Release:
Um dos maiores telecinéticos do planeta, aluno prodígio da Fundação Cosmos, o pequeno Rigel descobre que sua família ainda está viva, que seu pai o tinha como morto, e toda a vida que conheceu foi calcada em
mentiras.

Poderia escapar à telepatia de seus professores telepatas ou à clarividência dos amigos? Só há uma forma de evadir um paranormal: Teria de perder a si mesmo para reencontrar sua família.

Seu pai não o compreenderia. Seus mestres o perseguiriam. Seus amigos seriam deixados para trás. Mas quando se viu cara a cara com aquela fotografia, sabia que havia apenas uma coisa a ser feita. Precisava fugir.

O autor:
Nascido em São Paulo, Diogo de Souza começou escrevendo peças para teatro e diversos artigos para revistas. Em 2005, estimulado por um amigo, deu forma à história de Fuga de Rigel, que o perseguia incansavelmente há vários anos. Ávido jogador de RPG, também fez breve carreira como ator e diretor de teatro, dos quais nunca perdeu o gosto. Hoje, trabalha como consultor em engenharia de sofware. Em seu primeiro romance, Diogo nos transporta para o mundo dos poderes paranormais e fundações secretas. Através de Rigel, acompanhamos a saga de um jovem telecinético em busca dos laços que o definem, da família que nunca conheceu, e da redescoberta de seus próprios valores.

Leandro Reis

2:35 pm

     

Release:
Filhos de Galagah, traz a você, personagens inesquecíveis que irão te acompanhar neste mundo de glórias e tragédias. Heróis nobres e companheiros de passado sombrio, que põe em prática o treinamento de uma vida.

Galatea é uma heroína de ideais nobres, filha do rei e Campeã Sagrada de sua religião, que parte para uma busca ordenada por seus sacerdotes, dragões. Iallanara é uma bruxa rejeitada pela sociedade, uma assassina fria presa a um ser cruel e misterioso. Ela se juntará à Campeã Sagrada para proteger-se e tentar buscar sua liberdade, criando um relacionamento de mentiras e desconfianças. Por último, Gawyn um elfo criado por humanos, e Sephiros, um elfo forjado para a batalha, serão convidados a proteger estas mulheres, entrando em um relacionamento mais intrigante que qualquer aventura.

A jornada os levará à lendária Lemurian, a cidadela invertida, onde o destino decidirá o sucesso ou fracasso na busca do que procura: A Primeira Runa.

Prólogo:
A porta da velha cabana abriu violentamente. A luz vermelha do pôr do sol invadiu a pequena sala, assim como parte dos outros aposentos, revelando seu macabro interior. Uma velha deformada, com cabelos emaranhados, ficou à porta observando o local. Procurava alguém.
Passou os olhos pela sala. Ao meio, havia uma mesa de madeira barata, cercada por ossos de pequenos roedores e de pássaros. Um corvo, morto há pouco tempo, encontrava-se pendurado e seu sangue gotejava no centro da mesa, que ostentava algumas pedras metálicas, verdes e azuis, em conjunto com pequenos crânios, todos dispostos de maneira peculiar. Nesse centro, repousava a última peça daquela intrincada formação: o crânio de um gato banhado pelo sangue do corvo.
A velha apoiou-se com as mãos no batente e deu um passo adentro para examinar melhor à esquerda. Seus dedos eram delgados e longos e suas unhas amareladas faziam curvas que a impediriam de fechar a mão. Algumas cestas com pequenos frutos estavam próximas à cortina vermelha e negra que servia como porta para o seu aposento predileto.

Sabia, porém, que quem procurava não estaria lá, pois era disciplinada o suficiente para não entrar em um local proibido.
Ela estreitou os olhos leitosos, um deles, completamente coberto por uma camada de líquido viscoso. Sorriu finalmente, exibindo os dentes podres, ao olhar à direita e ver, no monte de palha no chão, a pequena menina dormindo com um livro imenso sobre o peito.

- Iallanara! – gritou com sua voz estridente. A criança levantou-se imediatamente, os olhos arregalados e o coração disparado. Ao ver o susto que a jovem tomou, a velha gargalhou com gosto.

Iallanara Nindra baixou a cabeça e permaneceu parada, de mãos juntas, olhando para o chão. A menina de sete anos vestia um saco, outrora abrigo de batatas, preso por uma corda feita de folhas da Floresta do Tormento. Sua pele clara destacava seus cabelos ruivos, que, mesmo sujos, pareciam estar em chamas. Seus olhos verdes tinham o brilho apagado pela tristeza e pelo sofrimento e, na testa, trazia o que a tornava especial: um pequeno rubi losângico que parecia fazer parte de seu crânio, pois ali estava desde que nascera e dali não podia ser removido, apesar das tentativas da velha.

- Adormeceu novamente sob o livro de Necromância? Estenda a mão!

A menina obedeceu. Fechou os olhos como se isso pudesse evitar a dor. A bruxa tirou da manga um alfinete e a espetou profundamente, fazendo com que encolhesse, abraçando a mão ferida sem emitir um gemido sequer. A dor era óbvia, mas aquela criança aprendera a não chorar.

O autor:
Leandro Reis, mora em São José dos Campos/SP. Fascinado pelas estórias de dragões, elfos e magia, sua paixão por Grinmelken surgiu quando, há mais de uma década, imaginou este mundo pela primeira vez. Inspirado pelo sonho de escrever, criou lugares, personagens e sociedades, complementando seu mundo.

Release:
Sinopse:
Nesta coletânea de contos, Cleber Pacheco traz nove histórias sinistras e envolventes. Em Zona Mórfica, dois garotos conseguem controlar seus sonhos; a tênue linha que aparta o mundo real do espaço onírico pode transformar a descoberta num terrível pesadelo. No conto gigante Aemulatores, Daniel desenvolve uma habilidade psicocinética que lhe pode ser útil quando envolto por criaturas ? literalmente ? de outro mundo. William, o garoto das mãos ociosas, recebe incentivo de uma ruiva bastante estranha para vingar-se de um professor. Três seres assombrosamente poderosos se digladiam em Três Bestas.

Trecho do livro:
Parecia um beco. A pequena rua, na medida em que se alongava, era dividida simetricamente por quatro postes enterrados ao final de quatro quebra-molas. O intervalo, de um poste ? ou de um quebra-molas ? a outro, era de três casas. As casas, simples e de arquitetura humilde, possuíam dois andares. Algumas passaram por reformas, retocando suas frontes, embelezando-as em alguns casos, desgraçando-as em outros. Havia doze casas em cada margem da rua. Quatro delas eram privilegiadas: as que marcavam as esquinas. Essas contavam com quintais e garagens, além de mais espaço para a cozinha e banheiros. Na divisa entre o primeiro andar e o segundo, em todas elas, havia azulejos, como se fosse um padrão da rua; nenhum morador poderia alterar aquela configuração. Mais acima, havia fios pretos de telefone e de energia que, como as artérias que se alastram pelo corpo, provinham dos postes para todas as casas. Por pequenas telhas da cor de barro, e bem produzidas, formavam-se telhados; em uma dessas coberturas, estavam Dado e Enzo, apreciando a vista acinzentada do horizonte da Zona Mórfica.

? É bom estar aqui. Não é, Dado?
? É! Primeira, de Luxo! É tudo igual. As casas, os postes, os carros, o prédio de Mônica ali ? Dado apontou para longe -, tudo igual.
- Só que terrivelmente cinza!

- Isso! O que é isso? Neblina?
- Não. Nem sei se existe neblina cinza, aliás, aqui nem deve existir neblina. Os carros devem estar aí porque realmente devem estar, entende?
- Certo -. Dado chamou a atenção de Enzo para um Ford Focus estacionado à frente de sua casa – Esse é o de André. Ele realmente dormiu por aí hoje.

- Isso confirma minhas teorias – Enzo gracejou. – Você não sentiu ainda? É como se não tivesse vento…
- É mesmo – Dado franziu a testa – , não consigo ouvir nenhum som. Tudo é muito parado… como se o mundo estivesse morto.
- O mundo, pelo menos grande parte dele, está dormindo!

Dado permaneceu sentado no teto, junto a Enzo, com os braços envoltos às pernas, refletindo sobre a perseverança de seu colega e sobre sua descoberta espantosa. Ergueu a face ao céu sem nuvens e o observou com interesse. A atmosfera do planeta, a fina neblina que rodeava todos os espaços da Zona Mórfica, a lua, a árvore ancestral do final da rua, tudo era um pouco fora de contraste – feito televisões com falha nos tubos que geram a imagem -, e cinza; como se alguém tivesse passado uma grafite na imensa corporatura do mundo.  Sentiu-se no universo de “A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça” – o de Tim Burton, obviamente. 
Algo emitiu um ruído agudo e embolado à esquerda de Dado. Lembrava uma menina virgem histérica se afogando em uma piscina qualquer.

- Lá vem a coruja – Disse Enzo. – Não tenha medo!

Do alto dos galhos da árvore plantada, há séculos, no final da rua, despencou uma massa densa em tons confusos de azul. Era como se minúsculas luzes azuladas piscassem aleatoriamente dentro da coisa. A massa azul caiu em queda livre por alguns minutos, mas retomou vôo e empinou em direção a Enzo e Dado. Este último percebeu então, com a aproximação do ser, que a massa azulada era uma coruja, e que possuía aquela roupagem por estar na Zona Mórfica.

- Os animais estão nos dois planos simultaneamente, Dado. Mesmo quando estão acordados.
- Aquela coruja tá acordada?
- Claro! E provavelmente caçando.

A coruja rasgou o céu em direção ao final da rua, passando muito próximo aos rapazes.

- Quer dizer que os animais ficam azulados?
- É… se você for até minha sala, vai ver o meu “azuladinho” dormindo.
- Mas feito a coruja? Quer dizer… não dá pra perceber os olhos, a boca, nada? Apenas o formato define se é uma coruja, cachorro etc?

- É! O resto é essa “fluorescência” azulada. Na verdade, Dado, o que eu chamo de “azulados” são as pessoas que aparecem na Zona Mórfica sem precisar passar pelo que nós passamos!
- Peraí! Eu estou tentando controlar isso tudo faz uns quatro meses!
- Eu sei. Mas essas pessoas não percebem que estão aqui. A imagem delas aparece aqui o tempo todo. Ficam com uma fluorescência – Enzo fez o sinal de “abre aspas” com as mãos – azul muito forte. Sabe Jonatan, o jogador de vôlei? Se você for até a casa dele agora, vai entender o que estou dizendo.
- Deixa pra lá!

Enquanto se deleitavam mais uma vez com o lugar, palavras jorraram da boca de Dado:

- Deixa eu ver se posso fazer o que eu quiser, como você disse!
- Pode sim… não se esqueça… você está…

Dado marcou passo pelos telhados como um guerreiro grego a caminho do exército inimigo. Iniciou uma corrida por cima das casas; tomava mais e mais distância de Enzo na medida em que as cobertas passavam. Ao final da cobertura da décima casa – das doze daquele lado -, saltou firme atrás da coruja, e voou tão seguro quanto ela. Enzo, de longe, apenas observara.

        

Renascimento

Release:
Um misterioso homem, Dr. Varshae, que se apresenta como pesquisador dos sonhos procura Roger Briggs, o filho de um casal de cientistas mortos no 11 de Setembro, para propor um negócio. Ele quer ser o novo sócio de sua loja virtual e ampliar a empresa. Em troca de todo o dinheiro que Roger necessita ele faz apenas uma exigência: que ele passe o fim de semana com ele em Roma, para comemorar.
Roger aceita relutante e leva sua noiva Liz e a irmã desta Emile, duas britânicas que perderam seus pais durante os ataques de sete de julho. Emile é recém-convertida ao Kardecismo e percebe algo de estranho no Dr. Varshae. Pouco antes de embarcar ela é procurada por um misterioso frade franciscano que quer alertá-la de um perigo, o que a deixa ainda mais desconfiada.
Quando Liz e seqüestrada numa pensão próxima ao Vaticano, Roger e Emile são obrigados a seguirem viagem até Florença, a cidade berço do movimento conhecido como Renascimento. Em pleno museu Uffizi, em meio ás obras de Boticelli, eles encontram Frei Cello, a mente pro trás das manipulações, que acredita ser a reencarnação do frei Savonarolla, que promoveu as Fogueiras das Vaidades há tantos anos. Ele crê que Roger seja a reencarnação de Lorenço de Médici, patrono de nomes como Leonardo da Vinci e Michelangelo. E ele precisa saldar seus débitos para poder seguir em frente.
Mas por que Roger acha que o frei, na verdade, é seu pai morto no 11 de setembro? E qual é a verdade sobre Varshae, que revela ser Ahasverus, o judeu errante condenado por Cristo a vagar na Terra até Sua Segunda Vinda?
Recheado de citações do Livro dos Espíritos, esta aventura é totalmente inspirada em ensinamentos kardecistas e mostra que antigos débitos sempre voltam para assombrar, quer você queira ou não. Uma verdadeira Conspiração Renascentista.

Trecho – Capítulo 1:
Roger Briggs (cujo nome verdadeiro é Rogério Brigstein) andava de um lado para o outro em seu escritório localizado na zona oeste de São Paulo. Tinha trinta anos, 1,80 de altura e seus oitenta quilos eram bem distribuídos, fazendo-o parecer mais jovem do que realmente era. Vestia calça jeans e camisa estampada, além de usar mocassins novos. Seu tempo como proprietário do site multimarket.com havia rendido não só fama como também o havia colocado numa posição de destaque como um dos empresários de Internet mais promissores do Brasil. Os altos e baixos de uma empresa que opera na Internet conseguem minar as atenções de qualquer um, mas Roger foi capaz de manter braço firme na direção. Assim, o multimarket.com conseguiu se firmar como a maior e melhor loja de departamentos na rede mundial, atendendo a todo o país.
Roger estava tenso. Sabia que, apesar de tudo, era hora de ter um sócio. Mas os tempos eram difíceis. Muitos impostos levavam a muitas preocupações. Ainda assim, quando parava para pensar, chegava à conclusão de que não havia se saído tão mal. Principalmente depois que veio para o Brasil, onde passou cinco anos construindo a empresa com o dinheiro que havia recebido como indenização pela morte de seus pais.
Roger sentou-se em sua mesa com um copo de uísque na mão. Tinha orgulho do que havia construído em tão pouco tempo. Mas também trauma sobre como havia chegado ali. A vida não foi nunca fácil para esse filho de israelenses. Os conflitos em seu país natal não cessavam, e seus pais tomaram a difícil decisão de emigrar para onde acreditavam ser a terra da oportunidade: a América do Norte, mais precisamente
os Estados Unidos. Ele nunca havia confiado no governo de George W. Bush. Naquela época, com apenas 25 anos e muita vontade de aprender, Roger quis ver na terra do Tio Sam a oportunidade de começar uma nova vida. Seu pai, um cientista ligado à Universidade de Yale, aceitou a bolsa de estudos que permitiu levar sua esposa e fi lho para o novo país.
Até o fatídico 11 de setembro de 2001.

 

Sociedades Secretas – O submundo

Release:
Quatro anos se passaram desde o fim trágico do livro anterior. O autor está casado com Angela e vive de seus livros. Seu editor resolve pedir uma continuação do livro quando misteriosos assassinatos envolvendo os líderes das principais sociedades secretas começam a aparecer na mídia.
Determinado a investigar o que está acontecendo, o personagem entra clandestinamente no submundo das sociedades secretas em busca da verdadeira identidade do culpado pelas mortes. Encontra o irmão gêmeo de Gabriel, Rafael, que também quer sua ajuda para descobrir o que realmente aconteceu com seu irmão. E tem um confronto com a misteriosa e sedutora líder da Golden Dawn, Janete, que anseia por assumir o cargo de hierofante, uma posição eleita pelas várias sociedades secretas que escolhem aquele que será o líder de todas em momentos de crise.
Porém a investigação coloca sua própria vida em risco, bem como seu casamento com Angela. Agora ele deve correr contra o tempo para conseguir salvar sua vida, a de seus amigos, entender várias pontas soltas do romance anterior e ainda voltar para Londres em busca de uma maneira de deter o esquema pro trás dos assassinatos.
Neste livro o leitor conhecerá mais informações sobre sociedades secretas já conhecidas (maçonaria, illuminati, teosofia, skull and bones) e algums inéditas, como as sociedades secretas árabes (Tariqa), a Golden Dawn, a Astrum Argentum, a Ordo Aurum Solis, xamânicos, entre outras.

Trecho – Capítulo 1:
- Espere!
Tomei um susto e verifiquei que se tratava de Eduardo. Vinha afobado com um papel na mão.
- Desculpe, meu caro, mas vou precisar de mais alguns minutos do seu tempo. Acabei de receber um comunicado da diretoria e preciso muito lhe falar.
Estranhei. Eduardo sempre foi do tipo discreto, mas agora era um homem completamente agitado que estava na minha frente. O que poderia ser tão urgente?
- O que foi, homem? Fale logo!
- Vamos ter que colocar esse seu livro de história do rock em suspenso. Há interessados em um outro projeto literário que somente você pode escrever.
O elevador chegou e ele entrou. Fez um sinal para mim:
- Venha logo! Vamos até a padaria da esquina para conversarmos.
Entrei, ainda sem saber o que pensar. O que poderia ser de tão interessante para ele vir daquele jeito atrás de mim?
- Por que não podemos conversar na sua sala? – Perguntei, sem nem pensar o motivo pelo qual perguntava aquilo.
Ele me olhou sério e depois para o papel que tinha em mãos.
- Porque este projeto é secreto e pode significar muito para você em vários sentidos. Se você realmente não quer ser um Dan Brown da vida, esta pode ser sua chance.
Quando o elevador finalmente chegou no térreo e a porta se abriu minha curiosidade estava a mil por hora. Eduardo saiu na frente e nem olhou para trás. Com certeza esperava que eu o seguisse. Porém não conseguia entender todo aquele mistério. A tal padaria, uma do tipo sofisticado que misturava restaurante e bar, ficava bem na esquina do quarteirão onde estava o prédio da editora. O celular tocou e atendi, ainda seguindo-o.
- Onde você está? – Era Ângela, já preocupada. – Preciso falar com você antes mesmo de voltar ao trabalho.
Ela era, agora, assessora de imprensa de uma empresa especializada em eventos. Parecia bem com seu trabalho, mas de vez em quando batia nela uma certa insegurança. Era quando ela me ligava para poder conversar. Afinal, antes daquele emprego, o único universo que ela conhecera era o das sociedades secretas, que hoje a consideravam como uma espécie de traidora, já que ela resolvera sair dos Illuminati e admitira em público que me ajudara (e muito) no relato publicado em livro. Seus superiores, incluindo Adam, não a perdoaram por se entregar de volta ao “mundo profano” depois de ter sido iniciada.
- Calma, querida, estou aqui numa padaria próxima à editora com o Eduardo.
- Esse idiota? – Ela realmente não escondia que não ia com a cara dele. – O que ele quer? Não te alugou por tempo suficiente?
- Sei lá. Mas vou ter um papo rápido com ele e quando estiver a caminho de meu encontrar com você te ligo avisando.
Ela ficou quieta por alguns segundos e então respondeu:
- É bom mesmo você se livrar dele. Temos um assunto bastante sério para discutir.
Eduardo sentou-se numa mesa e fez sinal para que eu fizesse o mesmo. Pediu uma coca-cola e ficou encarando o papel.
- Outra crise? – perguntei, enquanto me sentava. – Meu bem, isso não é nada…
- Pior. Adam está morto. Foi assassinado num ritual ainda desconhecido. E os Illuminati querem minha ajuda para investigar o caso.
Senti um arrepio tremendo percorrer minha espinha.
- Quando? Onde? Como? Por que?
- É sobre isso que quero lhe falar. A coisa foi feia. Livre-se desse mala sem alça do seu editor e venha se encontrar comigo.
- Assim que puder. Falamo-nos depois.
Desliguei ainda atônito com a notícia. Eduardo percebeu e perguntou:
- Algo grave?
- Nada que não possa esperar. Mas você disse sobre um projeto? O que é?
Ele me empurrou finalmente a folha enquanto apanhava a coca do garçom. Olhei para o papel e vi que era o recorte de uma notícia da Folha de São Paulo. Dizia: 

 EMPRESÁRIO PAULISTA MORTO EM RITUAL SECRETO
O empresário paulista Adão Rodrigues, 47, foi encontrado morto esta manhã em circunstâncias misteriosas em sua casa no bairro do Morumbi, zona sul de São Paulo. Rodrigues era conhecido por ser um dos donos de clubes noturnos mais influentes da noite paulistana. Nunca apresentou nenhum histórico de problemas com a polícia ou com qualquer atividade ilícita.
As autoridades declararam que o motivo do crime, considerado bárbaro, ainda está obscuro para eles. Rodrigues foi encontrado em cima de uma mesa na sala de jantar. Estava com os braços e pernas amarrados e esticados. Seu abdome foi aberto e suas entranhas estavam espalhadas por todos os lados. Acima de sua cabeça havia alguns caracteres em aramaico. Na parede um desenho feito com o sangue da vítima retratava um olho de Hórus, símbolo comumente associado com o oculto e com sociedades secretas.
A polícia está se encontra na fase de interrogatório, mas já levantou a suspeita de que membros de sociedades como a maçonaria ou os templários possa estar envolvido
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Sociedades Secretas

Release:
Uma história cheia de suspense e mistério. O personagem central, que se confunde com o próprio escritor, recebe uma proposta para publicar um livro de entrevistas sobre as principais sociedades secretas conhecidas. Com a ajuda de seu amigo Gabriel, que já teve contato com as sociedades anteriormente, embarca numa viagem em busca de conhecimento.
No caminho eles conhecem a misteriosa Oráculo, uma ex-namorada de Gabriel, que também é a líder da misteriosa sociedade conhecida como O Processo. Convencido por ela, Gabriel larga tudo para se tornar o novo líder do Processo.
Enquanto isso o autor conhece a bela Angela, representante dos Illuminati, e com ela embarca numa misteriosa viagem à Inglaterra, França e Itália. Lá eles deverão participar de uma misteriosa Caça ao Tesouro em busca dos diários perdidos de Aleister Crowley, William Blake e do Conde Cagliostro.
A busca pelo poder, entretanto, toma conta de Gabriel, que fará de tudo para se tornar o líder supremo do Processo, perdendo sua inocência e suas amizades durante toda a história até o desfecho trágico no Castelo de Sant´Angelo, em Roma..
Várias sociedades secretas passam pelo livro, entre elas Os Illuminati, Priorado de Sião, Carbonários, Skull and Bones, Rosacruz AMORC, Maçonaria, Teosofia, Templários, Templo do Vampiro, entre outra.
Descubra as informações mais comuns e algumas não tão comuns neste livro que já vendeu mais de oitenta mil cópias até o momento.

Trecho – Capítulo 1:
“Já parou para pensar nas ligações entre o Priorado de Sião, Hugo de Payens, os Cavaleiros Templários, Maria Madalena, Rennes le Chateau, o clã escocês Orkney e outros?”
Olhei sem entender para Gabriel. Na agência de publicidade em que trabalhamos temos uma certa liberdade de discutir assuntos que podem, em outros lugares, serem um tanto polêmicos. E Gabriel era o verdadeiro especialista no assunto. Sempre discutimos sobre os mais diversos pontos esotéricos e ambos éramos fissurados em debater sobre sociedades secretas. Depois que uma colega nossa apareceu com um exemplar de O Código da Vinci embaixo do braço, praticamente não paramos de falar sobre o assunto.
Até aquela manhã, quando fomos ambos convidados para juntarmo-nos ao famoso site de relações pessoais Orkut.
Aceitamos o convite sem saber o que esperar de uma página de internet dedicada a classificar amigos e ver quem tinha o índice de popularidade mais alto. Gabriel foi o primeiro a se inscrever e navegar pelas páginas que, nem sempre, ficam no ar. Nada que já não havia visto em outros sites de bate-papo ou mesmo de fóruns.
Foi quando algo me chamou a atenção: as chamadas comunidades. Páginas que reúnem interessados num mesmo assunto e fazem com que idéias sejam trocadas, opiniões exprimidas e encontros marcados. Sou jornalista e trabalho como redator. Qualquer ferramenta que possa me colocar em contato com fontes é bem vinda, por isso quis saber mais sobre o site.
- Já sei – disse a Gabriel – Dá para procurar uma comunidade por um determinado assunto?
- Parece que sim – respondeu ele sem tirar os olhos do horrível tom azul calcinha que domina o site – O que você quer achar?
- O que você me diria se encontrássemos mais loucos que, como nós, se interessam por sociedades secretas?
- Parece que, aqui, tem de tudo. Vamos tentar.
Ele clicou em Search e digitou em inglês “secret orders”. Uma comunidade baseada na Inglaterra apareceu e demos uma olhada. Foi de lá que apareceu o texto de abertura que citei acima. Dei risada e olhei para Gabriel com ar misterioso:
- A ligação parece óbvia, meu caro. A Ordem de Sião protege o suposto casamento de Jesus com Maria Madalena, registrado em documentos guardados pelos Cavaleiros Templários, ordem de Hugo de Payens, encontrados nas ruínas do Templo de Jerusalém.
- E onde diabos entra o resto dos itens citados?
- Como vou saber? Nem sou iniciado.
Gabriel parou de digitar e olhou-me sério.
- Sabe que tenho um tio maçônico? De vez em quando ele deixa escapar algumas coisas sobre a ligação entre a maçonaria e os templários. Mas nunca sei se ele fala a verdade ou apenas contribui para a propagação do mistério maçom.
- Se é seu parente você poderia também entrar. Nunca pensou nisso?
- Já, mas meu negócio é outro. Prefiro ir aos encontros de jovens que a Igreja Católica promove. Pelo menos é mais aberto e não tão cheio de segredos.
- Mas, meu caro, o que mais atrai as pessoas a este assunto é justamente a aura de segredo que essas sociedades possuem. Será que O Código Da Vinci seria o sucesso que é hoje se não possuísse esse ar?
- Se levar isso em conta Harry Potter é tão misterioso quanto o Código.
Ri da comparação. Gabriel tinha nome de anjo e freqüentava a juventude católica, tendo já comparecido a encontros mundiais na Europa, promovidos pelo Vaticano. O cara era mesmo bem atípico e sugeria alguns itens de debate que não teria pensado por mim mesmo.
O que me dava uma idéia…
- Ei, Gabriel, que tal bancar o agente secreto?
- Como é? Tá maluco?
- Não, não estou. É uma idéia que me surgiu agora. Primeiro, tenho que acionar um contato meu, depois te falo.
Voltei correndo para minha mesa e procurei minha agenda eletrônica. Achei o número de um certo contato de uma editora de livros e liguei. Não preciso dizer o quanto ele achou a idéia maluca mas que poderia dar certo se tivéssemos o material adequado. Claro que isso iria denotar um certo cuidado, pois o terreno dessas ordens é perigoso para quem não é iniciado, o que poderia nos colocar numa situação perigosa. Mas a perspectiva de sucesso estava no ar. Voltei para a mesa de Gabriel e puxei uma cadeira. Expliquei em detalhes o que pretendia e ele me olhava como se eu acabasse de ter sido mordido por uma cobra e estivesse delirando.
- Um livro contando como são as ordens secretas vistas por dentro? Você realmente deve ter pirado.
- Não, não pirei. É claro que não dá para fazer sozinho, pois o melhor é nos revezarmos. Dependendo do lugar dá para irmos juntos ou sozinhos. Depois é só juntar os dados colhidos, montarmos os capítulos e temos um trabalho digno da lista dos melhores best sellers!
Ainda assim Gabriel me olhava desconfiado.
- Meu caro, pense bem. Não estamos nas páginas do Código nem numa aventura filmada para os cinemas. Isto é a vida real. E se sofrermos alguma perseguição?
- Você mesmo disse que o que o Código afirma sobre o Opus Dei não corresponde à verdade, não é?
Estava me referindo ao fato do livro de Dan Brown colocar esse braço da Igreja Católica como um dos responsáveis pela perseguição dos personagens principais, ameaçados de morte, por um monge albino. Gabriel riu ante à lembrança e repetiu:
- E é mesmo. Mas estaremos indo atrás do que? O Santo Graal está na Inglaterra, alguns mistérios dos Templários estão na França e mesmo os Rosacruzes já não são mais o que eram.
Dei de ombros.
- O templo deles em São Paulo sempre me pareceu extravagante o suficiente. Quero dizer, aquelas entradas com esfinges de ambos os lados do caminho, a enorme porta dupla de bronze e os símbolos. Dei uma olhada no site deles. Falam tanto de amor e fraternidade que chega a ser chato. Mas mesmo assim eles devem ter um motivo para manter uma aparência assim, não acha?

 

  

Os Heróis de Esparta

Release:
Em 480 a.C. as tropas de Xerxes, rei do Império Persa,prepararam-se para invadir a Grécia.
Derrotados alguns anos antes, na Batalha de Maratona, os persas pareciam ter desistido desse intento, até que o novo monarca resolveu vingar a humilhação sofrida por seu pai.
Apenas uma liga de cidades-estado gregas, lideradas pela poderosa Esparta, resolveu opor-se ao invasor. O palco escolhido foi o Desfiladeiro das Termópilas, na Grécia Central, que ficaria para sempre marcado pelo sangue daquela batalha e pelo heroísmo de seus combatentes.
A história, nos relatos de Heródoto, imortalizou o conflito na pessoa do rei Leônidas, e de sua guarda pessoal, conhecida como os 300 de Esparta. Mas poucos sabem que muitos outros representantes de diversas cidades morreram junto aos espartanos.
Em 191 a.C., às vésperas do quarto conflito a ocorrer naquele mesmo cenário, desta vez enfocando os romanos, um aluno da Escola de Heródoto, um macedônio chamado Filipe, é escolhido para acompanhar a nova batalha e registrá-la. Ansioso para cumprir com seu dever, ele parte em busca de alguém que possa ajudá-lo a entender melhor como realizar sua missão. Conhece, então, o organizador oficial de documentos do Senado, Cláudio Germânico, que, interessado na missão de Filipe, resolve contar o que sabe a respeito do clássico confronto das Termópilas. Com a ajuda de um amigo mercador ateniense e de um bardo grego quase cego, Cláudio dá uma aula e conta a Filipe e seus colegas a verdadeira história da Batalha das Termópilas.
Um relato fascinante que conta o episódio como ele realmente aconteceu. Uma ficção baseada nos escritos de Heródoto e Plutarco. Uma história que vai além da obra de Frank Miller e dos filmes acerca do assunto.

Trecho – Capítulo 1:
Filipe da Macedônia (não o rei, mas o filho de pastores pobres) largou a pátria de seus antepassados e de seus pais para se arriscar numa cidade maior que lhe desse a oportunidade de crescer e desenvolver seus dotes intelectuais, considerados bons demais para a sociedade pastoral onde nasceu. Foi inicialmente idéia de seu pai que, ao verificar a pouca habilidade do filho de se imiscuir nos meios militares, decidiu que ele partisse para Roma a fim de se tornar o que quisesse, desde que estivesse ligado a uma atividade intelectual.
De fato o pai de Filipe, que se apoiava no filho mais velho Parmênio para lhe ajudar, liberou o mais novo com muito pesar. Há muito tempo não aparecia alguém assim em sua família, com talento para atividades intelectuais. Mas o velho sabia que, com a situação de seu país se deteriorando e com um governo fraco, logo eles se tornariam província romana. De fato isso aconteceu pouco tempo depois que nossa história se iniciou.
O fato é que Filipe foi estudar com ninguém menos que Marcus Agrappa, que pertencia a uma linhagem de historiadores ensinados pelo próprio Heródoto, chamado de pai da História. O ano era 196 a.C. Filipe contava com 23 anos, estava fora de casa há uns três anos e contava com um aspecto que seus pais,s e o vissem, nem reconheceriam: alto, magro, cabelos negros, ar intelectual, vestindo togas brancas que mais pareciam as roupas de um senador.
Não demorou muito para que Agrappa notasse que seu aluno era especial. Tinha um poder de observação tremendo e sabia relacionar fatos antigos com os atuais. Sua lógica era irrepreensível e tudo o que falava era levado a sério pelos demais alunos. Por isso não foi espanto para ninguém da escola quando, no final do ano 192 a.C., seu professor anunciou em público uma honra que muitos deles matariam para obter.
- Filipe foi o escolhido para acompanhar os cônsules Mânio Acílio Glábrio e Marco Pórcio Catão na campanha que ambos liderarão contra as forças de Antíoco III da Síria.
Todos aplaudiram com entusiasmo, pois a presença de um historiador numa batalha era uma honra que poucos recebiam. Filipe, porém, mostrou-se um tanto nervoso com a notícia. Agrappa, com seu ar de professor velho e sabido, calvo e gordo como somente os mais abastados patrícios romanos poderiam ser, viu a apreensão nos olhos do agora quase ex-aluno e resolveu chamá-lo para uma conversa em seu estúdio.
Lá, sentados em divãs e observando as águas de uma fonte jorrando no meio da sala, o professor foi direto ao assunto:
- Sinto que ainda pensas se deves ou não aceitar esta tarefa.
Filipe abaixou os olhos. Estava claro que sentia-se envergonhado por ter demonstrado de maneira tão aberta seus sentimentos. Mas não pronunciou uma só palavra.
- Conte-me o que lhe aflige, filho.
Agrappa sempre teve o hábito de tratar seus alunos como se fossem filhos. Sabia que essa tarefa era essencial para que pudessem proclamar Filipe como um historiador oficial da Escola. Mas a vergonha impedia que seu pupilo dissesse o que realmente acontecia em seu interior. O professor levantou-se de seu divã e aproximou-se dele. Colocou a mão no ombro e esperou pacientemente. Filipe parecia lutar com seus sentimentos. Quando finalmente falou, estava com as palavras embargadas por tristeza.
- Sei que isso é importante para o senhor e suas escola, e nem pensei na possibilidade de desonrá-lo. Mas por que partir para registrar uma batalha contra o rei da Síria que talvez nunca signifique nada a não ser mais uma oportunidade para Roma impor seu poder?
Agrappa sentou-se ao lado do aluno no divã.
- Esse é o problema de se pensar com sentimentos, Filipe. Você não consegue verificar muitas coisas e deixa que isso obscureça seu pensamento. A tal ponto que não percebe o quanto isso pode ser importante para seu crescimento.
- Meu crescimento? Como assim?
- Você leu sobre o assunto nos avisos do fórum?
- Alguma coisa. Por que?
- Quem é Antíoco III?
Quase mecanicamente o aluno respondeu:
- Antíoco III Magno, também conhecido como Antíoco Megas, o Grande, é um rei selêucida, de um estado helenístico que surgiu logo após a morte de Alexandre o Grande. O nome veio de um dos generais do conquistador, Seleuco. Antíoco é filho mais novo de Seleuco II Calinico e sucedeu a seu irmão Seleuco III. Casou-se com Laodice II, filha do rei Mitrídates II do Ponto e formou uma aliança com este reino. Fez frente à revolta de Mólon, governador da província da Média que se declarou independente. Ele abandonou uma campanha no sul da Síria contra o Egito para poder derrotar esse rebelde.

 

 Investigação Criminal

Release:
Tony Draschko é um jovem brasileiro filho de poloneses cujos pais morrem durante um assalto em São Paulo. Seu tio, comissário de polícia da cidade de Little Rock, no estado norte-americano do Arkansas, leva o sobrinho para viver com ele e sua esposa, Donna.
Lá ele estuda e desenvolve um gosto pela investigação criminal. E passa a esperar por uma oportunidade de obter um emprego como CSA (Analista de Cena de Crime) no laboratório local, um dos melhores dos Estados Unidos. Com sérios problemas emocionais devido à morte de seus pais, o psicólogo forense encarregado de examiná-lo libera-o em troca de sessões constantes para tratamento de seus medos.
Tony é chamado pelo tio para investigar o misterioso assassinato de um músico de blues num clube noturno. Ele e sua parceira embarcam então numa investigação onde ele usará os conhecimentos pessoais mais tudo que aprendeu como fã da série de TV CSI para capturar o assassino antes que seja tarde demais.
O livro, que foi revisado pela autora escritora forense Ilana Casoy, autora de Serial Killer: Louco ou Cruel? e Serial Killers Made in Brazil comentou:
“Se você é fã do seriado C.S.I., vai ler este romance de Sérgio Pereira Couto num fôlego só. Com informações preciosas sobre perícia científica permeando toda a história, é leitura obrigatória para os amantes da ciência aplicada na solução de crimes. E mesmo os mais experientes não adivinharão o final!”

Trecho – Capítulo 1:
Tony acompanhou-o com os olhos e viu quando ele sentou-se em sua cadeira, pegou o telefone e discou um número. Começou a falar baixo demais para que acompanhasse a conversa e sua atenção voltou-se de novo para a janela, pois a chuva continuava a cair e molhar os vidros. O ruído da chuva sempre havia exercido sobre ele um efeito calmante. Ficou assim por pelo menos cinco minutos e já estava quase fechando os olhos quando sentiu algo vibrando em seu cinto. Apalpou o suporte onde estava seu Pager e viu a mensagem:

“10-24 Exceter Club. 10-12. Possível 01”

Tony franziu a testa. Não lembrava de cabeça todos os códigos e abriu a carteira, onde guardava uma tabela usada pela polícia do Arkansas, fornecida por seu tio Colin. Consultou rapidamente e viu as referências:

10-24 Problemas em ___ todos para o local.
10-12 Policiais ou visitantes presentes.
01 Assassinato e homicídio não intencional

Estranhou a mensagem, que era despachada assim apenas para os CSIs. O que estaria fazendo isso em seu Pager?
Quando o dr. Mendes voltou, sentou-se na poltrona e falou com voz calma:
- Tony, sinto que estou a ponto de fazer algo que jamais havia feito e que pode comprometer minha carreira. Primeiro vamos esperar mais um pouco.
- Esperar? Esperar o que?
De repente o Pager voltou a vibrar. Quando Tony o pegou, não acreditou no que estava lendo:

“Apresente-se imediatamente no meu gabinete. Levarei-o até o chefe Nelson. Colin”.

Tony olhou para o dr. Mendes sem, entender:
- O que significa isso?
- Que você é um tipo bem interessante, Tony, e que pode ir mais longe do que você pensa. Você inspira confiança e isso é muito importante. Mas não pense que isso o isentará de vir aqui regularmente.
- O senhor está me dizendo…
- … que estou aprovando sua requisição para tornar-se um CSI, CSA, sei lá como você quer chamar. Seu tio e o chefe Nelson o encaminharão para sua primeira missão. As coisas já estão caminhando para você. Aproveite.
Tony levantou-se da poltrona e começou a encaminhar-se lentamente para a porta. De repente parou e virou-se para o psiquiatra:
- Então esta era apenas…
- … uma entrevista para confirmar sua admissão. Aproveite. Mas você deverá voltar aqui quando for solicitado. Há muito em sua história pessoal que eu gostaria de discutir.

 

 

Em ‘Mundo de sombras’, Ivanir Calado mistura a dose certa de suspense, mistério e aventura em uma trama eletrizante. Na pequena cidade de Morro Queimado, estranhas mortes começam a assustar a população. Investigando os crimes, os adolescentes Júlio e Daniel chegam a uma surpreendente descoberta – existe um vampiro à solta. Amigos de infância, Daniel e Júlio estão sempre juntos têm interesses parecidos, idéias parecidas – e acham que continuarão assim para sempre. Até que a morte brutal de sua amiga Lucinha, aos quinze anos, vira de cabeça para baixo a cidade e coloca os dois numa encruzilhada que vai separá-los de modo implacável. Júlio decide que a garota foi morta por um vampiro e acha que precisa fazer alguma coisa a respeito. Mesmo tendo certeza de que a idéia é absurda, Daniel é arrastado para uma investigação que, pouco a pouco, levará os dois ao terror absoluto, onde espreita uma criatura que, antes, parecia existir apenas em livros e filmes.

A Caverna dos Titãs: De repente aquele videogame não é apenas um videogame. Aquele shopping center não é somente um shopping center, e Morro Queimado não é mais uma cidade comum. Então, muitas coisas estranhas começam a acontecer no OuterPlanet Megashopping. Três amigos começam a desconfiar que só poderia ser obra de alguém do outro mundo e resolvem investigar. O resultado é uma aventura incrível, num vertiginoso ritmo de videogame.

       

Release de Reviravolta:
Na noite de seu aniversário de 7 anos, Pedro, protagonista de ‘Reviravolta’, ganha um irmão de mesmo nome. Passa a se chamar Pedro Velho – seu irmão, Pedro Novo. O aniversário dos irmãos é também data da morte da mãe dos meninos e de uma irmã, natimorta. Pedro Novo e Pedro Velho, num jogo de espelhos, passam a viver, a partir de então, num tempo próprio, que se expande e dilata, encolhe e se estreita de acordo com as leis de uma física que é científica, mas beira o realismo fantástico do colombiano Gabriel García Márquez. Na casa dos Pedros, perde-se a chave do cadeado da porta, os vizinhos desaparecem e ninguém sente a necessidade de sair para a rua. É sempre noite. A festa junina da noite de 17 de junho de 1962 se repete, sem cessar, com o passar dos anos. E, entretanto, o tempo passa. A narrativa vai e volta e se reencontra como num desenho elíptico de Escher. O narrador desta epopéia elíptica nos conta a história de um futuro muito distante em que novos paradigmas foram criados e seres humanos usam computadores – ou inteligência não-biológica – implantados no cérebro. É o tempo, paralelo ao tempo, dentro do tempo. Um mergulho nesta obra faz o tempo parar.

Release de O Mágico de Verdade:
Pergunte a uma criança o que é um mágico e ela provavelmente dirá que é alguém que sabe fazer coisas inexplicáveis; pergunte a um adolescente e ele dirá que é alguém que sabe fazer truques. Em ‘O mágico de verdade’, o escritor, ensaísta e professor universitário Gustavo Bernardo ‘brinca’ com o fascinante conceito de ilusionismo para questionar a realidade que vivemos hoje, levando reflexões aprofundadas para o público jovem através de uma narrativa ficcional. O livro reproduz um programa de auditório semanal em que a platéia e os telespectadores são desafiados a descobrir os ‘truques’ de um mágico em troca de um prêmio de um milhão de reais. Um apresentador falastrão conduz a narrativa e arrasta o leitor-telespectador de um bloco a outro do programa, sem perder o fôlego. A tensão aumenta a cada domingo. A cada novo programa, o público se surpreende com uma mágica mais inacreditável que a outra. Audiência recorde, anúncios milionários, contratos com redes de televisão do exterior. O show é um sucesso. Porém, as coisas começam a sair do controle – e os patrocinadores ficam assustados -, já que o tal mágico desafia bem mais do que a simples curiosidade da platéia em relação a seus feitos extraordinários. Por trás de todas as suas mágicas incríveis há sempre uma reflexão que se impõe aos participantes do show e à realidade tal qual a conhecemos.

Desenho Mudo: Nina não falava, mas revelava em seus desenhos uma assombrosa percepção do mundo. Um crime chocante a coloca em contato com um tenente da polícia, encarregado de resolver o caso. Ele também era uma pessoa especial que via cada investigação mais como um meio de fazer descobertas sobre a alma humana do que como um procedimento para identificar os culpados. Entre os dois se estabelece um diálogo inusitado, que sugere o quanto estamos limitados a rótulos nos nossos relacionamentos e tentativas de compreender a vida.

A ficção cética: ‘Dubito ergo sum, vel quod item est, cogito ergo sum’, disse René Descartes, mostrando que pensar é a mesma coisa que duvidar. O ensaio ‘A ficção cética’ parte dessa sentença para discutir a presença do ceticismo na literatura, entendendo-o constitutivo e essencial. Cabe à ficção proteger a dúvida, levantando a suspeita sobre a realidade ao mesmo tempo em que, paradoxalmente, intensifica a vida. É dessa proteção que trata o livro de Gustavo Bernardo, relacionando, por exemplo, Philip K. Dick a Carl Sagan, Shakespeare a Michel de Montaigne e Sófocles a Pirro. Tais diálogos o convencem da necessidade antropológica da ficção e da necessidade moral do ceticismo.


Alaor Chaves

9:11 pm

Com base na Nanotecnologia, o cientista Albert Jalsberg inventa um método revolucionário para produzir hidrogênio. Mantém em segredo sua técnica e cria a Nanocarbon, que se transforma em um império monopolizador da energia do Planeta. Pressionada a abrir sua caixa de segredos, a Nanocarbon resiste e torna-se alvo de agressões que culminam em terrorismo. Jalsberg manifesta a intenção de revelar suas técnicas e sofre um atentado cometido por seus próprios sócios. Na clandestinidade, o inventor luta para escapar de seus perseguidores e para desmontar o império que ele próprio criou.

Palavras Canibais from Fantastik.com.br on Vimeo

Videoarte de Eric Novello com trechos do livro Fome de Tibor Moricz.

Não foi feito para ser fácil. Interajan. Usem o pause. Voltem. Revoltem.
Em tamanho grande no vimeo.

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