento do livro “Espelhos Irreais” da Fábrica dos Sonhos
Em parceria com a editora Multifoco e a OPELF, a Fábrica dos Sonhos faz o lançamento da sua primeira coletânea, Espelhos Irreais.

A Livraria Cultura do Bourbon Shopping Pompéia  fica na Rua Turiassú, 2100 – São Paulo/SP – Próximo ao Metro Barra Funda.

Para aqueles que são adeptos do Google Maps, eis o link, clique aqui.

 

Mais informações, consulte o site da OPELF – www.opelf.org
Contatos: contato@opelf.org ou pelo telefone (11) 2212-7539

A Ana Cristina Rodrigues está lançando a campanha Espelhos Irreais.
A editora Multifoco lançou um selo editorial voltado para coletâneas de literatura fantástica e o primeiro projeto foi a coletânea Espelhos Irreais, da Fábrica dos Sonhos. O futuro do selo depende do sucesso de vendas desse livro. Se você curte fantasia, se já jogou D&D, gosta de fantasia clássica e variantes, certamente você vai se interessar pelo livro. Ajude a divulgar! Quem sabe não é esse selo que vai publicar o seu primeiro conto em papel?

Passe na página da campanha para saber mais e adquirir o seu exemplar.

Fala Freela!

7:42 pm

Ligeiramente off-topic, mas acho que pode ajudar muita gente por aqui pelo que tenho visto em comunidades e papeado no msn. O Fala Freela é um podcast voltado para freelancers e um dos episódios abordou superexposição na Internet. Estamos sempre defendendo orkut, twitter, site pessoal, todos os meios possíveis e imaginários para divulgar nossos trabalhos. Mas quando isso passa a ser superexposição? Você sabe identificar a diferença entre um e outro? O que vale a pena e o que é deslize?

Se estiver afim de ouvir a opinião de freelancers com bagagem para repensar suas estratégias online, já sabe onde clicar. #ficaadica.

Carlos Orsi acaba de disponibilizar um e-book de graça.

“Uma ótima e uma má notícia para os leitores de ficção científica do Brasil. Carlos Orsi, um dos melhores escritores do gênero fantástico de nosso país, tornou disponível em versão e-book um romance voltado para o público juvenil. Nômade – Uma narrativa da grande viagem descreve o cotidiano de uma nave de geração, ou seja, uma em que a distância percorrida é tão grande que atravessa os anos, obrigando a tripulação e os passageiros a viver naquele ambiente, alguns não conhecendo outro tipo de lar ao longo da vida”. – Romeu Martins.

Para ler a notícia na íntegra, visite o site Terroristas da Conspiração. Lá tem link para entrevistas, resenha de outros trabalhos do Orsi e mais uma penca de informações.

Fábio Fernandes avisa que saiu conto novo dele na revista online americana Everyday Weirdness: The Arrival of the Cogsmiths (oil on
canvas, by Turner, 1815)
. Frankstein nunca foi tão steampunk. Falando em Steampunk, está na hora da Sociedade Steampunk aparecer por aqui. Mas voltando ao assunto, o conto do Fábio é meio que uma continuação de The Boulton-Watt-Frankenstein Company, publicado em fevereiro na mesma revista.

Ainda não montei página do autor aqui no Fantastik, mas espero resolver isso em breve. Quem ficar curioso, é só passar no Pós-Estranho e conhecer o homem que não dorme e lê na velocidade da luz.

O bom e novo podcast Papo na Estante mudou de casa e agora tem um site muito bacana! É um projeto que ainda está no começo, mas já tem muito material disponível. Os papos são divertidos, despretensiosos e a gente fala o que dá vontade. Se a gente gostou do livro fala numa boa, seja Harry Potter ou Paulo Coelho, se não gostou fala da mesma forma, seja vizinho, amigo ou desconhecido. Largar livro no meio? Vergonha nenhuma, seja Neil Gaiman ou Baudelaire. O podcast é aberto a e-mails, o ouvinte que faz o comentário mais bem sacado recebe um livro grátis, e toda pedrada é bem-vinda.  No site você ainda encontra resenhas literárias do Alfredo Monte, que escreve para o jornal A Tribuna. Informação é a palavra-chave. Passe lá na casa nova e deixe seus comentários.

Entranhas

10:59 pm

Esse começo de ano está agitado por aqui. Para quem piscou, as entranhas do Fantastik ganharam mais recheio:

Crônicas de Taikodom, do Gerson Lodi-Ribeiro,

Deixando de existir, de Goulart Gomes, e

O Elo de Marcello Salvaggio e Valerio Oddis Junior.

Também teve entrevista com a Martha Argel falando do próximo livro, O Vampiro da Mata Atlântica. Basta clicar em Entrevistas. Entra mês e sai mês, a Martha é um dos big hits aqui do site. Além disso, é responsável por outra constante nas estatísticas, o livro O Vampiro Antes de Drácula, referência para qualquer um que se interesse pelo tema.

As entrevistas, ou mini-entrevistas como prefiro chamar, saíram aqui do blog e viraram item de menu. Então quem passar por aqui para ler as entrevistas da Martha Argel sobre O Vampiro da Mata Atlântica ou a do editor Richard Diegues sobre o projeto Paradigmas, é só clicar no menu e depois em entrevistas. Combinado? As perguntas por aqui serão sempre direcionadas a um livro ou projeto do autor, então não espere saber sobre a vida sofrida de quando pequeno, dos traumas de infância nem nada parecido. Pelo menos por enquanto! Se as visitações caírem eu entrevisto até a Mulher Caviar, ou tem algo mais New Weird do que essa nova geração de Mulheres Frutas e Mulheres Pratos Exóticos?

1. Qual a ideia por trás de O Vampiro da Mata Atlântica?

O VdMA nasceu de uma situação que imaginei, envolvendo um biólogo e um vampiro. Era para ter uma página e meia, mas saiu um conto de quinze páginas. Meus leitores-beta gostaram do conto, mas acharam insuficiente para explorar todo o potencial do enredo. Então o ubíquo Silvio Alexandre deu a palavra final: transforma em livro. Foi o que fiz.
Na época, estava fascinada pelo romance A Terrible Beauty, da canadense Nancy Baker, que usa elementos clássicos das histórias de vampiro (o personagem urbano que chega a uma mansão isolada, a floresta, os aldeões que sabem algo que ele não sabe) para criar uma fábula que se passa em local e época indeterminados, mas com um sabor inconfundível de Canadá. Depois de pensar bem, cheguei à conclusão de que daria para fazer algo parecido usando nossas próprias florestas, e achei que a região do Alto Ribeira, no sul de São Paulo, seria perfeita para isso.
Por outro lado, nessa época eu já estava trabalhando em O Vampiro antes de Drácula, a antologia crítica que publiquei junto com Humberto Moura Neto, e explorando as fontes do vampiro pré-literário.
Assim, resolvi juntar tudo: minha trama “biológica”, a brasileiríssima Mata Atlântica, a estrutura das história clássicas e o vampiro do folclore europeu. Acho que deu certo. Os leitores-beta adoraram, e já tem muita gente (em especial meus colegas biólogos, mas não só) ansiosa para ler.


2. É impressão minha ou ele tem influência dos seus trabalhos na área de ornitologia?

É isso mesmo. Esse livro é uma espécie de encruzilhada, uma convergência de dois caminhos que venho percorrendo há anos: o da literatura fantástica e um outro, muito mais longo e acidentado, de divulgação de ciência. Existem traços desse casamento improvável em praticamente todos os meus textos literários, tanto as crônicas quanto a ficção, mas nesse aí a coisa ficou escancarada.
O trabalho dos pesquisadores no meio do mato é fascinante, especialmente num país tropical e megadiverso como o Brasil, e é curioso que tão pouca gente se dê conta disso, em especial os próprios pesquisadores. Eu mesma só percebi como era rico esse filão depois de muitas perguntas e insistência por parte da Giulia Moon.
Em O Vampiro da Mata Atlântica, todo o cenário, os personagens e as situações vividas são calcados em minha experiência como ornitóloga. Menos a parte do vampiro. Eu acho.

 

3. O que os fãs de Relações de Sangue podem esperar: quebra ou continuidade?

Eu diria: quebra, pausa e continuidade.
Quebra: O VdMA se passa em um universo ficcional diferente de RdS. São histórias independentes, com linguagem diferente e abordagem diferente. Este livro novo é uma história de aventura e suspense, enquanto o anterior era um romance policial, com muita sedução.
Pausa: eu não abandonei o arco da história de RdS. Ainda não perdi a esperança de publicar a continuação, Amores Perigosos.
Continuidade: da mesma forma que RdS, o VdMA tem uma narração bem humorada, e os personagens são visivelmente brasileiros, não adaptações da ficção estrangeira. Tenho a impressão que é tão fácil o leitor identificar-se com Xavier Damasceno como foi com Maria Clara Baumgarten.

 

4. E depois de O Vampiro da Mata Atlântica?

Estou numa fase de muito pouca escrita ficcional. Atualmente trabalho em dois projetos: um livro escolar de biologia, para a SM Edições, e um guia das aves do Brasil, para a Wildlife Conservation Society e a Editora Horizonte Geográfico. Também estou trabalhando na tradução de alguns contos. Em breve deve sair, ainda, um conto inédito meu em uma antologia vampírica. Espero em breve conseguir publicar o tão aguardado Amores Perigosos, e tem mais um ou dois projetos antigos, de não-ficção, que quero retomar.
E se ainda sobrar tempo, tem um monte de livros de vampiros, lobisomens e outros seres sobrenaturais se empilhando em minha cabeça, na maioria inspirados em minhas viagens e aventuras!

Falando em Ademir Pascale, ele é o criador do site Cranik. Entre outras coisas, entrevista diversos autores de literatura fantástica. Pois resolvemos mudar as cadeiras de lugar para que ele respondesse algumas perguntas criadas por mim. Dei uma boa espiada nas entrevistas que ele costuma fazer, mudei uma coisa ou outra, selecionei o que achei masi interessante e montei uma lista de 12 perguntas, mas o jogo rápido tradicional do site Cranik. Como não foi presencial, deixei de lado os apetrechos de tortura! Ainda assim consegui boas respostas, passe lá para ver.

Draculea

O Ademir Pascale está organizando uma coletânea de contos vampirescos chamada Draculea. Ela será lançada pela All Print e por enquanto está na fase de seleção (que vai até dia 15 de maio). Se você quer fazer sua estréia em papel, se tem um conto vampiresco guardado na gaveta ou uma boa idéia tirando o seu sono, está aí uma oportunidade. Envie seu conto para avaliação. Para conhecer o regulamento, o custo e entender todas as etapas, basta clicar no link.

copyright Fantastik, Eric Novello - design Carolina Vigna-Maru