É com muito prazer que anuncio que as edições do Necrozine estão hospedadas no Fantastik. Para quem não sabe, a série de terror Necrópole nasceu nesse zine. É só passar lá e fazer o download. Se você por um acaso tem o Necrozine volume 6, entre em contato! É o único que falta para a coleção.

Duas e vinte da manhã e cá estou. Daqui a pouco completava mais 200 anos da morte do escritor Edgard Allan Poe e o artigo do Alfredo Monte ainda não tinha entrado no ar. Mas nada como uma boa insônia para colocar o Fantastik em dia. Pois bem, o Alfredo escreve para o jornal A Tribuna, de Santos, e cedeu gentilmente para o site o texto em que comenta o Histórias Extraordinárias. Para quem não conhece o autor, é um bom ponto inicial (além de um teste de DNA para verificar se você é realmente humano).

Obrigado Thiago Cabello pela ponte. Very Thanks.

Se você quer colaborar com material, entre em contato para trocarmos uma idéia.

Por muitos motivos, Edgar Allan Poe (que nasceu em 19 de janeiro de 1809) é o mais importante escritor dos últimos 200 anos. Certos críticos (como Harold Bloom) se queixam da sua “prosa atroz” e lendo seguidamente sua enorme produção de contos constatamos diversos problemas que vão do pedantismo das referências até a repetição de soluções e a reiteração irritante dos mesmos motivos e do mesmo vocabulário, sem falar na monotonia da primeira pessoa que praticamente tem a mesma “voz” em quase todos os relatos. O fato é que isso não importa: tal como Shakespeare, Poe é um fenômeno, o impacto cognitivo e imaginativo das suas obras supera a simples leitura e o fato literário e se estende por toda a cultura, nos mais diversos estratos. Esgotada a influência realista de um Balzac e de um Flaubert (pelo menos, no que diz respeito aos aspectos “óbvios” das obras desses autores), que mesmerizou por décadas a ficção ocidental, hoje vemos o alcance dos contos fantásticos do norte-americano: ele é perceptível na obra sofisticada de um Borges tanto quanto no gosto de um adolescente aficcionado pelo gênero terror e que é discípulo de Poe mesmo que não saiba. Ironia à parte, é que ele sempre teve consciência disso, embora tivesse sido desprezado na sua curta e tribulada vida (morreu aos 40 anos). Escrevendo visionariamente as obras que determinariam muito do nosso horizonte ficcional, aos 20 e 30 anos, ele não tinha tempo de burilar muito sua prosa mesmo (não que ela deixe de ter seus momentos da mais alta inspiração), bastava criar o seu legado inimitável, o efeito, atendo-se quase sempre (com exceções notáveis) a poucas páginas, de modo a criar um máximo de expectativa e não desgastá-la com um desenvolvimento excessivo.

Raciocinador sempre, malgrado o universo passional e tétrico que descortinou em sua ficção, não é à toa que ele praticamente criou (com Auguste Dupin) a figura do detetive que seu sucessor Conan Doyle iria cristalizar em Sherlock Holmes. E menos à toa ainda é ele ter criado uma fabulosa teoria poética para seu belíssimo poema “O Corvo”, que até hoje é discutida ardentemente. Se não bastassem sua ficção e sua poesia, os ensaios filosóficos e os textos humorísticos de Poe mostrariam sua genialidade. Aliás, um conto filosófico de Poe deveria ser incluído entre os documentos que esclarecem ao ser humano o que ele é, mais do que ele pensa que é: falo do quase inacreditavelmente freudiano O Demônio da Perversidade:

…sob sua influência nós agimos pelo motivo de não devermos agir. Em teoria, nenhuma razão pode ser mais desarrazoada, mas, de fato, nenhuma há mais forte. Para muitos espíritos, sob determinadas condições, torna-se absolutamente irresistível… esta acabrunhante tendência de praticar o mal pelo mal. É um impulso radical, primitivo, elementar (…) Estamos à borda dum precipício. Perscrutamos o abismo e nos vêm a náusea e a vertigem. Nosso primeiro impulso é fugir ao perigo. Inexplicavelmente, porém, ficamos… uma forma se torna palpável, bem mais terrível que qualquer Gênio ou qualquer Demônio das fábulas. Contudo, não é senão um pensamento, embora terrível, e um pensamento que nos gela até a medula dos ossos com a feroz volúpia do seu horror.  É, simplesmente, a idéia do que seriam nossas sensações durante o mergulho precipitado duma queda de tal altura… E porque nossa razão nos desvia violentamente da borda do precipício, por isso mesmo mais impetuosamente nos aproximamos dela. Não há na natureza paixão mais diabolicamente impaciente como a daquele que, tremendo à beira dum precipício, pensa dessa forma em nele se lançar.

Infelizmente, embora haja uma “Ficção Completa” de Poe (pela Nova Aguilar), não temos uma edição satisfatória no Brasil dos seus Contos do Grotesco e do Arabesco, que universalmente ficaram conhecidos, graças a Baudelaire, como Histórias Extraordinárias.  Há um recente lançamento da Companhia de Bolso com esse título, utilizando uma insuspeita tradução de José Paulo Paes, mas se trata apenas de uma seleção de 18 textos, muito bem escolhidos, só que longe de ser completa ou mesmo ampla. Pelo menos ali figuram os contos obrigatórios, a quintessência de Poe . São eles, por ordem de preferência pessoal, o extraordinário William Wilson, certamente a sua obra-prima, paradigma no tratamento do duplo; Berenice, cuja situação da amada sepultada ainda viva (além disso, há a horripilante fixação do protagonista nos “dentes” dela) Poe iria variar à exaustão, porém é certamente o melhor tratamento que ele deu a ela; O Gato Preto (que faz parelha com O Coração Delator, também presente na coletânea, pois ambos, o coração e o gato emparedado, denunciam o criminoso no momento em que ele ia se safar); O Homem da Multidão, do qual só se pode dizer, singelamente, que inventou o ser humano que ainda está andando pelas ruas nos dias de hoje; A Carta Roubada, o melhor dos contos de mistério policial escritos por Poe, muito superior a Os Crimes da Rua Morgue e Mistério de Maria Roget (entretanto, como não ler estas duas histórias canônicas, quase míticas?; mas atenção, elas não foram incluídas por José Paulo Paes); o maravilhoso O Caixão Quadrangular, que mistura relato de viagem aventuresca (onde os passageiros se tornam até náufragos) com um misterioso artefato a bordo, e que é uma das raras narrativas absolutamente perfeitas de Poe, do início ao fim; O Poço e o Pêndulo, cujas modulações narrativas encontramos até em Borges, e que quando garoto era o conto que mais me impressionava e dava medo (e relido agora não perdeu nada da sua força de pesadelo); A Máscara da Morte Rubra , onde a Peste aparece como “penetra” num castelo onde o Duque e mil convidados se mantinham isolados e protegidos (a descrição do cenário, dos sete salões, é uma das coisas que me autorizam a fazer a afirmação que abre este artigo); e, por fim, dentre os escolhidos, O Barril de Amontillado, a mais canônica das histórias curtas de vingança (outro com uma atmosfera cênica, a da adega labiríntica, alucinante). Com relação ao tema da vingança, pena que Paes não incluiu outra variação excelente, Hop-Frog, história de um bobo da corte que se vinga do seu cruel senhor de uma forma terrível, assim como não incluiu o debochado Rei Peste I , no qual, numa área interditada porque empestada de Londres, dois marinheiros encontram uma estranha Corte.

No entanto, só me reservo o direito de lamentar, de fato, a não inclusão de um conto que para mim figura entre as grandes realizações imaginativas da literatura: Os Fatos do Caso de Mr. Valdemar (e que acho superior aos famosos, e cheios de detalhes impressionantes, mas muito não tão perfeitos, A Queda da Casa de Usher e O Escaravelho de Ouro), o outro conto de Poe que mais me aterrorizou na época das leituras de adolescência (ainda que meu preferido, desde então, fosse William Wilson), junto com O Poço e o Pêndulo. Como esquecer a história do moribundo que é mantido vivo à força pelo transe do “magnetismo”, e, quando libertado dessa influência (após sete meses):

… todo seu corpo de pronto, no espaço de um único minuto, ou mesmo menos, contraiu-se… desintegrou-se, absolutamente podre, sob minhas mãos. Sobre a cama, diante de toda aquela gente, jazia uma quase líquida massa de nojenta e detestável putrescência.

 

Eis o resultado de uma ciência que pretende dominar o que está além do seu alcance, a ciência que faz emergir os Hyde dos doutores Jekyll. A ciência que não respeita os limites, sujeitando tudo e todos à idéia de um hipotético “avanço”. Como se vê, a morte foi detida. O resultado: um cadáver vivo. Apesar das suas grandes descobertas, invenções e tecnologias, eis uma boa descrição da ciência enquanto substituto da religião.

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Histórias Extraordinárias, de Edgar Allan Poe (1809-1849). Seleção e tradução de José Paulo Paes.
Texto publicado no jornal A Tribuna, de Santos.

Mais informações sobre O Vampiro da Mata Atlântica.
Foi liberado um preview dos personagens:

Xavier Damasceno é um jovem ornitólogo (especialista no estudo das aves) que batalhou muito para romper a barreira do racismo informal brasileiro, e agora está terminando sua dissertação de mestrado sobre a mais magnífica das aves brasileiras: a espetacular harpia, ou gavião-real. E é por causa de sua paixão científica que acaba se metendo na mais assustadora experiência que já enfrentou.

Júlio Leverreaux é um mastozoólogo, ou seja, especialista em mamíferos. Além de ser um excelente pesquisador, com uma energia e um conhecimento impressionantes, é um safado oportunista e folgado. Mas uma coisa deve ficar clara: embora tenha sido dele a desastrosa idéia da excursão às matas do Alto Ribeira, ele não teve culpa alguma pelos acontecimentos horríveis que se desenrolaram.

O vampiro. Dizem que ele mora lá pros lados da Saripoca. Andou matando gente. Hoje a vila está abandonada, fugiu todo mundo por causa dessa assombração horrorosa. Vocês querem passar a noite lá? Isso é coisa de maluco!

Deixando de existir


Sinopse:
Século 23. Em um mundo que superou os seus conflitos, andróides trabalham lado a lado com os humanos. Mas, repentinamente, estranhos acidentes começam a acontecer e um inspetor é chamado para desvendar o mistério da destruição de alguns andróides. Este é o cenário de Deixando de Existir.

Ambientado em um clima de ficção científica, ele discorre sobre temas existenciais como a eutanásia, a depressão e o suicídio com uma abordagem holística e filosófica, que provoca no leitor a reflexão sobre a importância e o sentido da vida.

O autor:
Goulart Gomes nasceu em Salvador da Bahia, em 1 de maio de 1965. Administrador de Empresas, concluiu pós-graduação em Literatura Brasileira (UCSAL) e em Gestão de Comunicação Integrada (ESPM-RJ).

Publicou: Anda Luz (1987), Todo Desejo (1990), Sob a Pele (1994), LinguaJá, o Território Inimigo (2000), Esfinge Lunar e Outros Enigmas (2001), poesias; Trix, Poemetos Tropi-kais (1999) e Minimal, dos males o menor (2007), poetrix; a peça teatral A Greve Geral (1997), o cordel A Divina Comédia (1989); Todo Tipo de Gente, contos (2003), Matrix Revelations – Tudo o que Você Queria Saber sobre o Filme, ensaio (2005) e Deixando de Existir, ficção científica (2009).

o-elo


Sinopse:

Nesta que foi a primeira obra a ser concebida para o universo da Trissência, a trama se passa em um contexto paralelo mágico-fantasioso, sendo inicialmente centrada em três personagens que se verão envolvidos nos fluxos criativos, preservadores e transformadores de seu planeta, sentindo-os em suas almas. Diante de um portal que depende dos corações humanos, ocorrerão conflitos internos e externos, descobertas espirituais e, o fundamental, despontará a árvore que alcança os céus e possui raízes firmes na terra, a Ligação, que permanece, sólida ou num lampejo que a revela por um instante.

O eixo da trama é a Trissência, constituída por três forças cósmicas primordiais: Poder, Sabedoria e Prosperidade.
A história se inicia com a chegada de Tirésias, um vidente cego e andrógino, à ilha de Himavat, residência dos Supremos Sacerdotes Rudra e Parvati, dirigentes espirituais ocultos deste mundo. Ambos requisitaram a presença do sábio para localizar os portadores dos sahajas, os amuletos lendários que permitem aos que os possuem canalizar a essência trina. Os protagonistas Erik Donar, um mercenário, Sofia Simurg, uma maga, e Aido, o protetor de seu vilarejo em um “mar de árvores”, logo receberão sobre si os olhos do cego…

 

Trecho:

“O Supremo Sacerdote vestia um longo e límpido manto alvo, cravejado com pingentes de ouro e prata decorados com folhas de parreira; um conjunto metálico formado por uma máscara de dragão e um capacete com chifres de cervo encobria-lhe a cabeça e o rosto; e tratava-se do único ser naquele santuário, além da Suprema Sacerdotisa, que podia usar no pescoço medalhões-símbolos da Deusa em ouro. A Suprema Sacerdotisa, por sua vez, usava um manto idêntico ao do seu consorte, só que noturnamente negro e com um conjunto de máscara de tigre e tiara em forma de lua crescente. Tremeluzia uma aura de extraordinário carisma em volta dela; já ele, esforçando-se arduamente para se manter altivo, com as mãos trêmulas, os ombros tensos e fazendo força para não despencar do trono, emanava uma energia ferida e cansada…
-  Continua nas sombras, meu velho amigo?- Reverberou a voz acúlea da Suprema Sacerdotisa, que transmitia uma receptiva satisfação.
-  As sombras nunca me perturbaram, minha senhora.- O cego percebeu que ela sorrira por baixo da máscara.- Mas também nunca me acompanharam…
Transcorrido um momento de silêncio, ela tornou a falar:
-  Sabe que não precisa ficar ajoelhado…
-  Não posso desrespeitar dois paramuktas…
-  Tirésias…Você sabe melhor do que ninguém que títulos e gestos burocráticos nunca contêm a dor, a responsabilidade e o respeito verdadeiros, e que as doenças são indiferentes às formalidades. Sei que não veio para isso…
-  De fato…- O cego ficou de pé e levantou as pálpebras, alardeando as pupilas vazias; sua fisionomia era aparentemente inexpressiva, distante, e ao mesmo tempo oceânica…- Vim porque vi, há alguns dias atrás, a estrela da manhã, de sinistro presságio, brilhar nos céus com um esplendor e uma vitalidade incomparáveis até mesmo para quem está acostumado a observá-la…
-  Você VÊ melhor do que todos nós…É por isso que precisamos agora, mais do que nunca, da sua ajuda…
O Supremo Sacerdote tossiu forte, seguidas vezes. Tirésias apontou suas pupilas vazias na direção dele, com uma aura de discreta preocupação:
-  A situação não parece ser das melhores…Foi a estrela que deixou assim o mestre Rudra?- Estendeu a pergunta com sua voz de leão-raposa.
-  Os homens temem o sofrimento e a morte, Tirésias…- Ela fez uma pausa, abaixou a cabeça timidamente, levantou-a vigorosamente alguns segundos depois, encheu o peito e então volveu a falar, soltando o ar, em um tom que tornava a explicitar seu sorriso oculto.- …Mas os tesouros guardados no ventre da Deusa são eternos…
Do lado de fora, os raios do dia começavam a enrubescer. Um fogaréu descia sobre o mar que circundava a ilha de Himavat, sem feri-lo e sem se apagar; um fogo fúlgido, decorrente das faíscas que pipocavam da boca da Deusa enquanto esta engolia seu ovo dourado. O vermelho chamuscado prevaleceria…Até que a refeição e o parto divinos fossem consumados. E dentro de breve subiria uma ingrata fumaça escura, que limitaria as faíscas que a originaram a fugidios pontinhos brilhantes em sua barriga em forma de gruta…”

 

Salve povo! Essa semana teremos mais uma rodada de atualizações na parte de livros.
O primeiro a chegar é O Vampiro da Mata Atlântica, da digníssima Martha Argel. Você já pode ler o release do livro e um perfil completo da autora.

Ainda essa semana: dois novos livros, mini-entrevista com Martha Argel e, estou tentando, um bate-papo com os autores de Espelhos Irreais falando de seus contos.

“Ela jogou os cabelos para trás uma, duas, três vezes, no ritmo dos próprios gemidos. Atrás, o homem bufava, ia e vinha, eufórico. Ela fazia o que ele queria. Fazia tudo o que eles queriam. De frente, de lado, de costas, sobre o chão de folhas secas, acuada contra as árvores ou imersa no lamaçal. Em silêncio ou aos berros. Era sua prerrogativa”. – Prerrogativas, no site de Camila Fernandes.

“O psicanalista logo avisou:
- Duzentos reais por sessão.
Puxa, doutor, não é muito não?
Anda muito caro esse negócio
Que o Seu Freud inventou…” – Meu Analista, no blog da Cristina Lasaitis.

1.       Qual a proposta do projeto Paradigmas?
A idéia principal do Projeto Paradigmas é traçar um perfil dos autores que vem atuando com freqüência nessa época, independente da mídia utilizada. Muitos escritores tem uma boa produção, porém não possuem trabalhos expostos ao público em uma mídia permanente, ou mesmo catalogados em uma compilação que resista para a posteridade. Esta coleção tem previsão inicial de doze volumes, com projeção para alcançar 25, dessa forma pode cumprir essa meta a contento. O processo de seleção dos textos é extremamente rigoroso, de tal maneira que além de grandes nomes, teremos também o melhor dessa produção.

2.       Existe uma continuidade do Projeto em andamento?
Para este ano teremos a publicação bimestral dos volumes. O primeiro foi lançado em março, o segundo está fechado para ser lançado em maio, o terceiro está sendo fechado para julho. O quarto e quinto volumes ainda estão abertos e recebendo textos para seleção, com lançamentos calculados para setembro e novembro, respectivamente. O segundo volume conta com a participação dos escritores:  Ataíde Tartari, Raul Tabajara, Flávio Medeiros, Camila Fernandes, Fernando S. Trevisan, Gabriel Boz, Ademir Pascale, Luciana Muniz, Ana Cristina Rodrigues, Saint-Claire Stockler, Ricardo Delfin, Ubiratan Peleteiro e Richard Diegues.

3.       Acredita que uma boa geração de contistas vem se formando no país?
Atualmente o nível dos contos vem melhorando conforme mais deles são produzidos. Mas ainda assim para cada volume do Paradigmas ser produzido, recebemos cerca de 80 contos para conseguir selecionar os 13 necessários. Existem alguns autores que acharam seu caminho e conseguem escrever contos com uma grande capacidade de síntese e ainda assim com um enredo bem estruturado e personagens (ou ambientes) complexos. É raro encontrar um escritor de romances que saiba escrever contos, da mesma maneira que é difícil encontrar um contista que esteja apto a escrever romances. Os melhores autores na atualidade conseguem pisar em ambos os estilos, mas são raros. Não afirmo que exista uma boa geração de contistas, mas sim autores que começam a dominar a arte da escrita de contos.

4.       Como os autores estão sendo contatados e selecionados?
Na verdade esse ponto, o contato com os autores, é o mais complicado em nossa meta de gerar uma obra representativa com o maior número possível de autores, pois muitos ainda são desconhecidos e estão afastados dos eixos de contato da Literatura Fantástica, mesmo os virtuais. Eu tenho solicitado aos escritores que participam de cada volume que me indiquem os seus conhecidos e aos poucos estamos formando uma rede onde, ao menos creio, em poucos volumes se estenderá por todos os escritores que possuem um mínimo de relacionamento dentro do ambiente literário. Qualquer autor pode se apresentar e submeter textos, bastando entrar em contato comigo. Não são os autores que passam por uma seleção, mas sim os contos, de tal forma que independente de renome ou ineditismo, todos podem participar dessa enorme cooperativa.

Richard Diegues é autor de Sob a luz do abajur e um dos criadores da série Necrópole.

Compre o seu na Tarja Livros.

Escrever para um monte de sites ao mesmo tempo às vezes me confunde. Achei que já tinha dito aqui, mas não! Foi no meu site pessoal.

Pois corrigindo agora essa falha gravíssima: saiu o novo podcast do Papo na Estante, dessa vez falando do papel do mundo virtual na literatura, sem trocadilhos. Depois de anos de produção orientada e filtrada apenas por editoras, uma explosão blogueira mudou o cenário internacional e no Brasil ainda há um preconceito idiota com o que é publicado em sites, já que fere os brios das panelas editoriais. O que é muito engraçado em um ano em que Cory Doctorow e Charless Stross concorrem ao Hugo Awards. Mas, nada mais natural do que a literatura fantástica ser vanguarda nesse aspecto.

Assuntos que levantamos por lá: como a Internet ajuda na produção? Qual o papel do Orkut na formação de redes sociais que aproximam escritores e leitores? Fanfic ajuda ou atrapalha no desenvolvimento de autores e leitores? Qual o papel do e-book nessa lenga lenga toda? O que um maluco de São Paulo, uma doida de Minas e um insano de Santos falam quando se reúnem num podcast para falar sobre o assunto?

Encontro vocês lá!

Não ia, quase que não fui, mas lá estava eu. Depois de um mês trancado em casa trabalhando, fui praticamente expulso e obrigado a respirar ar puro, ou tão puro quanto possa nessa cidade que não pára nunca. A primeira palestra do ano organizada pela OPELF rolou na Livraria Cultura do Shopping Bourbon Pompéia e deu o que falar.

Algumas novidades chamaram a atenção. 1. Foi a primeira participação da galera steampunk, todos vestidos a rigor. 2. O evento se dividiu em palestra, mesa-redonda e noite de autógrafos, ocupando a tarde inteira. 3. Além do bom e velho bate-papo a OPELF passou vídeos promocionais de livros de novos autores e… uma entrevista. 4. Gerson Lodi-Ribeiro foi homenageado, com direito a plaquinha e depoimentos gravados!

Quem fez uma cobertura quase completa foi o Hugo Vera, de quem roubei as fotos abaixo.
Passe lá no site dele para ler um pouco mais.

Hugo e o Gerson no lançamento do Taikodom.

Fotos e mais fotos do can can fantástico, digo, da mesa redonda sobre ficção-científica!

Os digníssimos são Ana Cristina Rodrigues, Fábio Fernandes, Cristina Lasaitis, Roberto Causo e Gerson Lodi-Ribeiro.

Espelhos Irreais

 

Primeiro livro da Fábrica dos Sonhos, Espelhos Irreais foi organizado por Ana Cristina Rodrigues e traz contos de Aguinaldo Peres, Ana Carolina Silveira, Ana Cristina Rodrigues, Daniel Gomes e Roderico Reis.

Espelhos Irreais é a primeira antologia lançada em papel pela Fábrica dos Sonhos. Mas é também o cartão de visitas da Fábrica, que vem coroar quatro anos de trabalho, esforço e dedicação de seus operários e de sua gerente, Ana Cristina Rodrigues.

A Fábrica dos Sonhos é uma reunião de pessoas, de várias partes do Brasil, em torno de um objetivo em comum: desenvolver a própria escrita, através do exercício e da crítica aos seus textos feitos pelos colegas. Parece simples, mas exige disciplina e organização, para que o objetivo não se desfaça pelo caminho e tudo se torne apenas uma grande bagunça, senão mais uma lista falecida nos vastos campos da internet. Neste ponto, um elogio à presença sempre dedicada e amorosa, porém firme, de Ana Cristina Rodrigues e também dos coordenadores dos vários projetos de leitura e crítica em atividade, sintonizados com o espírito do trabalho a ser realizado. E, claro, um lugar assim tende a atrair pessoas interessadas e dispostas a compartilharem ideias e esforços.

Enfim, após quatro anos de intensos trabalhos, o primeiro produto sai da linha de produção: Espelhos Irreais. Trata-se de uma antologia, elaborada entre os anos de 2007 e 2008, com a temática livre “reis, rainhas, príncipes e princesas”. Observam-se vários resultados: contos-de-fadas, alta fantasia tradicional, um passeio pela ficção científica, a tênue fronteira entre o real e o fantástico. Também, a apresentação e o trabalho de vários autores – apesar de não ser exatamente o début de alguns deles, é a apresentação dos resultados de um trabalho de quatro anos.

E é isso. Esta é a Fábrica dos Sonhos. Este é seu cartão de visita. Que o leitor aprecie a estreia e esteja preparado para os próximos projetos, conjuntos ou solo, que logo virão.  – Ana Carolina Silveira.

O título do post ficou com nome de peça, né não? Pois não é que uma peça resolveu plagiar um dos livros da Martha Argel? Apesar do caso já estar resolvido, vou citar aqui um pedaço da bagunça para quem não ficou sabendo da história e também para mostrar aos que têm medo de colocar seus textos na Internet que mesmo o papel pode sofrer com gente cara de pau. Vale ressaltar desde já que não era um caso de fanfic, mas sim uma fanxerox total:

“Não sei se algum de vocês já passou por situação parecida, mas vejam que coisa non-sense está acontecendo com um livro meu: uma garotinha está redigitando e postando, em uma comunidade de animê do orkut, o texto na íntegra de meu romance “Relações de Sangue”, somente substituindo os nomes dos personagens, e dizendo que foi ela quem escreveu.
Sei que eu poderia tomar alguma medida legal, mas certamente é uma criança que não está ganhando um tostão com isso, e que apenas tem tempo demais e criatividade de menos.

Vai me afetar de alguma forma? Não creio. O perfil das meninas que estão lendo não me parece ser o de alguém que entra numa livraria e pede um livro de uma autora perfeitamente desconhecida.
Mas o que me assombra é a motivação do ato em si. Como eu disse no post que fui forçada a colocar no tópico, que graça vê uma pessoa em gastar tanto tempo para receber aplausos que na verdade não são para ela?”

A história na íntegra você pesca no blog da Martha.

E para o pessoal que acha que Internet é território sem lei: até cara de pau tem limite.

E aí pê pessoal!

Só para avisar que duas coletâneas novas foram catalogadas no site: Paradigmas vol1 e Território V.

Ainda essa semana, Espelhos Irreais também ganha a sua página por aqui (traduzindo: assim que eu escanear a capa).


Território V é uma coletânea ainda inédita que em breve chegará ao mercado. Foi organizada pelo Kizzy Ysatis e ganhou prefácio de ninguém menos que Giulia Moon e capa de Octavio Cariello. O tema, ganha uma artéria quem adivinhar, são vampiros! Conforme o material de divulgação for chegando, disponibilizo aqui para vocês. Mas já dá para sentir o gostinho.

Participações já confirmadas: Flávia Muniz, Luis Eduardo Matta, Raphael Draccon, Camilo Vannuchi, Cid Vale Ferreira, Juliano Sasseron, Octavio Cariello, Douglas MCT e os próprios Kizzy e Giulia.


Trecho de contos:

Boas Vidas de Raphael Draccon:

– Vampiros acreditam em reencarnação?
– Nós enlouqueceríamos do contrário.
– Por punição moral?

– Vampiros não têm moral.
– Então não haveria punição?
– Sim, a punição existe.

– De que forma? Com uma estaca?
– Não, com a consciência que permeia o ato.
– Pensei que consciência fosse uma característica humana.
– Por isso vampiros são tão fascinantes.

Anjo da Guarda de Camilo Vannuchi:

Viúva, e mãe de dois moleques miúdos, prefiro levar adiante o ofício que herdei do finado Tião. Trabalhando, ponho arroz na mesa e mantenho os cotovelos afastados das janelas, onde as desocupadas se empoleiram para bisbilhotar o vai-vem das comadres com olhos de assuntar. No mais, é pacata a rotina do armazém. Vez ou outra, tenho de conduzir até a rua algum beberrão mais afoito, desses que chegam cedo e se agarram à pinga até não restar gole pra santo. Outras vezes, é preciso driblar sem-vergonhice de freguês abusado ou apartar briga de matuto quando surge perrengue por conta de corno ou jogo. Mas briga em que eu mesma estivesse envolvida – e briga de faca – foi uma só. E talvez eu não estivesse aqui pra contar a história, não fosse aquele homem estranho. Um pedaço de homem.

As Vampiras de Kenshin de Giulia Moon:

“Olhei mais uma vez para a foto no laptop. Mostrava um rapaz de rosto andrógino, vestido apenas com calças pretas de couro justíssimas, que deixavam à vista os ombros largos, a barriga lisinha, os músculos definidos do abdômen. Apesar dos cabelos castanho-claros e dos olhos azuis, este era Kenshin, um astro de rock japonês. Filho de um ator de kabuki e uma roqueira holandesa, o cara personificava o sonho molhado de milhões de adolescentes japoneses.”

Torniquete de Douglas MCT:

“Tinha medo. Também não poderia ser diferente. Era jovem, não mais do que onze anos, e aquela era a sétima noite em que ouvia o grunhido. Não sabia se era animal, mas sabia que não era humano. E que animais poderiam existir naquela região fechada de concreto, que não cães, gatos ou pombos? Neste recôndito em que vivia, só podia escutar as lamúrias das outras crianças, os apelos dos abandonados, sermões dos velhos e os berros dos mais novinhos. Tudo era tão amargo e triste, que seu âmago estava sempre sufocado e seus olhos cheios d’água. Não suportava mais aquela realidade ou fosse ela qualquer outra coisa – afinal, bem sabia, não conhecia nada além do Orfanato.”

“É evidente a existência de gregos e troianos, cada grupo tendo predileção por um ou outro conto. Eu próprio pulo de um pé a outro em meus gostos pessoais. Isso nos caracteriza como humanos: individualidade! Não há obra que, sendo plural, agrade em sua individualidade, mas tenho certeza de que cada volume atende plenamente a todos os seus leitores na totalidade. Quebrar – ou manter – paradigmas é tarefa delicada a ser
talhada cuidadosamente com uma britadeira. A interpretação de onde cada paradigma foi trabalhado pode ser uma busca complexa. Mas sei que o leitor atento conseguirá ter prazer em encontrar essa linha que cria a unicidade das obras. E, como este livro está em suas mãos, sei que é um desses leitores. Boa sorte adiante! Siga com prazer. Desfrute destes Paradigmas!” – Richard Diegues, organizador, escritor e editor.


Paradigmas vol1

 

Release:

Vivemos em um mundo onde os rótulos definem o que devemos consumir. Um universo de padrões. De predefinições. De paradigmas. Conhecer o suficiente para gerar a capacidade de ignorar esses modelos é uma obrigação da literatura fantástica moderna. Seja na fantasia, no horror ou na ficção científica, assim como no realismo, o que importa é inovar constantemente. Conhecer as regras e quebrá-las por convicção, jamais por ignorância. Causar o novo é preciso! Barreiras são erguidas apenas para serem colocadas abaixo. Um paradigma só é tão eterno quanto a capacidade humana de desafiá-lo.

A Coleção Paradigmas é justamente o ângulo que rompe a membrana entre os subgêneros consagrados para fomentar o nascimento do original. Nela são reunidos contos de – e para – uma geração de novos escritores, livres de preceitos e com a mente no futuro. Abra as portas. Quebre os paradigmas!

A proposta é apresentar contos incomuns, mesmo que baseados em paradigmas consagrados. Os volumes podem ser lidos em qualquer ordem, assim como seu conteúdo. Para alcançar tamanha diversidade, foram selecionados 13 contos de autores fantásticos que se empenharam na busca do novo e do insólito sem deixar de lado o conhecimento acumulado, desenvolvido em séculos de literatura.

Contos e Participantes:

MAI-NI Expressas »  Richard Diegues  »  autor dos livros Tempos de AlgóriA (2009), Sob A Luz do Abajur (2007), Magia – Tomo I (1997), além de organizador e co-autor do livro Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006), co-autor dos livros Histórias do Tarô (2008), Necrópole – Histórias de Bruxaria (2008), Necrópole – Histórias de Fantasmas (2006) e Necrópole – Histórias de Vampiros (2005). Trabalha com eventos e palestras na área literária, atuando também como editor pela Tarja Editorial. Paga as contas como programador de computadores, consultor editorial para autores, rastreando hackers, e jogando bilhar. É o idealizador do projeto Paradigmas.Ícone 01

Vento, Seu Fôlego. O Mundo, Seu Coração »  Jacques Barcia  »  é um escritor azul de ficção estranha. Tem contos publicados no Brasil e Romênia, em papel e prana. É editor da revista online Terra Incógnita junto com o rishi Fábio Fernandes, com quem também divide o blogue Post-Weird Thoughts. Quando não escreve, berra mantras e dança com duas belas apsarases.

Um Forte Desejo » M. D. Amado » analista de sistemas, mineiro de Belo Horizonte, e participou do livro Necrópole – Histórias de Fantasmas (2006) com o conto O Fotógrafo. Possui contos publicados em vários sites  revistas eletrônicas. Desde 1996 mantém o site Estronho e Esquésito, que, entre outras coisas, disponibiliza gratuitamente um espaço para que autores de literatura fantástica divulguem seus trabalhos. Na atualidade desenvolve dois projetos literários solo, que em breve se tornarão livros.

O Mendigo e o Dragão »  Bruno Cobbi  »  é tradutor, designer multimídia e escritor estreante. Descobriu seu talento para contar histórias através do RPG e atualmente é aluno da primeira turma do Curso de Pós Graduação em Formação de Escritores, em São Paulo. Fã de videogames, cinema e quadrinhos, é dono do blog Aprendiz de Escritor e editor do blog d3system.

Una »  Roberta Nunes  »  gosta tanto de literatura que não suporta quem a maltrata. Publicou alguns textos em listas de discussão de literatura e blogs literários, tendo um trabalho publicado o livro Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006). Atualmente tenta, com afinco, se dedicar aos blogs pessoais Profana?Eu?, onde escreve suas desventuras e ao Estilhaços de Alma, dedicado a críticas de livros, peças teatrais, filmes, eventos e de bares onde a cerveja teima em não gelar.

Fogo de Artifício »  Eric Novello  »  autor dos romances Dante – o Guardião da Morte (2004) e Histórias da Noite Carioca (2005). Participou do livro Necrópole – Histórias de Bruxaria (2008) com o conto De Fumaça e Sombras, possui mais de 60 contos e crônicas online e mantém atualmente o site Fantastik de divulgação de literatura fantástica nacional. É tradutor e trabalha como crítico literário e de cinema para o portal de arte Aguarrás. Está trabalhando em um romance de Fantasia Urbana com o mesmo protagonista de Fogo de Artifício.

Aqui Há Monstros »  Camila Fernandes  »  alter ego de Mila F. Enquanto Camila Fernandes assina contos e revisões, Mila F, é ilustradora especializada em pintura digital e capista desta edição. Lançou seus primeiros contos no NecroZine, depois, participou dos livros Necrópole – Histórias de Vampiros (2005), Necrópole – Histórias de Fantasmas (2006), Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006) e Necrópole – Histórias de Bruxaria (2008). No momento, tem desenhado muito, feito revisão de textos para editoras e autores independentes e reparado seu livro solo.

Sinfonia Para Narciso »  Cristina Lasaitis  »  Não sabe dizer se é uma cientista que se apaixonou pela ficção ou se é uma escritora que se apaixonou pela ciência. Autora da coletânea de contos de ficção científica e fantasia Fábulas do Tempo e da Eternidade (2008) e participante do livro Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006). Sua imaginação vive uma constante viagem, e ela sonha com o dia em que poderá viver de contar histórias. Atualmente mora com seus pais e vive catando as traças da sua biblioteca de estimação.

A Lenda do Homem de Palha »  Leonardo Pezzella Vieira  »  engenheiro que escrevia poesias. Dono de um forte hábito de leitura, participou de grupos de escritores e trocou as poesias pelos contos e pequenos romances de terror e ficção. Publicou no Jornal da Praça e em diversos sites de contos e crônicas. Participou do livro Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006). Seus textos podem ser encontrados em seu blog pessoal, o Monologando.

A Teoria na Prática »  Romeu Martins  »  jornalista especializado na área de divulgação científica, com ênfase em inovação tecnológica, é co-autor do livro Conhecimento & Riqueza (2007), o que o torna, na maioria das vezes, bastante cético quanto a avanços radicais em um futuro próximo. Resenhista e entrevistador, do site Overmundo, também é o criador do blog Terroristas da Conspiração.

O Combate »  Maria Helena Bandeira  »  formada em jornalismo, artista plástica. Menção Especial do Prêmio Guararapes da União Brasileira de Escritores. Conto Brasileiro do Mês da Isaac Asimov Magazine, indicada pra o Prêmio Argos em 2002, colaboradora do fanzine Somnium, da revista Scarium e do site português E-nigma. Participou das antologias Anjos de Prata (2001-2007), Antoloblogue (2007) e FC do B – panorama 2006/2007 (2007) e GRAGEAS – 100 cuentos breves de todo el mundo (2007), na  Argentina.

O Templo do Amor »  Ana Cristina Rodrigues  »  escritora, historiadora, funcionária pública, professora, editora, agitadora cultural, roteirista e mãe. Balzaquiana, escreve para tentar calar as vozes (sem sucesso). Já apareceu com contos em diversos sites brasileiros e internacionais. Está escrevendo um romance de fantasia histórica alternativa.

Madalena »  Osíris Reis  »  cursou três semestres em Medicina, e três em Mecatrônica, até assumir o gosto pela narrativa. Autor do livro Treze Milênios – Gênese Vermelha (2006), o primeiro de uma saga de Ficção Científica e Terror. Escreveu o conto Bandeiras, publicado na Scarium Megazine. Estudante do curso de Audiovisual (TV, Rádio, Cinema), trabalha com roteiros de cinema e HQ.

 

Paradigmas 2

 

Ricardo Edgar, Detetive Particular » Ataíde Tartari » empresário e escritor, já participou de várias coletâneas de contos de FC, entre as quais Estranhos Contatos (1998), Phantastica Brasiliana (2000) e Futuro Presente (2009). Participou também de coletâneas mainstream como Contos Cruéis (2006). Publicou os romances Amazon (2001) e Tropical Shade (2003), ambos em inglês. Colaborou com o projeto literário internacional Babylonia, do qual participa com o e-book bilíngüe Tropical Shade/O Doutor Suástica. Entre 1999 e 2001, atuou como cronista na coluna Arte pela Arte do Jornal da Tarde de São Paulo. Investigações: ataide.tartari@yahoo.com.br

O Pequeno Oenteph » Raul Tabajara » diretor de criação e professor de arte conceitual em uma escola de cinema em São Paulo. Publicou o livro Horror e Pensamentos (2004) por produção independente e o conto Sensíveis no livro Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006), além de escrever periodicamente matérias para revistas da área de publicidade e cinema. Seus trabalhos de criação e ilustração podem ser vistos em sua página pessoal. Sonhos: raultabajara@gmail.com

Efeitos Adversos » Flávio Medeiros » médico oftalmologista em Belo Horizonte, onde nasceu. Leitor compulsivo de tudo que lhe cai nas mãos, bem cedo começou a achar que também sabia escrever. Autor dos romances Quintessência (2004) e Casas de Vampiro (inédito), além da coletânea de contos Leia e Fique Rico (inédita). Também escreveu dezenas de contos e crônicas, além de cartoons publicados por jornais universitários da UFMG e FUMEC e pelo jornal Felicíssimo. Terceiro colocado no concurso de contos do Gabinete Paraibano de Cultura (1989) e menção honrosa no mesmo concurso pelo conjunto das obras. Escritor de peças teatrais montadas por grupos amadores de Belo Horizonte. Bulas: flaviocmedeiros@terra.com.br

A Boa Senhora de Covent Garden » Camila Fernandes » alter ego de Mila F. Enquanto Camila Fernandes assina contos e revisões com seu nome de batismo, Mila F, o apelido, é ilustradora e capista desta edição. Nascida em São Paulo, capital, lançou contos no NecroZine e nos livros Necrópole – Histórias de Vampiros (2005), Necrópole – Histórias de Fantasmas (2006), Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006), Necrópole – Histórias de Bruxaria (2008) e Paradigmas – Volume I (2009). Fantasia, horror, realismo e erotismo habitam seu universo. No momento, tem desenhado muito, feito revisão de textos para editoras e autores independentes e montado um livro solo.
Canetadas e pinceladas: camilailustradora@gmail.com

Fuga » Fernando S. Trevisan » com a cabeça enfiada num computador desde os 8 anos de idade, já foi empresário na área e hoje atua como consultor freelancer. No campo literário, sempre teve o incentivo de professores para escrever, notas excelentes em redação e algumas boas colocações em concursos literários, como um 2° lugar no concurso de poesia promovido pela ETE Jorge Street (1997). Possui textos publicados online, em blogs, revistas e sites literários, além de fanzines. Foi um dos mentores do MeloDrama, movimento literário que envolveu mais de 50 autores em Itajaí, Balneário Camboriú, Jaraguá do Sul, Florianópolis e Maringá. Seu conto nesta edição é sua primeira publicação offline. Corridas: fernandotrevisan@gmail.com

O Deus de Muitas Faces » Gabriel Boz » escritor e designer gráfico. É co-editor da revista Scarium Megazine, foi editor da revista eletrônica de literatura Desfolhar e tem um livro publicado: Arcontes (1999). Publicações mais recentes incluem oscontos Digital Éden na antologia portuguesa Por Universos Nunca Dantes Navegados (2007) e Mar Negro na antologia FC do B – Ficção Científica Brasileira – Panorama 2006/2007 (2008). Sacrifícios: gbozmail@gmail.com

Frei François » Ademir Pascale » lingüista, crítico de cinema, ativista cultural, escritor, professor de informática,
idealizador do projeto de inclusão social Vá ao Cinema e do zine TerrorZine – Minicontos de Terror. Administrador do Portal Cranik e dos sites O Entrevistador e Divulga Livros. É autor do audiolivro Cinema – Despertando Seu Olhar Crítico (2007). Já publicou seus contos em diversas antologias e organizou a coletânea Draculea – o livro secreto dos vampiros (inédito) e Invasão Fic Science Edition (inédito). Penitências: ademir@cranik.com

Abaixo de Nós » Luciana Muniz » Analista de Sistemas graduada em Sistemas de Informação. Como escritora, participou de duas antologias: Soltando o Verbo (2006), com as crônicas A Catedral e Essência, e Vampirus Brasil: Sedução, Fascínio e Traição (2008), com o conto A Marca da Maldade. Escavações: lumunizf@yahoo.com.br

Carta a Monsenhor… » Ana Cristina Rodrigues » escritora, historiadora, funcionária pública, professora, editora, agitadora cultural, roteirista e mãe. Carioca e balzaquiana, escreve para tentar calar as vozes (sem sucesso). Já apareceu com contos em diversos sites brasileiros e internacionais. Publicou o livro Anacrônicas –Pequenos Contos Mágicos (2009) e está escrevendo um romance de fantasia histórica alternativa. Pestes: anacrisrodrigues@gmail.com

Triângulo em Tempo Rubato e Gota de Sangue » Saint-Clair Stockler » mineiro que vive no Rio de Janeiro há muitos anos. É mestre em literatura brasileira e tem um livro de contos inédito (por enquanto): Dias Estranhos. Semicolcheias: saintclairstockler@gmail.com

A Dama e o Cavaleiro » Ricardo Delfin » formou-se em Processamento de Dados, pois paga aluguel, e em Cinema, anos mais tarde, quando um pouco de sabedoria lhe permitiu um momento de juízo. Publicou diversos contos, na verdade quatro, em antologias. Participou do e-zine TerrorZine do Portal Cranik, cujo download é gratuito. Co-organizador da antologia Dias Contados (inédita). Além de colaborador da revista virtual B12. Cortesias: rick.delfin@yahoo.com.br

O Fazedor de Terra » Ubiratan Peleteiro » nasceu em Vitória, Espírito Santo. É engenheiro de computação e trabalha atualmente como Auditor Fiscal no Rio de Janeiro. Sempre gostou muito de ler e teve seu primeiro contato com o escrever em 2004, quando participou da Oficina da Palavra da UFES, que produziu um livro com os contos e poemas dos participantes. Em 2006, travou contato com a produção de textos de ficção científica e fantasia, gêneros com os quais se identificou. Desde então passou a escrever contos nessa linha. Participa do grupo de escritores online Fábrica dos Sonhos e também já participou da Oficina de Escritores, outro grupo virtual. Escreve na Black Rocket, revista eletrônica de ficção científica. Torrões: upeleteiro@yahoo.com.br

Clausura » Richard Diegues » autor dos livros Tempos de AlgóriA (2009), Sob a Luz do Abajur (2007) e Magia – Tomo I (1997), além de organizador e co-autor do livro Visões de São Paulo –Ensaios Urbanos (2006), co-autor dos livros Histórias do Tarô (2008), Necrópole – Histórias de Bruxaria (2008), Necrópole – Histórias de Fantasmas (2006) e Necrópole – Histórias de Vampiros (2005). Trabalha com eventos e palestras na área literária, atuando também como editor pela Tarja Editorial. Paga as contas como programador de computadores, consultor editorial para autores, rastreador de hackers e jogador de bilhar. É o idealizador do projeto Paradigmas e participou do Volume 1, além deste.

 

Paradigmas 3

[ 1 1 ] Baby Beef, Baby! » Richard Diegues » autor dos livros Tempos de AlgóriA (2009), Sob A Luz do Abajur (2007) e Magia – Tomo I (1997), além de organizador e co-autor do livro Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006) e co-autor dos livros Histórias do Tarô (2008), Necrópole – Histórias de Bruxaria (2008), Necrópole – Histórias de Fantasmas (2006) e Necrópole – Histórias de Vampiros (2005). Trabalha com eventos e palestras na área literária, atuando também como editor pela Tarja Editorial. Paga as contas como programador de computadores, consultor editorial em apoio a novos autores, rastreando hackers e jogando bilhar. É o idealizador do projeto Paradigmas e participou dos dois volumes anteriores, além deste. Churrascadas: richard@tarjaeditorial.com.br

[ 2 5 ] O Mito da Fecundação » Ludimila Hashimoto » Nipo-carioca residente em São Paulo há 17 anos, traduziu cerca de 20 livros, dentre os quais AVoz do Fogo (2002), de Alan Moore, e 8 livros da série Discworld, de Terry Pratchett. Publicou textos no seu blog, o extinto Argamassa Gorda, e nos sites Letra & Vídeo e Terroristas da Conspiração. Teve também o seu conto Harmonia do Mundo publicado na revista eletrônica de ficção científica Terra Incógnita (2008). Delícias: milahashi12@gmail.com


[ 3 5 ] Reminiscências de um Mundo Verde » Ronaldo Luiz Souza »
Formado em Administração e pós-graduado em Direito Tributário, trabalha na área jurídica, mas possui desde a mais tenra infância paixão por livros e literatura. Co-autor dos livros Réquiem Para o Natal (2008), Universo Paulistano (2009), Solarium (2009), Contos Selecionados de Novos Autores Brasileiros (2009), Fiat Voluntas Tua (2009), Enigmas do Amor (2009), Contos de Outono (2009) e Dias Contados (2009). Também possui quatro outras obras das quais fará parte ainda em 2009. Outros textos podem ser encontrados no blog Refúgio das Palavras, do próprio autor. Aromas: rolusouza@gmail.com

[ 3 9 ] O Animal Morto » Saulo Sisnando » Escritor, dramaturgo, ator e diretor teatral nascido no Ceará, mas morando atualmente em Belém, onde é um dos mais populares autores do Estado do Pará. Autor do romance fantástico infanto-juvenil Puzzle – Tenha Fôlego Para Chegar ao Fim! (2005). Escreveu os espetáculos teatrais As Ruminantes (2009), popPORN – Sete Vidas e Infinitas Possibilidades de Corações Partidos (2009), Cartas Para Ninguém (2009), Trash – O Outro Lado do popPORN (2008), Útero – Fragmentos Românticos da Vida Feminina! (2007) e criou o argumento e a quarta história do espetáculo Quatro Versus Cadáver (2009), uma trama noir escrita em conjunto com três autores paraenses. Pertences: saulosisnando@hotmail.com

[ 4 7 ] Lamentações de Jeremias » Lúcio Manfredi » Escritor e roteirista de televisão com contos publicados nas antologias Intempol (2000), Como Era Gostosa a Minha Alienígena (2002), Vinte Voltas ao Redor do Sol (2005), Histórias do Olhar (2002) e Novelas, Espelhos & Um Pouco de Choro (2001). Para a tevê, escreveu dois episódios de Brava Gente com temática fantástica, As Aventuras de Chico Norato Contra o Boto Vingativo (2001) e a adaptação de Bilac Vê Estrelas (2006), de Ruy Castro. Foi colaborador das minisséries A Casa das Sete Mulheres (2006) e Um Só Coração (2004). Integrou ainda a equipe das novelas Como uma Onda (2005) e Ciranda de Pedra (2008). Curtas: luciojpm@uol.com.br

[ 5 1 ] Esperança Corrompida » Leandro Reis » Morador de São José dos Campos, interior de São Paulo, é o autor do livro Filhos de Galagah (2008). Hoje, trabalha na publicação de mais obras de seu mundo fantástico: Grinmelken. Também é autor de diversos contos, disponibilizados em sites, revistas virtuais e antologias publicadas. Mais informações podem ser adquiridas no site Grinmelken. Meses: contato@grinmelken.com.br

[ 5 9 ] Em Berço Esplêndido » Camila Fernandes » É escritora e revisora de textos, enquanto seu alter ego, Mila F., é ilustradora. Nascida e residente em São Paulo, capital, lançou contos no NecroZine e nos livros Necrópole – Histórias de Vampiros (2005), Necrópole – Histórias de Fantasmas (2006), Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006), Necrópole – Histórias de Bruxaria (2008) e Paradigmas – volumes 1 e 2 (2009). Seu trabalho alia o rotineiro ao bizarro, o realista ao onírico. No momento, está preparando dois livros-solo, ilustrando como freelancer e fazendo as capas da coleção Paradigmas. Turismo: camilailustradora@gmail.com

[ 6 7 ] Choque de Civilizações » Marcelo Jacinto Ribeiro » Técnico em informática sem paciência para ficar trancado em laboratórios, passou sua vida profissional vivendo fortes emoções no comércio e, ao invés de ir até o mundo, fez o mundo vir até ele. Publicou vários minicontos no projeto on-line Letra & Vídeo e no e-zine Black Rocket e está se divertindo pacas com tudo isso! Autor iniciante cheio de fome e curiosidade, bibliófilo assumido, confesso e sem arrependimentos, PNE involuntário e sobrevivente profissional, atualmente passa seu gigantesco tempo livre escrevendo sobre tudo e todos. Maldições ancestrais: spit_mkv@yahoo.com.br

[ 7 5 ] Hatzemberger » Davi M. Gonzales » Engenheiro por formação, especialista em gestão da Administração Pública, atua na Administração Pública Federal. Residente em São Caetano do Sul. Podia estar roubando, matando… mas está aqui, honestamente divulgando suas histórias. Acredita que a TV emburrece e que os livros são o melhor antídoto contra o entorpecimento da mente. Outros contos publicados, de forma não virtual: Prêmio UFF de Literatura (2008), Coletânea da Secretaria de Cultura de Niterói (2008), Antologia da Academia Niteroiense de Letras (2008), Coletânea FC do B – Ficção Científica Brasileira – Panorama 2006/2007 (2007), Antologia de Contos Fantásticos – CBJE – Câmara Brasileira de Jovens Escritores (2007), Antologia ASES – Associação dos Escritores de Bragança Paulista (2006), Antologia UNIVAP (2005) e Antologia Idiossincrasias (2003). Liturgias: davimegon@yahoo.com

[ 8 1 ] O Cavaleiro e o Senhor do Inverno » Gianpaolo Celli » Além de administrador de empresas, é escritor e editor. Sempre com um livro em mãos, é um leitor contumaz, estudioso de ocultismo, esoterismo e mitologia. Antes de se voltar à literatura, trabalhou com quadrinhos e apresentando matérias e aventuras-solo de fantasia na revista Dragão Brasil. Atualmente, além de colunista do site de neopaganismo Tribos de Gaia, é co-autor da coleção Necrópole, com os livros Histórias de Vampiros (2005), Histórias de Fantasmas (2007) e Histórias de Bruxaria (2008), e do livro Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006). Também é co-editor e co-autor dos livros Histórias do Tarô (2008) e Steampunk (2009). Brumas: giancelli@yahoo.com

[ 9 1 ] Velha Remington » Wolmyr Alcantara » Atualmente, finalizando (lutando com) a dissertação de mestrado sobre Memorial de Aires, de Machado de Assis. Professor de Literatura. Bacharel (sem vocação) em Jornalismo. Isso no mundo ficcional. No mundo real: leitor de Terror e Fantástico, Allan Poe e Lovecraft e outro bruxo, o do Cosme Velho. Publicou na antologia portuguesa Por Universos Nunca Dantes Navegados (2007) e na revista Scarium. Recebeu algumas menções honrosas em concursos literários. Participa da lista virtual Oficina de Escritores. Acredita em magia. Originais: aimberef@yahoo.com.br

[ 101 ] De Vento e Pedra » Viviane Yamabuchi » Artefinalista de histórias em quadrinhos dos estúdios Mauricio de Sousa desde 1994, ilustradora freelancer, formada em Design Gráfico e bailarina de dança indiana e dança do ventre quando sobra tempo. Estreando como escritora neste volume da Coleção Paradigmas. Aquarelas: vassouramagica@yahoo.com.br

[ 109 ] O Homem Bicorpóreo » Hugo Vera » É formado em Publicidade e Propaganda desde 1998. Paulistano radicado em São Bernardo do Campo, planeja desde pequeno a conquista do universo. É hoje um dos moderadores da Comunidade de Ficção Científica do Orkut e participou das primeiras edições do Prêmio Bráulio Tavares com os contos O Futuro é o Passado (2007) e O Homem Bicorpóreo (2008), este classificado em terceiro lugar pelo júri popular. Conspirações interplanetárias: email@hugovera.com.br

A revista Terra Magazine veio um pouco diferente dessa vez, trazendo um conto inédito do Roberto Causo e um artigo do Bráulio Tavares sobre o anti-intelectualismo, que já está dando o que falar nas comunidades de fantasia e ficção-científica no orkut.

Degustação do conto do Causo, Dactilomancia:

Ela o conhecia como Olegário Vidal. Trabalhava na compra e venda de café, embora mais tarde viesse a se apresentar como mecanógrafo e inventor. Disse a ela ter mantido, até este ano de Nosso Senhor de 1923, Todos os seus experimentos mecânicos em segredo.

ps. falando em Bráulio Tavares, alguém podia me ajudar a montar a página dele aqui no site, levantar bibliografia e outros detalhes básicos!

 

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