Organizado por Martha Argel e Humberto Moura, sai em edição caprichada da editora Aleph o livro O Vampiro antes de Drácula.

Release:
Prepare-se para uma viagem pelo sombrio, pelo fantástico, pelo sedutor mundo das mais temíveis criaturas da noite. Pois, muito antes de Drácula, os vampiros já assombravam os homens. Para contar essa trajetória, Martha Argel e Humberto Moura Neto investigaram as origens do vampiro clássico, do contemporâneo e as diversas facetas por ele assumidas ao longo do tempo. Por meio de extensa pesquisa pessoal e de textos criteriosamente escolhidos e traduzidos, os organizadores apresentam uma cuidadosa seleção de contos do século XIX: partindo de O Vampiro, de John Polidori (1819), passam por autores consagrados como Alexandre Dumas, Edgar Allan Poe e H. G. Wells, até finalizar com o consagrado Drácula (1897), de Bram Stoker. O Vampiro Antes de Drácula constrói, assim, um painel crítico e retrospectivo desse mito através da literatura, uma entidade capaz de sobreviver à passagem do tempo e chegar, mais invencível do que nunca, aos dias de hoje.

O livro se divide em duas partes.
A primeira faz uma análise histórica do mito dos vampiros.

14 O vampiro pré-literário / A origem do vampiro contemporâneo
18 Os ancestrais do vampiro
19 Por que surgiu o vampiro?
21 O vampiro literário: antes de Drácula / Os precursores poéticos
25 Lord Byron e a origem do vampiro em prosa
29 O vampiro conquista a Europa
36 O vampiro para as massas
40 Mulheres fatais, decadência e fin-de-siècle
46 Vampiros com vários sotaques
50 Contos de vampiro, de Polidori a Stoker

A segunda traz diversos contos de autores consagrados:

53 O vampiro (1819), de John Polidori
81 Fragmento de um relato (1816), de Lord Byron
93 O retrato oval (1842), de Edgar Allan Poe
101 A família do Vurdalak (1847), de Alexei Tolstoi
133 A dama pálida (1849), de Alexandre Dumas, pai
179 O Horla (1886), de Guy de Maupassant
193 Um mistério da Campagna (1887), de Anne Crawford
135 O velho Éson (1891), de Arthur Quiller-Couch
243 O último dos vampiros (1893), de Phil Robinson
255 A verdadeira história de um vampiro (1894), do Conde de Stenbock
267 A floração da estranha orquídea (1895), de H. G. Wells
279 O convidado de Drácula (entre 1890 e 1897), de Bram Stoker
299 Posfácio – Drácula: a cristalização do mito

Extras:
309 Bibliografia
321 Apêndice 1 – O vampiro na prosa e na poesia até 1897
331 Apêndice 2 – O vampiro nos palcos até Drácula

Trecho do conto O retrato oval, de Edgard Allan Poe:
“A ação teve, porém, um efeito inesperado. Os raios das inúmeras velas (pois havia muitas) agora recaíam sobre um nicho do quarto que até então estivera encoberto pela sombra de um dos balaústres da cama. Eu assim notei, sob a luz vívida, uma pintura que antes me passara despercebida. Era o retrato de uma mulher
jovem. Passei os olhos rapidamente pela pintura e, então, cerrei-os”.

Trecho do conto A verdadeira história de um vampiro, do Conde de Stenbock:

“Em geral, as histórias de vampiro têm como cenário a Estíria*. A minha também. A Estíria não é, de maneira alguma, o lugar romântico descrito por aqueles que, com certeza, jamais estiveram por lá. É uma região plana, sem atrativos, celebrada apenas por seus perus, seus galetos e a estupidez de seus habitantes. Os vampiros costumam chegar de noite, em carruagens puxadas por uma parelha de cavalos negros”.

Organizadores:
Doutora em ecologia pela UNICAMP, Martha Argel é autora de vários livros de literatura fantástica, entre os quais Relações de Sangue, O Livro dos Contos Enfeitiçados e O Vampiro de Cada Um. Recentemente, participou da antologia Amor Vampiro. Humberto Moura Neto é biólogo e trabalha como tradutor. Ambos já atuaram na pesquisa científica, tanto em biologia marinha como em comportamento animal, e são ávidos consumidores de ficção vampírica.

  

Manuscritos de Sangue

Release:
A ficção de Waldick Garrett é esculpida em histórias sobrenaturais, estranhas, mágicas, misteriosas. Em 13 contos, o leitor é conduzido a um mundo de sangue, a vielas imundas e a cantos sombrios. Há também viagens para um futuro dos mais distantes, quando dois capitães brasileiros são enviados em missão exploratória ao planeta Maya – algo nada agradável os espera. Em outros contos, vemos um homem que desperta num sótão escuro, assolado por uma amnésia temporária; ao evitar um acidente, um motorista solitário acaba despertando um ser aterrorizante que se esconde próximo à rodovia. O mistério é uma névoa que envolve todos os textos de Garrett. Ao dedicar os contos a autores como Allan Poe, Isaac Asimov, Stephen King e Lovecraft ficam claras as influências do autor.

Os contos:
1 O Canto Esquerdo
2 A Fotografia
3 Rodovia KM 313
4 Projeção
5 A maldição da Vila Pequena
6 Pacto Sob o Luar
7 O Cabo Grorski
8 A Encosta
9 Coma
10 O Diário de Victor
11 Assassinato no templo
12 O Perfume
13 A Expedição

Trecho do conto O canto esquerdo:
“… A cena aterrorizou Gentil que, por um segundo, jurou ter visto sombras negras circundando as paredes do sótão. De soslaio, vislumbrou aquela mesma figura tétrica em pé, às suas costas, à esquerda. – Como pôde esquecer-se dela? – Enregelou rapidamente, e uma leve insegurança dominou suas pernas. Sentiu o suor escorrendo de sua testa e pescoço e imaginou que seria obrigado a virar-se.
Girou sobre os calcanhares solene e vagarosamente e, naquela penumbra, pôde notar um par de sapatos que saíam do breu que assolava o canto.
- Que… quem está aí? – sussurrou com voz trêmula.
Nada ouviu. Nem os trovões e tampouco os galhos serpenteantes. Os clarões ofuscavam e faziam pouco efeito no canto esquerdo. Pé ante pé, aproximou-se. Ao parar próximo dos sapatos, percebeu que eles postavam-se com os calcanhares sobre o solo e as pontas viradas para cima.
Está sentado, pensou.
Ao agachar-se, um enorme e anormal relâmpago lampejou, clareando o canto, e Gentil pôde finalmente ver…”

  

Release de O Legado de Bathory:
Em O Legado de Bathory, Alexandre Heredia utiliza a história da Condessa Elisabeth Bathory como pano de fundo para um romance fictício que se passa na Europa pré-Segunda Guerra Mundial. O autor não deturpa a memória da condessa, nem apela para artifícios místicos. O que ele busca com este artifício é lançar luz sobre o mito, modernizando-o e derrubando estereótipos num romance ágil e envolvente, que prende o leitor do início ao fim. O processo de pesquisa e planejamento para o livro tomou mais de dois anos, durante os quais o autor leu quase tudo referente à vida da condessa Bathory, desde mitos e romances até documentos históricos, para que fosse possível traçar sua trama de maneira coerente e verossímil. Dessa forma, utilizou-se tanto de fatos verdadeiros como de artifícios e licenças poéticas, que tornam seu romance mais saboroso. Ao final, o leitor sente que foi presenteado não só com uma empolgante aventura cheia de tensão e suspense como também com um conteúdo sério sobre uma das figuras mais misteriosas do folclore europeu: Elisabeth Bathory, a Condessa Sanguinária.

O autor:
Alexandre Heredia reside em São Paulo, capital, e é escritor há mais de dez anos. Foi co-editor do NecroZine, um zine voltado à disseminação da literatura brasileira de suspense e terror. Este projeto cresceu e gerou o livro Necrópole – Histórias de Vampiros, lançado pela Editora Alaúde em outubro de 2005, que Alexandre ajudou a organizar e do qual participa com um conto. O volume 2 da coleção, Necrópole – Histórias de Fantasmas foi lançado durante a Bienal do Livro de São Paulo em abril de 2006. Em dezembro do mesmo ano participou da coletânea Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos, pela Tarja Editorial. Criou também o blog Memórias de um Psicopata Enrustido, cujo personagem principal, Zebedeu, narra suas agruras da vida cotidiana para seu terapeuta.

     

O livro de Dinaer

Sinopse: O primeiro dos quatro livros é narrado por um ser imortal e sobre-humano conhecido pelos alguianos e algarianos como o Grande Guia ou Dinaer. Por meio da voz do Grande Guia, narra-se a saga de Rairom Guenor e de seu irmão mais novo, Tairom. No Livro de Dinaer, os dois enfrentam grandes dificuldades, em decorrência da guerra travada entre seu pai, Zairom Guenor, e o Imperador Fairom Norgat. É um livro sobre a mudança e as perdas que o tempo traz. Uma história em que a adaptação à nova realidade é um imperativo para a sobrevivência.

Texto introdutório: “A minha senhora revelou-me, por meio de imagens, uma antiga profecia. Esse segredo ela partilhou apenas comigo e com aquele que a Irmandade chama de Dinaer. A profecia fala de um tempo de decadência, quando dos velhos impérios só restarem escombros. Fala de um lugar onde o frio da neve se encontra  com o calor do magma dos vulcões: uma grande ilha no sul do mundo. Lá nascerá o alorain, aquele que proclamará o retorno da antiga guerra, o conflito que definirá o destino de homens e deuses. Meditei sobre essas imagens por dois longos dias e, depois, exausto, adormeci. Em meu sonho, vi a face do rapaz, ainda muito jovem. Vi também um grande exército, que marchava sobre as terras planálticas. Compreendi que a vida do alorain estava por um fio! Como poderia ele enfrentar tal obstáculo? Teria que fugir? Mas para onde? Quando tentava vislumbrar o que aconteceria, surgiu diante de mim a face do deus da Irmandade, Dinaer. Ele observava o rapaz e aqueles que o acompanhavam e parecia compreender tudo o que transcorria muito melhor do que eu. Senti um forte desejo de conhecer a história do alorain. Queria saber se ele conseguiria sobreviver para depois cumprir seu destino! Acordei, porém, naquele instante e as imagens se perderam…” (autor desconhecido — Pergaminhos de Aquelam)


O livro de Ariela

Sinopse: O segundo dos quatro livros é narrado pela Princesa de Délon, Ariela Delonien. A história passa-se onze anos após O Livro de Dinaer. A Princesa acompanha Rairom em uma misteriosa jornada através da Península Oreânica, em direção às Montanhas Queialiam. O desenrolar dessa aventura, bem como suas relevantes conseqüências formam o principal foco narrativo de O Livro de Ariela. O Livro de Ariela fala sobre Rairom Guenor e seu destino. Muito é definido nesse volume surpreendente.

Texto introdutório: “Uma espada pende sobre nossas cabeças. Tolos são aqueles que escolhem ignorá-la. Os Pergaminhos de Ecstar previram o nascimento do alorain, do enviado da morte destinado a trazer a antiga guerra ao mundo dos homens mortais. Ele será como nós: também um ser humano, na aparência. Mas sua mente será impelida pela sombra de seu nefasto destino em direção ao inevitável. Forças poderosas, eternas, conspirarão em favor do sinistro propósito que o anima. Mas antes que tudo esteja definido, um de nós deverá encontrá-lo. Um guardião do mundo estará com o alorain e terá a oportunidade de destruí-lo! Os pergaminhos são muito claros a esse respeito, para os que sabem interpretá-los. Infelizmente, o sucesso do guardião não está assegurado. Longe disso! Uma nebulosidade paira sobre o texto e sobre a visão do profeta. Estranhamente, ele fala de amor e de ódio, de guerra e de paz, como se tais conceitos não fossem opostos… como se houvesse uma sutil complementariedade entre eles. E tudo termina em derramamento de sangue e no medo mais essencial. A releitura dos pergaminhos só torna mais sombria sua mensagem.”(Comentário aos Pergaminhos – autor desconhecido)

Como a página do Marcelo tem recebido muitas visitas, pedi a ele uma mini-biografia, que coloco a seguir:

Marcelo tonidandel, paulistano de 1967, é desenhista gráfico e ilustrador, formado pela FAAP em 1989. Aprendeu através do Desenho Industrial que deve ter sempre como referência os Grandes Mestres da Pintura
e do Desenho como Caravaggio e Egon Schiele. Seu “novo herói” é Odilon Moraes, o melhor aquarelista do Brasil no momento.

Quem quisr entrar em contato com ele, basta me mandar um e-mail (na parte de contato do menu) que eu repasso para o Marcelo. Para evitar spams.

 

Fome foi uma das capas mais elogiadas do ano. Cheia de sutilezas.

Contos e Autores:
Introdução — “Sexo & Fantástico: Parceiros Ideais”

I.    Identidades Sexuais      
1.    “Meu Nome é Go”    André Carneiro   
2.    “A Paixão Segundo S.H.”    Fábio Fernandes   
3.    “A Mulher”    Roberto de Sousa Causo   
4.    “Engrenagem Vulgar”    Carlos Orsi Martinho

II.    Fantasias de Fantasia Sexual       
5.    “Uma Bem Quente”    Ataíde Tartari   
6.    “Seres Inorgânicos”    Lúcio Manfredi   
7.    “Entre a Pureza e o Desejo”    Jorge Candeias

III.    Sexo & Amor       
8.    “Fogo”    Miguel Carqueija   
9.    “Uma Certa Capitã Rodriguez”    Carla Cristina Pereira

IV.    Sexo & Religião       
10.    “Segredo de Confissão”    Federico Schaffler   
11.    “Boas-Vindas”    Maria de Menezes

V.    Parceiros Sobrenaturais       
12.    “O Ano da Lua”    Simone Saueressig   
13.    “Pequenos Prazeres Inconfessáveis”    Luís Filipe Silva   
14.    “Gepetto”    Marcia Kupstas

VI.    Parceiros Artificiais       
15.    “Uma Tela em Branco”    Georgiana Calimeris   
16.    “Quatro Milhões de Lolitas”    João Barreiros

VII.    Parceiros Alienígenas       
17.    “A Melhor Diversão da Cidade”    Gerson Lodi-Ribeiro   
18.    “Dainara”    Adriana Simon   
19.    “A Dominação”    Jorge Luiz Calife   
20.    “Shelob”    Sacha Ramos   
21.    “A Predadora e o Renato”    Daniel Alvarez

Ensaio: “Sexo com Alienígenas, Numa Boa”      

Release:
Essa garota é, literalmente, do outro mundo!
Finalmente lançada e à venda, depois de quase três anos de gestação, a antologia de contos eróticos da Editora Ano-Luz, Como Era Gostosa a Minha Alienígena!, reúne 21 trabalhos de autores brasileiros, portugueses e um mexicano, no registro da ficção científica e da fantasia.
Super-herói alienígena tímido, criado por pais adotivos em cidadezinha do interior pretende perder a virgindade com colega de trabalho que conheceu em seu novo emprego na cidade grande.  Só que as coisas não funcionam bem como ele esperava…  Quando uma astronauta dada como morta por quase uma década regressa à Terra, encontra seu lugar, seu marido e seus filhos conquistados por outra mulher, e tem que decidir se quer lutar para ter sua vida de volta…  Num futuro próximo, a Igreja Católica decide liberar a prática do sexo para seus sacerdotes homens e mulheres.  Já numa cultura hedonista de um outro planeta, uma sacerdotisa bela e ingênua é persuadida a fundar nova seita baseada num estranho ritual nativo de boas-vindas.
Quando o parceiro não é humano…  Lobisomens e fantasmas não anseiam por teu sangue ou tua alma, eles têm outras perfídias em mente…  E o pior é que você vai gostar!
Sexo do futuro…  Quando os humanos não são o bastante, homens e mulheres decidem transar com robôs e andróides.  Numa base espacial, inteligência artificial tenta conquistar um parceiro humano; enquanto visto, numa visita de rotina a planeta remoto, técnico humano se vê soterrado em milhões de adolescentes-andróides lúbricas e deliciosas…
Sexo com alienígenas… Segundo quem experimentou, é a experiência carnal definitiva.  Tripulante de um navio num planeta distante possui uma fêmea alienígena em cada porto; mas um dia vislumbra a estonteante Tee’lak.  Na noite seguinte, tem o sexo mais delicioso de sua vida; mas sua vida está para mudar…  Dainara e Fernando julgavam-se felizes, até que conheceram o êxtase com o alienígena Rod’nas, e então descobriram que não sabiam o que era felicidade…  Num planeta alienígena, Clara é uma agente da humanidade, defensora ardente dos ideais humanos, até que um centauro sensível e muito persistente acaba virando sua cabeça e a persuade a fazer coisas que ela jamais julgara possíveis…
Na Gostosa! você encontrará essas e outras histórias de ficção científica, horror e fantasia.  Contos passados na Terra do presente ou do futuro, ou ainda em outros planetas, mas que possuem como elementos comuns uma carga elevada de erotismo e um tipo de abordagem da questão sexo-afetiva que só a literatura fantástica é capaz de apresentar.  Coloque os preconceitos de lado e divirta-se!



Caminhos do medo é mais uma antologia com textos inéditos de novos autores, que encontram neste formato uma oportunidade de publicar suas histórias. A organização é Edson Rossatto, que analisou cerca de 200 contos em seis meses até chegar aos 41 selecionados.

Alguns contos:

Ademir Pascale – Mr. Sheol
Danny Marks – Apenas Árvores
Edson Rossatto – Espera
Frodo Oliveira – A Ponte do Diabo
André L. Pavesi – Entre Sombras
Jota Silvestre – Caminhos do Medo
Ricardo Delfin – Estação Averno
Raíssa Arlequina – Monstros não existem
Marcelo Pirani – A Estáuta
Tereza Neumann – O Donzelo da Abadia

Autores:
Ademir Pascale (São Paulo, 1976) é lingüista, escritor, crítico de cinema e ativista cultural. Desde 1998, publica crônicas, contos e resenhas em diversos meios de comunicação, como: revistas, jornais e sites. Destaque-se aqui o site da Ong cultural Verdes Trigos, comandada pelo escritor Henrique Chagas. Em maio de 2003, criou o Portal Cultural Cranik (www.cranik.com), no qual exerce a função de editor. Em 2008, além de participar de várias antologias com seus contos de ficção e terror, Ademir organizou a antologia de contos Nos Labirintos da Escuridão com temática centrada na bruxaria e magia. A antologia será publicada pela editora Scortecci, e reunirá diversos autores do Brasil e Portugal. Possui o site www.oentrevistador.com.br e também participa da coletânea Anno Domini.

J.Modesto

9:09 pm

  

release de Trevas:
Corrupção, submundo do crime, forças do mal. Acredite, você está envolvido!

O Sol ardente contribuía para irradiar a luz própria das igrejas da Cidade do Vaticano. Cenário ideal para uma misteriosa conversa entre o Cardeal Giglio e Sua Santidade, o Papa. Diante de um secreto dossiê, o Papa dá carta branca ao cardeal, para combater o Mal com o Mal.
Perante tal contexto, não se iluda o leitor que está diante de uma mera ficção religiosa. O autor, J. Modesto reuniu neste livro diversas cenas de terror e suspense, e que, de forma inteligente contextualizou-as no submundo do tráfico de entorpecentes de São Paulo e Rio de Janeiro. Lugar no qual o bem e o mal, o certo e o errado, confrontam-se diariamente, mas do que se possa imaginar.
Com esta mistura engenhosa de realidade e ficção, o leitor se depara freqüentemente com a dúvida do que é ou não real. A presença do demônio, disfarçado entre os humanos, une o Cardeal Giglio – com a sagrada missão de combater os inimigos do Senhor, – a um vampiro – que ironicamente só se alimenta de “homens maus” – e a um justiceiro mascarado – que deseja vingar a morte dos pais tentando destruir o “chefão” do crime organizado.
Diferentes objetivos consolidam essa estranha aliança para combater o mal ou o errado, demônios ou criminosos. Ao ler TREVAS, o leitor irá identificar os significados que a obra empresta a cada um dos personagens e chegará à conclusão de que o jovem autor, J. Modesto, reservou um final surpreendente no qual pretende comprovar que ELES ESTÃO POR TODA A PARTE!


Release de Anhangá:
TREZENTOS ANOS ANTES DO DESCOBRIMENTO O MAL JÁ CAMINHAVA SOBRE TERRAS BRASILEIRAS

Neste seu segundo romance o autor J. Modesto transporta-nos a uma época anterior à da descoberta de nosso país. O livro narra o fantástico episódio de quando um dos quatro Demônios Elementais (cujo conceito foi apresentado ao público em seu livro anterior, TREVAS), foi arrastado até as bordas do fim do mundo para ser arremessado no Grande Abismo.

O livro também fala de um mouro, chamado Mohamed, que usou de feitiçaria para, antes de decifrar a mentirosa crença que levava para os portais do inferno, tentar derrotar esse mesmo demônio. Também conhecemos um sábio Pajé indígena, aconselhado pelo deus Tupã, que colabora com a missão de Mohamed.
E como ignorar o fato de que, naquele mesmo cenário, havia uma interminável guerra entre as tribos Tupiniquins e Tupinambás que já se arrastava por séculos? Foi nesse mesmo conflito que o aprendiz e guerreiro indígena Acauã, da tribo Tupiniquim, foi capturado pelo grupo do valente Ibaté, guerreiro da tribo  dos Tupinambás, na ocasião mais inapropriada e crítica de sua vida.
Mas mais do que mostrar as histórias destes personagens, o livro também enfoca a participação na trama de seres mitológicos dentre os quais destaca-se o Curupira, deus protetor das matas, e Iara, deusa das águas. Os dois intervêm nos assuntos humanos pela primeira vez desde muito tempo.

E onde entra o tal Anhangá? Afinal, ele é o personagem que dá nome ao romance. Na verdade, o livro narra a trajetória de como um Demônio Elemental, que usa essa mesma denominação,  escapa de uma crio-prisão para destruir e devastar as “ermas terras de Pindorama” e consagrar ali seu novo reino. Será que o demônio Anhangá conseguirá atingir seu objetivo? Poderia o nosso país ter sido amaldiçoado antes mesmo de nascer? Seria possível fazer desaparecer diferenças e divergências culturais para que inimigos seculares consigam unirem-se em torno de um bem comum?
Esta e outras perguntas serão respondas em ANHANGÁ – A Fúria do Demônio.

 

 

O Autor:
O escritor J. Modesto nasceu em 1966, na cidade de São Paulo. Formado em Arquitetura e Urbanismo pela Faculdade de Belas Artes de São Paulo, resolveu transportar para as páginas a estética cinza das selvas de pedra. Entre suas influências estão H. P. Lovecraft, Bram Stoker, Stephen King, Anne Rice, Mary Shelley, Edgar Allan Poe e André Vianco. Fã ardoroso de histórias em quadrinhos e literatura fantástica, decidiu transformar um de seus contos de horror em um romance, de onde deu origem ao livro TREVAS.


Entrevista com Nazarethe Fonseca from Fantastik.com.br on Vimeo.

Para ver em alta resolução, visite o site do Vimeo.

      Trilogia Padrões de Contato

Padrões de Contato – volume único:

“[Agradeço] ao Sr. Jorge Luiz Calife, do Rio de Janeiro, por uma carta que me fez pensar seriamente numa possível continuação [de 2001: Uma Odisséia no Espaço]”
Como este agradecimento em 2010: Uma Odisséia no Espaço II, Arthur C. Clarke colocou o brasileiro Calife no mapa da ficção científica mundial, abrindo a ele as portas para escrever a Trilogia Padrões de Contato:

Século XXV. A humanidade controla o Sistema Solar e vive uma era de hedonismo e tranqüilidade econômica e social. Empreiteiros espaciais disputam megaprojetos de ultratecnologia, dividindo o Sistema Solar entre seus interesses. Residências aéreas dão forma a uma vida paradisíaca nos céus da Terra. Golfinhos mantêm contato telepático com uma inteligência galáctica de bilhões de anos, a Tríade, guardiã da segurança da humanidade. Mas tudo começa a mudar com a chegada do Batedor, sonda de uma civilização distante que oferece testemunho de como o destino da humanidade deve ser entre as estrelas.

Século XXVI. A humanidade tenta encontrar saídas para a colonização estelar. Tensões aumentam entre os que desejam manter a pureza do corpo humano, os que se querem a fusão com a máquina, e os que buscam a simbiose com organismos geneticamente manipulados. Baleias trabalham na construção civil em Europa, a lua de Júpiter, e jovens simbiontes conseguem flutuar no vácuo sem trajes espaciais. Contudo, um problema de preservação ambiental pode limitar a construção de um novo porto espacial de grande importância para a Terra.

Século XXVIII. A ultratecnologia trouxe a felicidade? Não para um grupo de transcendentalistas que enviam apelos ao espaço com radiotelescópios. Para eles, a Tríade tem a solução — a fusão de mentes individuais à sua matriz cristalina, unindo a espécie humana à sua consciência coletiva ancestral.

Assim Jorge Luiz Calife constrói a sua história do futuro. O fio condutor é Angela Duncan, mulher tornada imortal pela Tríade. A saga avança com a descoberta de uma nave de gerações tripulada por brasileiros e vítima de uma cruel ditadura militar, uma guerra com parasitas espaciais, jornadas por de um buraco negro até o passado da Terra, e a resolução do mistério da Tríade.

“Um brasileiro imaginativo, bem informado e irreverente, capaz de lidar com a ficção científica tão bem quanto os melhores autores estrangeiros do gênero.”
—Miriam Paglia Costa, Veja.


Sereias do Espaço

O futuro chegou e não é como imaginávamos. Em pleno século XXI, apesar dos absurdos avanços tecnológicos, não saracoteamos pela cidade em carros voadores. Ou passamos nossas férias em outro sistema solar. Mas a ficção científica nunca tentou prever o futuro e, sim, proporcionar aos fãs diversão de primeira qualidade. O maior escritor brasileiro do gênero – e que inspirou Arthur C. Clarke a escrever a continuação de 2001: uma odisséia no espaço – apresenta vários futuros imaginados, desde viagem no tempo até clonagem em série. Em AS SEREIAS DO ESPAÇO, Jorge Luis Calife traz uma coletânea de quatorze brilhantes contos de ficção científica.


Como os astronautas vão ao banheiro?

Descubra como é viver no espaço, a bordo de uma nave ou estação orbital. Como se toma banho, como se usa o sanitário, que roupa se pode vestir e qual o cardápio no almoço e no jantar. Depois de uma trilogia de romances de ficção científica, da coletânea de contos ‘Sereias do espaço’ (que ganhou o prêmio Argus de melhor livro de ficção científica de 2002) e de ‘Espaçonaves Tripuladas – Uma história da conquista do espaço’, Jorge Luiz Calife esclarece, neste livro, as principais dúvidas sobre a exploração espacial. O autor pretende, também, derrubar mitos e idéias ultrapassadas, como as lendas de que os astronautas comem pílulas, a história de que os homens que foram à Lua ficaram malucos ou de que o governo americano capturou extraterrestres ou forjou os pousos lunares num estúdio de cinema. O livro mostra a realidade por trás desses mitos, numa época em que a vida real já superou a ficção em vários campos da ciência, como a informática, a genética e também a astronáutica. Mas, o leitor não deve se enganar com a quantidade de informações – o livro é pura diversão. Num texto cativante, Calife conta tudo, tudo mesmo que acontece no espaço. Ou nos dá uma boa idéia de como as coisas podem ser.

    


Release de A corrida do rinoceronte:
O primeiro romance de Roberto de Sousa Causo, autor de A Sombra dos Homens (Devir, 2004), é uma fantasia contemporânea sobre Eduardo Câmara, um brasileiro que vai trabalhar numa empresa de informática nos Estados Unidos. Na cidadezinha de South River, no norte da Califórnia, Eduardo sofre a tomada de consciência de uma si-tuação étnica que ele não assumira antes, e testemunha a aparição de um rinoceronte, que surge nos momentos mais inesperados — e com as suas próprias intenções. Essa é uma presença sobrenatural que passa a guiar Eduardo em uma série de situações que o levam não apenas a descobrir uma identidade racial antes abafada, mas também a con-frontar um problema ambiental naquela região americana.
Ele conhece Jennifer Adams, uma determinada (e bonita) policial, Sasha Bailey, uma desorientada adolescente com problemas com o tráfico de drogas, Seymour Bly, um desiludido intelectual negro — e uma galeria de outros personagens, que inclui Gordon Kellner, o ambicioso diretor da empresa e um dos patronos da cidade.
Em paralelo à questão racial e ao problema ecológico, há também a descrição do mundo das corridas ilegais de rua, com o qual Eduardo também se envolve.
Apesar de relativamente curto, é um romance variado em seus temas e conotações, indo de questões de identidade racial e cultural, à defesa do meio ambiente e à revolução da economia informacional.


Comentários sobre o livro:
“As questões raciais e de abuso de poder são… diretamente tratadas em A Corrida do Rinoceronte, de Roberto Causo, crítico e autor de fantasia e ficção científica… Um programador brasileiro é contratado para trabalhar em uma empresa de alta tecnologia no interior da Califórnia, onde se descobre vítima do preconceito racial ao qual sua pele relativamente clara lhe permitia escapar no Brasil. Ao mesmo tempo, apaixona-se por uma policial branca e gringa e é chamado a lutar por um ambiente que não é o seu, pela vida e felicidade de estranhos e contra mazelas éticas, políticas e sociais que a princípio não lhe dizem respeito. [O romance tem como] preocupação central… as questões raciais, a negação do outro, os rumos da história e o abuso e corrupção do poder.” – Antonio Luiz M. C. Costa, Carta Capital.

“A Corrida do Rinoceronte, de Roberto de Sousa Causo, uma fantasia contemporânea que foi o melhor livro dos três gêneros [ficção científica, fantasia e horror] por um autor brasileiro publicado em 2006… Certamente deve ser lido pelos leitores mais próximos da FC&F, como também por leitores em geral. Em especial pelos temas que discute, colocando questões interessantes neste mundo globalizado e cada vez menos comprometido com suas raízes, sejam elas históricas, culturais ou ambientais. E sem esquecer do necessário fantástico que a tudo desestrutura e transforma, que nos faz lembrar que a realidade como a percebemos é apenas um dos ângulos possíveis de entendermos um pouco mais o que nos cerca e desafia.”
— Marcello Simão Branco. Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica 2006.

“Roberto de Sousa Causo pode ser considerado um dos mais importantes autores da atualidade de Ficção Científica e Fantasia brasileiros… O autor nos apresenta um livro de fantasia contemporânea com um sabor especial, que nos faz ao mesmo tempo reconhecer e estranhar o nosso mundo… A Corrida do Rinoceronte é um excelente livro, leitura obrigatória para quem gosta de um bom romance, onde o realismo mistura com o fantástico para criticar a nossa sociedade contemporânea. Ler Roberto Causo é muito mais do que ler um ótimo romance, é refletir sobre a nossa vida e o nosso mundo.” — Marco Bourguignon. Scarium Online.

“A Corrida do Rinoceronte nos leva a refletir sobre preconceito, globalização e identidade nacional. Mais ainda: a história do brasileiro na Califórnia às voltas com a assombrosa aparição do rinoceronte de sonhos pode ser lida como um questionamento sobre a própria ficção especulativa brasileira. Como é produzir no Brasil um gênero que é pela maioria visto como produto exclusivamente estrangeiro? Nenhum desses questionamentos, contudo, entra no caminho do fluir da narrativa, antes colaborando para seu natural desenvolvimento.” — Ramiro Giroldo, Universidade Federal do Mato Grosso do Sul.


Release de O Par:

Oscar Feitosa é um jovem que tem sua identidade desfeita pelo contato com o alienígena. Na tentativa de recompô-la, ele vaga por uma paisagem transformada, que põe em cheque os mitos nacionais e o faz reencontrar os pesadelos do passado. Como em um Coração das trevas brasileiro, em sua jornada de contornos conradianos Oscar tem como companheira a reencarnação de seu sonho mais querido – que faz com que ele torne a enfrentar o lado mais sombrio do seu caráter – a violência sempre presente, a incapacidade de se comunicar com o outro.

 

Release de Ficção Científica, Fantasia e Horror no Brasil:
Poucos sabem que a ficção científica, fantasia e horror têm estado presentes nas letras brasileiras desde o século XIX. Este estudo acompanha o desenvolvimento dessa literatura até 1950, comparada à produção internacional, levantando as principais influências, divergências e a sua originalidade potencial no Brasil. Registra as suas raízes, sua história e a qualidade mítica nela presente, observando que as obras nacionais mais interessantes são aquelas que se realizam a partir de uma ‘distância ideológica’ estabelecida diante da influência estrangeira.

Apesar de ser circunscrito ao período de 1875 a 1950, o estudo freqüentemente recua para o passado ou avança para uma fase mais moderna, mencionando autores ainda em atividade. O livro traz ainda um caderno com ilustrações e reproduções de capas de livros e revistas, a cores, e ilustração de capa de Henrique Alvim Corrêa, o primeiro ilustrador brasileiro de ficção científica.

 

Comentários sobre o livro:

“Sem nada da estrutura rígida e indigesta de uma típica tese acadêmica [Ficção Científica, Fantasia e Horror no Brasil] é uma leitura agradável e reveladora para aficcionados da FC e da cultura brasileira e uma nova referência para historiadores da cultura e críticos literários.” – Antonio Luiz M. C. Costa, revista CartaCapital.

“Sem dúvida, uma séria pesquisa. Daqui por diante será documento imprescindível dentro de qualquer análise do assunto.” – André Carneiro, autor de Introdução ao Estudo da “Science Fiction”.

“A modernidade na periferia leva a um tipo de inventor fantasioso… que lida continuamente com a insuficiência das condições materiais… Resta, no entanto, o vôo da fantasia, a criação literária que propõe não o discurso da ciência e sim um discurso que imita a ciência e, assim fazendo, recria os mitos da narrativa tradicional… Daí o grande interesse despertado pela monografia pioneira de Roberto Causo sobre a história da ciência-ficção no Brasil.” – Albert von Brunn (Biblioteca Central de Zurique), Iberoamericana IV, 13 (2004).

Carlos Orsi

4:10 pm

   O que o olho vê


Release de O que o olho vê:

É uma novela fantástica de ficção científica onde vai sendo desfilado ideias de realidade virtual, nanotecnologia, cosmologia, política e religião para a construção de um mundo um tanto plausível.

Um estudante brasileiro de Cosmologia vivendo nos Estados Unidos da América, ou melhor, nos Estados Cristãos da América, acaba se envolvendo em uma emaranhada trama de espionagem internacional. Ele parte para uma missão importante, recuperar os códigos do vírus da gripe suína escondido artificialmente dentro de um olho. O autor nesta novela praticamente antecipou a disseminação da gripe suína, uma vez que este texto foi escrito antes da pandemia mundial de 2009.

Carlos Orsi, Tempos de Fúria (2007), nos brinda com uma narrativa envolvente desde os primeiros parágrafos, utiliza o suspense para prender o leitor que vai crescendo a medida que a teia do mistério vai sendo tecendo até o último parágrafo.

 

Tempos de fúria

‘Tempos de Fúria’ tem ação, sem dúvida, mas toda ela cheia de um sentido peculiar. E, por trás de cada uma das aventuras existem uma mente e um propósito. Há uma ironia nos zumbis, uma perplexidade nos bárbaros, uma sutileza especial nos detetives. Muitos dos contos deste livro têm estruturas e situações que lembram velhos filmes B, mas como os melhores destes filmes, têm também algo mais. Algo que fica com você depois da leitura. Algo que faz o mundo parecer diferente – um pouco fora do lugar, quem sabe até um pouco assustador – ao final de cada conto.

Necrozine

4:06 pm

Necrozine 03

Dos mesmos criadores da série de livros de terror e suspense Necrópole (vol 1: histórias de vampiros, vol 2: histórias de fantasmas, vol 3: histórias de bruxaria), o Necrozine traz histórias de Alexandre Heredia, Richard Diegues, Camila Fernandes, Gianpaolo Celli e Giorgio Cappelli.
Estão no ar para download 5 volumes da série, todos em pdf. (Há um sexto e último arquivo, que ainda estou garimpando).

 

Necrozine vol1

Necrozine vol2

Necrozine vol3

Necrozine vol4

Necrozine vol5

 

Por onde andará o Necrozine perdido?

Necrozine 6


  

Release de Hegemonia:
Lançado em dezembro de 2007, pela Arte e Cultura, o livro Hegemonia – O Herdeiro de Basten, vem se tornando lentamente um cult-book entre os leitores do gênero. Uma das razões do sucesso está em um trailer feito para a internet, onde o autor aproveitou sua experiência como roteirista de quadrinhos e cinema para criar uma instigante amostra da história. Em dois minutos e onze segundos, ficamos conhecendo os disonianos, uma raça que conseguiu construir uma redoma em volta do seu sol. Orgulhosos de sua supremacia técnica e cultural sobre outros sistemas, os disonianos se autoproclamaram A Hegemonia. Mas o império entra em decadência quando os seus cidadãos começam a migrar para a realidade virtual em busca de um mundo sem frustrações.
Neste cenário começa O Herdeiro de Basten. A história é uma transcrição dos pensamentos do protagonista, Ron Schowlen, gravados pela derma – misto de computador, internet e super-armadura que faz parte do cotidiano dos disonianos. Ron grava seus pensamentos de forma semelhante aos nossos blogs e, em muitos momentos, percebemos certa malícia em suas intenções e algumas informações são omitidas de acordo com o interesse do narrador.

Inicialmente, Ron parece estar satisfeito consigo mesmo e com a sociedade de Dison, o gigantesco mundo artificial sede da Hegemonia no qual vive há 10 anos como estudante. Uma frustração profissional, o faz retornar ao seu planeta natal. Ele então encontra seus irmãos Shodan e Dúnia, respectivamente rei e rainha de Basten, uma região gelada de um planeta do “terceiro mundo” da Hegemonia. Além dos conflitos emocionais com seus irmãos, Ron enfrenta a disparidade tecnológica entre o seu atrasado planeta natal e a confortável super-tenologia da Hegemonia com a qual se acostumara. O autor exibe habilidade ao desenhar este contraste social e tecnológico. Algo que fica ainda mais claro quando entram em cena os gelfos, – marsupiais que vivem em uma terra distante, leigos quanto à ciência, mas ricos em crenças – que tiveram a cidade invadida por agressivos dragões, e não são capazes de lidar com o problema sozinhos. Mesmo não simpatizando com as criaturas e sem entender os motivos pelos quais os irmãos querem ajudá-los, Ron concorda em se juntar à expedição. A partir daí, começa uma viagem rica em personagens de diversas espécies, mundos com peculiaridades, regras e modos de pensar tão próprios, que às vezes nos lembram muito personagens da nossa vida real. Um jeito que o autor encontrou para explicar (ou criticar) o mundo que inventamos para viver.

Esse é, por si só, um dos fatores envolventes do livro. Mas a história vai além. Quando explode a guerra travada contra dragões, as páginas se abrem em um festival de sangue, aonde entram em cena mostras de tecnologia e do lado místico. Ambos convivendo lado a lado na obra, sem que um ofusque o outro.
Há um destaque para os conflitos psicológicos, sobretudo do protagonista. Na Hegemonia, Ron não via rostos, não divisava expressões faciais e as noções de amor, de sexo e até mesmo de amizade, parecem literalmente atrofiadas, pois a derma cobria a todos, criando um mundo frio e impessoal. De volta a seu planeta natal, ele passa a conviver com os espaçosos gelfos, seres capazes de cheirar emoções e, por isso mesmo, não entendem o porquê de escondê-las. Também volta a conviver com a presença da magia e do sagrado, algo quase doloroso para alguém que se acostumou com a frieza e a objetividade da ciência. Com essa mistura de armas, possibilidades high-tech e lendas antigas, a história consegue surpreender ainda mais quando o roteiro usa as expectativas construídas por nossas experiências anteriores com o gênero para criar reviravoltas inteligentes.

Concebido para ser o primeiro de duas trilogias, O Herdeiro de Basten, acaba deixando um grande número de pontas soltas para serem amarradas nos capítulos seguintes. Após tantas reviravoltas apenas no primeiro livro, ficou um gosto de “quero mais” e só nos resta aguardar ansiosamente pelos próximos.

Release escrito por Érika Ferreira, jornalista.

Trechos do livro:
“Dizem que as despedidas são as experiências mais próximas que podemos ter da morte, pois a própria morte é a despedida definitiva. Quando nos despedimos, acho que, de certa forma estamos morrendo um pouco. Mesmo se voltarmos, não seremos mais os mesmos. Quando a despedida envolve uma jornada em direção a uma batalha, a certeza de morte está ainda mais presente.
O zumbido leve de motores anti-gravitacionais denuncia a entrada da capitã Trillina pela porta.
- Teu esquadrão já está pronto? – indaga puxando um saco de frutas redondas de um azul vivo. Antes que eu possa responder ela me joga a sacola e faz sinal para distribuir as frutas.
- Sim, os pequenos são valentes. Acho que darão conta do serviço.
- Vão precisar de toda a valentia dentro de uma hora, talvez duas. Em Dison vocês dirão um centon. É assim que contam o tempo no planeta da noite eterna. Já estive a enfrentar dragões, isso bem já lhes disse. Morte e inferno, companheiros.
- Eu combati os dragões na floresta recentemente, capitã – lembro. – Eles são realmente traiçoeiros… E Dison não tem só noite. Há os orbes que…
- Teu irmão te contou sobre nossa batalha? Contou? Foi há muitos anos! Aqui mesmo, no delta do Rio Akonadi. Saters, como eles mesmos se intitulam. Nós os chamávamos de fúrias. Não tínhamos armas tão evoluídas na época. Projeteis simples não perturbam a vida dos desgraçados. Sua armadura é como dez camadas de escudos, os dentes são espadas, as garras lanças, o choque de sua cauda é como um raio, as asas como um furacão, e sua respiração é a morte.
- Por que vocês entraram em combate com os dragões? – Novamente Eveld pergunta sobre uma dúvida que estava na minha mente, mas eu não tinha conseguido expressar.
- Tu és o jovem gelfo que viajou com os amigos até o reino de Basten, não é mesmo? – reconhece Trillina admirada.
- Sim, meu amigo Onan também estava entre os que fizeram a jornada até Basten – confirma o gelfo apontando o dedo para Onan que até então admirava os comandos da metralhadora como se fossem as desejadas partes íntimas de uma fêmea cobiçada.
- Viajaram meio mundo! Sim, meus queridos! E este mundo não é um mundo qualquer. É um planeta sede da Hegemonia. É maior do que algumas estrelas no céu. Meu planeta natal cabe na metade da distância que vós percorrerdes. Sim, meu planeta natal tem dia e tem noite. Dormimos a noite, se temos prudência e trabalhamos de dia, se o juízo não nos escapa. Mas a noite também existe para beber a ambusa e, no momento oportuno, brindarei a coragem de vocês. Vejo a indagação em seus olhos, jovem Schowlen. Alguém já te disse que teus olhos falam alto? Não é boa coisa para um político. Mas digo-vos agora. Não sou nascida em Elôh. Vim de Tritárdia, mundo original dos merfolks. Sou, portanto, uma das guerreiras mais antigas de minha cidade…”

““Estava uma tempestade naquele dia. Não foi a maior tempestade pela qual havíamos passado, deus sabe que não foi. Mas poderosa suficiente para avariar nossos instrumentos. Cegos que estávamos, nossa fortuna não era das melhores naquele dia. Pois eu era a piloto do navio, bem me lembro, e os pássaros caíam mortos. Não existe agouro pior do que a morte de um pterante. Sua morte traz consigo o véu da tragédia. E neste dia estive a avistar dois pterantes mortos sobre o navio. O que os matou? Dor de barriga, caxumba, infarto, o que importa? O fato é que eles estavam lá, mortos, abandonados pelas almas que agora descansavam no paraíso dos pterantes. Imediatamente a visão dos finados pássaros, avistei o gigante branco; um relâmpago o revelou de seu esconderijo na escuridão da tempestade. Era um iceberg, uma pedra de gelo do tamanho da necessidade a pairar pela nossa frente como um convite à morte e às portas do inferno. Eu fui ágil nas minhas obrigações de piloto, sim, reverti os motores, virei tudo a bombordo e avisei nosso capitão que ordenou ao artilheiro que abrisse fogo no bloco de gelo. Mas não fomos rápidos o suficiente. Houve um encontrão violento que abriu um rombo na carcaça de carbono. Mas não foi isso que nos condenou. Não senhores. Eu lhes digo que buracos no casco podem ser consertados, a água inundando os porões foi drenada no mesmo dia. Mas com a pancada, um pedaço do iceberg desabou sobre nossas cabeças. A torre de comando foi destruída; guardo até hoje as cicatrizes. Meus companheiros me resgataram do gelo antes de validar meu testamento, mas as cicatrizes ficaram. O fato é que doze marinheiros morreram naquela hora. Eu poderia lhes falar o nome de cada um deles e lhes contar o que cada um fazia, seus planos de vida, suas esperanças, seus medos e suas alegrias… Os reparos no navio demoraram cinco dias, mas foram feitos. A torre destruída não nos impediu de operar o navio da sala de engenharia. Ficamos à deriva sem comunicação, sem poder nos localizar. Mas não conseguimos repor as vidas perdidas.”

 

Amor Vampiro

2:20 pm

“Removi as últimas peças de sua roupa e acomodei-me diante
do fogo, nu em pêlo e suculento sobre o tapete espesso”

Sombras e sedução dão a tônica em Amor Vampiro. A obra, uma coletânea composta por 10 contos de 7 diferentes autores da nova safra da literatura nacional, explora a fundo a temática da Literatura Fantástica e de Terror.
Como o próprio título sugere, os contos seguem um mix de vampirismo com pitadas de amor e sedução. Obviamente não faltam aos textos os elementos básicos da literatura fantástica, como a inverossimilhança, a imaginação e o distanciamento da realidade dos homens.
Por todos os textos, além de vampiros e sedução, são destacados pelos autores os detalhes mais precisos da ambientação das tramas, do perfil das personagens, de suas características físicas, dos sons, entre outros detalhes. Tudo isso faz com que a atenção dos leitores fique presa do começo ao final da leitura.
Isto é facilmente perceptível na passagem do conto O outro lado do espelho, de Adriano Siqueira. “… Estava me mordendo, me arranhando. Meu sangue aparecia por todo o corpo e logo em seguida desaparecia, com seu beijo mortal…Ela tinha ficado tão forte quanto eu. Rasgava facilmente os lençóis e as roupas como se fosse papel. Suas mordidas estavam mais fortes, eu gritava em meio à dor e ao prazer.”

Já A Flor do Mal, de Martha Argel, é ambientado na fria Florença, numa época que nos remete à efervescência do Renascimento. A trama retrata o encontro de uma vampira andarilha numa noite com Giuliano Sacchetti. Uma bela trama de paixão e vampirismo. Em A Canção de Maria o autor André Vianco marca o encontro de uma jovem grávida com Ezra, um ressentido lenhador que vive às margens do Rio Jordão. O conto se desenvolve a partir do acolhimento por parte de Ezra da jovem e sua criança.

Ao ler Amor Vampiro percebe-se a qualidade literária da obra, o que explica o motivo do gênero estar em constante evolução no Brasil. Curioso é verificar o quanto esse tipo de literatura é flexível em relação ao espaço/tempo. Também, o belo projeto gráfico nos leva a detalhes únicos a começar pela capa sombria e “sanguinária” escolhida com auxílio dos fãs. Outro destaque é a diversidade de autores que trazem à pluralidade de visões a respeito do tema. Só para se ter uma idéia as formações dos escritores vão desde áreas ligadas à literatura como a contadora de histórias e tradutora Regina Drummond, passando pela bióloga e doutora em ecologia Martha Argel chegando ao engenheiro Nelson Magrini.

Índice facilitado dos contos:

Adriano Siqueira: O outro lado do espelho, O dia dos vampiros, A grande chance.

André Vianco: A canção de Maria (um conto bem diferente do André. Fãs, espiem!).

Martha Argel: A flor do mal

J. Modesto: Amante notívago, O anjo e a vampira

Nelson Magrini: Isabella

Regina Drummond: A velha, o jovem e o casarão

Giulia Moon: Dragões Tatuados (que deve originar um romance em breve)

Resenha no site Omelete.

     


Release de Caçadores de Bruxas:
Nova Ether é um mundo protegido por poderosos avatares sob a forma de fadas-amazonas.
Após uma caçada, centenas de bruxas foram levadas à fogueira, e por quase 20 anos Nova Ether acreditou na Paz. Há alguns anos, contudo, coisas estranhas começaram a acontecer, despertando o medo de uma tenebrosa Era Antiga. E de tudo que ressurge com ela.

Uma menina vê a própria avó ser devorada por um lobo marcado. Dois irmãos comem estilhaços de vidro como se fossem passas silvestres e bebem água barrenta como se fosse suco, envolvidos pela magia escura de uma antiga bruxa canibal. Um navio pirata esquecido retorna aos mares com um obscuro sucessor, disposto a se envolver com forças escuras por uma surpreendente razão. E duas sociedades criminosas entram em guerra, dando início a uma intriga que irá mexer em tristes mistérios da família real.
E mudará o mundo.
Com diversas referências à cultura pop, que vão de séries como Final Fantasy a contos de fadas sombrios, passando por bandas de rock como Limp Bizkit e Nirvana, o autor constrói uma narrativa em que romances, guerras, intrigas, fantasias e sonhos juvenis se entrelaçam para construir o final poético de um fantástico quebra-cabeça.
Dragões de Éter nasceu do desejo de trazer para a literatura uma história de fantasia que resgatasse o espírito sombrio e juvenil por detrás da antiga “Caverna do Dragão”, animação que se tornou referência para a sua geração.

O autor:
Raphael Draccon começou a carreira profissional aos 16 anos, como digitador de um jornal de bairro. Aos 18 anos ingressou na Faculdade de Cinema, onde se dedicou na especialização da escrita cinematográfica. Em 2001, no primeiro período de faculdade, recebeu uma Menção Honrosa da American Screenwriter Association (ASA), pela co-parceria em seu primeiro roteiro de longa-metragem, o drama sobrenatural In Your Hands. Ao longo desse tempo se tornou roteirista e avaliador de roteiros de projetos nacionais e internacionais envolvendo grandes produtoras, como Conspiração Filmes, O2 Filmes, Aquarela Filmes e Intervalo Produções. Escreveu seu primeiro romance, “Dragões de Éter”, aos 22 anos, ainda durante os tempos de faculdade. Aos 24, adaptou o romance “O Futuro da Humanidade”, do mega-bestseller Dr. Augusto Cury, ainda em fase de pré-produção. Aos 25 anos tornou-se o autor mais jovem a assinar com a editora Planeta do Brasil, e também a primeira investida da editora no setor literário de fantasia. Acumulando prêmios e indicações em concursos de roteiros e contos, Raphael Draccon atualmente se divide entre escrever para o mercado literário, o audiovisual e o de quadrinhos.


Pelo Sangue e pela fé conta a história de Jonathan Devilla, um jovem carpinteiro e filho de um dos maiores generais de sua terra. Por vinte anos, a ilha de Aldarian vem vivendo em um estado de anarquia, uma vez que o governo central, afundado em dividas e problemas, é incapaz de controlar as diversas províncias que compõe o reino. É nesse cenário de caos que uma das guerras civis mais sangrentas de sua história irá se iniciar, o conflito de cinco anos entre os elfos da lua e o baronato de Valdernan.

Antes parceiros comerciais, ambas as províncias se enfrentam em uma guerra de acusações uma vez que o baronato, composto por humanos, acusa os elfos de terem se tornado demônios e de estarem confabulando com as forças do mal para sabotar e destruir sua produção de rum, sua principal fonte de renda. O conflito se iniciara cinco anos antes quando o barão Gregório de Valdernan fora presenteado por um mineiro de suas minas de cobre com uma bela gema de tom avermelhando. A jóia encontrada nas profundezas da montanha foi dada como tributo ao nobre que acusa os elfos de tentarem tomá-la para dar seqüência a seus rituais profanos.

Tendo perdido seu pai nessa guerra, morto em uma missão de reconhecimento do território inimigo, Jonathan se une ao exército na esperança de poder vingar sua morte e pôr fim a esse conflito. Durante a guerra que irá se seguir, o jovem soldado provará seu valor, aumentará sua sede por sangue demoníaco e irá enfrentar cara a cara o inimigo que tanto aprendeu a odiar. O que ele não sabe é que existe muito mais em jogo por trás dessa guerra e será com a ajuda de uma força superior que ele irá buscar a verdade. Enquanto isso, uma ameaça muito maior do que qualquer conflito lentamente toma forma no horizonte.

Cláudio Villa nasceu em 1979 e desde criança foi apaixonado pela escrita e pelas histórias de capa e espada.  Em 1995, com um grupo de amigos começou a criar o universo ficcional onde se passa essa história. Nesses doze anos , acabou por desenvolver um mundo povoado por diversos reinos, lendas e culturas.  Pelo Sangue e Pela Fé é seu primeiro romance de uma série de histórias fantásticas situadas em épocas distintas e protagonizadas por diferentes personagens.

Entrevista no Overmundo.
Entrevista no meu site. (em breve transferida para cá).
Matéria no Youtube.
Saiba mais sobre a mitologia no site Mundos de Mirr.

Kizzy Ysatis

2:07 pm

  


Release de O Diário de Sibila Rubra:
O Retorno das Bruxas é a história de Elaine, uma jovem aprendiz de bruxa da Ordem das Sibilas Rubras. Ao mesmo tempo, surge uma ameaça capaz de pôr fim a antiga Ordem a qual pertence. Apostando que assim garantirá a vitória, resolve se aliar a um mal ainda maior: o vampiro Luar. Em destaque descobrimos como ocorreu o primeiro encontro de Elaine com o belo e cruel vampiro Luar e, consecutivamente, o encontro de Luar com o Fausto, o lobisomem adolescente que trabalha como guardião do vampiro. Assim, os três protagonistas se unem para lutar contra um mal comum. Os três protagonistas, a bruxa, o vampiro e o lobisomem, formam um machadiano triangulo amoroso que pode não terminar bem. Recheado de reviravoltas e surpresas, o clima de tensão é crescente, com atenção voltada para a trama fragmentada e na construção das personagens. O livro também reflete sobre a violência feminina (tema real) e os sacrifícios feitos em nome do amor (sem pieguice). Enriquecido com poesias e dados históricos, o livro ensina ao mesmo tempo em que entretém.

Trecho de Diário da Sibila Rubra:
“Chocado, Thomas examinava a apavorante entidade que obsidiava sua mãe. O ser tinha a pele azulada e viscosa, chupada pelos ossos que pareciam saltar. Era corcunda. Completamente liso de pelos e cabelos. Orelhas pontiagudas e braços muito longos. Pelo corpo deslizava uma porção de bichos escuros de aspecto asqueroso. Enxergou morcegos grudados como aranhas, com unhas e dentes cravados na pele esbranquecida. Arrastavam-se pelo corpo como ratos: uns se desprendiam voando e outros apareciam pela porta para vir grudar nele, como fazem as abelhas.

Thomas chorava encarando a mãe que retribuía as lágrimas. Aquele monstro com a garra encardida apertando o rosto dela forçando-a a engolir alguma nojeira que estava no cálice, mas ela não bebia, sequer olhava para o vampiro que insistia:

— Bebeeeeeeeeee…

Dentro do casebre, a perereca cantou para mulher não acordar, enquanto uma miríade de besouros negros entrava por baixo da porta. Da espessa poça de besouros que se formou, foi saindo a bruxa encapuzada: primeiro a cabeça, depois os ombros; e, conforme ela subia, a poça diminuía de tamanho. Logo, ela emergiu completa. E os últimos besourinhos varreram-se para debaixo do manto. Virou-se abrindo a boca para receber o anfíbio que saltou num disparo certeiro. No interior da mandíbula, a criaturinha úmida metamorfoseou-se em língua.”


Release de Clube dos Imortais:
O CLUBE DOS IMORTAIS – A Nova Quimera dos Vampiros. Neste romance, o cético Luciano não sabe por que Álvares de Azevedo visita seus sonhos até ser levado pelo vampiro Luar. Seus amigos o buscam numa jornada sem volta aonde vão se deparar com um gótico sedutor, um motociclista lobisomem e a misteriosa Sibila Rubra. Luciano não acredita em Luar mas entre cemitérios e danceterias góticas este estranho atraente lhe desvendará A Nova Quimera dos Vampiros e o propósito do Clube dos Imortais numa noite de sexo, morte e INXS.

Trecho de O Clube dos Imortais:
“Despiu encorpado sobretudo num gesto trivial. Eis aí o esbelto físico revelado. Mesmo tendo quase dois metros de altura, jamais dispensava o salto alto e suas botas levavam um contorno todo feminino, com o cano coberto por justas calças de vinil. Já a malha de segunda pele, emprestava um novo significado à refinada silhueta.
O público afastou-se criando precisa circunferência ao seu redor. Podia-se dizer que se valeu de poderes mágicos, ao passo que tal cena fazia crer na existência de um campo de força invisível em torno dele para a todos repelir.

Soltou o sobretudo nas mãos de um rapaz de jaqueta de couro e seguiu dançando. A fantástica personagem movia-se de modo extraordinário; mais próximo de um efeito digital do que real, porém visto ao vivo e a cores. Atirou a perna para o alto, quebrava os quadris e, no girar sinistro da cabeça, lançava vida própria à cabeleira petróleo na excitante coreografia; tendo (às vezes) suas mãos a deslizarem, líquidas, por seu corpo esguio. Todos quedaram-se estupefatos.”

Helena Gomes

1:58 pm

Em um remoto mundo de brumas azuis, a guerra entre dois povos termina com a vitória dos cruéis nergals. Em seu desespero, Loxian, a rainha dos eloras, ordena aos seus três melhores guerreiros o impossível: evitar que os inimigos, liderados por Mudu-za, deixem seu rastro de destruição e morte em civilizações inocentes. A missão, entretanto, fracassa. Milênios depois, em um reino medieval perdido num planeta chamado Terra, uma jovem Sacerdotisa chega em busca do Herdeiro: o único capaz de deter o terror nergal que agora ameaça a raça humana.


Nesta aguardada seqüência de O Arqueiro e a Feiticeira, Thomas parte de seu mundo medieval com o objetivo de desvendar o próprio destino e, principalmente, encontrar aliados na luta desesperada contra os nergals. Além da fenda espacial, entre o tecnológico povo de Gaia e estranhos alienígenas, o arqueiro enfrentará novos perigos, traições e até a morte. Mudu-za, líder nergal, espera apenas o momento certo para atacar.


Dois novos inimigos se unem a um temido nergal nesta aventura que explora o perigoso passado do cavaleiro Vince De Angelis. Em sua luta para consolidar as bases de um novo mundo, o arqueiro Thomas descobre um universo onde a magia poderá ser sua única arma.

No site da autora você pode ler o prólogo dos 3 livros e conhecer mais sobre a saga de A Caverna de Cristais.

Lobo Alpha faz parte da  coleção Plena Lua, da Rocco Jovens Leitores. É um livro repleto de aventura e suspense, totalmente antenado com o universo jovem de hoje. Com trechos do livro narrados em formato de história em quadrinhos (assinadas por Alexandre Barbosa, o Bar), o livro dialoga com outras manifestações culturais como mangás, seriados de TV e cinema, além, é claro, das próprias HQs.
Lobo Alpha narra a saga de Wolfang, um rapaz que faz parte de um clã – as criaturas –, seres humanos com poderes de mutação que vivem anonimamente em toda parte. Wolfang tem o poder de se transformar em lobo e nada pode fazer contra a sua sina de criatura. Apesar de ser o mais fraco e insignificante do clã, acaba salvando a vida de Amy, uma jovem que, sem saber, carrega um segredo capaz de definir o futuro das criaturas. Juntos, eles descobrem traições, enfrentam inimigos poderosos e vivem um romance de grandes aventuras ao redor do mundo. Com uma narrativa densa e envolvente, Lobo Alpha tem linguagem cinematográfica.


Assassinato na biblioteca é uma bem costurada trama de ação e suspense que prende a atenção do leitor do início ao fim. Mas não é só isso. Com um enredo que vai e volta no tempo, o livro conta uma história de mistério que beira o sobrenatural, no ritmo das narrativas policiais, mas oferece mais do que puro entretenimento: para decifrar o assassinato da bibliotecária do tradicional colégio onde estuda, em Santos, no litoral paulista, o jovem Igor se envolve num intricado quebra-cabeças e acaba descobrindo muito sobre um período negro da História do Brasil: a ditadura militar.

Novo na cidade, sem conseguir aceitar a morte do pai e o novo casamento da mãe, Igor é o típico adolescente problema. Em casa, vive trancado no quarto; na escola, tem dificuldade para se integrar com os colegas e passa a maior parte do tempo sozinho na biblioteca, para fugir da chatice das aulas. É justamente numa de suas manhãs na biblioteca vazia, quando na verdade deveria estar em sala, que Conceição, a bibliotecária, é assassinada. O cenário é perfeito para incriminar o menino desajustado. Para provar que não é o assassino, Igor conta com a ajuda de Lara, uma menina-fantasma que mora na biblioteca da escola, local onde foi assassinada, em 1970, período negro do regime militar, quando tinha apenas 14 anos.

Com reviravoltas a todo momento, Assassinato na biblioteca é um romance eletrizante que leva o jovem a refletir sobre a História recente do país, mostrando como a tortura e a repressão modificaram as vidas de milhares de pessoas.

Quando se pensa no Tarô, diversas questões nos vêm à mente, especialmente se se somos leigos no assunto: Para que servem as lâminas? Como funcionam? Onde foram criadas? Quem as criou?
A resposta para estas questões, na realidade é tão emblemática quanto os próprios Arcanos, uma palavra originada do latim arkanum, que significa mistério. Composto por 78 cartas, chamadas de lâminas, sendo 56 delas os Arcanos Menores, que são as precursoras do baralho comum, e 22 os Arcanos Maiores, o Tarô é, na visão não apenas de leigos, mas também de muitos estudiosos, uma ferramenta para adivinhação comparável à Astrologia e a diversos tipos de práticas para desvendar o futuro.
Entretanto o Tarô, assim como a Astrologia, é muito mais complexo do que ser um simples canal para adivinhação. Em seu âmbito mais profundo ele transmite uma verdade arquetípica cuja origem é muito anterior ao século XV, data em que segundo pesquisadores, se teve a primeira aparição oficial de um baralho. Na realidade, a idade e a origem do Tarô, em especial dos Arcanos Maiores, são meros detalhes se considerarmos o valor de cada um deles como revelador de situações arquetípicas que passamos durante nossas vidas e cujas raízes no Inconsciente Coletivo remontam aos primórdios da humanidade.

Autores:

O Louco – Aprendendo a errar – Richard Diegues

O Mago – Por quem os deuses choram – William Goldoni

A Papisa – A princesa coberta – Melissa Mell

A Imperatriz – O sortilégio do destino – Marcos Torrigo

O Imperador – O homem que queria ser o “dono do mundo” – Giancarlo Kind Schimid

O Hierofante – A iluminação – Ivana Regina

Os Enamorados – Enamorado – Mauro Caramico

O Carro – Filho do sol – non ducor, duco – Rosana Rios

A Justiça – A justiça e a tempestade – Rodrigo Venkli

O Eremita – Espiral tecida em negro – Tuga Martins

A Roda da Fortuna – Ciclos – Mauricio Mikola

A Força – Tecnologias são ultrapassadas só por quem não quer evoluir – Janaina Caetano

O Enforcado – A noiva do rio gelado – Denise M. G.

A Morte – Augusto e o segredo de Jadis – J. A. Domingos

A Temperança – Espíritos no mundo material – Sérgio Pereira Couto

O Diabo – O Espelho – Ana Marques

A Torre – Uma vida passada a limpo – Júlia Sanchez

A Estrela – Por entre a luz até a noite escura – Gledson Lima

A Lua – De baús e de almas – Alessandra Fonseca

O Sol – Ulisses de todos nós – Cezar Augusto Drake

O Julgamento – Pedras no lago – Eddie Van Feu

O Mundo – A abelha e a flor – Heloisa Galves

O Louco – Loucura abençoada – Gianpaolo Celli

Anno Domini

1:53 pm

Anno Domini reúne contos que mergulham na Idade Média em seu conceito mais amplo. História e fantasia se misturam, mesclam o real ao imaginário, evocam magia, aventura, luz e escuridão. Reis, bruxas, magos, guerreiros, dragões, simples camponeses… Todos enfrentam as próprias batalhas numa atmosfera sombria e irrespirável, por vezes lírica e cativante. Estes manuscritos medievais apresentam o trabalho de jovens autores, pouco ou mais conhecidos, e também de autores veteranos, como Raphael Draccon, Claudio Villa, Nazarethe Fonseca e Madô Martins. Uma viagem a um passado muito mais presente em nossas vidas do que imaginamos.

O livro foi organizado pelos escritores Claudio Brites (O Livro Negro dos Vampiros, da Andross) e Helena Gomes (Lobo Alpha, da Rocco, O Arqueiro e a Feiticeira, da Devir, e Aliança dos Povos, da Idea). A obra reúne 53 contos, ambientados tanto na realidade histórica quanto em universos fantásticos.

Apresentação:
A Idade Média é, assim como o tema de vampiro, teorias da conspiração ou futuros pós-apocalípticos, um tema instigador àqueles que quedam à inventice e foi nesta antologia o mote. Mas este não é um livro de contos medievais nem de textos a respeito da Idade Média. Se procura o primeiro, Chrétien de Troyes ou Geoffrey Chaucer são boas indicações; caso o segundo, indicaríamos Georges Duby e Jacques LeGoff, para citar também dois. Esta coletânea é o encontro de jovens escritores, pouco ou mais conhecidos, em torno de um conceito. Encontrarão aqui um sincretismo narrativo que pauta a Idade Média como um tempo ocorrido ou não desta ou daquela forma. Enredos que divagam e patinam pelo real, penetrando, em sua maioria, no fantástico.

Na analogia de espada e pena, os autores se guarneceram bem e sangraram as teclas de seus computadores com o que há de mais icônico no imagético que envolve esse período da humanidade e da fantasia: batalhas, dragões e sofrimentos, torturas e esquecimentos, bruxas e seus compadres. E todo o tom trevas necessário é evocado para suprir nosso desejo de heroísmo, afinal não há vitória valiosa sem um desafio à altura. O arquétipo do Herói, do Mestre e todos mais que Jung dissecou em seus trabalhos peregrina por cada conto, ora mudando o tom para o de um bardo cantador, de um sádico mago, ou um copista pessimista nas bibliotecas de Eco.

Participantes:

Algoz do Verão; O……………………………………………Thiago Cabello

Andarilha………………………………………………………..Rúbia Cunha

Asas………………………………………………………………Madô Martins

Batalha do Cavaleiro Negro; A…………………………..Renato Arfelli

Batismo de Fogo……………………………………………..Leandro “Radrak” Reis

Bolor e o Frio; O………………………………………………V. Netto

Breve Segundo; Um…………………………………………Leandro Chernicharo

Cassandra Corbu…………………………………………….Ademir Pascale

Desata-me……………………………………………………..Helena Gomes

Desejo…………………………………………………………..Kathia Brienza

Dias de Sombra……………………………………………….Lívany Salles

Do Pó ao Pó……………………………………………………Helena Gomes

Dragão da Noite e a Rosa de Chamas; A…………….Marcos Lopes

Drakkar de Leif Eriksson; O……………………………….Jonatas Turcato Syrayama

Esperando a Morte………………………………………….Cláudio Villa

Faca Cravada………………………………………………….Brontops

Fé dos Inocentes; A…………………………………………Sergio Sparsbrod

Ferreiro Mágico; O……………………………………………Paulo Dumi

Filha da Parteira; A…………………………………………..Angel

Forte das Rosas; O………………………………………….Tiago Lobo

Graal e o Contador de Histórias; O…………………….J. Feltrin

Herança Maldita………………………………………………Gabriel Torres

Hoje na Idade Média………………………………………..Rodrigo Prata

Idade das Trevas…………………………………………….Almir Pascale

Inverno………………………………………………………….Alexandre Matheus Bliska

Kidush Hassen………………………………………………..Bruno Freitas Oliveira

Krispin……………………………………………………………Gustavo Lopes

Menina Elfa; A…………………………………………………Albarus Andreos

Misterioso Caso do Unicórnio Azul; O………………….Douglas MCT

Morte Negra; A………………………………………………..Arlete Sobral

Na Escuridão Gelada………………………………………..André L. Pavesi

Noite na Taberna; Uma…………………………………….Kathia Brienza

Noiva de Lúcifer; A…………………………………………..Ricardo Delfin

Obsessão……………………………………………………….Hanna Liis-Baxter

Peregrinação de um camponês oprimido……………..Karina Brossi

Peste; A…………………………………………………………Chico Anes

Poção dos Desejos; A………………………………………Victor Maduro

Preço da Vingança; O……………………………………….Nazareth Fonseca

Príncipe; O………………………………………………………Danny Marks

Prisioneiro………………………………………………………Márcio Aragão

Prisioneiro da suspeita……………………………………..J. Feltrin

Proibido………………………………………………………….Monica Sicuro

Quatro; Os……………………………………………………..Claudio Brites

Reino das Trevas……………………………………………..Ana Luiza da Silva Garcia

Reversos………………………………………………………..Raphael Draccon

Santo Cavaleiro………………………………………………Rossana Santos

Sonhos de Outrora………………………………………….Addam

Três Pedrinhas; As………………………………………….Nicolas Vasconcelos

Último Relato; O……………………………………………..Gabriel Torres

Vastidão………………………………………………………..JBAlves

Vendeta…………………………………………………………José Roberto Vieira

Vingança………………………………………………………..Bruno Schlatter

Você!……………………………………………………………..Rafael de Agostini Ferreira

 

Trecho do conto de Douglas MCT:
“Palácio Real de Corozon. Mr. Valafar foi recepcionado pelo jovem Bast de Abraxas, numa manhã cinzenta e fúnebre. O rapaz tinha os cabelos loiros e rebeldes, olhos vivazes e uma bata de couro comportada. Era um tipo de emissário real, mas, ao certo, nem ele mesmo sabia.
- Quantos e quais são os suspeitos? – indagou o mago. Sua voz era esganiçada.
- Quatro, meu senhor. – respondeu Bast, prontamente. – Uma velha nômade, o serviçal do estábulo, o filho de um plebeu e um bardo viajante.

O jovem emissário levou Mr. Valafar até a Torre Inquisitorial, no alto da colina próxima ao Palácio Real, onde se encontravam trancafiados os suspeitos. A mulher estava num canto, entre as sombras, despreocupada. O bardo bradava uma cantiga melancólica, enquanto que os outros dois homens seguravam firmes as grades de aço, aflitos e temerosos. Todos já haviam sido açoitados por noites seguidas, o mago notou. O sangue seco e os cortes em suas vestes não negavam o fato.

- Em instantes, eles serão levados pelo ceifador até a forca – revelou o emissário. – Lá aguardarão debaixo do quente sol por sua investigação. – fitou o mago com respeito. – O senhor tem doze horas até concluir o caso ou essas pessoas morrerão sem julgamento.
- Precisarei de apenas uma, meu jovem. – disse Mr. Valafar, enquanto analisava cada suspeito com seus olhos eficazes. Voltou-se a Bast: – Agora leve-me até a criatura, por favor. Sou formado em Necromancia e quero analisá-la antes de iniciar minhas investigações do caso”.

Sobre o Douglas:
Douglas MCT nasceu em Socorro, São Paulo, em 1983 e atualmente reside na capital. Acadêmico do curso de Produção Audiovisual na UNIP, trabalhou por 10 anos como designer gráfico e no momento atua como roteirista, elaborando roteiros de games, TV, cinema e animações para uma produtora. Foi roteirista dos quadrinhos da Turma da Mônica por mais de 3 anos, além de ter ganhado o Mapa Cultural Paulista, na categoria Contos.  Seu romance Necrópolis – A Travessia da Fronteira das Almas está em vias de publicação.

 

Curiosidades:
O livro inclui diversos autores da Baixada Santista: Ana Luiza Garcia; Arlete Sobral; Danny Marks; Hanna Liis-Baxter; Helena Gomes (também co-organizadora da antologia); Jonatas Turcato Syrayama; Kathia Brienza; Lívany Salles; Madô Martins; Paulo Dumi; Renato Arfelli; Sergio Sparsbrod; Thiago Cabello

Sinopse:
Necrópole – Histórias de Vampiros é resultado da união de cinco escritores brasileiros e traz obras de suspense e terror que têm como cenário uma metrópole. O livro reúne cinco histórias distintas, sendo uma de cada escritor, independentes entre si. A ligação entre elas fica por conta do cenário metropolitano e do tema central: os vampiros.
O primeiro volume da coleção será lançado com os autores que idealizaram o projeto: Alexandre Heredia, Camila Fernandes, Gianpaolo Celli, Giorgio Cappelli e Richard Diegues.

“A idéia era reunir o melhor do clássico e do contemporâneo em narrativas de terror, jogando criaturas sinistras em ambientes típicos do século 21, como uma festa sofisticada, um cortiço ou uma rave”
, diz Camila Fernandes.

O nome da coleção, Necrópole, foi adotado para aludir ao lado negro das metrópoles. Segundo Alexandre Heredia, “Necrópole é uma coleção de livros de suspense e terror. Em cada volume, os escritores trabalharão sobre um tema específico. A intenção é agregar qualidade a cada trabalho, fazendo surgirem novos autores nacionais neste segmento que tem sido tão pouco explorado”.

O Projeto Necrópole se originou do periódico NecroZine, um zine escrito e editado pelo grupo. “O grande trunfo do livro é a diferença de estilos entre os escritores. Cada um tem uma linha distinta e uma surpresa extremamente agradável na manga. As histórias surpreendem tanto pelo estilo, como pelo tratamento inusitado dado aos vampiros, revelando tramas intrincadas e personagens que os leitores não esquecerão”, afirma Richard Diegues.

Contos:
Rogai por nós – Richard Diegues
O edifício – Alexandre Heredia
A casa dos loucos – Camila Fernandes
Acerto de contas – Giorgio Cappelli
Anatomia imortal – Gianpaolo Celli

O prefácio é de Giulia Moon.


Sinopse:
Nesta obra de sete histórias, os autores do primeiro volume ganham o reforço de dois convidados especiais: Marcelo Dias Amado e Dóris Fleury. Neste volume, como no anterior, o sobrenatural serve de pano de fundo para uma teia de metáforas de nossos maiores medos e anseios. Violência, religiosidade, questões sociais, criminalidade e lendas urbanas se fundem em narrativas densas, apresentadas em formas variadas e criativas.

Os Contos:
Algo muito errado é um triller de ação, no qual Richard Diegues nos transporta para uma atmosfera de romance noir, recheada de vinganças e sangue. Em Amigo até o fim, Giorgio Cappelli trata dos laços familiares e da espiritualidade em questões que desafiam nossas noções do bem e do mal. Catarse, de Alexandre Heredia, confina diversos de nossos medos diários em um ambiente claustrofóbico, provando que há coisas piores do que a morte. Entre o silêncio e o pó, de Camila Fernandes, insere na passagem da adolescência para a maturidade conflitos mais cruéis do que os próprios da fase. Em Finja que não viu, Dóris Fleury, apresenta com originalidade questões sociais, escancarando tabus que evitamos para resguardar nossa sanidade. Jogo de reis e damas, de Gianpaolo Celli, é um retrato de nossa busca pelo poder a qualquer custo, com uma trama fortemente marcada pelo misticismo. Em O fotógrafo, Marcelo Dias Amado revela um retrato da metrópole rude em problemas cotidianos, como desemprego, miséria, crime e solidão.

A coleção pretende divulgar a literatura de suspense e terror, ao mesmo tempo em que envolve questões sociais inerentes à nossa realidade. O Brasil tem um mercado muito receptivo a este tipo de obras, mas vem consumindo predominantemente literatura estrangeira. Necrópole busca reverter este cenário, investindo no mercado nacional para revelar periodicamente novos talentos.
A série se destaca por um acabamento primoroso, com papel especial e um excelente trabalho gráfico, bem como por seu preço extremamente acessível, visando a disseminação da obra para uma vasta gama de leitores.

Mais do que uma coleção de livros temáticos, Necrópole 2: Histórias de Fantasmas é uma visão de nossa sociedade atual, com seus medos, traumas e desejos.

Necrópole – histórias de bruxaria é o terceiro volume de uma coleção dedicada à nova nata do suspense e do terror. A cada livro, um tema diferente, sempre com escritores brasileiros, que apresentam histórias distintas, mas o mesmo cenário a Necrópole, metrópole que noite e dia digere nossas almas, gerando em seu ventre cadáveres célebres e assassinos anônimos. Em cada uma das seis histórias que integram este volume, o impossível rompe as fronteiras da percepção comum e traz o terror fantástico para o palpável mundo do cotidiano. A bruxaria coloca a sanidade em xeque. De olhos abertos ou de olhos fechados, não há mais como sentir-se seguro nessa Necrópole.

O livro segue o padrão de qualidade dos anteriores, subvertendo o tema com muito suspense e terror. Dessa vez, os necroautores Alexandre Heredia, Camila Fernandes, Gianpaolo Celli e Richard Diegues convidam Nazarethe Fonseca (Alma e Sangue) e Eric Novello (Dante – o guardião da morte) para tratar do tema bruxaria.

Contos:
O sagrado profano – Richard Diegues
Cândido – Alexandre Heredia
Empório da boa fortuna – Camila Fernandes
De fumaça e sombras – Eric Novello
Entre mundos – Gianpaolo Celli
A ciranda dos desejos – Nazarethe Fonseca

O prefácio é de Eddie Van Feu.

Release:
Brasil, outono do século XXI. Uma série de atentados terroristas intriga o país, crimes inesperados e sem um aparente propósito definido. No mais recente deles, parte de um shopping center de Belo Horizonte desaparece em uma violenta explosão, com dezenas de mortes. Entra em ação o policial Tom Rizzatti, da Polícia Unificada, que investiga os crimes com um parceiro da Interpol e uma ajudante hacker. Nesse país futurista, onde muitas coisas mudaram e outras nem tanto, Rizzatti guia o leitor em uma investigação que se torna mais surpreendente a cada passo, que mudará seus conceitos e sua própria vida para sempre. Conheça o Brasil e o mundo do futuro. Leia “Quintessência”.

Quarta capa:
Tudo muda e continua na mesma. O Mal é como um esporo que está pulverizado na atmosfera que respiramos. Todos carregamos partículas dele dentro de nós. A diferença é a susceptibilidade de cada organismo à infecção que ele provoca. Isso é o que varia de ser para ser. Esse é o preço que se paga por ser humano. [...]
Neste mundo chamado ‘civilizado’ em que vivemos, estaremos criando novos monstros para um novo milênio, ou apenas trocando as vestimentas dos antigos, aqueles que se escondem na escuridão que persiste dentro de nós?

Resenha no Aguarrás.
Resenha do Fernando Trevisan.
Resenha no Overmundo.
Entrevista com o Flávio Medeiros.


Guardiões do Templo

Release:
Os Guardiões do Tempo é uma fantasia de ficção, com muita aventura, mistério e humor, voltada para todas as idades. A trama envolve três garotos, Duda e sua irmã mais nova, Ciça, e o amigo Rogério, que são levados ao futuro. Em uma corrida pela galáxia eles têm que desvendar um mistério, através de enigmas, pistas que vão decifrando ao longo da trama. Embora de um estilo mais ameno, não faltam os tradicionais elementos de suspense, mistério e medo, em uma aventura de tirar o fôlego, e com boas doses de humor.

 

Trecho do livro:

Lentamente, um imenso objeto metálico começou a se erguer do lago. A água escorria por sobre a estrutura que emergia e, pouco a pouco, todo o corpo do objeto foi se revelando, flutuando a poucos centímetros da superfície. Duda, Ciça e Rogério se achavam imóveis, os olhos grudados na súbita aparição. A menos que os três estivessem sonhando, aquilo realmente parecia uma nave espacial. Subitamente, as águas se iluminaram. Um facho de luz partiu da parte de baixo do misterioso objeto, bem rente à superfície do lago. O facho estendeu-se até o barco, envolvendo-o por completo. A luz não chegava a ofuscar, embora dificultasse a visão dos garotos. Duda levou a mão em forma de concha aos olhos, procurando protegê-los e ver mais claramente. Uma estreita abertura aparecera ao fundo da nave, e ele pensava ter visto uma figura saltar para o facho de luz.

– Ei, vocês viram isso? Tem alguém ali! – disse Rogério, por cima dos ombros de Duda, e apontando para o objeto.

Para surpresa de todos, o estranho começou a caminhar através da luz, como se andasse por cima das águas. Quase ao mesmo tempo, os três suspiraram aliviados. Eles não sabiam quem era o estranho ou de onde viera aquele gigantesco objeto, no entanto, se sentiam mais seguros ao verem uma figura semelhante a um homem, que se dirigia ao barco. Ainda assim, permanecia em silêncio, o coração batendo acelerado.

A figura continuou caminhando até chegar próximo. Ele não trazia nada de especial em relação a equipamentos ou roupas. Salvo o fato de trajar uma espécie de macacão, todo negro, com botas ou sapatos integrados à roupa, sua aparência não tinha nada de anormal ou assustadora.

– Seu nome é Eduardo Junqueira Silva, não? – questionou o homem, falando com um sotaque estranho e apontando para Duda.

– S-Sim, sou eu – respondeu, perplexo, balançando a cabeça sem perceber, em sinal afirmativo.

– Nós precisamos da sua ajuda.

– M-Minha ajuda? Mas… nós, quem?

– S-Sim, quem é você? – perguntou Ciça, encolhida e assustada, atrás do irmão e do amigo.

– E de onde você vem? – completou Rogério, nenhum deles sequer se dando conta de que continuavam encharcados.

 


Release:
Relâmpagos de Sangue é uma obra que vai além de ANJO A Face do Mal ao extrapolar as sensações angustiantes de mistério, suspense e medo, uma trama nascida para assustar, para levar os leitores a vivenciarem todas as paixões, sentimentos e angústias dos personagens, em uma interatividade sufocante.
A trama gira em torno de dois personagens, Sara e Josimar (Jôs), que há aproximadamente um mês estão tendo estranhas visões que envolvem sangue, a cor vermelha e tempestades, além de lapsos de memória. Em função disso, ambos resolvem voltar ao local onde passaram as últimas férias, certos de que alguma coisa muito errada lhes aconteceu.
A aventura se passa em uma cidade fictícia, Germinade, no interior de Minas Gerais, aonde fatos estranhos vão ganhando proporções inimagináveis, envolvendo tanto os personagens principais como outros, que vão surgindo ao correr da história, num suspense crescente, aonde o mistério por detrás de tudo vai se revelando aos poucos e descobri-lo faz parte da leitura, onde por fim, se chega ao clímax, com um desfecho inesperado.
Acima das expectativas, Relâmpagos de Sangue traz uma linguagem extremamente visual, um livro denso e assustador, que prende firmemente o leitor com garras invisíveis, magistralmente tecidas, e que revela um amadurecimento e evolução tanto na escrita como na trama.

Trecho:
“Desde quando ela estava tendo aquelas visões? Não sabia de um modo exato, não tinha certeza. Acreditava que tudo havia começado após a viagem de quinze dias, que fizera há pouco mais de um mês, mas não poderia jurar. Na realidade, não se lembrava. E por estranho que fosse, havia várias outras coisas que não se recordava, e os lapsos de memória também começaram após aquela viagem. Ela não sabia dizer que coisas eram; apenas sabia que eram importantes e que estavam em sua memória, muito perto, no entanto, não conseguia acessá-las. Estavam lá, mas eram fugidias, toscos espíritos que pareciam flutuar sem rumo, ao redor de sua mente, zombando dela, zombando de sua sanidade e de seu medo. Ela apenas sabia que tinha medo, e esse medo, não tinha dúvidas, era real. Sara aproximou-se novamente da janela, olhando para fora. A chuva continuava a castigar sem piedade. Um relâmpago iluminou a sala e, imediatamente, se seguiu um trovão fortíssimo, que fez com que as paredes estremecessem mais uma vez. Sara tremeu, sentindo um pavor ainda mais intenso, apoiando-se no batente próximo para não cair. Porém, desta vez, não fora o estrondo do trovão que a assustara, ou a fúria das águas; desta vez fora o relâmpago, um relâmpago diferente e, por tudo que conhecia e sabia, não podia existir. Sara olhou para as mãos tremulas. Apesar de tudo, tinha certeza de que não estava tendo uma visão agora; sabia que era real o que tinha visto. Um relâmpago diferente, um relâmpago vermelho, igual a sangue. E podia jurar que sussurrava seu nome.”

 

Release:
ANJO A Face do Mal explora a fundo mistério e suspense, cujo personagem principal é o polêmico Lúcifer, o chamado Anjo Caído. Em uma obra impar, a história mistura entidades do misticismo afro-brasileiro com anjos, arcanjos e demônios, apresentando a figura de Lúcifer não como o conhecido Diabo das religiões, mas um poderosíssimo ser, cujas finalidades somente ele próprio conhece. Sua figura não tem nada de macabro, mas sua inteligência, retórica e perspicácia o tornam o mais terrível adversário que qualquer um poderia enfrentar. Em uma leitura ágil e intrigante, que cultiva todas as características de uma trama envolvente e de tirar o fôlego, tem como ponto central a repetição do evento que deu origem à Criação.
O livro conta que antes do início, antes do Tempo, existiam dois Princípios, Ação e Oposição, e que a partir deles, houve luz. E agora, infinitas eras após, o indivisível Princípio da Oposição irá se dividir mais uma vez, dando origem a uma nova gênese. Os Anjos, mandatários do Céu, farão tudo para impedir tal evento, pois vêem a Oposição como as Trevas Eternas, o inimigo máximo de Deus, ainda pior que seus opostos, os próprios Demônios. Estes, por sua vez, estão dispostos a tudo para que a divisão se concretize, ávidos pelos segredos que ali se escondem. Em meio à tensão crescente, que ameaça eclodir em uma guerra sem precedentes, que devastaria a existência, um ser observa, uma entidade sem igual, único detentor das energias de ambos os Princípios, Lúcifer.

Enquanto isso, na Terra, algo misterioso e incrivelmente poderoso, caça e aniquila indistintamente Anjos, Homens e Demônios, guiado apenas pelo seu propósito sombrio, uma entidade que só poderia ser descrita como a própria entropia encarnada. A balança do equilíbrio ameaça pender, e é chagada a hora de Lúcifer intervir. O futuro de tudo o que existe se acha em suas mãos. Se falhar, restará apenas desolada e fria destruição.

O autor:
O autor, Nelson Walter Magrini Jr, nasceu na cidade de São Paulo, é Engenheiro Mecânico pela Universidade Mackenzie, Consultor Internacional de Gestão Empresarial e Logística, ainda desenvolve estudos e trabalhos em Mecânica Quântica. Tem como principais hobbys a música e a literatura de ficção e sobrenatural. Passou a escrever a partir do ano 2000 e seus projetos, mesmo os voltados para o público pré-adolescente, trazem ingredientes de intenso mistério e suspense.
Tem quatro livros publicados, ANJO A Face do Mal, de 2004; Relâmpagos de Sangue, de 2006, ambos pela Novo Século Editora; Visões de São Paulo – Coletânea, com o conto Sombra, de 2006 e Amor Vampiro – Coletânea, com o conto Isabella, de 2008.

 

Curiosidades:
Anjo, a face do mal encontra-se praticamente esgotado e deve ganhar uma nova edição.




 A Tarja Editorial lançou o livro Fábulas do Tempo e da Eternidade, da escritora Cristina Lasaitis, que com apenas 24 anos é uma promessa da nova geração.

A obra, ousada no aspecto visual e no conteúdo, é composta por 12 contos que misturam com maestria ficção científica e fantasia, com um humor refinado, comparável ao dos maiores mestres do gênero. Os contos são interligados pela temática do tempo, que em seu constante tiquetaquear, nos conduz ao inevitável fim.

Em uma incursão especulativa pelo mundo da ficção científica e fantástica, Cristina Lasaitis explora as diferentes facetas de Cronos e levanta questões intrigantes sobre a perpétua busca do ser humano em superar o tempo. Com uma narrativa fortemente influenciada por autores como Jorge Luis Borges, Arthur C. Clarke e Ursula K. Le Guin, a autora apresenta épicos modernos, reinventa mitos e se envereda por futuros imaginários e inimagináveis a dissecar o sentido da existência em histórias sobre extrapolação, transcendência e esperança.

Cristina Lasaitis nasceu em 1983. Apaixonada por ciências e por histórias de ficção científica, aprofundou-se nos estudos e na leitura desde muito jovem. Formou-se biomédica pela Unifesp, onde hoje se dedica ao estudo do comportamento humano e usa os conhecimentos científicos adquiridos em sua escrita. Possui contos já publicados no livro Visões de São Paulo – Ensaios Urbanos (2006) e no FC do B (2008), também na revista Scarium (2007) e no site Novas Visões. Recentemente a autora foi palestrante em dois eventos sobre ficção na Livraria Cultura, tendo participado também de uma mesa-redonda durante a Fantasticon 2008, o maior evento de Literatura Fantástica do Brasil.

Resenha de Fernando Trevisan.


Sinopse:
Uma coleção de 17 histórias antológicas sobre todos os tipos de temores humanos, centralizada sobre os monstros que assolam nossa imaginação, e principalmente, nossa realidade. Uma compilação de histórias com dezenas de estilos distintos de narrativa e forma, cada uma com um recurso diferente de linguagem, selecionados e criados especialmente para imprimir um ritmo diferenciado ao conjunto final. A cada conto lido o leitor vai ganhando uma percepção diferente das monstruosidades inerentes ao ser humano. Com algumas tramas tão oníricas quanto uma neblina, outras tão densas quanto o concreto dos grandes centros urbanos, os contos surpreendem justamente por essa diversidade moldada. Um dos livros de contos mais bem recebidos pela crítica, onde se brinca internamente que o fato foi gerado pelo medo, que se impregna tão fortemente quanto os conceitos de monstros que o livro revela. E eles são reais.

Trecho do livro, extraído do conto No fio da navalha.
“Por ocasião, vou lhe dizer que é apavorante trabalhar neste lugar. Fora o cuidado ao se mover, também é necessário olhar bem onde se senta. Mas isso é simples, adquire-se o hábito depois do terceiro ou quarto corte”.

Resenha no Aguarrás.

Giulia Moon

1:46 pm

         Kaori

Kaori: Perfume de Vampira

Século XVII: Kaori, uma bela garota com o perfume da sedução, trilha caminhos perigosos entre samurais, senhores feudais, prostitutas e criaturas mágicas do folclore japonês. No seu caminho, surge José Calixto, um artista sensível e apaixonado, capaz de tudo para dar vida a uma obra imortal.

Século XXI: na fervilhante Avenida Paulista, coração de São Paulo, Samuel Jouza tem uma profissão peculiar. Ele observa vampiros para um misterioso instituto de pesquisas. Mas o olheiro percebe que a sua profissão é muito mais perigosa do que imaginava, ao salvar um menino das garras dos sanguessugas.

De um lado, a magia das sagas heróicas de samurais, o mistério das antigas lendas do Japão. Do outro, uma aventura ágil e atual, que tem como cenário o Brasil. Dois universos se entrelaçam e se cruzam neste novo romance de vampiros escrita por Giulia Moon.

 

Trecho do Capítulo III - Aqueles que Vêm com a Noite

1648 – Período Tokugawa, Japão

A garota abriu os olhos. Encontrava-se dentro de uma construção empoeirada. Havia uma vela acesa perto de si. Trêmula, a menina ergueu a vela para ver melhor onde estava. Parecia um antigo jinja1 abandonado. Havia um altar com o deus Hachiman2 coberto de pó. De repente, a chama da vela iluminou um vulto agachado num dos cantos. Dois olhos sinistros faiscaram. Com um grito de pavor, Kaori soltou a vela e correu para o lado oposto, procurando pela saída. Havia uma entrada principal, mas estava lacrada pelo lado de fora. A jovem, desesperada, começou a bater com os punhos na barreira.
– Não há como sair… Você não pode fugir de mim.
Kaori voltou-se, tremendo, para o homem desconhecido e encontrou-o de pé, acendendo a vela que ela deixara cair. Usava uma veste rota, com calças esfarrapadas e uma túnica esburacada, sob a qual surgiam dois grandes pés nus, escuros de sujeira. Tecidos cobriam o seu rosto, onde apenas os dois olhos brilhantes estavam à vista. Tinham íris amareladas, como os de um tigre. Olhos de oni3! Aterrorizada, a menina sentiu as pernas bambas. Ela deslizou rente à parede, até agachar-se no chão, apavorada. Assim, com o rosto escondido entre os braços, ouviu-o aproximar-se. Estremeceu quando sentiu as mãos dele sobre os seus braços, obrigando-a a se erguer.
Ele a colocou sobre o ombro, como se fosse um fardo qualquer, e levou-a até um canto, onde havia um acolchoado e almofadas. Depositou-a sobre o leito, e ficou ali, olhando, até que ela abrisse os olhos. Então levou a mão ao seu próprio rosto e puxou o tecido que lhe cobria a boca. A menina arregalou os olhos. A boca era grande, sensual. Os lábios, rosados e úmidos. Os caninos curvados eram os maiores que já vira. Já ouvira falar de uma criatura assim. Ele era um kyuketsuki4. O demônio sugador de sangue.

1. Jinja – templo xintoísta.
2. Hachiman – deus identificado com o antigo imperador Ojin e deus da guerra.
3. Oni – demônio.
4. Kyuketsuki – vampiro, em japonês. Palavra composta de três ideogramas: Kiu (sugador),
Ketsu (sangue), Ki (demônio).



A Dama Morcega

Onze contos fantásticos. Onze narrativas que trazem personagens do imaginário brasileiro ao lado de vampiros, assombrações e outras criaturas clássicas de terror universal. Giulia Moon conta neste seu novo livro onze estranhas aventuras de seres sobrenaturais: um menino e o seu amigo invisível; um herói que carrega um diabinho tagarela no ombro; um ser bizarro que assombra livros usados; uma conversa do Saci com o Menino Jesus. O conto A Dama-Morcega, que dá nome ao livro, narra a história de uma misteriosa mulher desmemoriada descoberta num circo de horrores por um médico, Olavo Alencar, que se dedica a descobrir o fenômeno oculto sob a sua fisiologia peculiar. Uma vampira de verdade? Ou apenas uma aberração médica? O conto A Dama-Morcega revisita as clássicas narrativas de cientista versus criatura fantástica, acrescentando à trama o colorido bem brasileiro de uma São Paulo nos primeiros anos do século XX.
O livro A Dama-Morcega traz o prefácio de R. F. Lucchetti, escritor e roteirista de cinema e quadrinhos.

Os contos:
Luna Errante
Júnior e o Seu Gnuko
O Vampiro e a Donzela
Perdido!
O Paraíso
O Ser Obscuro
O Herói e o Diabrete
Perigosa Ilusão
A Tia-Madrinha
A Dama-Morcega
Pé-de-Moleque em Dezembro

Trecho do livro, extraído do conto A Dama Morcega:
“A jaula estava lá. E, dentro, Agnes. Usava um vestido branco, diáfano, de bailarina. A platéia remexia-se, incomodada. Uma mulher frágil estava ali, dentro da jaula, olhando para os assistentes com ar de desamparo. Algumas pessoas sussurraram umas com outras. De repente, alguém gritou:
– Covarde, solte a pobre moça!
Como resposta, Schiavo estalou o chicote. O público soltou uma exclamação em uníssono. Agnes tinha saltado para o teto da jaula e encontrava-se pendurada de cabeça para baixo, desafiando a gravidade como um morcego de verdade. O tambor soou. O chicote estalou de novo. E ela voltou para o chão, onde ficou agachada, os olhos rubros a vigiar os passos do domador.”


Vampiros no Espelho

Em relatos fantásticos em que o inusitado é apresentado com surpreendente realismo, Giulia Moon nos conduz através de histórias de criaturas extraordinárias num jogo de espelhos às vezes apavorante e cruel, noutras vezes bem-humorado.
Por tradição, vampiros não têm reflexo nos espelhos. Por isso, desde sempre, a única forma de se registrar a presença de um vampiro tem sido através de narrativas que trazem à luz detalhes e “retratos falados” desses seres fascinantes. Eis o motivo da primeira parte deste livro denominar-se Vampiros no Espelho. Cruéis, ariscos, perigosos e até mesmo engraçados – eles aparecem com todo o seu mistério, refletidos nas palavras deste espelho.
A segunda parte deste volume, Seres Obscuros, fala de outros personagens fabulosos. Dezessete contos fantásticos relatam instantes em que criaturas sobrenaturais roçam de forma ligeira, mas definitiva, a vida dos mortais. São seres famintos de amor, de vida, de sangue. Rondam nas sombras, espreitam nas frestas, dançam e cantam sob a luz das estrelas. Assombrações, mortos-vivos, dragões, bruxas – e mais vampiros – fazem a sua performance para a platéia deste espelho, atravessando campos e florestas imaginários ou agindo em cenários familiares de uma cidade, um bairro, uma rua como a sua.
Por isso, observe os vampiros e os demais seres obscuros neste espelho de palavras. Se você já sentiu algum dia um fascínio inexplicável por uma noite de lua cheia, desejou seguir uma música encantadora que vem da floresta, ou quis descobrir de onde vem o choro lúgubre que ecoa nos cantos escuros de uma velha casa, aceite o convite de Giulia para esta jornada. Delicie-se com Vampiros no Espelho & Outros Seres Obscuros.

Os contos:
I. VAMPIROS NO ESPELHO
Rock’n Rose 
O Verdadeiro Rosto de Satan 
Festa Rubra
Mater Dolorosa 
Cenas de Cinema 
Dama-da-Noite 
Pequena Lição de Educação Sexual 
Danse Macabre
Retrato em Sépia
Mil e Trezentos Vampiros 
A Santa dos Meninos de Rua 
Uma Vampira no Rio 
Amor Vampiro
Amor Mortal 
Amor Venial 
Pater Nobilis

II. SERES OBSCUROS
O Monstro que Devorou a Lua
Jantar a Bordo
Natal Escarlate 
Cássia
E-Maus 
O Cabelo 
O Dragão Tricéfalo contra o Santo Valente 
Vida de Artista 
Miado Blues 
Pesadelo 
O Noviço Sem Orelhas 
A Voz 
Ele Está Observando Você 
Boneco de Pano 
Kiuketsuki 
Parasitas! 
Era Uma Vez

Trecho do livro, extraído do conto Mil e trezentos vampiros:

“Ela estava lá, como num sonho. Os cabelos curtos mostrando um pescoço fino e alvo. A jaqueta vermelha era um morango reluzente e macio. Nem sabia por que tinha tanto tesão por uma magriça. Tanta mulher mais gostosa por aí… De repente, ela estava sobre ele, fazendo-o sentir coisas. Suas mãos pequenas eram hábeis, tanto em excitar quanto em submetê-lo de uma forma esquisita. Segurava o seu braço, apertava o seu rosto de um jeito que não gostava. Mesmo excitado. Mesmo louco para que ela não parasse o que estava fazendo. Então… O que estava fazendo… mesmo?
Ela estava se alimentando. Empoleirado sobre a laje de uma construção a alguma distância, Augusto os observava. Afastou o binóculo dos olhos e anotou na caderneta: técnica mista de sedução e hipnotismo. Tratava-se de uma vampira experiente, a elegância no ataque era exemplar. Nada de sujeira desnecessária, violência ou sofrimento da presa. Vampiros urbanos eram assim mesmo, sutis. Por isso os admirava.”

Sinopse de Luar de Vampiros:
A noite é dos vampiros. Eles amam. Matam. Ou apenas passam como sombras pelas janelas dos mortais. No submundo da noite reinam, predadores noturnos sutis e cruéis. Aqui, você vai conhecer esses seres sob o olhar da lua. O luar – luz noturna – flagra momentos de vampiros, criaturas ariscas e raras, em seu habitat. Vampiros de espécies diferentes, como o são os seres humanos, tão diversos em caráter, temperamento, destino e, por isso mesmo, tão fascinantes. Os vampiros sempre exerceram um fascínio irresistível sobre nós, pobres mortais. Entre num mundo proibido através do livro LUAR DE VAMPIROS, o livro de estréia de Giulia Moon. São dez contos de vampiros. Dez faces pálidas na escuridão. Apague as luzes e espere. Eles não gostam da claridade. A não ser a do luar.

Os contos:
Um tédio de matar
O amante noturno
Educação milenar
Uma vampira em Nova York
Gia e o seu alvo
Incompatibilidade de gênios
Sangue de Lúcifer
O sorriso de Felícia
Desejos são rubros
A Dama Branca

Trecho do livro, extraído do conto Uma Vampira em Nova York

“O toalete feminino era perfumado com um aroma amadeirado. Telas de tecidos tingidos de vermelho – ah, a cor favorita, depois do negro… – e espelhos. Espelhos que não refletem Maya. Apenas mostram a figura espantada da garota – mamma mia – que se depara com os caninos brancos da vampira ao voltar-se, após lavar as mãos e retocar a maquiagem borrada. Um gosto agridoce de sangue jovem, anos de spaghetti al sugo que nem os won-tons de banana com canela conseguiram eliminar… e o efeito estonteante de vinho de qualidade correndo ainda nas veias vigorosas da ragazza.
Então a amiga saindo da toalete olha, estupefata, para o corpo da companheira no chão. E depois, para o rosto pálido de Maya a um centímetro do seu.
– Cara mia… – Um doce sussurro nos ouvidos enfeitados pelos brincos dourados. Um leve roçar nos piercings do umbigo e o corpo sob o seu, completamente abandonado…
Maya sorriu, admirando o tatoo no ombro branco e largo da bella bambina. Uma rosa vermelha. Um sinal. Um gosto delicioso de pecado. – Bitch! – Era possível? A vagabunda gritara. E a xingara. Com um movimento implacável, Maya dobrou-a em dois. As costelas perfuraram o top, ossos brancos surgindo sob a estampa colorida. Um jorro de sangue quente colheu o rosto de Maya. Um grito. Mais gritos. Logo, um restaurante chamado Indochina iria parar nas manchetes dos jornais.”

Luar de Vampiros está quase esgotado.
Você ainda pode encontrá-lo na livraria Asabeça ou nos sebos da cidade.

Entrevista da Giulia para o site O entrevistador.

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